segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fanfic "Agora e Sempre" - Capítulo 7

Autora: Gaby
Censura: +16
Capítulos:15
Postagens: Dias alternados
Shipper: Edward e Bella
Sinopse: Em 1815 órfã e sozinha, a jovem americana Isabella Swan atravessou o vasto oceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Edward Cullen. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Edward era um mistério para ela. Confusa com sua postura arrogante, porém atraída por seu imenso poder de sedução , ela deslumbrou poderosas lembranças nos profundos olhos verdes de Edward...

Capítulo 7

– Quase todos os convidados já chegaram – a srta. Zafrina anunciou, excitada, enquanto Emily dava os últimos retoques no penteado de Isabella. – Está na hora de fazer a sua entrada triunfal, querida.
Isabella levantou-se, obediente, mas sentiu os joelhos trêmulos.
– Eu teria preferido receber os convidados junto a tio Carlisle e lorde Cullen. Assim, poderia conhecer um de cada vez e não estaria tão nervosa, agora.
– E também não causaria metade do impacto que vai causar!
Isabella examinou-se pela última vez no espelho, aceitou o leque que Emily lhe entregou e ajeitou a saia.
– Estou pronta – falou sem muita convicção.

Quando passavam pela balaustrada, Isabella parou para observar o imenso hall de entrada, transformando em um magnífico jardim, com vasos de samambaias gigantes e enormes cestos de rosas brancas. Respirou fundo e se pôs a subir a escada para o andar superior, onde se localizava o salão de baile. Lacaios vestidos uniformes formais, de veludo verde, ornados com galões dourados, ocupavam posições estratégicas, ao lado de pedestais de mármore que davam suporte a outros cestos de rosas. Isabella sorriu para os criados que conhecia e cumprimentou os demais com um discreto aceno de cabeça. O'Malley encontrava-se no topo da escada e, ao alcançá-lo, Isabella perguntou:
– Seu dente não voltou a incomodá-lo? Não deixe de me avisar, se isso acontecer, pois não é trabalho nenhum preparar outro cataplasma.
Ele sorriu com profunda devoção.
– Não senti mais nada, depois que a senhorita preparou o último, milady.
O'Malley esperou até que Isabella se afastasse, para murmurar ao lacaio ao lado:
– Ela é uma grande dama, não acha?
– A mais grandiosa que já vi – o outro concordou. – Exatamente como você previu no primeiro dia.
– Ela vai tornar a vida muito melhor para todos nós, até para o patrão, assim que passar a dormir na cama dele. Vai lhe dar um herdeiro, e isso o fará feliz.
Amun encontrava-se na entrada do salão, as costas eretas, pronto para anunciar o nome de quem chegasse. Isabella se aproximou, sentindo as pernas mais trêmulas do que nunca.
– Dê-me um instante para recuperar o fôlego – pediu. – Então, poderá nos anunciar. Estou muito nervosa – confessou.
Um esboço de sorriso iluminou as rígidas feições do mordomo, ao examinar a mulher espetacular a sua frente.
– Enquanto recupera o fôlego, milady, permita-me dizer que adorei ouvi-la tocar Beethoven, ontem à tarde. Aquela sonata é uma das minhas favoritas.
Isabella ficou tão satisfeita e surpresa pela inesperada cordialidade do austero Amun Northrup, que quase se esqueceu da multidão assustadora que apinhava o salão.
– Obrigada – agradeceu com um sorriso. – E qual é a sua predileta?
Embora parecesse chocado pela demonstração de interesse dela, ele respondeu.
– Tocarei para você, amanhã – Isabella prometeu.
– É muita gentileza sua, milady! – Amun replicou, um tanto tenso; mas, quando se virou para anunciá-la, sua voz transbordava de orgulho: – Lady Isabella Swan, condessa de Langston... e srta. Florence Wilson.
