sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fanfic "Agora e Sempre" - Capítulo 2

Autora: Gaby
Censura: +16
Capítulos:15
Postagens: Dias alternados
Shipper: Edward e Bella
Sinopse: Em 1815 órfã e sozinha, a jovem americana Isabella Swan atravessou o vasto oceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Edward Cullen. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Edward era um mistério para ela. Confusa com sua postura arrogante, porém atraída por seu imenso poder de sedução , ela deslumbrou poderosas lembranças nos profundos olhos verdes de Edward...


Capítulo 2

– Isabella, tem certeza absoluta de que sua mãe nunca mencionou o duque de Masen ou a duquesa de Claremont?

Isabella afastou as lembranças dolorosas do funeral de seus pais e ergueu os olhos para o médico de cabelos brancos sentado do outro lado da mesa da cozinha. Sendo o amigo mais antigo de seu pai, o Dr. Morrison havia assumido a responsabilidade de encaminhar o futuro das meninas, bem como de tratar dos pacientes do Dr. Swan, enquanto o novo médico não chegasse.

– Tudo o que Alice e eu sabemos é que mamãe foi separada da sua família, na Inglaterra. Ela nunca falava deles.

– É possível que seu pai tivesse parentes na Irlanda?

– Papai cresceu em um orfanato. Não tinha nenhum parente. – Ela se levantou . – Gostaria de tomar um café, doutor Morrison?

– Pare de se preocupar comigo e vá se sentar lá fora, com Alice – o Dr. Morrison sugeriu com ar gentil. – Você está pálida como um fantasma.

– Tem certeza de que não precisa de nada? – Isabella insistiu.

– Preciso ser alguns anos mais jovem – ele replicou com um sorriso triste, enquanto afiava uma pena. – Estou velho demais para carregar o fardo dos pacientes de seu pai. Meu lugar é em Filadélfia, com um tijolo quente em meus pés e um bom livro na mãos. Não faço idéia de como serei capaz de fazer tudo o que tem ser feito nos próximos quatro meses, até o novo médico chegar.

– Sinto muito – Isabella lamentou com sinceridade. – Sei que está sendo muito difícil para o senhor.

– Está sendo bem pior para você e para Alice – o velho e amável médico replicou. – Agora vá para fora e aproveite esse agradável sol de inverno. É difícil termos um dia tão quente em janeiro. Enquanto isso, escreverei cartas aos seus parentes.

Uma semana se passara desde que o Dr. Morrison chegara para visitar os Swan, quando fora chamado ao local do acidente, onde a carruagem que levava Charlie Swan e a esposa caíra de um barranco e capotara. Charlie Swan morrera instantaneamente. Renée havia recuperado a consciência apenas pelo tempo necessário para tentar responder às perguntas desesperadas do Dr. Morrison com relação aos seus parentes na Inglaterra. Com um fio de voz, ela conseguira murmurar:
– ...vovó... duquesa de Claremont.

Então pouco antes de morrer, ela sussurrara outro nome: Carlisle. Aflito, o Dr. Morrison implorou para que ela desse o nome completo e, abrindo os olhos desfocados por um breve instante Renée suspirara:
– Cullen... duque... de... Masen.

– Ele é seu parente? – o médico perguntara com urgência.

– Primo...

Ao Dr. Morrison restara à árdua tarefa de localizar e contatar aqueles parentes até então ignorados, a fim de perguntar-lhes se um dos dois estaria disposto a oferecer um lar para Isabella e Alice. Tal tarefa tornava-se ainda mais difícil pelo fato de que, até onde o Dr. Morrison sabia, nem o duque de Masen, nem a duquesa de Claremont faziam a menor idéia da existência das meninas.

Com um suspiro determinado, o Dr. Morrison mergulhou a pena no tinteiro, escreveu a data no topo da primeira carta e hesitou, franzindo o cenho.

– Como devo me dirigir a uma duquesa? – perguntou a si mesmo.

Cara Madame Duquesa,
Cabe a mim a desagradável tarefa de informá-la sobre a morte trágica de sua neta, Renée Swan, além de avisá-la de que as duas filhas da Sra. Swan, Isabella e Alice, encontram-se temporariamente sob os meus cuidados. Entre tanto, sendo um homem velho e solteiro, não posso continuar a cuidar das duas órfãs de maneira apropriada.
Antes de morrer, a Sra. Swan mencionou apenas dois nomes: o seu e o de Carlisle Cullen. Assim, escrevo à madame duquesa e ao Sr. Cullen, na esperança de que um dos dois, ou ambos, possa receber as filhas da Sra. Swan em seu lar.
Devo informá-la de que as meninas não tem para onde ir. Suas finanças são limitadíssimas e elas precisam urgentemente de um lar apropriado.
O Dr. Morrison reclinou-se na cadeira e releu a carta, o cenho franzido de preocupação. Se a duquesa ignorava a existência das bisnetas, era fácil prever uma possível hesitação de sua parte em recebê-las, sem antes saber algo sobre elas. Tentando pensar na melhor maneira de descrevê-las, virou-se para a janela.
Alice estava sentada no balanço, os ombros vergados, em uma postura de desespero. Isabella dedicava-se, determinada, a um desenho, na tentativa de afastar a tristeza.
O velho médico decidiu descrever Alice em primeiro lugar, pois ela era a mais fácil.
Alice é uma menina muito bonita, de cabelos negros e olhos azuis. É meiga, de maneiras afáveis e simpática. Aos dezessete anos, já se encontra próxima da idade apropriada para o casamento, mas não demonstrou, até agora, nenhuma inclinação particular para com qualquer dos jovens das redondezas...

O Dr. Morrisson fez uma pausa. A verdade era que muitos jovens já haviam manifestado sérios interesses em Alice. E quem poderia culpá-los? Ela era bonita, alegre e muito dócil. Era angelical, o Dr. Morrison pensou, satisfeito por ter finalmente encontrado a palavra exata para descrevê-la.

Porém, quando dirigiu a atenção para Isabella, franziu o cenho em uma expressão desconcertada. Embora Isabella fosse a sua predileta, era também a mais difícil de descrever. Seus cabelos não eram negros como os de Alice, nem eram realmente vermelhos. Na verdade, apresentavam uma viva combinação de ambos. Alice era uma coisinha linda, uma jovem agradável e discreta, que virava a cabeça de todos os rapazes da vizinhança. Possuía todos os requisitos para uma boa esposa: era dócil, gentil, dedicada e tranqüila. Em resumo, era o tipo de mulher que jamais pensaria em contradizer ou desobedecer a seu marido.

Isabella por sua vez, passara muito tempo em companhia do pai e, aos dezoito anos, era extremamente inteligente, possuía uma mente ativa, além da forte tendência a pensar por si mesma.

Alice aceitaria as idéias de seu marido e faria o que ele lhe dissesse para fazer, mas Isabella tomaria suas próprias decisões e, provavelmente, faria o que considerasse o melhor.

Alice era angelical, o Dr. Morrison concluiu, mas Isabella... não.

