segunda-feira, 13 de abril de 2015

Fotos + Entrevista: Kristen na capa da revista Madame Figaro [Atualizado com novo outtake]

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 entrevista
Ex-estrela teen de Crepúsculo, ela conseguiu ganhar um César por sua performance vibrante em ‘Sils Maria‘ de Olivier Assayas. Agora, a menina má de Hollywood e a musa rebelde da Chanel está a impor seu talento radical em ‘Still Alice‘.
O rouxinol canta, o cachorro late, a chuva cai e Kristen Stewart é naturalmente deslumbrante. É tudo parte de uma ordem imutável. Sozinha, ela é a personificação de uma nova geração de atrizes que crescem como cowboys carrancudos e desafiantes. Segurança diabólica, um físico andrógino, um ar rebelde, uma beleza paradoxal – resistente e feminina – misturado com sex appeal brilhante, em suma, uma certa ideia de um glamour moderno que cultiva uma “atitude lixo” refinada. A rebelde de Hollywood parecendo “tomboy neo” repetiu várias vezes: “Eu coloco luvas de boxe com um NÃO escrito nelas.” E agora sua chance chegou. Ela é a primeira atriz americana a ganhar um César deMelhor Atriz Coadjuvante por seu papel em ‘Sils Maria‘, o filme mais recente de Olivier Assayas.

César, Oscar

Vestindo um vestido branco da Chanel – uma das musas magnéticas da casa da Rue Cambon -, testa franzida e um topete, a atriz cruzou o palco do Theatre Châtelet para receber seu prêmio, deixando um “uau” escapar. Após algumas palavras em francês e uma declaração de amor dedicada para Juliette Binoche, sua parceira no filme. “Você é a pessoa que mais amo no mundo. Obrigada por esse troféu. Sou a pessoa mais feliz do mundo essa noite,” ela disse firmemente com sua voz baixa que se tornou sua assinatura. Um curto serviço seguido por uma pirueta e pronto! Bastidores antes de ir embora para uma nova aventura, o Oscar, onde ela ia apoiar Julianne Moore, com quem ela co-estrelou no filme ‘Para Sempre Alice‘.
Dois papéis estranhamente similares. “Dois papéis notáveis”, sugere Kristen. “Eu gosto de ajudar. Não sou uma líder, estou aqui para apoiar.” No filme de Assayas, ela interpreta o papel de uma assistente de uma estrela que está começando a envelhecer, para quem ela serve de diretora de ensaio, companhia, confidente, apoio. Em Para Sempre Alice, ela é quem desiste de seus sonhos no teatro para cuidar de sua mãe, diagnosticada com Alzheimer precoce. “Essas duas personagem são mulheres que crescem e me fazem crescer. Com Juliette, eu sou assistente de uma atriz cheia de dúvidas que enfrenta a nova geração de atrizes brutais e desrespeitosas. Com Julianne, me torno a fragilidade das coisas. Eu percebi, com essa personagem, nada é seu para sempre. Um segundo e uma tsunami pode mudar a situação. A tsunami é uma doença irreversível que atingiu uma mãe de 50 anos que, em adição, é uma intelectual brilhante. No filme, eu sou a mais forte, sou a que se adapta mais rápido a situação, concordando em desistir da minha carreira para cuidar da minha mãe. Se eu fizer isso, é mais por necessidade do que por dever. É para conseguir continuar a olhar para mim mesma no espelho.”
E o que Kristen acha, em sua mente preservada por uma vida como uma atriz jovem, que a ajuda a encarnar esses papéis desafiadores? “Eu penso em Sean Penn, que dirigiu ‘Na Natureza Selvagem‘, no qual interpreto o papel da Tracy. Foi ele quem me ensinou como dar emoção para uma personagem, buscando em nós mesmos o que não imaginamos encontrar. Foi ele que me mostrou como um papel pode ser um convite à introspecção Foi ele quem me sugeriu que o cinema poderia levar a um tipo de espiritualidade e que o ator poderia ser mais do que apenas um trabalho. Ele poderia mudar uma vida.”