Uma corrente de expectativa pareceu tomar conta do salão, quando cerca de quinhentos convidados se viraram ao mesmo tempo, ansiosos para ver pela primeira vez a americana que, agora, usava o título da mãe e que, em breve, receberia outro, ainda mais cobiçado, de Edward, lorde Cullen.
Viram uma exótica deusa ruiva, envolta por um vestido em estilo grego, de seda azul, que combinava com seus olhos chocolates brilhantes e realçava as curvas voluptuosas de seu corpo. Luvas longas cobriam-lhe os braços, e os cabelos sedosos encontravam-se presos no topo da cabeça, de onde caíam em uma profusão de cachos avermelhados, entremeados de fios de safiras e brilhantes. Também viram o rosto delicado, de beleza inesquecível, com seus contornos bem definidos, o nariz perfeito, lábios generosos e uma fenda minúscula e intrigante no queixo.
Ninguém que a observasse suspeitaria que os joelhos da jovem beldade estavam prestes a vergar de nervosismo.
O mar de rostos sem nome, com olhos fixos nela, pareceu se abrir à medida que ela desceu a escada. Então, Edward surgiu do meio da multidão, aproximou-se e estendeu-lhe a mão. Isabella aceitou-a com um gesto automático e ergueu um par de olhos arregalados de pânico, em um silencioso pedido de socorro.
Inclinando-se para ela, como se tivesse um elogio muito particular a fazer, Edward murmurou-lhe ao ouvido:
– Está apavorada, não está? Quer que eu comece a apresentá-la aos convidados agora, ou prefere dançar comigo e deixar que a observem mais um pouco?
– Que alternativa! – Isabella sussurrou com uma risada quase histérica.
– Mandarei a orquestra começar – Edward decidiu sabiamente ordenando com um aceno de cabeça que os músicos dessem início a uma valsa. Levou Isabella até o centro da pista de dança e tomou-a nos braços. – Sabe dançar valsa?
– Isto é hora de perguntar?
– Isabella! – Edward pronunciou-lhe o nome em tom severo, embora continuasse sorrindo para manter as aparências. – Você é a mesma jovem que ameaçou, com incrível frieza, estourar os meus miolos com uma arma. Não se atreva a se acovardar justamente agora!
– Não, milorde – ela replicou, tentando desesperadamente acompanhá-lo à medida que ele iniciava os passos da valsa.
Percebeu que Edward dançava com a mesma elegância natural com que envergava o caríssimo traje de gala.
De repente, os braços dele se apertaram em torno da cintura de Isabella, forçando-a a uma proximidade de tirar o fôlego.
– Quando um casal dança – explicou —, os dois costumam conversar, ou flertar. Do contrário, quem estiver olhando vai concluir que nenhum dos dois está satisfeito com seu parceiro.
Isabella se limitou a fitá-lo, sentindo a boca muito seca.
– Diga alguma coisa, diabos!
A imprecação, pronunciada com um sorriso tão galante, fez Isabella soltar uma gargalhada e, por um momento, ela se esqueceu da audiência. Tentando obedecer-lhe, disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça:
– Dança muito bem, milorde.
Edward relaxou e seu sorriso tornou-se mais largo.
– Isso é o que eu deveria dizer a você.
– Vocês, ingleses, têm regras para tudo! – ela retrucou em tom de zombaria.
– Não se esqueça de que agora, você também é inglesa, minha cara. A senhorita Zafrina a ensinou a dançar muito bem. O que mais aprendeu?
Ligeiramente contrariada pela insinuação de que ela não sabia dançar, Isabella respondeu:
– Pode ficar tranqüilo, pois garanto que já sei tudo o que os ingleses consideram necessário a uma jovem refinada, de bom nascimento.
– Pode ser mais específica?
– Além de tocar piano, sou capaz de cantar, dançar sem tropeçar e bordar com pontos precisos. Além disso, sei ler em francês e me curvar diante de membros da realeza com profunda reverência. Ao que parece, na Inglaterra, espera-se que uma mulher seja absolutamente inútil.
