sábado, 27 de setembro de 2014

Fanfic "Agora e Sempre" - Capítulo 13

Autora: Gaby
Censura: +16
Capítulos:15
Postagens: Dias alternados
Shipper: Edward e Bella
Sinopse: Em 1815 órfã e sozinha, a jovem americana Isabella Swan atravessou o vastooceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Edward Cullen. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Edward era um mistério para ela. Confusa com sua postura arrogante, porém atraída por seu imenso poder de sedução , ela deslumbrou poderosas lembranças nos profundos olhos verdes de Edward...

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Capítulo 13

Isabella partiu para Londres bem cedo, na manhã seguinte. Retornou a Wakefield ao anoitecer. Trazia nas mãos o objeto que vira em uma loja na primeira vez que fora a Londres. Lembrara-se de Edward assim que pusera os olhos naquela peça, mas, na ocasião, o preço lhe parecera excessivamente alto. Além disso, não teria sido apropriado comprar um presente para ele, então. Porém, ao longo de todas aquelas semanas, a lembrança do objeto ficara impressa em sua mente, até ela começar a temer que, se demorasse muito para comprá-lo, alguém poderia fazê-lo.
Não fazia idéia de quando daria o presente para Edward. Certamente, não agora, quando o clima entre eles era tão tenso e hostil. Por outro lado, sabia que não poderia esperar muito. Fechou os olhos ao pensar no preço que pagara. Edward havia estipulado uma quantia extremamente alta para a sua mesada e Isabella mal tocara no dinheiro até então. Porém, o tal objeto lhe custara cada centavo que possuía e muito mais. Felizmente, o proprietário da loja luxuosa se mostrara mais que disposto que abrir uma conta em nome da marquesa de Wakefield, de maneira que ela pudesse pagar o restante mais tarde.

– O lorde está no escritório – Amun informou-a, ao abrir a porta.
– Ele deseja me ver? – Isabella perguntou, surpresa com a atitude do mordomo ao lhe dar uma informação que ela não pedira.
– Não sei, milady – ele indagou, desviando o olhar. – Mas ele... andou perguntando se a senhora já se encontrava em casa.
Percebendo o embaraço de Amun, Isabella lembrou-se da ansiedade de Edward quando ela havia se ausentado por uma tarde inteira, no dia seguinte ao casamento. Como sua viagem a Londres tinha demorado o dobro do tempo necessário, simplesmente porque ela não conseguia se lembrar da localização exata da loja, calculou que o pobre mordomo fora chamado à linha de fogo mais uma vez.
– Quantas vezes ele perguntou? – quis saber.
– Três... na última hora.
– Compreendo – Isabella falou com um sorriso, sentindo-se extremamente satisfeita com a informação.
Depois de deixar Amun tirar-lhe a capa, Isabella foi ao escritório de Edward. Impedida de bater na porta por causa do pacote que levava nas mãos, baixou a maçaneta com o cotovelo e empurrou a porta com o ombro. Em vez de estar trabalhando, atrás de escrivaninha, como ela esperava, Edward encontrava-se diante da janela, o olhar perdido nos gramados lá fora. Ao perceber a presença dela, ele se virou.
– Você voltou – falou, enfiando as mãos nos bolsos.
– Pensou que eu não voltaria?
Ele deu de ombros.
– Para ser franco, nunca sei o que você vai fazer.
Repensando as atitudes que vinha tomando, Isabella admitiu para si mesma que era fácil entender por que ele a considerava a mulher mais impulsiva e imprevisível do mundo. Somente na noite anterior, flertara com ele, o tratara com ternura e, então, despejara sua fúria sobre ele, deixando-o sozinho no salão. Agora, tinha de controlar o impulso de se atirar nos braços do marido e implorar que a perdoasse. Em vez de seguir tal impulso, que poderia resultar em mais uma rejeição, decidiu mudar seus planos e entregar-lhe o presente imediatamente.
– Havia uma coisa que eu precisava comprar em Londres – anunciou, exibindo o pacote. – Eu a vi há semanas, mas não tinha dinheiro para comprá-la.
– Devia ter me pedido o dinheiro necessário – Edward replicou, encaminhando-se para a escrivaninha, na intenção óbvia de se afundar no trabalho novamente.
