segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fanfic "Agora e Sempre" - Capítulo 14

Autora: Gaby
Censura: +16
Capítulos:15
Postagens: Dias alternados
Shipper: Edward e Bella
Sinopse: Em 1815 órfã e sozinha, a jovem americana Isabella Swan atravessou o vastooceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Edward Cullen. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Edward era um mistério para ela. Confusa com sua postura arrogante, porém atraída por seu imenso poder de sedução , ela deslumbrou poderosas lembranças nos profundos olhos verdes de Edward...

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                                                                     Capítulo 14

Isabella foi para Londres e ficou lá por quatro dias, acalentando a esperança de que Edward se juntaria a ela e sentindo-se mais solitária a cada hora que passava, sem que ele aparecesse. Assistiu a três peças, foi à ópera e visitou amigas. À noite, ficava deitada em sua cama, acordada, tentando compreender como um homem podia ser tão carinhoso e apaixonado na cama e tão frio e distante durante o dia. Não conseguia acreditar que ele a via apenas como um instrumento conveniente para a satisfação de seus desejos. Não era possível, especialmente quando Edward parecia gostar tanto da companhia dela durante o jantar, também. Ele sempre se demorava à mesa, provocando-a com brincadeiras alegres e conversando com ela sobre todo tipo de assunto. Uma vez, chegara a elogiar-lhe a inteligência e percepção aguçadas. Outras vezes, pedira sua opinião sobre questões diversas, como, por exemplo, o arranjo da mobília do salão e se ele deveria aposentar o administrador da propriedade, para contratar outro, mais jovem.
Na quarta noite, Carlisle acompanhou-a ao teatro e, então, Isabella voltou à mansão da Brook Street, a fim de trocar de roupa para o baile ao qual prometera comparecer. Decidiu que voltaria para Wakefield na manhã seguinte, em um misto de irritação e resignação. Estava pronta a render vitória daquela batalha a Edward e retomar a luta pelo afeto dele, em casa.
Usando um vestido espetacular, entrou no salão de baile, acompanhada pelo marquês De Salle e pelo barão Arnoff.
Todas as cabeças se voltaram na sua direção e, mais uma vez, Isabella percebeu os olhares estranhos que lhe eram lançados. Na noite anterior, tivera a mesma sensação desagradável. Mal podia acreditar que a ton reprovava o fato de ela estar em Londres sem o marido. Além disso, os olhares que recebia de mulheres elegantes, bem como de seus maridos, não eram de censura. Eles a observavam com um sentimento que lhe parecia compreensão ou talvez, pena.
Rosalie Collingwood chegou mais tarde e Isabella puxou-a de lado, na primeira oportunidade, a fim de perguntar-lhe se ela sabia por que as pessoas estavam se comportando de maneira tão estranha. Antes mesmo que formulasse a pergunta, Rosalie esclareceu suas dúvidas:
– Isabella, está tudo bem entre você e lorde Cullen? – a amiga indagou, ansiosa. – Ou estão separados?
– Separados? – Isabella repetiu, confusa. – É isso o que as pessoas pensam? É por isso que me olham de maneira tão estranha?
– Você não está fazendo nada errado – Rosalie se apressou em dizer. – O problema é que, devido às circunstâncias, as pessoas estão tirando conclusões... Bem, todos acreditam que você e lorde Cullen se desentenderam e que você o abandonou.
– Eu, o quê? – Isabella sibilou, furiosa. – Ora, por que pensam um absurdo desses? Lady Calliper não está acompanhada de seu marido, assim como a condessa de Graverton e...
– Também não estou com o meu – a amiga a interrompeu —, mas nossos maridos não foram casados antes. O seu já.
– E que diferença isso faz? – Isabella persistiu, perguntando-se, furiosa, que convenção ela havia quebrado, dessa vez.
A ton contava com regras de comportamento em todas as categorias, com uma longa lista de exceções, que tornava a vida em Londres extremamente confusa. Ainda assim, não era possível que as primeiras esposas tivessem liberdade para viver suas vidas, enquanto as segundas, não.
– Faz uma grande diferença – Rosalie afirmou com um suspiro – porque a primeira lady Cullen contou coisas horríveis sobre as crueldades que lorde Cullen lhe impunha... e muita gente acreditou nela. Você se casou há menos de duas semanas e já está em Londres, sozinha. E, pior, você não parece nada feliz, Isabella. As pessoas que acreditaram em Tanya Cullen se lembraram das histórias horríveis, agora, estão repetindo o que ouviram há anos e apontando para você como confirmação.
Isabella fitou-a, incrédula.