Edward atirou a cabeça para trás e soltou uma sonora gargalhada. Em sua opinião, Isabella era uma incrível combinação de contrastes intrigantes: sofisticação e inocência, feminilidade e coragem, beleza e humor. Possuía um corpo criado para as carícias masculinas, um par de olhos que poderiam levar qualquer homem à loucura, um sorriso que era ao mesmo tempo ingênuo e sensual, além de uma boca... uma boca que, definitivamente, convidava a um beijo.
– É falta de educação olhar para uma mulher assim – Isabella protestou, mais preocupada em manter as aparências do que com a direção do olhar de Edward.
Ele ergueu os olhos depressa.
– Desculpe.
– Disse que devemos flertar enquanto dançamos – ela lembrou-o. – Não tenho nenhuma experiência no assunto. E você?
– Mais que suficiente.
– Muito bem. Vá em frente e mostre-me como se faz.
Surpreso pelo convite, Edward fitou os olhos incrivelmente castanhos como o chocolate e se perdeu neles. O desejo tomou conta de seu corpo e seus braços a apertaram.
– Você não precisa de aulas – murmurou com voz rouca. – Está se saindo muito bem.
– Do que está falando?
A evidente confusão de Isabella devolveu a sanidade a Edward.
– De que você está prestes a se meter em encrencas que nem sequer sonhou.
A um canto do salão, lorde Crowley examinou lady Isabella da cabeça aos pés.
– Linda – concluiu, dirigindo-se ao amigo. – Eu lhe disse que era magnífica, na primeira vez em que a vimos, no dia em que chegou a Londres. Nunca vi mulher igual. Ela é divina... um anjo.
– Uma beldade! – lorde Wiltshire concordou.
– Não fosse por Wakefield, eu a cortejaria – Crowley anunciou.
– Mas, para conquistá-la, você teria de ser dez anos mais velho e vinte vezes mais rico, embora eu tenha ouvido dizer que o casamento ainda não está decidido.
– Nesse caso, cuidarei para que ela me seja apresentada, ainda esta noite.
– Farei o mesmo – lorde Crowley replicou.
Então, os dois saíram à procura de suas respectivas mães, a fim de providenciar as apresentações adequadas.
Para Isabella, a noite foi um grande sucesso. Temera que os membros da ton fossem iguais a lady Kirby, mas a maioria deles pareceu aceitá-la de bom grado em seu círculo fechado. Na verdade, alguns, particularmente os cavalheiros, se mostraram bastantes efusivos em suas atenções e elogios. Mantiveram-na cercada praticamente o tempo todo, solicitando apresentações e danças, disputando a sua atenção e pedindo permissão para visitá-la. Embora não levasse tais manifestações muito a sério, Isabella tratou a todos com gentileza e cortesia.
Ocasionalmente, avistava Edward em meio aos convidados e sorria consigo mesma. Ele estava mais atraente do que nunca, no impecável traje preto, que combinava com os cabelos fartos e contrastava com a camisa branca e o sorriso arrasador. Perto dele, os outros homens pareciam pálidos e insignificantes.
Muitas outras mulheres pensavam o mesmo. Isabella percebeu isso, quatro horas depois, quando dançava com mais um de seus admiradores, notando que várias delas flertavam com Edward ostensivamente, ignorando o fato de ele ser, supostamente, o noivo de Isabella. Com secreta compaixão, ela observou uma loira muito bonita esforçar-se para prender a atenção dele, com olhares e sorrisos insinuantes, enquanto Edward permanecia apoiado a uma pilastra, sem esconder o profundo tédio que a acompanhante lhe causava.