Isabella sacudiu a cabeça.
– Eu não poderia lhe pedir dinheiro para comprar um presente para você! – Estendeu-lhe o pacote. – É seu.
Edward interrompeu seus passos e fixou os olhos no pacote.
– O quê? – inquiriu, confuso, como se não houvesse compreendido as palavras dela.
– O motivo pelo qual fui a Londres foi porque queria comprar isto para você – Isabella explicou.
Ele continuou olhando o pacote, imóvel, as mãos ainda metidas nos bolsos. Com um súbito aperto no peito, Isabella se perguntou se, alguma vez, alguém dera um presente a Edward. Era improvável que a primeira esposa, ou mesmo a amante, houvesse pensado nisso. E seria desnecessário dizer que a louca que o criara jamais lhe dera qualquer coisa.
A compulsão de se atirar nos braços dele já era quase incontrolável, quando Edward finalmente tirou as mãos dos bolsos. Apanhou o pacote e girou-o nas mãos, como se não houvesse o que fazer com ele. Disfarçando a profunda ternura que a invadiu com um sorriso largo, Isabella se sentou na beirada da mesa e perguntou:
– Não vai abri-lo?
– Quer que eu o abra agora? – Edward indagou, visivelmente confuso e embaraçado.
– Que momento poderia ser melhor? – ela brincou e deu um tapinha na mesa a seu lado. – Pode colocá-lo aqui, antes de abrir, mas tenha cuidado, pois é frágil.
– É pesado – Edward comentou com um sorriso hesitante, enquanto desfazia o embrulho.
– Fez com que eu me lembrasse de você – Isabella confessou, observando-o retirar da caixa forrada de veludo a linda pantera esculpida em ônix, com olhos de esmeraldas.
Como se um felino vivo houvesse sido capturado em um passe de mágica e, então, transformado em ônix, cada linha do corpo da pantera transmitia a idéia de movimento, graça e poder. Os olhos verdes exibiam perigo e inteligência.
Edward, cuja coleção de obras de arte era tida como uma das melhores da Europa, estudou a pantera com tamanha reverência, que Isabella foi obrigada a lutar contra as lágrimas. Tratava-se, sem dúvida, de uma peça belíssima, mas ele a estava tratando como se fosse um tesouro inestimável.
– É linda – ele finalmente murmurou, passando um dedo pelas costas da pantera. Com extremo cuidado, colocou a peça sobre a escrivaninha e virou-se para Isabella. – Não sei o que dizer – admitiu com um sorriso maroto, quase infantil.
– Não precisa dizer nada... exceto "obrigado", se quiser – Isabella replicou, sentindo-se mais feliz do que nunca.
– Obrigado – Edward murmurou com voz rouca.
Agradeça com um beijo. As palavras surgiram na mente de Isabella e, sem pensar, ela falou:
– Agradeça com um beijo.
Edward respirou fundo e, apoiando as mãos na mesa, inclinou-se e roçou os lábios nos dela. A ternura daquele beijo inocente fez Isabella perder o equilíbrio e, quando Edward ia se erguer, ela se segurou em seus braços. Para ele, o gesto foi um convite irrecusável, a que Edward respondeu, aprofundando o beijo. Quando Isabella retribuiu em abandono, ele perdeu de vez o controle. Seus braços a enlaçaram e Edward a puxou da mesa, apertando-a contra si. Isabella deslizou as mãos pelo peito largo, para enroscar os dedos nos cabelos bronzes e espessos, que a faziam se lembrar dos pêlos de uma pantera. Sem pensar, Edward deslizou uma das mãos até um dos seios de Isabella, acariciando-o com reverência. Em vez de fugir ao contato, como ele esperava que ela fizesse, Isabella colou o corpo ao do marido ainda mais, tão perdida na paixão daquele beijo quanto Edward se sentia.
A voz alegre do capitão Farrell se fez ouvir no corredor, bem diante da porta do escritório.
– Não se preocupe, Amun. Conheço o caminho.
A porta do escritório se abriu e Isabella se afastou de Edward com um pulo.
– Edward, eu... – o capitão começou a falar, ao mesmo tempo em que entrava no escritório, mas parou ao se deparar com o rubor de Isabella e a expressão sombria de Edward. – Eu deveria ter batido.