– Jamais me ocorreu que isso poderia acontecer! De qualquer maneira, eu já estava decidida a voltar para casa, amanhã. Se não fosse tão tarde, iria agora mesmo!
Rosalie pousou a mão em seu braço.
– Se você tem algum problema que prefere não discutir, saiba que pode ficar conosco. Não vou pressioná-la.
Isabella sacudiu a cabeça e assegurou:
– Quero voltar a Wakefield amanhã. Por esta noite, não há nada que eu possa fazer.
– Exceto tentar parecer muito feliz – a amiga sugeriu com um sorriso.
Considerando o conselho excelente, Isabella tratou de segui-lo, fazendo apenas algumas pequenas alterações. Durante as duas horas seguintes, esforçou-se para conversar com o maior número de pessoas possível, cuidando de mencionar Edward, referindo-se a ele nos termos mais gloriosos. Quando lorde Armstrong comentou que estava encontrando dificuldade em satisfazer os colonos de suas propriedades, Isabella afirmou de pronto que seu marido resolvera tal problema da melhor maneira.
– Lorde Cullen tem excelente visão para a administração de suas propriedades – declarou em tom de devoção. – Os colonos o adoram e os criados, definitivamente, o idolatram!
– Não diga! – lorde Armstrong exclamou, surpreso e interessado ao mesmo tempo. – Acho que terei de trocar algumas palavrinhas com seu marido. Eu não sabia que Wakefield se dava bem com os seus colonos.
Para lady Brimworthy, que elogiou o colar de safiras de Isabella, ela disse:
– Lorde Cullen me cobre de presentes. Ah, ele é tão generoso, tão gentil! E tem muito bom gosto, não acha?
– De fato – lady Brimworthy concordou, admirando a profusão de brilhantes e safiras que enfeitava o pescoço de Isabella. – Brimworthy tem verdadeiros ataques, quando compro jóias – acrescentou, com uma pontada de inveja. – Da próxima vez que me chamar de extravagante, mencionarei a generosidade de Wakefield!
Quando a condessa de Draymore lembrou Isabella do café da manhã para o qual a convidara, Isabella respondeu:
– Lamento, mas não poderei comparecer, condessa. Já passei quatro dias longe de meu marido e, para ser sincera, sinto muita falta dele. Lorde Cullen é a gentileza em pessoa!
Boquiaberta, a condessa observou Isabella se afastar e, então, comentou com as amigas:
– A gentileza em pessoa? De onde tirei a idéia de que ela havia se casado com Wakefield?
Em sua casa em Brook Street, Edward andava de um lado para outro, como um animal enjaulado, amaldiçoando o mordomo londrino por ter lhe fornecido informações erradas sobre o paradeiro de Isabella. Também amaldiçoou a si mesmo por ter corrido para Londres, atrás dela, como um adolescente ciumento e apaixonado. Comparecera ao baile dos Berford, onde o mordomo garantira que ele encontraria Isabella, mas Edward não vira o menor sinal dela entre os convidados. Assim como não a encontrara nos outros três lugares em que o mordomo acreditara que ela poderia estar.
O sucesso de Isabella em sua tentativa de demonstrar devoção ao marido foi tamanho que, no final da noite, todos a observavam com olhares muito mais divertidos do que preocupados. Ela ainda sorria, satisfeita consigo mesma, quando entrou em casa, pouco antes do amanhecer.
Acendeu a vela que os criados haviam deixado sobre a mesa do hall de entrada e subiu a escada. Estava acendendo as velas em seu quarto quando um ruído no aposento contíguo chamou-lhe a atenção. Rezando para que a pessoa lá dentro fosse um criado, e não um ladrão, encaminhou-se para lá com passos hesitantes. Segurando uma vela na mão trêmula, pousou a mão livre no trinco da porta, no exato momento em que ela se abriu.
– Edward! – gritou, assustada. – Meu Deus, é você! Pensei que fosse um ladrão.
Edward lançou um olhar irônico para a vela que ela empunhava.
– O que iria fazer se eu fosse um ladrão? Ameaçar atear fogo nos meus cabelos?
Isabella tratou de conter o riso ao reconhecer o brilho ameaçador nos olhos verdes de seu marido. Deu-se conta de que, por trás da ironia, ele estava tentando esconder a fúria. Reagindo de maneira automática, ela começou a recuar à medida que ele avançava na sua direção. Apesar da elegância de seus trajes formais, Edward jamais lhe parecera mais perigoso.
Quando sentiu a cama de encontro às pernas, Isabella parou onde se encontrava e tentou dominar o medo irracional. Não fizera nada de errado, mas, mesmo assim, estava agindo como uma criança covarde! Decidiu discutir a situação de maneira civilizada e racional.