Até então, Isabella imaginara que ele só tratava a ela com aquela atitude de zombaria que tanto a irritava. Porém, deu-se conta de que Edward parecia tratar todas as mulheres com tolerância fria. Sem dúvida, era a isso que Rosalie havia se referido ao dizer que ele era rude e nem um pouco cavalheiro. Mesmo assim, as mulheres eram atraídas para ele como mariposas para uma chama perigosa. E por que não?, Isabella perguntou-se ao vê-lo livrar-se da loira e se encaminhar para lorde Collingwood. Edward era definitivamente irresistível.
Emmett Collingwood olhou para Edward e, então, apontou para os admiradores de Isabella, que se acotovelavam ao lado de Zafrina Wilson, esperando que a musa retornasse da pista de dança.
– Se ainda pretende encontrar um marido para ela, Edward, não vai ter de esperar muito. Ela acaba de se transformar na grande sensação da temporada.
– Ótimo – Edward replicou, lançando um olhar indiferente para os rapazes e dando de ombros.
A previsão de Emmett sobre o sucesso de Isabella se confirmou. No dia seguinte ao baile, doze cavalheiros e sete jovens damas foram visitá-la, fazendo-lhe convites e suplicando que Isabella lhes mostrasse Wolf de perto. Amun viveu seu dia de glória, conduzindo visitantes de um salão para outro e distribuindo tarefas entre os lacaios, que carregavam bandejas de chá para todos os lados.
Quando o jantar foi servido, às nove horas, Isabella estava exausta, sem a menor condição de comparecer a qualquer dos bailes e saraus para os quais fora convidada. Fora dormir quando o dia estava prestes a amanhecer e mal conseguia manter os olhos abertos, enquanto saboreava a sobremesa, Edward, por sua vez mostrava-se cheio de energia, como sempre, mesmo depois de ter trabalhado em seu escritório a tarde inteira.
– Isabella, você foi um sucesso incomparável, ontem à noite – ele disse. – Ficou evidente que Crowley e Wiltshire já estão enamorados. Assim como lorde Makepeace, que é considerado o partido mais apetitoso da temporada.
Os olhos sonolentos de Isabella brilharam de divertimento.
– Essa expressão me fez pensar em um suculento linguado!
Um minuto depois, ela pediu licença para se retirar. Edward desejou-lhe boa-noite, ainda sorrindo pelo gracejo de Isabella. Ela era capaz de iluminar um ambiente com seu sorriso, mesmo que fosse sonolento. Por trás daquela sofisticação natural, havia docilidade e inteligência, também. Edward bebericou o seu conhaque, lembrando-se de como ela encantara a ton, na noite anterior, com sua beleza e simpatia. Também conquistara Amun de maneira definitiva, ao tocar Mozart especialmente para ele, antes do jantar. Quando Isabella terminara, o mordomo tinha lágrimas nos olhos. Em seguida, ela mandara chamar O'Malley e tocara uma animada jiga irlandesa para o chefe dos lacaios. Ao final da apresentação, havia uma dúzia de criados junto à porta do salão, ouvindo fascinados o concerto improvisado. Em vez de ordenar que se dispersassem e se ocupassem de suas tarefas, como Edward estivera prestes a fazer, Isabella perguntou-lhes se algum deles gostaria de ouvir alguma canção em particular. Sabia os nomes de cada um e indagou-lhes sobre sua saúde e suas famílias. E, apesar de exausta, permanecera ao piano por mais de uma hora.
Edward deu-se conta de que todos os criados tinham profunda devoção por ela. Lacaios sorriam e faziam qualquer coisa para agradá-la; criadas se apressavam a satisfazer seus mínimos desejos. E Isabella agradecia a cada um deles com atenção personalizada por seus serviços. Sabia lidar com as pessoas e era capaz de conquistar barões e mordomos com igual facilidade, talvez por tratar a todos com o mesmo interesse sincero e despojado.
Distraído, Edward girou o copo entre os dedos, refletindo que depois da saída de Isabella, o salão parecia escuro e vazio. Não percebeu que Carlisle o observava com um brilho de profunda satisfação no olhar.
