quinta-feira, 9 de julho de 2015

Scans + Nova Entrevista de Robert para TotalFilm de agosto




 

A carreira de Robert Pattinson tem sido um turbilhão estranho e selvagem. Agora, interpretando o cronista de James Dean em Life, a estrela britânica reflete sobre as dificuldades de ascensão.

"Definitivamente há momentos," diz ele,"onde você se sente muito separado de tudo."

Robert Pattinson esconde seu rosto. "Eu odeio tirar fotos.",ele geme. O que pra um dos homens mais fotografados do mundo, um ator que passou os últimos sete anos ou mais, sendo perseguido pelas lentes dos paparazzis e telefones com câmeras a espreita, deve ser um problema. Twilight transformou o garoto de Barnes numa sensação mundial, interpretando o vampiro cintilante Edward Cullen, transformando ele de um pouco conhecido para um dos atores com menos de 30 anos mais ricos da Grã- Bretanha (valor líquido de 65 milhões de libras de acordo com o Sunday Times Rich List deste ano).
Uma década atrás, ele era desconhecido; era apenas o bem educado filho de Richard, um importador de carros antigos e Claire, funcionária de uma agência de modelos. Atuou em Vanity Fair e foi cortado dias antes da noite de estreia da produção de 2005, as coisas só começaram a mudar quando ele ganhou o papel de Cedric Diggory em Harry Potter e o Cálice de fogo. Apelidado de "o próximo Judy Law" mesmo assim, levaria mais três anos antes de se ver clicado pelas câmeras em Twilight.

[...]

Bom, ele chega hoje com camaradagem: calça preta, camiseta cinza, um boné e uma jaqueta verde floresta, com a gola levantada.

Seu cabelo castanho é seu habitual carro-chefe, auto-despenteados. As sobrancelhas são grossas, barba espessa, cultivada para sua mini-aparição no próximo indie de Brady Cobert, The Childhood of a Leader ("eu esqueci minha navalha", ele brinca). Todo moderno, com seu jeito de garoto hipster - ganhando 8 milhões de libras para ser o rosto da Dior na campanha de perfume (através de uma música marcante e fumegante de Led Zeppelin). Pattinson, no entanto, é muito mais que um modelo de aparência, ele usa sua fama de Twilight ao máximo. Ele é um bilionário banqueiro abandonado numa limusine no deturpado Cosmópolis de David Cronenberg. Um cara de raciocínio lento no pós-apocalíptico The Rover. Um aspirante a roteirista em Hollywood na saborosa sátira Mapas para as estrelas de David Cronenberg. Estas não são escolhas planejadas para um ator em ascensão no tabuleiro de xadrez de Hollywood; em vez disso, é um ator que quer um legado credível.

Seu último passo para afastar-se do "céu adolescente" é Life, o novo filme de Anton Corbijn (Control). Um estudo fascinante sobre a ligação masculina, ele fala da relação entre o fotógrafo Dennis Stock (interpretado por Pattinson) e James Dean (Dane DeHaan). Realizada logo após Dean fazer "East Of Eden", Stock compromete-se na atribuição de fotografar a estrela em ascensão para uma divulgação da revista Life. Na sequência temos a morte trágica de Dean, em 1955, dessas fotos, não menos importantes, aquela que ele anda através da Times Square encharcado de chuva, cigarro na boca- tornou-se icônica.

A medida que Life dá a Pattinson a oportunidade de olhar para a fama do outro lado da lente da câmera, é mais do que apenas isso. É um retrato de disfunção temperado com com tristeza e desespero, ainda é o seu trabalho mais maduro. Mas é também um significado mais amplo de sua ambição. Em uma carreira que agora vemos-o buscar diretores como Werner Herzog, Harmony Korine e James Gray. Pattinson está pronto para a próxima fase pós- Edward, essas câmeras serão zumbiram, ao que parece, por razões completamente diferentes.

O que fez você querer interpretar Dennis Stock? 
Com isso, eu conhecia aquele sentimento: alguém tão inibido que eles sentem que estão separados do mundo inteiro. Eles não estão realmente tendo a mesma experiência na vida como uma pessoa normal. É meio que um sentimento trágico. Também interpretar uma pessoa um pouco antipática. A coisa que mais apelou no começo nisso é que um jovem garoto que tem um filho e não ama o filho. Quem você pode pedir pra fazer isso? Todo mundo vai dizer que você é um babaca! O que você supostamente faz? Da um tiro em você mesmo? Eu achei que era um predicamento interessante. Eu conheci seu filho real, e ele foi um pai horrível. Não tem um final feliz. Eu pensei que era uma coisa interessante se ele achasse algum tipo de consolo em sua arte.