– Edward, está zangado? – perguntou, tentando aparentar calma.
Ele parou a pouco centímetros dela, as pernas afastadas, as mãos na cintura.
– Pode-se dizer que sim – respondeu. – Onde diabo você se meteu?
– Fui ao baile de lady Dunworthy.
– E ficou lá até agora?
– Sim. Você sabe que essas festas terminam muito tarde e...
– Não, não sei. Que tal me dizer por que, no momento em que se vê longe de mim, você se esquece de como contar?
– Contar? – Isabella repetiu, sem fazer idéia do que ele queria dizer, mas ficando mais assustada a cada minuto.
– Contar os dias – ele esclareceu, irritado. – Eu lhe dei permissão para ficar por dois dias, não quatro!
– Não preciso da sua permissão – Isabella protestou, sem pensar. – E não tente fingir que faz alguma diferença para você onde estou, aqui ou em Wakefield!
– Acontece que faz diferença, sim – Edward falou com voz aveludada, ao mesmo tempo em que tirava o paletó e começava a desabotoar a camisa. – E você precisa da minha permissão, sim. Está muito esquecida, minha querida. Sou seu marido, lembra-se? Tire a roupa.
Aflita, Isabella sacudiu a cabeça.
– Não me obrigue a forçá-la – ele advertiu. – Não vai gostar nada disso, acredite.
Isabella acreditava, sem a menor sombra de dúvida. Com mãos trêmulas, ela começou a desabotoar o vestido.
– Edward, por Deus, o que está acontecendo?
– Estou com ciúme, querida – ele respondeu, desabotoando a calça. – Estou com ciúme e não gosto nem um pouco disso.
Em outras circunstâncias, Isabella teria exultado diante de tal admissão. Agora, porém, a declaração só serviu para torná-la mais assustada, mais tensa e mais trêmula.
Percebendo a dificuldade dela com os botões, Edward obrigou-a a lhe dar as costas, com um gesto rude e, então, encarregou-se da tarefa ele mesmo.
– Deite-se – ordenou, apontando para a cama.
Isabella já estava apavorada quando Edward se deitou a seu lado e, sem a menor delicadeza ou consideração, puxou-a para si. Ao ser beijada com violência, ela cerrou os dentes.
– Abra a boca!
Isabella plantou as duas mãos no peito de Edward e virou o rosto.
– Não! Assim, não! Não permitirei que faça isso comigo!
Edward exibiu um sorriso cruel.
– Vai permitir, sim, doçura. Antes que eu termine, você vai me implorar.
Com força inesperada, gerada pelo pânico, Isabella empurrou-o e escapou do abraço brutal, já se punha de pé quando Edward agarrou-lhe o braço e puxou-a de volta para a cama. Então, ele segurou suas mãos acima da cabeça e passou uma perna sobre as dela, imobilizando-a.
– Não devia ter feito isso – murmurou, enquanto baixava a cabeça lentamente.
Os olhos de Isabella se encheram de lágrimas quando, impotente, ela observou os lábios de Edward se aproximarem dos seus. Porém, em vez do ataque violento que ela esperava, Edward beijou-a com ternura e paixão. Ao mesmo tempo, com a mão livre, acariciou-lhe todo o corpo, lentamente, passando pelos seios, pelo abdome liso, brincando com os pêlos castanhos na junção de suas coxas. Após algum tempo, o corpo de Isabella, como se tivesse vontade própria, começou a reagir às carícias experientes.
Uma onda de calor a invadia e sua resistência foi se dissipando lentamente, até que sem mais poder suportar aquele ataque erótico aos seus sentidos, ela se rendeu por completo, contorcendo o corpo lânguido e retribuindo o beijo com paixão. No mesmo instante, Edward soltou-lhe as mãos.
Mas as carícias continuaram, mais ousadas e eróticas do que nunca, até Isabella já não ser capaz de raciocinar, consciente apenas da paixão que a consumia e da necessidade desesperada de aplacar o desejo.
Edward posicionou-se sobre ela. Com um gemido, Isabella ergueu os quadris. Ele a penetrou, apenas um pouco, para voltar a penetrá-la com profundidade maior, e então maior, até constatar que ela estava enlouquecida de desejo. Então, penetrou-a por completo, arrancando-lhe um grito do mais puro prazer para, no mesmo instante, recuar.
– Não! – ela protestou, surpresa pela perda repentina.
– Você me quer, Isabella? – Edward perguntou com um sussurro.
Ela abriu os olhos febris para fitá-lo, mas não pronunciou uma palavra.
– Quer? – ele persistiu.