– Ela é uma jovem extraordinária, não é? – Carlisle comentou em tom casual.
– Sim.
– Além da beleza exótica, possui inteligência rara. Ora, você riu mais desde que Isabella chegou à Inglaterra do que riu em um ano! Não negue: a garota é esplêndida.
– Não vou negar – Edward respondeu, lembrando-se da incrível facilidade com que ela se comportava como uma condessa, uma camponesa, uma criança travessa, ou uma mulher sofisticada, dependendo de seu estado de espírito e do ambiente a sua volta.
– Ela é charmosa e inocente, mas também tem força e coragem. O homem certo poderá transformar Isabella em uma mulher ardente e apaixonada, para aquecer-lhe a cama e a vida. – Carlisle fez uma pausa, mas como Edward não dissesse nada, continuou: – O tal Jacob não tem a menor intenção de se casar com ela. Não tenho mais nenhuma dúvida quanto a isto. Se fosse diferente, já teria entrado em contato com ela, a esta altura. – Fez outra pausa e Edward permaneceu em silêncio. – Lamento muito mais por Jacob do que pela própria Isabella. Aliás, tenho pena de qualquer homem que seja tolo o bastante para ignorar a única mulher que pode fazê-lo feliz. Edward, está me ouvindo?
Edward fitou-o com ar impaciente e ligeiramente confuso.
– Ouvi cada palavra. O que tudo isso tem a ver comigo?
– O que...? – Carlisle começou, frustrado, mas tratou de se controlar. – Ora, tem tudo a ver com você e comigo, também. Isabella é uma jovem solteira. Mesmo com a presença da senhorita Zafrina como sua acompanhante, ela não pode continuar vivendo indefinidamente na companhia de um homem solteiro, tendo outro solteiro que passa os dias aqui. Se continuarmos assim por mais tempo, as pessoas vão achar que ela realmente não passa de mais uma de suas conquistas e, então, será marginalizada. Você não quer ser motivo de humilhação para a garota, quer?
– Claro que não.
– Então, resta uma única solução: ela terá de se casar o mais depressa possível. – Carlisle esperou, mas Edward ficou quieto. – Não acha, Edward?
– Sim, sim.
– E com quem ela deve se casar, Edward? – Carlisle indagou, triunfante. – Quem poderá transformá-la em uma mulher ardente e apaixonada? Quem precisa de uma esposa para aquecer-lhe a cama e lhe dar um herdeiro?
Edward deu de ombros, visivelmente irritado.
– Como vou saber? Não sou o alcoviteiro da família.
– Está dizendo que não é capaz de pensar em um único homem com quem Isabella deveria se casar? – Carlisle inquiriu, boquiaberto.
Edward esvaziou seu copo de conhaque de um só gole e, então se levantou.
– Isabella sabe cantar, tocar piano, costurar e se comportar na sociedade – resumiu. – Encontre um homem com bom ouvido para música, bons olhos para a beleza e amor por cachorros. Mas certifique-se de que ele seja de natureza muito tranqüila, ou Isabella acabará por enlouquecê-lo. Simples, não acha?
Como Carlisle continuasse a fitá-lo, boquiaberto, Edward acrescentou em tom irritado:
– Tenho seis propriedades para administrar, uma frota de navios para supervisionar e uma centena de detalhes para cuidar. Cuidarei dessas coisas. Você tratará de encontrar um bom marido para Isabella. Farei minha parte, acompanhando-a a alguns bailes e saraus, durante as duas próximas semanas. Ela já é um sucesso. Basta que apareça mais algumas vezes, em diferentes eventos sociais, para que tenha uma fila de pretendentes maior do que você seria capaz de sonhar. Trate de estudá-los quando vierem visitá-la e, então, faça uma lista dos melhores candidatos. Examinarei a sua lista e escolherei um.
Os ombros de Carlisle vergaram sob o peso da derrota.