– Nós já terminamos – Edward falou em tom seco.
Incapaz de encarar o amigo, Isabella sorriu para Edward e balbuciou algo sobre subir para trocar de roupa.
O capitão Farrell estendeu a mão.
– Como vai, Edward?
– Não sei – Edward respondeu, distraído, observando Isabella deixar o escritório.
Os lábios de Marcus Farrell se curvaram em um sorriso, mas seu divertimento se transformou em preocupação quando ele viu Edward se dirigir à janela com passos lentos. Como se estivesse extremamente cansado, Edward passou a mão pelos cabelos e massageou a própria nuca.
– Algo errado? – o capitão perguntou.
Edward respondeu com uma risada amarga:
– Não há nada errado, Marcus. Nada que eu não mereça. Nada que eu não possa resolver.
Quando Marcus partiu uma hora depois, Edward reclinou-se na cadeira e fechou os olhos. O desejo que Isabella lhe acendera ainda o fazia queimar por dentro. Desejava-a com tamanho ardor, que teve de cerrar os dentes e lutar contra o impulso de subir e fazer amor com ela imediatamente. Tinha vontade de estrangulá-la por ter dito que ele deveria ser um marido "civilizado" e ter uma amante.
Sua nova esposa o estava deixando louco. Tentara jogar xadrez antes, mas, agora, estava se arriscando em um jogo bem mais perigoso: o da provocação. Sentava-se na beirada da mesa, no braço da cadeira, dava-lhe presentes, pedia beijos... De repente, Edward se perguntou se ela fingira que ele era Jacob, uma hora antes, quando se beijavam.
Contrariado com a reação de seu corpo a Isabella, ele se pôs de pé e se dirigiu ao seu quarto. Soubera desde o início que iria se casar com uma mulher que pertencia a outro homem. O que não sabia era que tal fato lhe faria tanto mal. E era por orgulho que não pretendia ir para a cama com ela de novo. Por orgulho e pelo conhecimento de que, quando terminasse, não se sentiria mais satisfeito do que se sentira em sua noite de núpcias.
Ao ouvi-lo no quarto, Isabella bateu na porta de comunicação. Ele respondeu que entrasse, mas o sorriso de Isabella morreu nos lábios quando ela viu Tyler arrumando uma mala, enquanto Edward guardava uma pilha de papéis em uma pasta de couro.
– Aonde você vai? – ela perguntou.
– Londres.
– Mas... Por quê? – Isabella insistiu, profundamente desapontada.
Edward virou-se para o valete.
– Eu mesmo arrumarei a mala, Tyler. – Esperou que o criado saísse, para então responder. – Lá, consigo trabalhar melhor.
– Ontem, você me disse que não poderia me acompanhar a Londres hoje, porque tem uma reunião importante aqui, amanhã bem cedo.
Edward parou de enfiar papéis na pasta, endireitou-se e encarou-a.
– Isabella, sabe o que acontece a um homem que passa dias seguidos sem satisfazer sua necessidades sexuais?
– Não – ela respondeu, corando.
– Então, vou lhe explicar.
Isabella sacudiu a cabeça, apreensiva.
– Talvez seja melhor você não fazer isso... Ao menos, não agora, que está de péssimo humor.
– Eu não costumava ter mal humor, antes de conhecer você. – Dando-lhe as costas, ele plantou as mãos no consolo da lareira e fixou os olhos no chão. – Estou avisando. Volte para o seu quarto, antes que eu me esqueça de que devo agir como um marido "civilizado" e desista de ir a Londres.
Isabella sentiu uma forte vertigem.
– Vai visitar a sua amante, não vai? – perguntou, incrédula, lembrando-se do momento de extrema ternura que haviam partilhado quando ela lhe entregara o presente.
– Está começando a falar no tom desagradável de uma esposa ciumenta – Edward comentou entre os dentes.
– Acontece que sou sua esposa!
– Ora, você tem uma idéia um tanto estranha do que significa ser esposa – ele retrucou em tom de zombaria. – Agora, saia daqui.