Então Dennis é emocionalmente carente?
Soa realmente brega, mas ele meio que precisa do amor de alguém antes de ser capaz de se amar. Ele assistiu East of Eden, e ele foi massivamente movido por ele, e ele respeita James Dean tanto, mas ele não consegue ser um fã massivo. Mas quando ele tira as fotos e depois James vem e diz, “estão realmente muito boas”- é tudo que ele precisava. Ele subitamente sente, “eu sou um artista agora!” você precisa respeitar alguém antes de poder se respeitar.

Anton Corbjin te deu uma antiga Leica pra poder praticar. Você se saiu bem? 
É praticamente impossível tirar fotos ruins se você tem boas lentes e uma boa luz. Você só tem que se manter aberto – mas isso é a única coisa que eu sei fazer. Na verdade eu estava tirando essas fotos e tudo estava iluminado nessas cenas e eu fiz um monte de fotos mas eu não sei onde elas estão. Elas devem estar muito ruins ou eu penso que devem ser grande parte da publicidade.

O que Dean tem que faz dele carismático? 
Algumas vezes quando você aponta câmera para alguém, intensifica tudo sobre essa pessoa. Mesmo dentro deles. Não é apenas filmar alguém fazendo um documentário. Se alguém está se apresentando, você pode descobrir as coisas. Eu não sei como escrever. Você pode ver, ele está sempre tão ciente da câmera. Não é como se ele apenas estivesse fazendo isso tempo todo.

Você consegue se relacionar com a fama que ele teve? 
No filme de qualquer forma ele tinha uma ideia muito específica do que ele queria que a vida dele fosse, ele começou a sentir uma desilusão antes de começar a acontecer. Toda minha experiência.. Eu não tinha menor ideia de como iria ser quando Twilight começou a ser feito. Quando nós fazíamos entrevistas, eu nunca tinha feito uma coletiva de imprensa e eu tava meio que, “o que?”. Você apenas senta num quarto e fala merda por umas oito horas! E eu estava contando piadas. E todo dia meu agente recebia ligações do estúdio dizendo "você tem que dizer pra ele cala boca! ” também não tinha nada a perder.

Dean é um ator metódico. Você explorou algo? 
Não tenho muita certeza do que é um uma atuação metódica. Se você olhar para alguma das coisas de Dean, especialmente os shows de tv que ele foi depois de East Of Eden você vai ver que ele estava definitivamente em um tipo grupo de de teatro de vanguarda e ele estava completamente fora de lugar! Ele estava tomando decisões realmente obscuras, e se comprometendo inteiramente. Ele não estava sendo um ser humano normal de jeito nenhum. Ele era tipo uma pessoa louca. Mas era interessante de assistir. Você não sabe o que ele ia fazer. É inesperado e fascinante.

É verdade que quando você começou a atuar o seu pai encorajou você do mesmo jeito que ele te encorajou a pegar garotas?
Isso é verdade, mas só porque ele viu um monte de garotas bonitas que estavam indo fazer audições e ele me disse “Ei Rob, você tem que ir para aquilo” e essa é a razão de eu ainda fazer isso! (risos)

Você ficou marcado realmente cedo, fazendo o papel de Cedric Diggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Isso foi um árduo processo? 
Fiz audição e eu não tinha celular, então no dia que voltei, tinha que ligar de volta. E umas duas semanas depois meu agente me ligou dizendo que eu consegui. Eu nunca vi qualquer outra pessoa que estava fazendo testes, então nunca soube quem era minha concorrência.

Um pouco depois você fez Little Ashes, interpretando o pintor surrealista Salvador Dalí. Isso foi um passo importante?
Primeira vez que eu realmente pesquisei alguma coisa, eu acho. Eu não tenho certeza se isso mostra a minha performance mas ele escreveu muito sobre ele mesmo. Uma quantidade fenomenal de escrituras. Ele era um escritor incrível. Eu li um montes de coisas sobre ele. Ser capaz de estudar alguém, eu não sabia como fazer isso antes.

Então veio Twilight. Você vê isso agora como uma desvantagem ou uma vantagem pra sua carreira? 
É um pouco dos dois. É apenas um trabalho que você tem feito. Algumas vezes, você tem uma bagagem que as pessoas.. Se você tem uma expressão neutra na sua cara as pessoas vão dizer: “ai meu deus você está fazendo o Edward!” mas eu acho que isso é um pouco legal. Se tornar um desafio pra você realmente sair e ir fazer um personagem diferente. E de todos trabalhos que eu tenho feito nos últimos anos eu realmente estou tentando pensar sobre um aspecto físico totalmente diferente.