Estreitando os olhos por trás dos óculos, observou Isabella que desenhava mais um retrato do muro coberto de hera, examinou-lhe o perfil aristocrático, tentando encontrar as palavras certas para descrevê-la. Corajosa, pensou, sabendo que ela desenhava porque preferia se ocupar a se entregar à dor do luto. E piedosa, concluiu, lembrando-se de seus esforços para consolar e alegrar os pacientes do pai.

O Dr. Morrison sacudiu a cabeça, frustrado. Sendo um velho apreciava a inteligência e o senso de humor de Isabella, admirar-lhe a coragem, a força e a compaixão. Porém, se enfatizasse aquelas qualidades aos parentes ingleses da Sra. Swan, eles certamente imaginariam uma mulher independente e pedante, para quem seria impossível encontrar um bom marido, e que se transformaria em um fardo em suas vidas. Existia ainda a possibilidade de que quando retornasse da Europa, dentro de alguns meses, Jacob Black fizesse o pedido formal da mão de Isabella, mas o Dr. Morrison não tinha certeza disso. O pai de Isabella e a mãe de Jacob haviam concordado que, antes que o jovem casal ficasse noivo, os sentimentos de ambos deveriam ser testados durante aquele período de seis meses, nos quais Jacob faria uma versão abreviada do Grand Tour, viagem educacional comumente empreendida por jovens da aristocracia britânica.

A afeição de Isabella por Jacob havia permanecido forte e constante, pelo que o Dr. Morrison sabia. Os sentimentos de Jacob, porém, estavam aparentemente oscilando. Segundo o que a Sra. Black confidenciara ao velho médico, na véspera, Jacob parecia estar desenvolvendo uma forte atração pela prima de segundo grau, cuja família ele visitava, na ocasião, na Suíça.
Com um suspiro infeliz, o Dr. Morrison continuou olhando para as duas irmãs, ambas cobertas por vestidos pretos e simples. Apesar dos trajes sombrios, elas formavam um quadro adorável.

E foi então que ele teve a inspiração: resolveria o problema da descrição das meninas com um retrato!

Uma vez tomada à decisão, terminou a carta pedindo à duquesa que discutisse o assunto com o duque de Masen, que receberia uma carta idêntica, e o informassem sobre o que desejavam que ele fizesse com relação às duas. Depois de escrever outra carta, esta endereçada ao duque de Masen, redigiu um bilhete ao seu advogado, em Nova York, instruindo para que pedisse a alguém de confiança, em Londres, que localizasse o duque e a duquesa e lhes entregasse as cartas. Com uma pequena prece para que os dois nobres lhe reembolsasse tais despesas, o Dr. Morrison se levantou.

No jardim, Alice usava a ponta do pé para se balançar de um lado para outro.

– Ainda não consigo acreditar – murmurou com um misto de desespero e excitação. – Mamãe era neta de uma duquesa! O que somos, então Bella? Possuímos algum título?
Isabella lançou-lhe um olhar irônico.

– Sim – respondeu. – "Parentes Pobres."

O que era a mais pura verdade, pois embora Charlie Swan fosse amado e respeitado pelos pacientes, cujas doenças ele tratara por tantos anos, aquela gente do campo raramente possuía recursos para pagá-lo em dinheiro. E, sempre generoso, o Dr. Swan jamais havia pressionado. Assim, eles o pagavam com produtos e serviços, como galinhas, peixe, caça, consertos em sua carruagem, em sua casa, com pães frescos, cestos de frutas. Como resultado, a família Swan jamais precisara se preocupar com comida, mas também jamais havia conseguido juntar algum dinheiro. Prova disso eram os remendos dos vestidos tingidos à mão, que Alice e Isabella usavam agora. Até mesmo a casa onde moravam havia sido fornecida pelos moradores do vilarejo, assim como acontecera ao reverendo Milby. As casas eram emprestadas ao seus ocupantes em troca por seus serviços médicos e pastorais.

Ignorando a colocação sensata da irmã quando ao seu status, Alice continuou com seu ar sonhador:
– Nosso primo é um duque e nossa bisavó, uma duquesa! Mal posso acreditar! E você?

– Sempre achei mamãe um tanto misteriosa – Isabella replicou, reprimindo as lágrimas de solidão e desespero que lhes brotaram dos olhos. – Agora, o mistério está desvendado.

– Que mistério?

Isabella hesitou, antes de responder:
– Só quis dizer que mamãe era diferente de todas as outras mulheres que já conheci.

– Acho que tem toda a razão – Alice concordou.

Como a irmã retomasse o silêncio anterior, Isabella fixou os olhos no desenho que apoiara nas coxas. O mistério estava desvendado. Agora, ela compreendia muitas coisas que a haviam preocupado e confundido. Só agora entendia por que a mãe jamais fora capaz de ficar à vontade com as demais mulheres da região, por que sempre usava a linguagem sofisticada da sociedade inglesa, exigindo com forte persistência que, ao menos na presença dela, Alice e Isabella fizessem o mesmo. A herança de família explicava a insistência de Renée para que as filhas aprendessem francês, além do inglês. Assim como explicava seu modo exigente e a expressão estranha, assombrada, que lhe cobria as feições nas raras ocasiões em que ela mencionava a Inglaterra.

Talvez até explicasse sua reserva para com o marido, a quem tratava com gentil cortesia, mas nada mais. Ainda assim, ela fora, na superfície, uma esposa exemplar. Renée jamais questionara o marido, jamais se queixara de sua existência de pobre plebéia, jamais discutira com ele. Já fazia muito tempo desde que Isabella conseguira perdoar a mãe por não amar seu pai. Agora, dando-se conta de que a mãe fora provavelmente criada em meio ao luxo e à riqueza, sentia-se inclinada a admirar-lhe a postura.

O Dr. Morrison saiu para o jardim, sorrindo para as duas meninas.

– Já escrevi as cartas e vou enviá-las amanhã. Com pouco de sorte, receberemos uma resposta de seus parentes dentro de três meses, ou quem sabe, menos.

Parecia satisfeito com o papel que estava desempenhando na tentativa de reunir as irmãs aos nobres parentes ingleses.

– O que acha que eles vão fazer quando receberem as suas cartas, doutor Morrison? – Alice perguntou.

O médico afagou-lhe os cabelos com ar paternal e, erguendo os olhos para o céu, tratou de usar a imaginação.

– Suponho que fiquem surpresos, mas não vão demonstrar, pois na Inglaterra, as classes mais altas não costumam revelar seus sentimentos, além de serem muito formais. Depois de lerem as cartas, enviarão mensagens cordiais um para o outro e, então, e reunirão para discutir o futuro de vocês. Um mordomo vai servir o chá...

Sorriu ao imaginar o delicioso cenário com todos os detalhes. Formou na mente a visão de dois aristocratas ingleses, muito ricos e amáveis, que se encontrariam em um salão elegante, a fim de partilhar o chá servido em bandeja de prata, antes de discutir o futuro das até então desconhecidas, mas já queridas, jovens parentes. Como o duque de Masen e a duquesa de Claremont eram relacionados por intermédio de Renée, certamente eram amigos, aliados...

– Sua alteza, a duquesa de Claremont – o mordomo anunciou em tom majestoso, da porta do salão onde Carlisle Cullen, duque de Masen, estava sentado.