– Será que não percebe que não sei o que é exatamente ser uma esposa? – Isabella explodiu. – Sei cozinhar, costurar e cuidar de um marido, mas você não precisa de mim para nada disso, pois tem outras pessoas para desempenhar essas funções. E vou lhe dizer uma coisa, lorde Cullen. Posso não ser uma esposa muito boa, mas você é o pior marido do mundo! Quando o convido para jogar xadrez, você se zanga. Quando tento seduzi-lo, fica irado...
Edward ergueu a cabeça com um gesto repentino e violento, mas Isabella estava tão furiosa, que não deu a menor atenção à expressão de surpresa no rosto dele.
– E quando lhe dou um presente, você corre para Londres, para visitar a sua amante!
– Bella, venha cá – ele chamou com voz estrangulada.
– Ainda não terminei! – Isabella prosseguiu, furiosa e humilhada. – Vá ver sua amante, se é isso o que você quer, mas não me culpe se nunca conseguir ter um filho. Posso ser ingênua e ignorante, mas não a ponto de acreditar que posso gerar um bebê sem... sem a sua cooperação!
– Bella, por favor, venha cá – Edward repetiu, mas, desta vez, sua voz não passava de um sussurro rouco.
A emoção crua daquele pedido finalmente se registrou na mente de Isabella, dissipando sua ira no mesmo instante. Porém, ela ainda temia sofrer mais uma rejeição de seu marido.
– Edward, acho que você não sabe o que quer. Você afirma querer um filho, mas...
– Sei exatamente o que eu quero – ele a corrigiu, abrindo os braços. – Se vier até aqui, vou lhe mostrar.
Hipnotizada pelo convite sedutor daqueles olhos verdes, bem como pela suavidade aveludada da voz grave e profunda, Isabella se aproximou lentamente e, então, viu-se envolvida em um forte abraço. Os lábios de Edward pousaram sobre os dela com ternura, para então iniciar uma exploração ousada, que transformou seu corpo em uma fogueira, em questão de segundos. Sentiu a intimidade do contato do corpo de Edward, pressionado fortemente contra o seu, ao mesmo tempo em que as mãos dele deslizavam, famintas, por suas costas, ombros e seios, afastando-lhe os medos e acendendo chamas de desejo por onde passavam.
– Bella – Edward murmurou com voz trêmula, beijando-lhe as faces e o pescoço, antes de voltar a capturar-lhe os lábios, com paixão crescente.
Dessa vez, beijou-a sem pressa, deixando suas mãos continuarem o passeio fascinante por aquele corpo repleto de curvas sedutoras, deleitando-se com os pequenos gemidos do mais puro prazer que Isabella já não era capaz de reprimir.
Quando Edward a tomou nos braços e, com delicadeza e devoção, deitou-a na cama, Isabella teve a impressão de que o mundo girava a sua volta. Agarrando-se àquele universo mágico, onde nada mais existia, a não ser seu marido, ela manteve os olhos bem fechados, enquanto Edward se despia. Ao sentir o peso dele no colchão ao seu lado, lutou contra o pânico e esperou que ele desamarrasse a faixa que prendia seu robe em torno da cintura.
Porém, em vez de despi-la, Edward depositou beijos ternos e suaves sobre as pálpebras, puxando-a para si com movimentos extremamente delicados e cuidadosos.
– Princesa – sussurrou-lhe ao ouvido —, por favor, abra os olhos. Prometo não me precipitar, desta vez.
Isabella respirou fundo e abriu os olhos, sentindo-se invadida por profundo alívio ao descobrir que ele tivera o cuidado de apagar todas as velas, exceto as que se encontravam sobre o consolo da lareira, do outro lado do quarto.
Reconhecendo o medo naqueles grandes olhos chocolates, Edward se apoiou em um cotovelo e afagou-lhe os cabelos espalhados sobre o travesseiro. Homem nenhum, exceto ele mesmo, jamais a tocara, pensou com reverência, antes de ser invadido pelo orgulho de tal conhecimento. Aquela mulher linda e corajosa se entregara a ele... somente a ele. Queria compensá-la por sua noite de núpcias, ouvi-la gemer de paixão, de êxtase.
Ignorando a tensão urgente que se acumulava em seu corpo Edward roçou os lábios nos de Isabella, sussurrando:
– Não sei o que você está pensando, mas parece muito assustada. Nada é diferente do que foi, há alguns minutos, quando estávamos nos beijando.