Jodie, Charlize e Juliette

Kristen Stewart foi acompanhada em sua carreira jovem por atores e grandes diretores que a ajudaram a se construir. Houve Jodie Foster, mãe divorciada em ‘O Quarto do Pânico‘ de David Fincher. Kristen, com 12 anos na época, interpreta o papel de sua filha diabética. “Minha sorte na época foi que não me mostrei em algo grande. Jodie Foster me incentivou, me colocou sob suas asas, me mostrou o caminho e, acima de tudo, me deu o que é mais precioso nesse ramo: uma lição de humildade. Ela me dizia que um ator é primeiramente uma ferramenta para o serviço cinematográfico.” Houve ‘Speak‘ de Jessica Sharzer, onde ela interpretou o papel de uma adolescente traumatizada por estupro. “Nesse eu não interpretei. Eu segui meu instinto,” ela disse.Charlize Theron, em Branca de Neve e o Caçador, concordou em ser sua confidente. “Charlize é simples, ela é a perfeição. Quando ela chega em um lugar, ela é tudo o que você vê.” E, claro,Juliette Binoche“Minhas pernas viraram algodão quando a vi. Ela tem essa habilidade que eu temo: ela te deixa sem roupa e descobre exatamente o que você não quer que ela veja.” Com cinco filmes a caminho, incluindo um projeto com Woody Allen, e acima de tudo, ela diz “férias longas.”

O fenômeno de uma geração

Com esses parceiros, a jovem mulher aprendeu rápido. “Eu não tenho escolha. Eu tenho observado. Em um ensaio, Juliette trabalhou constantemente em seu papel, lendo, discutindo, analisando, comparando. Julianne Moore é mais sobre a introspecção. E eu, no meio de tudo, tentei remover minha espessura que me impede de ir ao centro da questão e encontrar um jeito de ser cuidadosa e não perder minha espontaneidade.”
Kristen Stewart é uma rocha. Ela parece com sua personagem Bella Swan em Crepúsculo: forte, guerreira, pronta para enfrentar monstros três vezes maiores que ela. Adicione a essa presença imediata o poder de uma jovem mulher de, aos 24 anos, poder dizer as coisas, começando com suas dúvidas e contradições. “Se eu gostei de Sils Maria, é porque eu amo filmes sobre cinema. E eu amei o jeito como Olivier Assayas destacou o lado ridículo dessas atrizes narcisistas. Eu amo meu trabalho, estava pronta para morrer por ele. Eu sempre quis ser uma atriz, mas não vale a pena fazer uma confusão… O que eu quero dizer é que você tem que fazer por si mesma, não pelos outros. Hoje, a fama é considerada mais sexy do que a felicidade. Não faz sentido, não é?”
Na escola, ela era chamada de “parede”. Ela era quieta, sofrendo de distúrbios de hiperatividade e atenção. A pequena não se encaixava. Com 13 anos, ela deixou a escola, fazendo cursos a distância e passando tempo na cozinha. “Se eu não tivesse me tornado atriz, eu teria sido uma campeã na cozinha”, ela diz. Houve chances pequenas de que isso iria acontecer. Cinema foi seu berço. Sua mãe é uma escritora de roteiro e seu pai é gerente de palco. Quando Kristen contou para seus pais que ela queria ser atriz, sua mãe avisou que as crianças que fazem filmes acabam ficando loucas. “Mas eu não sou louca”, disse Kristen.
Ainda assim, ela tinha tudo para ficar. Quando Crepúsculo começou, ela tinha 18 anos e se tornou tão famosa quanto os Beatles em segundos. Um fenômeno para sua geração. Sua vida é peneirada. Seu namorado é Robert Pattinson. Seu número de fãs é em milhões. Não é um tweet que fala de seu amor. “Foi incrível”, ela lembra. “Desde então, eu ando desconfiada da tecnologia.”
Então o que? Sem filtros na sua vida pessoal. Os tablóides dizem que ela vive com sua melhor amiga. Não é importante. Para a pergunta “quem é seu amor hoje?” a resposta é mecânica: “Sem comentários.”

O super sexy é brega.

Ela se refugia em filmes que escolhe cuidadosamente. Sempre com papéis desafiadores que mostram sua obscuridade de Rimbaud. “Eu gosto de correr riscos”, ela disse. Atuar em um filme francês foi um risco? “Não muito. Foi uma aposta muito controlada. E eu gosto do cinema francês porque traz grande imaginação, espontaneidade e ousadia. Na França, quando você começa um filme, você não se pergunta se vai funcionar antes de completar. O filme é carregado por um desejo mais forte que a lógica econômica. Eu gosto da atitude de aceitar uma mão inesperada e poesia e você se encontra com frequência no mundo da moda. É por isso que tanto amo e respeito Karl Lagerfeld. Ele não é um ideólogo da moda, mas um visionário sensível. Ele fez a Chanel uma casa de rock e concordou comigo que o sexy é muito brega. Nós nos damos muito bem…” Sem ter a intenção, a ultra moderna Kristen Stewart se tornou uma fera da moda. Também muito naturalmente.
Fonte | Tradução

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