domingo, 7 de setembro de 2014

Atualizado: Nova Entrevista + Photoshoot de Kristen na Obsession Magazine (França, Setembro 2014)



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Um tornado rompe através do ar. Um tornado que se parece com uma pequena menina de 24 anos em um vestido Chanel branco. Atrás dela, três publicistas devem assegurar que Kristen Stewart tenha tudo o que precisa, que ela tenha seu latte na hora e que ela encontre seu jeito de passar por cinco entrevistas de quinze minutos cada, meticulosamente agendadas dois dias antes. Ela chegou ontem em Cannes em um voo privado. A única solução para se arrastar por 36 horas de um filme de ação em New Orleans, American Ultra, deixando seus joelhos e cotovelos sangrando. Arranhões que ela mostra com orgulho. “Agora ninguém pode dizer que não trabalho duro!”

Kristen Stewart não tem tempo a perder. Seis anos, desde o lançamento em 2008 do primeiro filme de Twilight que ela corre mais rápido do que o planeta gira, parando apenas para imitar uma cena com grandes gestos antes de se jogar em uma resposta que irá até o final de sua razão. Porque quando ela fala, Kristen Stewart faz seu caminho como um facão através de suas dúvidas.“Eu gostei de Sils Maria. Gostei de fazer o filme e gostei de assistir. Você sabe o por quê? Eu amo filmes sobre cinemas. Talvez porque eu não saiba como os outros estão fazendo. Algumas pessoas sabem, mas eu não. Eu nem sei se vejo isso como uma atriz que se olharia no espelho. Eu só sei que gosto do jeito que Juliette Binoche e Olivier Assayas enfatizam nossa natureza ridícula de atrizes tão profundamente. Isso me divertiu, realmente.”

Você precisa de muita autoconfiança para considerar o filme mais Bergmaniano de Assayas como uma brincadeira embebida com ferocidade. Mas é seu traço de gênio precoce, o início de 15 minutos planos de uma dialética corrida de uma menina que sempre leva a questão por sua perspectiva mais inesperada, só para manter um passo à frente. Nesta manhã, sua ironia é sem preço. “Eu não digo que essa profissão não é importante, mas não digo que seja tão importante também. Mas: Eu estou muito feliz de estar nesse carro. Eu poderia quase morrer por isso.”

Primeira lição: dar-se totalmente para os filmes, não te impede de rir disso. E Sils Maria, um filme totalmente em harmonia com a inteligência de suas atrizes, se recusando a trancá-las em imagens cretinas ou piedosas, não faz nada mais do que levantar esse zig-zag. Nesse filme mostrado em Cannes, Kristen Stewart é Valentine, a assistente de Maria Enders, uma grande atriz interpretada por Juliette Binoche, que acaba em Sils Maria, capital de Nietzschean para ensaiar a peça de Wilhelm Melchior que ela fez parte vinte anos atrás. Mas o tempo passou e ela tem que aceitar em ficar com o papel da mulher madura dessa vez. Valentine, no auge de seus 25 anos, age como uma chefe e assume o posto que uma vez foi de Maria. Claro que Maloja Snake, a peça de Melchior, fala sobre isso também: a rivalidade cruel irreprimível entre a juventude e a velhice.

Esse jogo de espelhos entre a vida e a arte terá uma camada adicional quando Maria ouvir que o papel da menina mais jovem foi dado para uma atriz vinda de filmes de ficção científica (Chloë Grace Moretz), uma garota mais conhecida por seus namorados detentos, seu nível alto de álcool no sangue enquanto dirige e suas entrevistas erráticas. Ou seja, a imagem pública que temos feita de Kristen Stewart. “Isso me deixou nervosa, a ideia de que poderiam fazer uma comparação entre Chloë e eu. No filme, ela não é eu. Apesar de que, sim, eu falo diretamente para ela. Eu olho para ela com todo o meu conhecimento de celebridade. Eu posso julgá-la, defendê-la, zombar dela e até ser complacente com ela…”

Assayas estava ciente que o tempo de confiar a Kristen Stewart o papel de uma menina armada como uma pessoa para entender o tempo e todos seus paradoxos. Que havia chegado a hora de mover rapidamente sua imagem. Em Sils Maria, Kristen usa óculos, cabelos grandes e se esconde em baixo de um capuz e blusas pretas. Ela nos lembra de Virginie Despentes: mesma presença imediata, mesmo poder crítico. Sem dúvidas elas também dividem essa marca, alto e claro, de como dizer as coisas – começando com suas dúvidas. Especialmente, ela anuncia a chegada de uma geração fingindo não estar com medo de nada porque foram atacados por um bom tempo sobre tudo. Kristen é o emblema. O que não significa absolutamente que ela gosta de sua geração.