– Como desejar.
– Não vejo uma jovem causar tamanha euforia em Londres, desde o début de Rosalie – Emmett Collingwood comentou com Edward, enquanto ambos observavam Isabella em um baile, uma semana depois. – Ela foi o assunto mais comentado da semana. É verdade que Isabella disse a Caius Carstairs Roddy que seria capaz de vencê-lo em um torneio de tiro ao alvo, usando a própria pistola dele?
– Não. Isabella disse que se Caius Carstairs Roddy tentasse tomar mais alguma liberdade indesejada, ela atiraria nele... e se errasse o alvo, atiçaria Wolf contra ele. E, caso Wolf não terminasse o serviço, ela garantiu que eu o faria. – Edward riu e sacudiu a cabeça. – Foi a primeira vez que alguém me indicou para o papel de herói. Só fiquei um pouco decepcionado por ter sido a segunda escolha, depois do cachorro.
Emmett lançou um olhar estranho para Edward, que não notou, pois observava Isabella atentamente. Cercada por admiradores que disputavam suas atenções, ela se mostrava serena e imperturbável, como uma rainha ruiva sendo cortejada por seus vassalos. Usando um vestido de cetim azul-claro e luvas do mesmo tecido, os cabelos avermelhados caindo em cascatas sobre os ombros, ela dominava o baile com sua presença.
Enquanto a observava, Edward notou lorde Warren muito próximo de Isabella, os olhos fixos no decote profundo do vestido. Pálido de raiva, ele virou-se para Emmett:
– Com licença. Preciso ter uma conversinha com Warren.
Foi à primeira de muitas vezes, durante a quinzena seguinte, que a ton assistiu ao incomparável espetáculo do marquês de Wakefield investindo furiosamente, como falcão feroz, sobre algum pretendente entusiasmado, cujas atenções para com lady Isabella se tornavam marcantes demais.
Três semanas depois do début de Isabella. Carlisle entrou no escritório de Edward.
– Já fiz a lista que você gostaria de examinar de candidatos a marido para Isabella – anunciou no tom de quem foi forçado a realizar uma tarefa repugnante e, então, não via a hora de se livrar da incumbência.
Edward parou de ler o relatório que tinha nas mãos e estreitou os olhos na direção do papel que Carlisle segurava.
– Estou ocupado, agora.
– Mesmo assim, gostaria de examinar a lista com você. A tarefa de prepará-la não foi nada agradável. Selecionei diversos candidatos aceitáveis, mas não foi fácil.
– Tenho certeza disso – Edward comentou com sarcasmo. – Afinal todos os almofadinhas de Londres estiveram aqui, como cachorrinhos abanando suas caudas para Isabella! – Com isso, voltou a se concentrar no relatório. – Muito bem, leia os nomes, se assim desejar.
Franzindo o cenho diante da atitude indiferente de Edward, Carlisle se sentou diante dele e colocou os óculos.
– Em primeiro lugar, selecionei lorde Crowley, que já me pediu permissão para cortejá-la.
– Não. Muito impulsivo – Edward decretou.
– Por que diz isso? – Carlisle indagou, confuso.
– Crowley, não conhece Isabella o suficiente para querer "cortejá-la", como você mencionou.
– Não seja ridículo! Os quatros primeiros jovens desta lista já me pediram permissão para cortejar Isabella, desde que, é claro, seu casamento com ela não esteja realmente decidido.
– Retire os quatro... pelo mesmo motivo – Edward persistiu, sem tirar os olhos do relatório. – Quem é o próximo?
– Lorde Wiltshire.
– Jovem demais. O próximo?
– Ben Landcaster.
– Baixo demais. O próximo?
– Alec Rogers, que é alto, conservador, maduro, inteligente e atraente – Carlisle recitou em tom de desafio. – Além disso, é herdeiro de uma das melhores e maiores propriedades da Inglaterra. Acho que daria um excelente marido para Isabella.