– Exceto pelo fato de você estar sem roupa – Isabella lembrou-o, visivelmente embaraçada.
Edward reprimiu um sorriso.
– Verdade, mas você continua vestida.
Não por muito tempo, ela pensou, e ouviu a risada baixa de Edward, que parecia ter lido seus pensamentos.
– Gostaria de continuar com o robe? – ele perguntou, beijando-lhe a face.
A esposa, cuja virgindade ele havia tirado com brutalidade, fitou-o nos olhos, acariciou-lhe o rosto e declarou:
– Quero agradar você. E não acho que você queira que eu continue vestida.
Com um gemido sufocado, Edward beijou-a com ternura e paixão, estremecendo quando ela retribuiu o beijo com ardor inocente.
– Bella, se me agradar mais do que agrada quando me beija, vou acabar morrendo de prazer!
Respirando fundo, ele começou a desamarrar a faixa do robe com dedos trêmulos, mas a mão de Isabella pousou, rígida, sobre a sua.
– Não vou abri-lo, se você não quiser, minha querida – ele prometeu. – Só pensei que não haveria mais nada a nos separar, nem mal-entendidos, nem portas... nem mesmo roupas. Tirei as minhas para me mostrar a você, não para assustá-la. Derretendo-se diante de uma explicação tão terna, Isabella retirou a mão de sobre a dele e, para felicidade de Edward, passou os braços em torno de seu pescoço, oferecendo-se a ele, sem pudor.
O robe se foi e Edward voltou a beijá-la, ao mesmo tempo em que lhe acariciava os seios. Em vez de simplesmente se submeter às carícias dele, Isabella puxou-o para si, retribuindo o beijo com ardor desconhecido até mesmo para ela. Então, ele sentiu o mamilo rosado enrijecer sob seus dedos e, invadido pelo fogo da paixão, inclinou-se para beijá-lo.
Isabella sobressaltou-se e Edward deu-se conta, mais feliz e orgulhoso, de que jamais um homem a tocara como ele fazia agora.
– Não vou machucá-la, querida – garantiu, antes de voltar a beijar-lhe o seio com suavidade, até sentir que ela relaxava.
Então, deu vazão ao seu ardor, arrancando dela um gemido de intenso prazer.
A surpresa e o choque provocados pela carícia jamais imaginada por Isabella deram lugar ao mais puro deleite. Fascinada pela descoberta de que aquele tipo de contato era extremamente prazeroso e provocava em seu corpo reações totalmente novas, porém agradáveis, ela se abandonou ao toque experiente de Edward, enroscando os dedos em seus cabelos, puxando a cabeça dele contra o peito, como se não desejasse que ele parasse de fazer o que estava fazendo... até que sentiu a mão dele deslizar lentamente entre suas pernas.
– Não! – o protesto aterrorizado deixou seus lábios, ao mesmo tempo em que suas coxas se fechavam, tensas.
Em vez de irritar Edward, como ela temia, sua resistência arrancou-lhe uma risada terna. No instante seguinte, ele beijava sua boca, mais uma vez, voltando a atormentá-la de prazer.
– Sim – ele murmurou de encontro a seus lábios. – Ah, sim...
Voltou a baixar a mão lentamente, acariciando, provocando, brincando, até sentir a tensão deixar Isabella, suas coxas se afastarem de livre e espontânea vontade, cedendo à persuasão gentil. Ao sentir o calor e a umidade com que Isabella o recebia, Edward quase perdeu de vez o controle. Porém, lutou e venceu, oferecendo a sua doce esposa um vislumbre das delícias que poderiam fazer parte de seu casamento, dali por diante.
Mal podia acreditar no ardor que Isabella possuía, bem como na facilidade natural que possuía de enlouquecê-lo de prazer. Cada vez que Isabella vencia o medo e entregava a Edward uma pequena parte de seu corpo, ela o fazia por inteiro, sem reservas, nem pudores.
Ao sentir a invasão delicada dos dedos dele, ela ergueu os quadris de encontro à mão que a acariciava, como se buscasse mais, como se já mal pudesse esperar para tê-lo dentro de si.