“As pessoas acham que eu sou louca, desculpe, não sou. É a percepção deles sobre a minha força de encará-los, mas eu sou muito calma sobre isso. Talvez porque tenha sido um longo tempo desde que eu não busco a compreensão dos outros. Como seria possível quando aqueles que vêm até mim só leram coisas falsas sobre minha vida? Não sou louca, sou sozinha. Essa é a realidade dessa profissão.”

De acordo com o costume, quando as atrizes fazem esse tipo de lamento, elas têm que posar como rainhas do drama e ter certeza de que estão adicionando um silêncio pesado. Ela, não. Ela não terminou e pediu para que seguíssemos até o fim de seu pensamento: “As pessoas falam comigo como se estivessem falando com alguma coisa. Ok: há essa coisa, eu tenho nutrido e manipulado. É por causa desse trabalho – esse maldito trabalho que nunca para. Alguns vão para o trabalho e voltam para casa, mas nós não. Não há limites: eles derreteram. Não há vida privada. Eu desisti da minha.”

Nós encaramos suas mãos que estão arranhando suas coxas sem parar. Dois minutos antes, ela parecia indestrutível e agora, não mais. “Tudo é público, retransmitido, conectado e eu não posso dizer que não ligo. Eu tenho que decidir sozinha se isso me devasta ou não, e eu decidi que minha fama não ia me foder. Ao contrário, eu estaria louca. Louca procurando meu nome no Google e vendo tudo espalhado em todos os lugares, em milhares de artigos, minhas histórias de amor, minhas separações, meu erros. Eu não tenho outra escolha a não ser sobreviver.”

Seis anos atrás, a guerreira Kristen celebrava seu décimo oitavo aniversário e estava esperando impacientemente para o lançamento do primeiro filme da saga Twilight, compartilhando o faturamento superior com aquele que, aos poucos, foi se tornando seu namorado: o ator Robert Pattinson. Em cinco filmes, Twilight fez brutalmente Kristen e Robert pessoas mais famosas que o Papa e os Beatles juntos.

Cada vez que Kristen beija um cara (ou uma garota), isso se torna mais importante que a Síria ou a taxa de desemprego. “Eu acho que Robert e eu, ou Justin Bieber, fomos os primeiros a sofrer a inconveniência de um novo tipo de exposição. Talvez nunca tenha ido tão longe antes de nós. A rapidez que os rumores estão se espalhando… Inacreditável. Desde então eu desenvolvi um ódio persistente à tecnologia.”

Ser uma ferramenta e não gostar disso. Manusear uma lâmpada que te ilumina, mas também te queima. Possuir tudo para alimentar o monstro que está te matando. “Nós só queríamos ser atores, mas o sucesso veio em um momento da história onde a fama é algo mais sexy e desejável do que a felicidade. Isso é o que tornou as coisas estranhas. Ninguém aceita que você duvide um segundo da fama: ‘Hey, nós te levamos até aí e te fizemos famosa, então agora os dê o que pedimos’. Esse sentimento de ter sido escolhida por eles e ter que sacrificar a mim mesma por eles, ocupou meus pensamentos por um bom tempo.”

Tudo o que lemos nas últimas quatro décadas sobre paranóia, desde Philip K. Dick até Bret Easton Ellis, não é nada comparado ao que essa menina viveu: a paranóia 2.0

Quem decidiu trabalhar com Assayas porque nós não pedimos e, no set, ficou maravilhada que um diretor finalmente a permitiu imaginar sua personagem. “Eu venho de uma escola onde os atores precisam ser criativos!” Não é de admirar o motivo que ela aparece com uma inteligência aguda, impressionando todos. “Você pensaria que desde Sils Maria, eu me movo, eu falo! Notícia internacional urgente!” Ela nunca desiste e isso é bom.

Somente para continuar esse jogo de máscaras entre realidade e ficção, nós sugerimos que a sessão de fotos seja feita com Benoît Peverelli, que interpreta o fotógrafo no filme de Assayas. Eles se conhecem e inventam em velocidade máxima. Nós os observamos brincando quando de repente, ela vira e pede desculpas “por estar nervosa. Eu não deveria dizer isso, mas dez minutos atrás, no meu caminho até aqui, me contaram que eu estava em uma pequena lista das escolhidas para Melhor Atriz. Eu posso me exibir o tanto quanto eu quiser, mas é Cannes, eu venho de outro cinema e então, de repente, eu não sei onde vivo. As pessoas pensam que eu sou maluca, mas nada é mais importante para mim do que atuar.”
kstewartfans | TraduçãoIrmandade Robsten Legacy 
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