Em seguida, o mordomo deu um passo para o lado e uma mulher idosa e imponente entrou, seguida pelo advogado de expressão atormentada. Carlisle Cullen fitou-a com seus olhos castanhos-claros faiscando de ódio.

– Não precisa se levantar, Masen – a duquesa falou com sarcasmo, quando ele permaneceu sentado, em atitude deliberadamente insolente.

Completamente imóvel, ele continuou a observá-la em silêncio gelado. Com cinqüenta e cinco anos, Carlisle Cullen ainda era um homem atraente, com cabelos fartos e grisalhos, embora a doença tivesse deixado suas marcas. O corpo apresentava-se magro demais para a sua estatura e porte e seu rosto estava vincado pelas linhas de tensão e de fadiga.

Incapaz de provocar a reação dele, a duquesa lançou sua ira sobre o mordomo.

– Esta sala está quente demais! – queixou-se, batendo com a bengala de cabo cravejado de pedras preciosas no chão. – Abra as cortinas para que tenhamos um pouco de ar fresco – ordenou.

– Deixe as cortinas como estão! – Carlisle a contradisse, sem esconder o desprezo que a mera visão daquela mulher lhe provocava.

A duquesa lançou-lhe um olhar fulminante.

– Não vim até aqui para sufocar – declarou em tom ameaçador.

– Então, saia.

O corpo esguio e frágil empertigou-se pela indignação.

– Não vim até aqui para sufocar – ela repetiu entre os dentes. – Vim para informá-lo sobre a minha decisão com respeito às filhas de Renée.

– Diga o que tem a dizer e, então saia! – Carlisle retrucou, implacável.

A duquesa estreitou os olhos, furiosa, mas em vez de sair, ela se sentou. Apesar da idade avançada, sua postura era ereta como a de uma rainha. Um turbante púrpura sobre os cabelos brancos ocupava o lugar da coroa e a bengala em sua mão substituía o cedro.

Carlisle observou-a, surpreso e desconfiado, uma vez que estivera certo de que ela havia insistido naquele encontro apenas para ter a satisfação de dizer, fitando-o nos olhos, que o futuro das filhas de Renée não lhe dizia respeito. Nem sequer lhe ocorrera que ela fosse se sentar, como quem tivesse algo mais a dizer.

– Você viu o retrato das meninas – a duquesa afirmou.

Ele baixou os olhos para o retrato que tinha nas mãos e seus dedos se apertaram de maneira convulsiva e protetora. A dor cruel obscureceu-lhe o olhar, fixado em Isabella. Ela era a imagem da mãe, a imagem de sua linda e amada Renée.

– Isabella é a imagem da mãe – a duquesa declarou de súbito.

Carlisle ergueu os olhos para ela, a expressão endurecendo imediatamente.

– Tenho plena consciência disso.

– Ótimo. Assim, vai compreender meus motivos para não aceitar essa menina em minha casa. Ficarei com a outra. – Levantando-se como se houvesse encerrado o assunto, a duquesa virou-se para seu advogado: – Providencie a quantia necessária para cobrir as despesas do doutor Morrison e o custo da passagem de navio para a menina mais nova.

– Sim, alteza – o advogado assentiu com uma reverência. – Mais alguma coisa?

– Ah, sim, serão muitas coisas! A duquesa replicou em tom quase rude. – Terei de apresentar a menina à sociedade, providenciar um dote para ela, encontrar um marido adequado...

– E quanto a Isabella? – Carlisle a interrompeu. – O que planeja fazer com a menina mais velha?

A duquesa lançou-lhe um olhar irado.

– Já disse que ela me lembra a mãe e que não vou aceitá-la em minha casa. Se quiser, fique com ela. Se bem me lembro, você queria a mãe mais do que qualquer outra coisa. E era óbvio que Renée o queria também. Afinal, até mesmo na hora da morte, ela pronunciou o seu nome. Pode assumir a responsabilidade pela imagem de Renée, agora. Você bem merece ter de olhar para a menina todos os dias.

A mente de Carlisle ainda girava em disparada, imersa em surpresa e alegria, quando a velha duquesa acrescentou com arrogância:

Case-a com quem bem entender, exceto com aquele seu sobrinho. Há vinte anos, não permiti uma aliança entre a sua família e a minha. Continuo a proibir que isso aconteça. Eu...– como se uma idéia súbita lhe ocorresse, ela fez uma pausa, ao mesmo tempo em que seus olhos exibiram um brilho de triunfo maligno. – Arranjarei o casamento de Alice com o filho de Winston! – anunciou em tom malévolo. – Queria que Renée se casasse com o pai e ela se recusou a satisfazer a minha vontade por sua causa. Casando Alice com o filho, finalmente terei a aliança que sempre desejei para a minha família! – Um sorriso demoníaco tornou ainda mais profundas as rugas em seu rosto e ela soltou uma risada de desprezo diante da expressão atormentada de Carlisle. – Mesmo depois de todos esses anos, serei a responsável pelo casamento mais esplêndido da década!

Com isso, ela deixou o salão, seguida por seu advogado.

Carlisle ficou olhando a porta, as emoções oscilando entre amargura, ódio e alegria. Aquela velha maldita havia, inadvertidamente, lhe dado à única coisa que ele desejava mais que a própria vida. Ela lhe dera Isabella, a filha de Renée, a imagem de Renée. Uma felicidade quase insuportável o invadiu, seguida imediatamente de um ódio desmedido. Aquela velha sem coração iria finalmente realizar o sonho de ter a família ligada aos Winston. Não hesitara em sacrificar a felicidade de Renée para atingir aquele objetivo sem sentido e, agora, conseguiria seu intento.

A raiva de Carlisle diante da constatação de que ela também estava prestes a obter o que sempre quisera quase apagou sua alegria pela oportunidade de ter Isabella. Então, uma idéia súbita cruzou-lhe a mente. Estreitando os olhos, ele a considerou e avaliou. Lentamente, um sorriso curvou-lhe os lábios.

– Alistar – ele chamou o mordomo. – Traga-me pena e papel. Quero escrever um anúncio de noivado. Providencie para que seja entregue ao Times imediatamente.

– Sim, alteza.

Carlisle olhou para o velho criado com olhar de júbilo.

– Ela está errada, Alistar – anunciou. – A bruxa está completamente errada!

– Errada, alteza?

– Sim, errada! Ela não será a responsável pelo casamento mais esplêndido da década. Eu serei!

Era um ritual. Todas as manhãs, por volta das nove horas, Amun, o mordomo, abria a pesada porta da frente da mansão de campo do marquês de Wakefield e recebia um exemplar do Times das mãos de um lacaio que trazia o jornal de Londres.

Depois de fechar a porta, Amun atravessava o hall de entrada e entregava o jornal a outro lacaio, à espera no pé da escada.

– O exemplar do Times para o lorde – anunciava.

O lacaio levava o jornal até a sala de jantar, onde Edward Cullen geralmente tomava o seu café da manhã e lia a correspondência.

– Seu exemplar do Times, milorde – o lacaio murmurava, colocando o jornal ao lado da xícara de café do marquês e retirando seu prato.

Sem dizer uma palavra, Edward apanhava o jornal e o abria.