Você é deliberadamente contra franquias depois de Twilight? 
Talvez depois do primeiro Twilight eu tenha tido ofertas mas eu nunca fiz realmente parte desse grupo, que pega as ofertas dessas coisas e tal. Eu não sei. Você fica um pouco definido por Twilight nos termos das grandes franquias. Enquanto eu não sou definido por isso nesse ambiente. Ou eles apenas não ligam, as pessoas que eu trabalho. É estranho, Eu não tenho realmente feito parte do sistema de estúdio, que não seja Water For Elephants, e não foi propriamente uma coisa de estúdio… Foi 35 ou 40m de dólares de orçamento. E não foi uma série. Eu nunca tive que realmente tomar uma decisão. Eu só fiz o que eu queria fazer.

Você fez Remember me depois. Não foi louco gravar? Garotas berrando e fotógrafos nas ruas de Manhattan. Como foi? 
Foi apenas uma zona. Eu lembro que o segundo assistente do diretor levou um soco na cara por um paparazzi. Alguns dias eu ficava completamente bravo, mas eu não podia fazer nada.

Você interpretou um jovem homem afetado pelo suicídio do irmão. O que te chamou nessa história? 
De muitos modos eu gosto de lidar com as coisas, como a perda e vários estágios de luto, e como isso afeta você. Foi isso que eu achei interessante. Eu conhecia um monte de gente que ja teve um tipo de trauma em seu pouco tempo de vida e que se tornou sua identidade. E ao invés de se curar, você tem que se livrar disso.

Você gosta de se tirar da zona de conforto?
Eu não sei realmente qual é a minha zona de conforto! Eu realmente não tenho mais zona de conforto! Geralmente eu me sinto desconfortável o tempo todo (risos). Acho que provavelmente The Rover, foi o tipo de movimento e tal, que provavelmente eu me senti mais confortável. E esse – que é um pouco similar a mim. Eu me senti realmente desconfortável o tempo inteiro. Eu estou interpretando alguém que lida com a ansiedade.

Você gravou no interior da Austrália para The Rover. Quais são as memórias marcantes?
Viver de molho barbecue por dois meses e meio! Eu me senti meio que mal pela companhia de refeições; o ônibus sobrecarregaram então todos os refrigeradores quebraram. Mas isso não me surpreendeu, o que o grupo ia comer? Você tinha o buffet de almoço, 10 horas no deserto e as tigelas de camarão cobertas de moscas. As pessoas estavam apenas afastando elas de lá e eu tava tipo “Você quer pegar intoxicação alimentar?!” Então eu só comi pão com molho barbecue; tinham tantas moscas lá, tinha mosca em qualquer tipo de comida… Eu só não queria comer cocô de mosca.

Como você se sentiu quando David Cronenberg te contatou para Cosmópolis? 
O potencial para o fracasso foi bastante elevado na minha cabeça! Eu passei uma semana esperando pra fazer. Eu disse que eu iria ligar para ele de volta no dia seguinte e eu continuava protelando, tentando pensar em como eu ia dizer “não!” então eu percebi naquela semana que eu ia ter que ligar para Cronenberg dizer “eu não acho que seja bom o suficiente pra fazer isso e eu sou muito covarde.” E eu não queria fazer ligação. Então eu estava tipo, “É, eu vou fazer" na segunda ligação ele estava tipo, “eu não entendo o que é também, mas é suculento, certo?”

Você se juntou a ele para a sátira hollywoodiana Maps To The Stars. Soou certo pra você um mundo onde todo mundo parece ser um aspirante a ator? 
Isto está mudando um pouco agora. Desde que eu me tornei ator a maioria das pessoas não queriam admitir. Quando eu fiz audição, absolutamente todo mundo fez. Era louco. Mas quando você chega em certo ponto, ninguém realmente quer admitir mais. As pessoas apenas querem dizer que são garçons! Ee está tentando ser um ator, eu apenas quero ser um garçom pro resto da minha vida!

Como você saiu na audição? 
Não muito bem! Mas eu gosto de audições. É uma existência tão isolada, especialmente quando você está vivendo em um país diferente, em um hotel, e as audições é onde você conhece pessoas. É legal de qualquer forma. Quando eu tinha de 17 a 21 anos eu ia pra Los Angeles por três meses por ano; nos inícios de temporadas e coisas assim.

E foi assim que você pegou Twilight certo? 
Sim. Eu fui pra LA por três anos e não conseguia um trabalho E foi meu primeiro trabalho com o meu agente americano. Edeavour, a qual eu assinei o contrato, tinha 6 meses de taxa de rotatividade para os clientes. Se você não tivesse um trabalho em seis meses você era tirado da agência, meu agente realmente se esforçou por mim. Engraçado qualquer lugar que você vê as pessoas com agentes, se se eles não tiverem um trabalho eles sempre demitem os agentes isso é uma ideia terrível. E você só consegue agente piores e piores.