– Jamais o perdoarei por isso – Isabella protestou com voz sufocada.
– Você me quer? – Edward repetiu, sem se alterar. – Diga.
A paixão fazia o corpo de Isabella arder, Edward estava com ciúme. Ele se importava com ela. Ficara magoado com sua ausência prolongada. Os lábios de Isabella moveram-se, formando um "sim", mas nem mesmo o desejo desesperado poderia obrigá-la a pronunciar a palavra.
Satisfeito, Edward lhe deu o que ela queria. E, como se quisesse humilhá-la ainda mais, entregou-se com determinação e generosidade, ignorando as exigências do próprio desejo, buscando exclusivamente os meios de dar a Isabella o prazer máximo. E só depois de levá-la a um clímax descontrolado, permitiu-se satisfazer seus próprios instintos.
Quando tudo acabou, o silêncio entre eles foi total. Por alguns momentos, Edward permaneceu imóvel, os olhos fixos no teto. Então, levantou-se da cama e foi para o seu quarto. Exceto pela noite de núpcias, aquela era a primeira vez que ele deixava Isabella, depois de fazer amor com ela.
Isabella acordou, sentindo o coração pesado, atordoada como se não houvesse dormido. Um nó se formou em sua garganta ao se lembrar da humilhação injusta a que Edward a submetera na noite anterior. Afastou os cabelos do rosto e, apoiando-se em um cotovelo, lançou um olhar distraído pelo quarto. E foi então que seus olhos pousaram na caixinha de veludo sobre a mesa-de-cabeceira.
Uma raiva como ela jamais sentira antes explodiu em seu peito, apagando todas as outras emoções. Isabella saiu da cama, vestiu o robe e apanhou a caixa.
Furiosa, abriu a porta que comunicava o seu quarto com o de Edward.
– Nunca mais me dê uma jóia! – sibilou.
Ele estava parado ao lado da cama, vestindo apenas uma calça bege, sem camisa. Virou-se para Isabella a tempo de vê-la atirar a caixa na sua direção, mas não moveu um músculo para escapar. A caixa passou a um centímetro de sua orelha, para então aterrizar no chão e deslizar para debaixo da cama.
– Nunca o perdoarei por ontem à noite – Isabella anunciou de punhos cerrados. – Nunca!
– Sei disso – Edward falou com voz totalmente desprovida de emoção, e apanhou a camisa.
– Odeio suas jóias, odeio o modo como me trata e odeio você! Você não sabe amar ninguém, é cínico, sem coração... um bastardo!
A palavra deixou os lábios de Isabella antes que ela pudesse impedi-la. Porém, a reação de Edward a apanhou de surpresa.
– Tem razão – ele concordou. – É exatamente o que eu sou. Lamento destruir as ilusões que ainda possa ter a respeito da minha pessoa, mas a verdade é que sou o produto indesejado de uma breve ligação de Carlisle Cullen e uma dançarina, há muito esquecida, que ele conheceu na juventude.
Enquanto vestia a camisa, Isabella o observava, muda, dando-se conta de que ele pensava estar confessando algo feio e repugnante.
– Cresci em meio à sujeira, criado pela cunhada de Carlisle. Mais tarde, dormi em um armazém. Aprendi a ler e escrever sozinho. Não freqüentei Oxford, nem fiz as coisas que os seus outros pretendentes refinados e aristocráticos fizeram. Resumindo, não sou nada do que você pensa. Ao menos, nada das coisas boas. Não sou um marido adequado a você. Não deveria nem sequer tocá-la. Fiz coisas que você não suportaria nem sequer ouvir falar.
As palavras do capitão Farrell ecoaram na mente de Isabella: "A louca obrigou-o a se ajoelhar e implorar perdão diante daqueles indianos imundos". Isabella olhou para Edward e sentiu um forte aperto no coração. Agora, compreendia por que ele não queria, não podia aceitar seu amor.
– Sou um bastardo – ele concluiu – no sentido mais exato da palavra.
– Nesse caso, está em excelente companhia – Isabella falou com voz embargada —, pois três filhos do rei Charlie também eram, e ele os transformou em duques.
Por um momento, Edward pareceu surpreso, mas, então, deu de ombros.
– O problema é que você disse que me ama e não posso permitir que continue pensando assim. Você ama uma miragem, não eu. Você nem sequer me conhece.
– Ah, conheço – Isabella corrigiu-o, sabendo que seu futuro dependia inteiramente do que dissesse naquele momento. – Sei tudo sobre você. O capitão Farrell me contou, há mais de uma semana. Sei o que aconteceu a você, quando era um garotinho...
– Ele não tinha o direito de lhe contar.