Tudo isso acontecia com a mais absoluta precisão, uma vez que lorde Cullen era um patrão exigente, que fazia questão de ter tudo funcionando em suas propriedades como máquinas muito bem reguladas.

Os criados o temiam, tratando-o como a uma divindade assustadora e inatingível, que todos se esforçavam ao máximo para agradar.

As beldades que Edward levava a bailes, óperas, teatro e, claro para a cama, sentiam o mesmo, uma vez que ele as tratava com apenas um pouco mais de calor humano do que dedicava aos criados. Ainda assim, as mulheres o observavam com olhares desejosos, aonde quer que ele fosse, pois, apesar de atitude cínica, Edward parecia envolvido por uma aura de virilidade que fazia os corações femininos dispararem.

Seus cabelos eram bronzes, os olhos penetrantes, verdes como jade, os lábios firmes e sensuais. Uma força implacável parecia esculpida em cada um dos traços que constituíam o rosto bonito e bronzeado, desde as sobrancelhas retas e espessas até o queixo arrogante. Até mesmo sua compleição física era extremamente masculina, com sua estatura de um metro e oitenta e oito, ombros largos, quadris estreitos e pernas longas e musculosas. Montado sobre um cavalo, ou dançando em um baile, Edward Cullen destacava-se dos demais representantes do sexo masculino como um felino selvagem cercado por gatinhos indefesos.
Como lady Wilson-Smyth apontara entre gargalhadas, Edward Cullen era perigosamente atraente como o pecado e, sem dúvida, igualmente perverso.

Tal opinião era partilhada por muitos, uma vez que quem quer que fitasse aqueles cínicos olhos verdes saberia dizer que não restava nem sequer uma fibra de inocência ou ingenuidade naquele corpo espetacular. Apesar disso, ou melhor, por causa disso, as mulheres eram atraídas para ele como mariposas para uma tocha, ansiosas para provarem do seu ardor, ou simplesmente se deleitarem com um de seus raros sorrisos. As casadas planejavam ardis para ocupar-lhe a cama, enquanto as solteiras sonhavam em ser aquela que derreteria seu coração de gelo, fazendo-o ajoelhar-se a seus pés.

Alguns dos membros mais sensatos da ton, como era designada a alta sociedade inglesa, acreditavam que lorde Cullen possuía razões de sobra para ser cínico no tocante às mulheres. Todos sabiam que o comportamento de sua esposa, quando ela fora para Londres, quatro anos antes, havia sido escandaloso. A partir do momento em que pusera os pés na cidade, a belíssima marquesa de Wakefield ocupara-se em se envolver em um romance atrás do outro, sem a menor preocupação em ser discreta. Traíra o marido repetidas vezes. Todos sabiam, inclusive Edward Cullen, que parecia não se importar...

O lacaio postou-se ao lado da cadeira de lorde Cullen, segurando um delicado bule de prata.

– Aceita mais café, milorde?

O marquês sacudiu a cabeça e virou a página do jornal. O lacaio curvou-se e começou a se afastar, habituado ao fato de o patrão raramente se dar ao trabalho de falar com os criados. A verdade era que o lorde não sabia o nome da maioria deles, não sabia nada sobre eles e não se importava. Mas, ao menos, não era dado a maus-tratos, como a maioria dos nobres. Quando contrariado, o marquês se limitava a dirigir um olhar gelado ao responsável pelo seu desgosto, sempre atingindo o objetivo de deixá-lo petrificado. Nunca, nem mesmo diante da mais extrema provocação, lorde Cullen erguia a voz.

E foi justamente por isso que o lacaio quase derrubou o bule de café quando Edward deu um murro na mesa, gritando:

– Aquele miserável! – Pôs-se de pé, o rosto transformado em uma máscara de fúria. – Aquele maldito, patife... Só ele seria capaz de fazer uma coisa dessas!

Lançando um olhar faiscante na direção do pobre lacaio, saiu da sala, apanhou a capa com o mordomo e se dirigiu para os estábulos.

Amun fechou a porta da frente e correu até a sala de jantar.

– O que aconteceu com o lorde? – inquiriu.

O lacaio, ainda segurando o bule de café, encontrava-se inclinado sobre o jornal aberto.

– Acho que foi este anúncio no Times – o rapaz murmurou, apontando para o anúncio de noivado entre Edward Cullen, marquês de Wakefield, e a srta. Isabella Swan. – Eu não sabia que o lorde estava pensando em se casar.

– Resta saber se o lorde sabia – Amun questionou, pensativo.

De repente, deu-se conta de que acabara de cometer um deslize imperdoável, envolvendo-se em fofocas com um subalterno. Assim, fechou o jornal com ar autoritário.

– Os assuntos particulares de lorde Cullen não são da sua conta, O'Malley. Trate de se lembrar disso, se pretende manter seu emprego.

Duas horas depois, a carruagem de Edward parou diante da residência londrina do duque de Masen. Com passos firmes entrou na casa.

– Bom dia, milorde – Alistar cumprimentou-o ao abrir a porta. – Sua alteza está a sua espera.

– Aposto que sim – Edward replicou de péssimo humor – Onde ele está?

– No salão, milorde.

Edward se dirigiu para onde o homem grisalho se encontrava sentado, com ares da maior dignidade.

– Imagino que você – acusou sem preâmbulos – foi o responsável por aquele anúncio absurdo no Times.

Sem se abalar, Carlisle sustentou-lhe o olhar ameaçador.

– Exatamente.

– Pois vai ter de fazer um novo anúncio, desmentindo o primeiro!

– Não. A jovem se encontra a caminho da Inglaterra e você vai se casar com ela. Entre outras coisas, quero que você me dê um neto. E quero segurá-lo em meus braços, antes de partir deste mundo.

– Se quer um neto, tudo o que tem de fazer é localizar os seus outros bastardos. Tenho certeza de que eles poderão lhe proporcionar uma dezena de netos.

Uma sombra cruzou rapidamente o semblante de Carlisle, mas ele logo recuperou o controle e declarou em voz baixa:

– Quero um neto legítimo, para apresentar ao mundo como meu herdeiro.

– Um neto legítimo! – Edward repetiu com sarcasmo. – Quer que eu, seu filho ilegítimo, lhe dê um neto legítimo? Diga-me uma coisa. Se todos acreditam que sou seu sobrinho, como espera apresentar meu filho como seu neto?

– Vou apresentá-lo como meu sobrinho neto, mas saberei que é meu neto e é só isso o que importa. – Sem se impressionar com a fúria do filho, Carlisle concluiu, implacável: – Quero um herdeiro de você, Edward.

Lutando para se controlar, Edward inclinou-se, apoiando as mãos nos braços da poltrona de Carlisle, o rosto a poucos centímetros um do outro. Com um sussurro lento, anunciou:

– Já lhe disse antes, mas vou repetir pela última vez: nunca voltarei a me casar. Compreendeu? Nunca voltarei a me casar!

– Por quê? – Carlisle inquiriu, irritado. – Não se pode dizer que você detesta as mulheres, pois todos sabem que tem amantes e que as trata muito bem. Na verdade, todas elas parecem se apaixonar perdidamente por você. É óbvio que as moças gostam de partilhar a sua cama e, mais óbvio ainda, que você gosta de tê-las lá...