– Não.
– Por que não? – Carlisle explodiu.
– Não gosto da maneira como Alec monta.
– Não gosta... Muito bem. O último nome da lista é de lorde Terrance, excelente cavaleiro, bom camarada, também alto, atraente, inteligente e rico. Que defeito pode apontar nele? – Carlisle inquiriu, triunfante.
– Não gosto dele.
– Não é você quem vai se casar com Terrance!
Edward inclinou-se na cadeira e deu um murro na mesa.
– Já disse que não gosto dele. Assunto encerrado.
Lentamente, a irritação de Carlisle deu lugar à surpresa e, então, a um sorriso malicioso.
– Você não a quer, mas também não quer que ninguém mais a tenha... Certo?
– Certo – Edward retrucou em tom ácido. – Não a quero.
A voz baixa e furiosa de Isabella se fez ouvir da porta:
– Também não quero você!
Os dois homens viraram-se para ela, mas seu olhar faiscante se manteve fixo em Edward, enquanto Isabella se aproximava e plantava as mãos na mesa.
– Já que está tão preocupado em se livrar de mim, caso Jacob não venha me buscar, tratarei de me esforçar para encontrar vários substitutos para ele, mas você jamais seria um deles! Você não vale um décimo do que Jacob vale. Ele é amável, gentil e bom de coração, enquanto você é frio, cínico, convencido e... um bastardo!
A palavra "bastardo" acendeu a chama de fúria nos olhos de Edward.
– Se eu fosse você – ele retrucou em tom perigosamente baixo —, começaria a procurar tais substitutos, pois o seu querido Jacob não a quer mais do que eu quero.
Humilhada até onde já não podia suportar, Isabella girou nos calcanhares e marchou para fora do escritório, determinada a provar a Edward Cullen que outros homens a queriam. E nunca mais se permitiria confiar nele de novo. Durante as últimas semanas, chegou a acreditar que eram amigos, que Edward gostava dela. Lembrou-se do que o chamara havia pouco e corou de vergonha. Como pudera deixar que ele a provocasse, a ponto de fazê-la xingá-lo?
Assim que Isabella saiu, Carlisle virou-se para Edward com expressão amarga.
– Parabéns! Percebi que você queria fazê-la desprezá-lo desde o dia em que ela pôs os pés em Wakefield, mas só agora compreendi o porquê. Vi o modo como olha para Isabella, quando pensa que não está sendo observado. Você a deseja e tem medo de que, em um momento de fraqueza, a peça em cas...
– Chega!
– Você a deseja – Carlisle continuou, furioso. – Você a quer, gosta dela e se detesta por isso, pois se considera fraco. Bem, não precisa mais se preocupar, pois acabou de humilhá-la tão profundamente, que ela jamais o perdoará. Os dois acertaram. Você é mesmo um bastardo e Jacob não virá buscá-la. Pode comemorar, Edward, pois não precisa mais se preocupar com suas fraquezas. Isabella vai odiá-lo ainda mais quando se der conta de que Jacob não virá. Espero que desfrute do seu triunfo.
Edward apanhou o relatório que estivera lendo, mantendo a expressão impassível.
– Faça outra lista na semana que vem e, então, traga-a para mim.

[N/A Fanfic] 
O Edward sabe ser um pé no saco! Deus me livre! Santa paciencia, ele vai do inferno ao paraíso em segundos! E tudo porque ele deseja a Bella, ele a quer pra ele, mais tem medo de sofrer de novo! E quem paga por tudo é a coitada da Bella, quem nem tem noção do que se passa na cabeça do maluco!
Ele não vai aceitar homem nem um pra Bella, todos terão defeitos aos olhos dele! E vocês já devem ter uma ideia do porque disso.

Voltámos na quarta com um novo capitulo... 

Bjs e boa semana...

Irmandade Robsten Legacy 

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