– Você deveria ter me contado – ela gritou, incapaz de controlar o tom de voz, ou as lágrimas que cobriam seu rosto. – Mas não podia, porque se envergonha do que, na verdade, deveria se orgulhar! Teria sido melhor se ele não tivesse me contado. Antes, eu o amava apenas um pouco. Depois, quando me dei conta de quanto você é forte e corajoso, passei a amá-lo muito mais. Eu...
– O quê? – Edward indagou com um sussurro quase inaudível.
– Eu não o admirava, antes de ouvir a sua história. Agora, admiro e não posso mais suportar o que está fazendo...
Através das lágrimas, Isabella viu Edward se mover e, em seguida, sentiu-se quase esmagar em um abraço desesperado.
– Pouco me importa quem são seus pais – soluçou com o rosto enterrado no peito dele.
– Não chore, querida – Edward murmurou. – Por favor, não chore.
– Detesto quando você me trata como uma boneca idiota, dando-me vestidos de baile e...
– Nunca mais comprarei outro vestido – ele tentou brincar, mas sua voz soou rouca e sufocada.
– E me cobrindo de jóias...
– Também não comprarei mais jóias.
– E, quando se cansa de brincar comigo, me deixa de lado.
– Sou um imbecil – ele concluiu, afagando-lhe os cabelos.
– Você nunca me diz o que pensa, ou sente, a respeito das coisas e eu não sou capaz de adivinhar o que se passa pela sua cabeça.
– Nada se passa, pois perdi a cabeça há meses.
Isabella sabia que havia vencido, mas o alívio era tão intenso, que os soluços continuaram a sacudi-la.
– Ah, pelo amor de Deus, não chore assim! – Edward implorou. – Juro que nunca mais farei você chorar. Vamos para a cama. Deixe-me fazê-la esquecer a noite de ontem.
Em resposta, Isabella passou os braços em torno do pescoço de seu marido e se deixou carregar até a cama, onde Edward se deitou a seu lado, beijando-a com terna paixão.
Quando ele se levantou para se livrar das roupas, Isabella observou-o sem pudor, nem embaraço. Ao contrário, deleitou-se com a visão dos músculos fortes e bem desenhados, cobertos pela pele bronzeada. Então, Edward virou-se de costas e um grito escapou da garganta de Isabella.
Ao ouvi-lo, Edward imobilizou-se, tenso, sabendo o que Isabella via. As cicatrizes! Havia se esquecido das malditas cicatrizes. Imediatamente, lembrou-se da última vez em que se esquecera de escondê-las, da repulsa e do desprezo no rosto da mulher em sua cama, ao descobrir que ele se deixara surrar como um cachorro. E fora por isso que ele sempre fora tão cuidadoso ao apagar as velas e jamais dar as costas a Isabella, quando faziam amor.
– Meu Deus! – ela exclamou e estendeu a mão para tocá-las de leve. – Ainda dói?
– Não – Edward respondeu, mergulhado em vergonha, esperando pela reação inevitável diante da evidência de sua humilhação.
Para sua surpresa, Edward sentiu os braços de Isabella o enlaçarem e, em seguida, os lábios dela em suas costas.
– Você teve de ser muito forte para suportar isso – ela murmurou. – Muito forte para sobreviver e seguir adiante...
Quando Isabella começou a beijar cada cicatriz, Edward virou-se e tomou-a nos braços.
– Eu amo você – confessou. – Eu amo tanto...
Então, seus lábios traçaram linhas de fogo na pele de Isabella, à medida que ele cobria seu corpo de beijos.
– Por favor – pediu com voz rouca e apaixonada —, toque-me deixe-me sentir suas mãos em meu corpo.
Até então, jamais ocorrera a Isabella que Edward pudesse desejar ser tocado por ela como ele a tocava. A idéia era excitante. Pousou as mãos sobre o peito largo, surpresa ao sentir-lhe a respiração acelerar. Deslizou as mãos pelo abdome liso de Edward, deliciando-se ao ver os músculos se encolherem em um reflexo. Então, sentindo-se mais ousada, acariciou-lhe um mamilo e beijou-o, exatamente como Edward fazia, deixando-a cega de prazer. E foi recompensada com um gemido abafado, que só serviu para encorajá-la ainda mais.
A descoberta de tamanho poder sobre o corpo de Edward a embriagou e ela o forçou a se deitar de costas e, depois de acariciá-lo e beijá-lo durante longos momentos, posicionou-se sobre ele.
Em vez de penetrá-la de pronto, como Isabella esperava, pois podia sentir-lhe as batidas descompassadas do coração, Edward segurou seu rosto entre as mãos e, com humildade, pronunciou as palavras que a forçara a dizer, na noite anterior.