– Chega! – Edward explodiu.

Um espasmo de dor contorceu as feições de Carlisle, que levou a mão ao peito, antes de abaixá-la lentamente.

Edward estreitou os olhos, mas embora suspeitasse que Carlisle estava apenas fingindo, forçou-se a permanecer em silêncio, enquanto o pai continuava:

– A jovem que escolhi para ser sua esposa deve chegar dentro de três meses. Enviarei uma carruagem ao porto, para transportá-la diretamente para Wakefield Park. Em nome da decência, também irei para lá, onde permanecerei até que o casamento seja realizado. Conheci a mãe dela há muito tempo e vi a semelhança de Isabella. Você não vai se decepcionar. – Ergueu o retrato. – Ora, Edward – falou com voz subitamente macia e persuasiva —, não está nem um pouco curioso a respeito dela?

As feições de Edward se tornaram ainda mais duras.

– Esta perdendo seu tempo. Não vou aceitar isso.

– Vai, sim – Carlisle garantiu, apelando para a ameaça. – Se não aceitar, vou deserdá-lo. Você já gastou meio milhão de libras em reformas nas minhas propriedades, que jamais pertencerão a você, a menos que se case com Isabella Swan.

A reação de Edward foi de puro desprezo.

– Suas preciosas propriedades podem ir para o inferno, no que me diz respeito. Meu filho está morto. Não preciso de herança alguma.

Percebendo a sombra de dor que obscureceu o olhar de Edward ao mencionar o garotinho, Carlisle suavizou o tom de voz:

– Admito que fui precipitado em anunciar o seu noivado, Edward, mas tive razões para fazer isso. Talvez eu não possa forçá-lo a se casar com Isabella, mas pelo menos, não crie preconceitos contra ela. Prometo que não vai encontrar defeitos na moça. Veja, tenho um retrato de Isabella. Pode ver com os seus próprios olhos como ela é bonita... – Carlisle parou de falar ao ver Edward girar nos calcanhares e sair da sala, batendo a porta atrás de si.

Então, fixando o olhar irado na porta fechada, falou em voz alta para o aposento vazio:

– Você vai se casar com ela, Edward, nem que eu tenha de fazê-lo entrar na igreja com uma arma apontada para a sua cabeça!

Poucos minutos depois, Alistar entrou, carregando uma bandeja de prata com uma garrafa de champanhe e duas taças.

– Tomei a liberdade de selecionar algo apropriado à ocasião – o mordomo anunciou, confiante.

– Pois deveria ter selecionado cicuta – Carlisle replicou. – Edward já se foi.

– Já? Mas nem tive tempo de cumprimentar o lorde pelo noivado!

– O que foi muita sorte – Carlisle comentou com uma risadinha marota. – Ele teria sido capaz de acabar com seus dentes.

Quando Alistar saiu, Carlisle encheu uma taça de champanhe e, com um sorriso determinado, ergueu-a em um brinde solitário.

– Ao seu casamento iminente, Edward.

– Só vou demorar um minuto, senhor Borowski – Isabella informou, descendo da carroça de fazenda, carregada com a bagagem dela e de Alice.

– Não tenha pressa – ele replicou com um sorriso. – Sua irmã e eu não partiremos sem você.
– Apresse-se, sim, Bella – Alice pediu. – O navio não vai esperar por nós.

– Temos tempo de sobra – O sr. Borowski garantiu. – Chegaremos à cidade antes do anoitecer, eu prometo.

Isabella subiu correndo os degraus da entrada da casa de Jacob e bateu na porta.

– Bom dia, senhora Tilden – ela cumprimentou a governanta. – Posso falar com a senhora Black por um momento? Gostaria de me despedir e entregar uma carta para ela enviar a Jacob. Assim, ele saberá para onde escrever, na Inglaterra.

– Vou dizer a ela que você está aqui, Isabella, mas não garanto que ela vá recebê-la – a simpática governanta informou, sem jeito. – Você sabe como ela se comporta quando não está se sentindo bem.

Isabella assentiu. Conhecia muito bem os mal-estares da Sra. Black. Segundo Charlie Swan, a mãe de Jacob era uma queixosa crônica, que inventava doenças a fim de não ter de fazer o que não deseja fazer e, acima de tudo, para manipular e controlar o filho. O médico dissera isso a ela, diante de Isabella, anos antes. Evidentemente, a Sra. Black jamais perdoara os dois por isso.

Isabella sabia, assim como Jacob, que a Sra. Black era uma fraude. Por isso, as palpitações, tonturas e formigamentos exerciam pouco efeito sobre os dois, o que colocava a mulher em posição totalmente contrária à escolha do filho para esposa.

A governanta voltou com expressão contrariada.

– Sinto muito, Isabella. A senhora Black diz não estar em condições de recebê-la. Entregarei a carta que escreveu para o senhor Jacob. Ela me pediu para chamar o doutor Morrison – acrescentou em tom impaciente.

– O doutor Morrison simpatiza com as doenças da senhora Black, em vez de mandá-la levantar-se da cama e fazer algo útil – Isabella comentou com um sorriso, lamentando que o correio fosse tão caro e ela fosse obrigada a dar suas cartas para que a mãe de Jacob as incluísse na própria correspondência. – Acho que ela prefere a atitude do doutor Morrison à atitude de meu pai.

– Na minha opinião – a Sra. Tilden sussurrou, torcendo o nariz —, ela gostava do seu pai mais do que deveria. Eu chegava a me cansar de observá-la se arrumar, antes de chamá-lo no meio da noite e... – a governanta interrompeu a frase, corrigindo-se depressa: – Não que seu pai, um homem tão maravilhoso, aceitasse o jogo dela.

Quando Isabella se foi, a Sra. Tilden levou a carta para cima.

– Senhora Black, aqui está à carta de Isabella para o senhor Jacob.

– Dê-me isso e mande chamar o doutor Morrison – a patroa ordenou com voz surpreendentemente forte para uma inválida. – Estou sentido tonturas. Quando o novo médico vai chegar?

– Dentro de uma semana – a governanta respondeu, estendendo-lhe a carta.

Quando a Sra. Tilden saiu, a patroa lançou um olhar de desgosto mesclado a desprezo para a carta deixada sobre a cama.

– Jacob não vai se casar com essa camponesa – declarou com arrogância para a criada. – Ela não é nada! Ele escreveu duas vezes, dizendo que a prima Leah, da Suíça, é adorável. Contei isso para Isabella, mas a tola não me deu ouvidos.

– Acha que ele vai trazer a senhorita Leah para casa, como sua esposa? – a criada perguntou, ajeitando os travesseiros da Sra. Black.

As feições da patroa se contorceram de raiva.

– Não seja tola você também! Jacob não tem tempo para uma esposa. Eu já disse isso a ele. Esta propriedade é mais que suficiente para mantê-lo ocupado e, além do mais, ele tem obrigações para comigo. – Apanhou a carta de Isabella entre dois dedos, como se estivesse contaminada, e estendeu-a para a moça. – Você sabe o que fazer com isto.

– Eu não sabia que podia haver tanta gente, ou tanto barulho, em um único lugar – Alice comentou, impressionada, parada no porto de Nova York.