A vida está mais calma agora que Twilight acabou? 
Definitivamente. Em Londres é muito mais fácil. Eu não tinha percebido isso por anos. Eu lembro de voltar para Londres tipo no Natal e por causa disso eu era o único lá por alguns dias, e depois teria um paparazzi do lado de fora da minha casa. E ai eu só queria sair de lá de novo. Eu tenho estado em Londres por dois meses, e é tranquilo. Eu nunca sou fotografado. Apenas é muito mais fácil.

E como você se sente?
Isto é incrível. Eu não sou capaz de manter esse tipo de coisa quando as pessoas querem esse nível de intensidade e querem ficar lá em cima. Algumas pessoas, isto é o combustível para eles, faz eles sentirem maiores, maiores e maiores. Isso só me faz sentir pequeno, e sentir que as coisas estão sendo tiradas de mim.

Uma vez já chegou em um ponto extremo? 
Não realmente. Quando você está se sentindo mal, então tudo parece ficar pior, insuportável. Mas se você está sentindo bem, então não importa. Só pelas pessoas pedindo por uma foto.

O que você faz em The Childhood of a Leader?
Eu só tenho uma parte pequena nele. Eu literalmente acabo de terminar minha parte. Meu amigo Brandy Corbert escreveu. Basicamente, ele tem tentado fazer esse filme por 10 anos. É incrível. Eu acho. Eu acho que pode ser um filme muito especial, filmado em 1918. Uma criança de sete anos que se torna meio que um monstro.

Também interpreta T.E. Lawrence no filme de Werner Herzog, Queen Of The Desert. Isso é muito corajoso, pegar o papel de um homem famoso feito por Peter O’Toole… 
Apenas estive lá por oito dias, eu nunca poderia interpretar T.E. Lawrence em uma grande parte. Todos vêm como santificado filme, mas a versão de David Lean é tão diferente do cara real, é uma versão de Herzog. É uma coisa muito específica. O cara real, definitivamente seria matéria para um filme inteiro. Mas é ótimo apenas fazer parte dele, ter a oportunidade de trabalhar com Herzog, o que é basicamente o que eu quero fazer. Não é culpa sua caso faça sucesso ou falhe, realmente.

Como você achou Herzog? 
Eu lembro do encontro com ele. Eu acho que foi uma audição. Foi alguns anos atrás. Fui a casa dele, tivemos uma longa conversa, realmente aberta e eu estava sentado lá, ouvindo as histórias dele sobre ser mordido por algumas cobras e ser atingido por um arco e flechas, e eu estava meio que, “O que está acontecendo? Eu achei que isso era pra ser uma audição!” No final ele tava meio que tipo “Você quer o trabalho? ” E eu tava tipo “Eu nem sei pra qual é o papel!”. Foi meio surpreendente.

Algum dia você já teve alguma estrela como inspiração? 
Eric Cantona. Eu realmente era inspirado por ele. Eu sentei do lado dele em um talk show na França. Eu não sabia que ele iria estar lá. E depois mais tarde no mesmo show ele se apresentou, minha mente foi a loucura de diferentes formas!

Você esta realmente encontrando diretores “fortes” para trabalhar. Você também está adicionado em filmes de Harmony Korine e James Gray… 
 Eu tenho sido realmente sortudo com isso. Eu estava meio que especificamente selecionando as pessoas como Harmony e James Gray. Eles apenas mudaram o elenco (na história da exploração amazônica The Lost City Of Z). Um elenco legal. Nunca sabe. Mesmo quando ela incomoda, eu apenas queria trabalhar com James. Eu ainda não vi o novo roteiro. Eu não tenho visto um roteiro faz muito tempo.

O que você pode dizer sobre o filme de Korine, The Trap? 
Eles continuam indo nessa de um elenco diferente. Eu conheci Harmony por anos e anos. E é um papel realmente estranho.

Você se preocupa com o sucesso financeiro do seus filmes?
É um descuido se você tentar ir por esse caminho. Tem toda a chance de você apenas ser abandonado por eles de qualquer forma, e depois você vai acabar fazendo filmes que você não queria fazer. Você apenas está preso com nada. O mais criativo que o filme seja, eles geralmente financiam as pessoas que não espero nada em troca! Então não importa pra eles e eles são mais leais. Eles estão fazendo eles (filmes) totalmente diferente. É claro que você gostaria de que pelo menos uma pessoa fosse ver! Mas esse é o ponto!

Você é muito confiável, também, muitas vezes apoiando seus filmes. Você já sentiu que você estava fugindo de uma coletiva?
As pessoas não toleram mais nada. Isso é ridículo. É muito triste as pessoas não comemorarem alguém que é um pouco selvagem. Como Colin Farrell, eu lembro dele 78 anos atrás. Você nem tem permissão fazer isso mais! Se você falar, “veja, eu vou fazer a minha própria coisa", então você nunca vai ser empregado. Nunca.

Life estréia dia 25 de setembro.


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