– Eu quero você... Por favor, Bella...
Sentindo o coração prestes a explodir de tanto amor, Isabella respondeu com um beijo apaixonado. Em seguida, seus corpos se fundiram em um só e os dois cavalgaram juntos na busca do êxtase mais completo que já haviam experimentado.
Edward foi invadido por uma felicidade que jamais imaginara existir. Depois de todos os seus triunfos financeiros e romances sem sentido, ele finalmente encontrara o que sempre procurara, mesmo sem saber. Encontrara o seu verdadeiro lugar. Edward possuía seis propriedades na Inglaterra, dois palácios na Índia, uma frota de navios, mas nunca, em lugar algum, se sentira em casa. Agora, estava em casa, em seu lugar, nos braços daquela linda mulher.
Beijou-lhe a testa e, quando ela abriu os olhos, Edward pensou que fosse se afogar naquele chocolate intenso.
– Como está se sentindo? – Isabella perguntou com um sorriso, lembrando-se de que ele lhe fizera a mesma pergunta um dia.
– Estou me sentindo um marido – ele respondeu em tom solene. Então, beijou-a, antes de voltar a fitá-la. – E pensar que eu nunca acreditei em anjos – murmurou com um suspiro. – Como fui idiota...
– Você é brilhante – sua esposa o corrigiu com lealdade.
– Não, não sou. Se fosse um pouquinho inteligente, teria levado você para cama na primeira vez em que tive vontade e, então, teria obrigado você a se casar comigo.
– E quando foi à primeira vez em que pensou em me levar para a cama?
– No dia em que você chegou a Wakefield – ele admitiu com um sorriso maroto. – Acho que me apaixonei no momento em que vi você diante da porta, com um leitão nos braços e os cabelos ao vento.
— Ora, Edward, por favor, não vamos mentir um para o outro. Você não me amava, então. E não me amava quando nos casamos. Não tem importância. O que importa é que você me ama agora.
Edward segurou-lhe o queixo com dedos ternos.
– Não, minha querida, eu disse a verdade. Eu me casei com você porque a amava.
– Edward! Você se casou comigo para satisfazer o desejo de um moribundo!
– O desejo de um... – ele atirou a cabeça para trás com sonora gargalhada. – Ah, minha adorada Bella! O "moribundo" que nos chamou a sua cabeceira tinha um baralho debaixo das cobertas!
Isabella se apoiou em um cotovelo.
– Ele o quê? – indagou, dividida entre o riso e a fúria. – Tem certeza?
– Absoluta. Eu as vi, quando o cobertor escorregou. Ele tinha quatro rainhas.
– Por que ele faria uma coisas dessas?
Edward deu de ombros.
– Certamente, Carlisle achou que estávamos demorando demais para tomar uma decisão.
– Quando penso em quanto rezei para que ele melhorasse, tenho vontade de matá-lo!
– Não diga isso. Não gosta do resultado do plano dele?
– Bem, sim, gosto, mas... Por que você não me contou, ou... Por que não disse a ele que sabia de tudo?
– Para quê? Estragar a brincadeira de Carlisle? Nunca!
Isabella lançou-lhe um olhar indignado.
– Você devia ter me contado. Não tinha o direito de me esconder à verdade.
– Tem razão.
– E por que não me contou?
– Teria se casado comigo se não acreditasse ser absolutamente necessário?
– Não.
– Foi por isso que não contei.
Isabella caiu na risada, rendendo-se à determinação desprovida de princípios de Edward em conseguir o que queria e de sua completa falta de arrependimento.
– Será possível que você seja totalmente desprovido de princípios? – ela inquiriu, fingindo um ar severo.
– Aparentemente, não – Edward respondeu com um sorriso.
Isabella estava sentada no salão, esperando por Edward, que fora resolver alguns negócios, quando o mordomo abriu a porta.
– Sua alteza, a duquesa de Claremont, deseja vê-la, milady. Eu disse a ela...
– Ele me disse que você não está recebendo ninguém – a duquesa completou, entrando no salão, para horror do mordomo. – Esse tolo parece não compreender que sou da família.
– Vovó! – Isabella exclamou, surpresa pela visita inesperada.
A duquesa virou-se para o mordomo.
– Ouviu isso? Vovó! – repetiu com satisfação.
Murmurando desculpas, ele se retirou, fechando a porta atrás de si e deixando Isabella sozinha com a bisavó. A duquesa se sentou, apoiou as mãos na bengala e estudou Isabella com atenção.
– Você me parece muito feliz – concluiu, como se isso a surpreendesse.