Estivadores com baús sobre os ombros iam e vinham pelas pranchas de embarque, enquanto grossas correntes rangiam nas alturas, içando cargas pesadas a bordo. Os gritos de ordens dos oficiais dos navios misturavam-se às gargalhadas de marujos e aos convites imorais de mulheres vestidas sem a menor decência, espalhadas pelas docas.

– É excitante – Isabella declarou, observando os dois baús que continham todos os pertences de ambas sendo carregados a bordo do Gull por dois estivadores grandalhões.

Embora assentisse em concordância, Alice parecia perturbada.

– Sim, é excitante, mas fico me lembrando a todo momento que, no final da nossa viagem, seremos separadas por culpa de nossa bisavó. Que motivo ela pode ter para recusar receber você na casa dela?

– Não sei, mas você não deve se preocupar com isso – Isabella afirmou com um sorriso encorajador. – Pense em coisas boas. Olhe para o rio East, feche os olhos e respire fundo.
Alice observou, mas torceu o nariz com uma careta.

– Tudo o que consigo sentir é o cheiro de peixe podre! Bella, se a nossa bisavó souber mais sobre você, tenho certeza de que vai querer que se junte a nós. Ela não pode ser cruel e insensível a ponto de insistir em nos manter separadas. Vou falar muito de você e fazê-la mudar de idéia.

– Não deve dizer ou fazer nada que possa ofendê-la – Isabella advertiu. – Ao menos por enquanto, somos inteiramente dependentes dos nossos parentes.

– Não vou ofendê-la, se puder evitar, mas cuidarei de deixar claro, por todos os meios possíveis, que ela deve voltar atrás e mandar chamar você. – Como Isabella se limitasse a sorrir, sem dizer nada, Alice suspirou. – Existe um consolo nesta viagem para a Inglaterra. O senhor Wilheim me disse que, com mais prática e muita dedicação, poderei me tornar uma pianista. Ele garantiu que, em Londres, será fácil encontrar excelentes professores. Vou pedir, ou melhor, insistir para que nossa bisavó me permitia seguir a carreira musical – Alice conclui, exibindo a determinação que pouquíssimas pessoas sabiam existir por trás daquela fachada de docilidade.

Isabella decidiu não enumerar os possíveis obstáculos que a irmã poderia encontrar. Com a sabedoria de alguns anos a mais, limitou-se a sugerir:

– Não insista com muita intensidade, querida.

– Serei discreta – Alice concordou.

– Srta. Alice Swan? – o cavalheiro inquiriu com cortesia.

– Sou eu – Alice se adiantou, fitando o homem de cabelos brancos e trajes impecáveis.

– Fui instruído por sua alteza, a duquesa de Claremont, para levá-la à casa dela. Onde está a sua bagagem?

– Ali.

Ele só teve de olhar por cima do ombro para que dois criados também impecavelmente uniformizados, saíssem da luxuosa carruagem preta, com brasão dourado pintado na porta, e corressem até onde se encontrava o baú.

– Nesse caso, creio que podemos partir – voltou a se dirigir a Alice.

– E quanto a minha irmã? – Alice indagou, apertando a mão de Isabella com evidente pavor.

– Tenho certeza de que os encarregados de levar sua irmã não tardarão. Seu navio chegou quatro dias antes da data prevista.

– Não se preocupe comigo – Isabella declarou com uma confiança que não sentia. – A carruagem do duque deve chegar a qualquer momento. Enquanto isso, o capitão Gardiner permitirá que eu espere a bordo.

Alice abraçou a irmã.

– Bella prometo convencer nossa bisavó a convidá-la para ficar conosco. Estou assustada. Não se esqueça de escrever todos os dias!

Isabella ficou onde estava, observando a carruagem se afastar, enquanto Alice acenava da janela. Acotovelada por marinheiros ansiosos por algumas doses de bebida e pela companhia de mulheres de reputação duvidosa, sentiu-se mais solitária do que jamais se sentira antes.
Passou os dois dias seguintes sozinha em sua cabina, interrompendo as longas horas de tédio apenas para breves caminhadas no convés e refeições na companhia do capitão Gardiner, um homem afável e paternal, que parecia apreciar a companhia de Isabella. Ela logo passou a considerá-lo um novo amigo.

Quando, na manhã do terceiro dia, nenhuma carruagem chegou para levar Isabella até Wakefield Park, o capitão assumiu o controle da situação e alugou uma.

– Chegamos antes da data prevista, o que é uma ocorrência rara – ele explicou. – Seu primo pode demorar dias para mandar alguém vir buscá-la. Preciso resolver assuntos importantes em Londres e não posso deixá-la a bordo, desprotegida. O tempo que uma mensagem levaria para chegar a seu primo é o mesmo que sua viagem até lá vai durar.

Durante horas, Isabella apreciou a paisagem dos campos ingleses em todo o seu esplendor. Flores coloridas cobriam vales e colinas. Apesar dos solavancos provocados pelas pedras e raízes no caminho, o ânimo de Isabella se elevava a cada quilômetro percorrido. O cocheiro apareceu na janela dianteira.

– Estamos a menos de três quilômetros da propriedade, madame. Se quiser...

Tudo aconteceu muito depressa. A roda atingiu uma grande raiz, a carruagem foi atirada para o lado, o cocheiro desapareceu da janela e foi atirada no chão. Um minuto depois, a porta se abriu e o cocheiro a ajudou a se levantar.

– Está ferida? – indagou, preocupado.

Isabella sacudiu a cabeça, mas antes que pudesse pronunciar uma palavra sequer, ele já se virava para lançar sua ira sobre dois homens, vestindo roupas de trabalho de camponeses, que seguravam os chapéus apertados contra o peito.

– Maldidos idiotas! Como entram na estrada desta maneira? Vejam o que fizeram! O eixo da minha carruagem se quebrou!

Continuou esbravejando, recitando uma ladainha de palavrões.

Delicadamente, Isabella deu as costas ao homem irado e seu linguajar ofensivo, e tentou sem o menor sucesso limpar a sujeira da saia. O cocheiro deslizou para debaixo da carruagem, a fim de verificar o eixo quebrado, e um dos camponeses se aproximou de Isabella, torcendo o chapéu nas mãos.

– Sam e eu sentimos muito pelo que aconteceu, madame. Nós a levaremos até Wakefield Park, isto é, se não se importar de colocarmos o seu baú na carroça, junto com os leitões.

Grata por não ter de caminhar os quase três quilômetros restantes, Isabella aceitou prontamente. Pagou o cocheiro com parte do dinheiro que Carlisle Cullen enviara para as despesas de viagem e se acomodou no banco da carroça, entre os dois camponeses. Viajar de carroça, apesar de dar menos prestígio que uma carruagem, era muito mais confortável. A brisa acariciava-lhe o rosto e ela tinha visão ampla e irrestrita dos campos.

Com suas maneiras amigáveis e sem afetação, Isabella não demorou a se engajar em uma animada conversa com os dois homens. Evidentemente, camponeses ingleses eram violentamente contra a implementação de máquinas agrícolas.

– Elas nos deixam desempregados – um deles argumentou, justificando sua apaixonada condenação das "coisas infernais".

Isabella mal ouviu o comentário, pois haviam acabado de atravessar os pesados portões que se abriam para os jardins cuidadosamente tratados que se estendiam até onde a vista podia alcançar. Os gramados eram recortados por canteiros de flores e riachos.

– Parece um conto de fadas! – Isabella murmurou, fascinada pela paisagem espetacular. – Devem ser necessários dezenas de jardineiros para cuidar de um lugar assim.

– Verdade – Sam confirmou. – O lorde emprega quarenta deles, sendo que dez cuidam só dos jardins da casa. – Depois de rodarem pela estrada bem cuidada por quinze minutos, dobraram uma curva e Sam apontou à frente, anunciando: – Aí está Wakefield Park. Ouvi dizer que tem cento e sessenta cômodos.

Isabella respirou fundo. Sua mente girava em disparada, enquanto o estômago, completamente vazio, se contorcia. Diante de seus olhos estava à casa de três andares mais espetacular que ela já vira, cujo esplendor ia muito além do que sua imaginação jamais poderia alcançar. A construção de tijolos, com suas chaminés, pairava sobre ela como um palácio, cujas janelas refletiam o brilho dourado do sol.

A carroça parou diante da entrada, também magnífica, e Isabella desviou o olhar da mansão, enquanto um dos camponeses a ajudava a descer.

– Obrigada. Os senhores foram muito gentis – agradeceu aos dois e começou a subir os degraus com dificuldade, pois a apreensão tornara seus joelhos trêmulos.

Atrás dela, os dois camponeses abriram a parte traseira da carroça, a fim de retirar o baú de Isabella. Infelizmente, quando o fizeram, os dois leitõezinhos saltaram para o chão e saíram correndo pelo gramado.

Isabella virou-se ao ouvir os gritos dos camponeses e caiu na risada ao vê-los correndo atrás dos velozes animaizinhos.

Naquele momento, a porta da mansão se abriu e um homem de expressão rígida e uniforme impecável lançou olhares irados para os camponeses, para os leitões e, claro, para a jovem despenteada, de vestido sujo, a sua frente.

– As entregas – ele falou em voz alta e ameaçadora – devem ser feitas na porta dos fundos.
Erguendo o braço. Ele apontou para o caminho que dava a volta na casa.

Isabella abriu a boca para explicar que não estava fazendo nenhuma entrega, mas teve a atenção distraída por um dos leitõezinhos que, mudando de direção, agora corria diretamente para ela.

– Tire essa carroça, esses porcos e a sua pessoa daqui imediatamente! – o homem uniformizado explodiu.

Lágrimas provocadas pelo riso embaçaram a visão de Isabella, que se abaixou para apanhar o leitão, antes de começar.

– O senhor não enten...

Ignorando-a, Amun virou-se para o lacaio e falou por cima do ombro:

– Livre-se de todos eles! Agora!

– Que diabo está acontecendo aqui? – um homem de seus trinta anos, cabelos bronzes, inquiriu.

O mordomo apontou para Isabella, os olhos faiscando.

– Essa mulher é...

– Isabella Swan – ela falou depressa, tentando conter o riso.

Um misto de tensão, cansaço e fome ameaçavam levá-la à histeria. Quando viu o choque estampado nas feições do homem de cabelos bronzes, uma vez mencionado o seu nome, ela foi invadida por profundo alarme que, em uma fração de segundo resultou em uma explosão de gargalhadas.

Esforçando-se ao máximo para conter o riso, Isabella virou-se e entregou o leitão para o camponês. Então, alisou a saia e fez uma pequena referência.

– Acho que houve um engano – falou com voz sufocada. – Eu vim...

A voz gelada do homem alto interrompeu-a:

– Foi você quem se enganou a vir para cá, senhorita Swan. Entretanto, estamos muito próximos do anoitecer para mandá-la de volta para o lugar de onde veio.

Segurando-a pelo braço, ele a puxou para dentro da casa com gestos rudes.

Isabella recuperou a seriedade no mesmo instante. A situação já não lhe parecia nada engraçada. Ao contrário, acabara de se tornar assustadora. Foi invadida pela timidez ao se ver em um hall de entrada, todo revestido de mármore, maior do que a casa inteira onde morara, em Nova York. Do lado oposto à porta de entrada, duas escadas curvas levavam aos andares superiores. Acima de sua cabeça, a uma altura vertiginosa, uma abóbada de vidro filtrava a luz do sol, que banhava o ambiente magnífico. Isabella ficou alguns segundos olhando para cima, até lágrimas brotarem de seus olhos e a abóbada começar a dançar, ao mesmo tempo em a angústia lhe apertava o peito. Viajara milhares de quilômetros, por mar e por terra, esperando ser recebida por um cavalheiro gentil. Porém, seria mandada de volta, para longe de Alice... A abóbada girou mais depressa, formando um caleidoscópio de cores brilhantes.

– Ela vai desmaiar – o mordomo previu.

– Ah, meu Deus! – o homem de cabelos bronzes exclamou, tomando-a em seus braços.
O mundo já começava a recuperar o foco para Isabella, quando ele subiu os primeiros degraus da escada de mármore.

– Ponha-me no chão – ela pediu com voz fraca, contorcendo-se. – Estou perfeitamente...

– Fique quieta! – ele ordenou.

Ao alcançar o primeiro patamar, virou-se à direita e entrou no primeiro quarto, dirigindo-se para a cama imensa, coberta por um acolchoado azul e prateado que combinava com as cortinas. Sem dizer uma palavra, deitou-a sem a menor cerimônia. Quando ela tentou se levantar, ele a forçou a permanecer deitada, pousando as mãos em seus ombros, sem a menor delicadeza.

O mordomo entrou correndo.

– Aqui, milorde, amoníaco – anunciou.

Milorde apanhou o vidro e aproximou-o do rosto de Isabella.

– Não! – ela gritou, tentando virar a cabeça para o outro lado, sem sucesso. Desesperada, inquiriu: – O que está tentando fazer? Quer que eu beba isso?

– Excelente idéia – ele replicou, mal-humorado, embora diminuísse a pressão da mão que a segurava pela nuca.

Exausta e humilhada, Isabella virou-se, fechou os olhos e engoliu seco, ao mesmo tempo em que lutava para reprimir as lágrimas que haviam formado um nó em sua garganta.

– Espero, sinceramente – ele falou em tom de profundo desgosto —, que você não esteja pensando em vomitar nesta cama, pois devo informá-la de que você mesma terá de limpá-la.
Isabella Marie Swan, produto de dezoito anos de educação cuidadosa que, até então, havia produzido uma jovem gentil e amável, virou a cabeça lentamente no travesseiro e fitou-o com olhar assassino.

– Você é Carlisle Cullen?

– Não.

– Nesse caso, faça o favor de sair desta cama, ou permitir que eu saia!

Franzindo o cenho, ele examinou a jovem rebelde que o fitava com um brilho de ódio nos olhos excepcionalmente chocolates. Seus cabelos espalhados sobre o travesseiro mais pareciam chamas avermelhadas, emoldurando um rosto que lembrava uma escultura em porcelana feita por um artista. Os cílios eram incrivelmente longos, os lábios rosados eram macios e...