– Foi por isso que veio a Londres? – Isabella perguntou, sentando-se diante dela. – Para saber se estou feliz?
– Vim para falar com Wakefield.
– Ele não está aqui – a bisneta explicou, apreensiva ao ver a expressão de desagrado no rosto da idosa senhora.
– Foi o que me informaram. Todos em Londres sabem que ele não está com você! E estou disposta a confrontá-lo, mesmo que tenha que correr a Europa inteira para encontrá-lo!
– Acho mesmo engraçado – Edward comentou com voz tranqüila, ao entrar no salão – que quase todas as pessoas que me conhecem tenham medo de mim, exceto a minha frágil esposa, minha jovem cunhada e a senhora, que tem três vezes a minha idade e um terço do meu peso. Só me resta concluir que a coragem, ou quem sabe imprudência, seja transmitida através do sangue, assim como as semelhanças físicas. No entanto – acrescentou com um sorriso —, vou lhe dar permissão para me confrontar aqui mesmo, no salão de minha própria casa.
A duquesa se pôs de pé, fitando-o com olhar faiscante.
– Ora, vejo que você finalmente se lembrou de onde mora e de que tem uma esposa! Deixei bem claro que o responsabilizaria pela felicidade de Isabella e, pelo que sei, você não está fazendo minha bisneta nem um pouco feliz!
Edward lançou um olhar interrogativo para Isabella, que sacudiu a cabeça e deu de ombros, como se não soubesse do que a outra estava falando. Satisfeito por constatar que sua esposa não era a responsável pela acusação da velha duquesa, ele passou um braço em torno dos ombros de Isabella e voltou a encarar a outra.
– De que maneira estou falhando com minhas obrigações conjugais?
– De que maneira? – a duquesa repetiu, chocada. – Aí está você, com o braço em torno dos ombros de sua esposa! Acontece que minhas fontes me informaram de que você só esteve na cama dela seis vezes, em Wakefield!
– Vovó! – Isabella protestou, profundamente embaraçada.
– Quieta, Isabella – a bisavó ordenou, sem desviar os olhos de Edward. – Dois de meus criados são parentes de dois dos seus. Eles me contaram que todos em Wakefield Park estavam em polvorosa porque você se recusou a dormir com sua esposa durante uma semana, logo depois do casamento.
Isabella emitiu um gemido mortificado e Edward apertou-a contra si, a fim de confortá-la.
– Muito bem – a duquesa prosseguiu, implacável. – O que tem a dizer, meu jovem?
Edward ergueu uma sobrancelha.
– Acho que estou precisando ter uma conversa muito séria com os meus criados.
– Não se atreva a fazer piada sobre o assunto! Você, mais que todos os homens na Terra, deveria saber como manter uma esposa feliz ao seu lado. Deus é testemunha de que metade das mulheres de Londres passaram os últimos quatro anos suspirando por você. Se você fosse um desses almofadinhas de camisa engomada, eu compreenderia por que não sabe o que fazer para me dar um herdeiro...
– Pretendo fazer de seu herdeiro a minha prioridade – Edward a interrompeu em tom solene.
– Não permitirei que continue vacilando! – a duquesa declarou, embora sua voz houvesse perdido parte da autoridade inicial.
– A senhora foi muito paciente até agora – Edward elogiou-a.
Ignorando a zombaria, ela assentiu.
– Agora que já nos entendemos, pode me convidar para jantar, embora eu não possa ficar até tarde.
Com um sorriso maroto, Edward ofereceu-lhe o braço.
– Espero que concorde em nos fazer uma visita mais prolongada, daqui a algum tempo... digamos, nove meses.
– Combinado – a duquesa afirmou com audácia, mas ao virar-se para Isabella, seus olhos brilhavam de divertimento. Uma vez na sala de jantar, ela se inclinou para a bisneta e sussurrou: – Ele é atraente como o demônio, não é, querida?
– Muito – Isabella concordou, apertando a mão da duquesa.
– E, apesar dos mexericos que ouvi, você está feliz, não está?
– Mais do que a senhora pode imaginar.
– Gostaria que fosse me visitar, um dia desses. A mansão Claremont fica a quinze minutos de Wakefield, seguindo pela estrada do rio.
– Farei isso – Isabella prometeu.
– Pode levar seu marido.
– Obrigada.
Nos dias que se seguiram, o marquês e a marquesa de Wakefield compareceram a vários eventos sociais da ton. Ninguém mais falava da suposta crueldade de Edward para com sua primeira esposa, pois estava claro para todos que lorde Cullen era o mais devotado e generoso dos maridos.