De maneira abrupta, ele se pôs de pé e saiu do quarto, seguido pelo mordomo. A porta se fechou atrás deles, deixando Isabella no mais absoluto silêncio.

Lentamente, ela se sentou na cama e, então, pôs os pés no chão e se levantou, temerosa de que a tontura voltasse a atacá-la. O desespero fez com que sentisse frio, mas suas pernas continuaram firmes, enquanto ela olhava em volta. A sua esquerda, cortinas azuis encontravam-se atadas por delicadas faixas prateadas, revelando uma parede quase totalmente coberta de janelas. No extremo oposto do quarto, um par de canapés, também azul e prata, formavam um ângulo aconchegante diante da lareira. A expressão "esplendor decadente" cruzou-lhe a mente, enquanto ela alisava a saia, lançava mais um olhar ao seu redor e voltava a se sentar na cama.

Um nó de desolação se formou em sua garganta. Isabella cruzou as mãos sobre as coxas e tentou pensar no que fazer a seguir. Era evidente que seria mandada de volta para Nova York, como uma encomenda indesejada. Ora, mas então, por que seu primo, o duque, a levara até ali? Onde estava ele?

Isabella não poderia recorrer à irmã, ou à bisavó, uma vez que a duquesa escrevera uma carta para o Dr. Morrison, deixando claro que Alice, e somente Alice, seria bem recebida em sua casa. Confusa, Isabella franziu o cenho. Refletiu que, tendo sido o homem alto, de cabelos bronzes, quem a carregara nos braços até o quarto, talvez ele fosse um criado e o outro, de expressão rígida, fosse o duque. À primeira vista, o mais velho lhe parecera um criado de alta posição, como a Sra. Tilden, governanta da casa de Jacob.

Alguém bateu na porta e Isabella se levantou de um pulo, antes de dizer:

– Entre.

Uma criada envergando um vestido preto engomado, avental e touca brancos, entrou, carregando uma bandeja de prata. Seis outras criadas a seguiram, vestindo uniformes idênticos, parecendo marionetes com baldes de água quente nas mãos. Em seguida, foi à vez de dois lacaios, em uniformes verdes, com galões dourados, parecidos com o do homem que abrira a porta para Isabella, trazendo seu baú.

A primeira criada depositou a bandeja na mesa entre os canapés, enquanto as outras desapareciam atrás de uma porta que Isabella não vira antes e os lacaios colocavam o baú ao pé da cama. Um minuto depois, todos deixaram o quarto, em fila, fazendo Isabella se lembrar de soldadinhos de chumbo animados. A única criada que ficou, a mesma que trouxera a bandeja, virou-se para Isabella, que permanecera imóvel ao lado da cama.

– Trouxe algo para a senhorita comer – informou-a com rosto inexpressivo, apesar da voz suave e agradável.

Isabella foi se sentar no canapé e a visão de torradas com manteiga e chocolate quente a deixaram com água na boca.

– O lorde mandou dizer que a senhorita deve tomar um banho – a criada anunciou, dirigindo-se para onde as outras haviam levado a água quente.

Isabella imobilizou a mão que levava a xícara a seus lábios.

– Lorde? – repetiu. – Está se referindo ao... cavalheiro... que abriu a porta, quando cheguei? Aquele de cabelos brancos?

– Não! – a criada replicou em tom de surpresa. – Aquele é o senhor Amun, o mordomo, senhorita.

O alívio de Isabella durou pouco, apenas até a criada continuar:

– O lorde é um homem alto, de cabelos bronzes. – E ele mandou dizer que eu deveria tomar um banho? – Isabella indagou, furiosa.

A moça assentiu, corando.

– Bem, estou mesmo precisando – Isabella admitiu com certa relutância.

Depois de comer as torradas e tomar o chocolate, foi até o banheiro, onde a criada despejava sais de banho na água fumegante. Enquanto tirava o vestido de viagem, extremamente sujo, Isabella pensou na carta breve que Carlisle Cullen lhe enviara, convidando-a para se mudar para a Inglaterra. Ele parecera tão ansioso para recebê-la. Venha imediatamente, minha querida, escrevera. Será muito bem-vinda aqui. Esperamos ansiosos por sua chegada. Talvez ela não fosse mandada de volta. Talvez o "lorde" houvesse cometido um engano.

A criada a ajudou a lavar os cabelos e, depois de lhe entregar uma toalha felpuda, ajudou-a a sair da banheira.

– Já guardei suas roupas e arrumei a cama, caso a senhorita deseje descansar um pouco.
Isabella sorriu e perguntou-lhe o nome.

– Meu nome? – a moça repetiu, incrédula. – Bem, é... Emily.

– Muito obrigada, Emily, por ter guardado minhas roupas.

Um leve rubor cobriu as faces pontilhadas de sardas de Emily, ao mesmo tempo em que ela se curvava em uma reverência.

– O jantar é servido às oito horas – ela informou. – O lorde não costuma obedecer aos horários do campo, em Wakefield.

– Emily – Isabella chamou, um pouco constrangida —, existem dois lordes aqui? Estou me referindo a Carlisle Cullen...

– Ah, está falando de sua alteza! – Emily reconheceu, olhando ansiosa por cima do ombro, como se tivesse medo de ser ouvida. – Ele ainda não chegou, mas está sendo esperado ainda esta noite. Ouvi o lorde ordenar a Amun que enviasse uma mensagem a sua alteza, informando-o sobre a chegada da senhorita.

– E como é... sua alteza? – Isabella perguntou, sentindo-se ridícula por usar aqueles títulos esquisitos.

Emily pareceu prestes a descrevê-lo, mas mudou de idéia.

– Sinto muito, senhorita, mas o lorde não permite que os criados façam mexericos. Nem estamos autorizados a conversar com hóspedes.

Curvando-se mais uma vez, ela saiu do quarto.

Isabella ficou chocada por saber que, naquela casa, duas pessoas eram proibidas de conversar só porque uma era da criadagem e a outra, hóspede. Porém, considerando seu breve contato com o "lorde", não era difícil imaginá-lo estabelecendo regras absolutamente desumanas.

Retirando a camisola do guarda-roupa, Isabella vestiu-a e se deitou. Deleitando-se com os lençóis macios que lhe afagaram a pele, fez uma prece pedindo que Carlisle Cullen fosse mais gentil e simpático do que o outro lorde. Então, seus olhos se fecharam e ela adormeceu imediatamente.


[N/A Fanfic] 
Gostaram? Eu amo essa Bella, meninas, eu tenho um fraco por esse Edward, porque esse coitado sofreu muito kkkk
Mais a Bella com os porcos na mão foi tudo de bom kkkk, ri muito kkkk, E sobre o Edward meninas, já vou avisar ele não é um cavalheiro, então se preparem para ficarem com ódio dele. Mais essa Bella é uma força da natureza, mesmo com esse jeitinho angelical, ela é um anjo mesmo! Inocente, mais vivaz! Ela não vai deixar barato! O Edward para entendê-lo é só lendo! Tadinho :´(

[N/A Blog IRL]
A história já está ganhando um rumo!! Curiosas para saber como vai ser a convivência de Bella e Edward??
Voltámos no domingo com um novo capitulo... 

Bjs e Boa Noite!

Irmandade Robsten Legacy 

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