Bastava olhar para o casal e verificar que lady Isabella transpirava felicidade e que seu marido alto e atraente a adorava. Na verdade, as pessoas se surpreenderam ao descobrir o antes frio e austero Edward Cullen sorrindo, apaixonado, para a esposa, enquanto os dois dançavam, ou rindo alto durante uma peça de teatro, por algo que ela havia sussurrado em seu ouvido.
Não demorou para que se tornasse geral a opinião de que o marquês fora o homem mais injustiçado e incompreendido do mundo. Os nobres que o haviam temido durante tanto tempo agora buscavam a sua amizade com entusiasmo.
Cinco dias depois da tentativa de Isabella em acabar com os mexericos sobre seu marido ausente, falando maravilhas sobre ele, lorde Armstrong fez uma visita a Edward, a fim de lhe pedir conselhos sobre como conquistar a confiança e lealdade de seus criados e colonos. Passada a surpresa inicial, lorde Cullen sorriu e sugeriu que ele conversasse com lady Cullen a respeito.
Naquela mesma noite, no clube White's, lorde Brimworthy acusou Edward, de bom humor, pela última compra extravagante de lady Brimworthy: um conjunto caríssimo de colar e brincos de safiras. Lorde Cullen ofereceu-lhe um sorriso divertido, apostou quinhentas libras nas cartas que tinha nas mãos e, em seguida, ganhou a mesma quantia do lorde em questão.
Na tarde seguinte, no Hyde Park, quando Edward ensinava Isabella a conduzir à pequena, mas linda carruagem que acabara de comprar para ela, uma outra carruagem parou subitamente e três senhoras idosas o observavam, curiosas.
– É incrível! – exclamou a condessa de Draymore, examinando Edward com olhos estreitos. – Ela é mesmo casada com Wakefield! Quando lady Isabella descreveu o marido como sendo "a gentileza em pessoa", pensei que estivesse se referindo a outro homem!
– Ele não só é gentil, mas também muito corajoso – observou uma de suas amigas, observando o pequeno veículo disparar pelo parque. – Ela quase capotou a carruagem duas vezes!
Para Isabella, a vida havia se transformado em um arco-íris de prazeres. À noite, Edward fazia amor com ela e a ensinava a satisfazê-lo de todas as maneiras. Deixava-a atordoada de prazer, mergulhada em uma paixão arrasadora que ela nem sabia existir.
Ela o ensinara a confiar e, agora, Edward se entregava a ela por inteiro: corpo, coração e alma. Ele lhe dava tudo: seu amor, sua atenção e todo tipo de presentes em que pudesse pensar, do mais simples ao mais extravagante.
Edward mandou mudar o nome de seu iate para Isabella e levou-a para um passeio pelo rio Tâmisa. Quando Isabella disse que gostara muito mais de navegar no rio do que no mar, Edward comprou outro iate, para uso exclusivo da esposa, e mandou decorá-lo em tons de azul e dourado, para o conforto dela e de suas amigas. Ao saber da extravagância, a srta. Wilber comentou, invejosa, durante um baile:
– Vamos ver o que ele vai comprar a seguir, para superar o iate!
Emmett Collingwood sorriu para a invejosa.
– Que tal o Tâmisa?
Para Edward, que nunca antes experimentara o prazer de ser amado, não pelo que possuía ou pelo que parecia ser, mas pelo que realmente era, a paz interior que o invadira era como um sonho. À noite, sua paixão por Isabella era insaciável. Durante o dia, saíam juntos para piqueniques e nadavam no riacho de Wakefield Park. Enquanto trabalhava, ela ocupava os recessos de sua mente, fazendo-o sorrir consigo mesmo. Queria pôr o mundo aos pés dela, mas tudo o que Isabella parecia querer era ele, e tal conhecimento o preenchia de profunda ternura. Edward doou uma fortuna para a construção de um hospital perto de Wakefield, o Hospital Charlie Swan. Então, começou a tomar providências para que outro fosse construído em Portage, Nova York, também levando o nome do pai de Isabella.

[N/A Fanfic]
A nossa Anjinha conseguiu! Menina Danada!
Até o nosso Lorde Bonzinho kkk, já confessou que agora acredita em anjos!
Adorei ela jogando as joias nele! kkkk
Mais nem tudo é um mar de rosas! Sempre tem alguém para acabar com tudo! E agora nossos meninos vão ter que passar por uma prova maior ainda! E quem vai pagar por todos seus pecados, é o nosso Lorde Bonzinho!

Gente nos encontramos na quarta com o ÚLTIMO capitulo... 

Bjs e uma otima semana...

Irmandade Robsten Legacy 

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