Então, Edward se posicionou sobre ela, sem jamais deixar de beijá-la e acariciá-la de maneira sedutora.
O coração de Isabella deu um salto no peito, em uma mistura de prazer e terror, quando ela sentiu a virilidade de Edward pressionada entre suas pernas. Porém, em vez de penetrá-la, Edward colou os quadris aos dela, movendo-se em círculos, que a deixaram tonta de desejo, afastando o medo, substituindo-o pela necessidade desesperada de se render a ele por completo.
– Não tenha medo de mim – Edward suplicou.
Isabella abriu os olhos para o homem que pairava acima dela. O rosto de Edward exibia a paixão desesperada, seus braços e ombros se apresentavam tensos e ele respirava com dificuldade. Fascinada, ela tocou-lhe os lábios com a ponta dos dedos, dando-se conta de quanto ele a desejava, bem como do esforço que fazia para se controlar e não dar vazão ao desejo que o sufocava.
– Você é tão meigo – murmurou, emocionada. – Tão meigo...
Com um gemido abafado, Edward penetrou-a parcialmente, para então voltar a penetrá-la com maior profundidade, até seus corpos estarem totalmente unidos. O suor banhou-lhe a testa, enquanto ele lutava bravamente contra as exigências tirânicas de seu corpo, movendo-se lentamente dentro de Isabella, observando-lhe as feições afogueadas. Com a cabeça pressionada no travesseiro, ela ergueu os quadris, trêmula e ofegante, buscando a satisfação que ele estava determinado a lhe dar. Imediatamente, Edward aumentou o ritmo de seus movimentos.
– Entregue-se à felicidade, Bella. Vou dá-la a você. Eu prometo.
Uma explosão de êxtase tomou conta do corpo de Isabella, arrancando-lhe um grito quase selvagem de prazer. Com um último e desesperado beijo, Edward juntou-se a ela no clímax da paixão.
Temendo que seu peso ferisse o corpo delicado e lânguido de Isabella, Edward rolou para o lado, puxando-a consigo, seus corpos ainda unidos em profunda intimidade. Quando, finalmente, recuperaram o fôlego, beijou-lhe a testa e afagou-lhe os cabelos.
– Como está se sentindo? – perguntou.
Isabella abriu os olhos e fitou-o.
– Estou me sentindo uma esposa – respondeu.
Ele riu e a abraçou com força.
– Edward – Isabella falou, com voz embargada pela emoção. – Preciso lhe dizer uma coisa.
– O que é?
– Eu o amo.
O sorriso morreu nos lábios de Edward.
– É verdade. Eu o...
Ele pousou um dedo em seus lábios, a fim de silenciá-la, e sacudiu a cabeça.
– Não, você não me ama – declarou em voz baixa e implacável. – Nem deve. Não me dê mais do que já deu, Bella.
Isabella desviou o olhar sem dizer nada, mas a rejeição de Edward doeu muito mais do que ela jamais imaginara possível. Então, lembrou-se das palavras contundentes: "Não preciso do seu amor e não o quero".
Tyler bateu na porta, a fim de verificar se lorde Cullen precisava de ajuda com sua mala. Por não ter recebido resposta, calculou que Edward estivesse no banheiro e, como de costume, abriu a porta.
Deu um passo no quarto mal iluminado e, então, parou. Seus olhos pousaram no casal deitado na cama, antes de se desviarem, horrorizados, para a pilha de roupas que Edward estivera escolhendo para levar para Londres e, agora, jaziam espalhadas pelo chão. O valete eficiente lutou contra o impulso de apanhar o elegante casaco de veludo e escová-lo. Então, recuou em silêncio e fechou a porta com cuidado.
Uma vez de volta ao corredor, o desprazer provocado pelo descuido com que lorde Cullen tratara suas roupas deu lugar à profunda satisfação pela cena que acabara de testemunhar. Deu meia-volta e correu até o topo da escada.
– Senhor Amun! – chamou, apoiando-se perigosamente na balaustrada, acenando para o mordomo, que se encontrava perto da porta de entrada. – Senhor Amun, tenho uma notícia de grande importância! Aproxime-se, para que ninguém mais nos ouça...
No corredor à esquerda de Tyler, duas criadas alertas saíram dos quartos que estavam limpando, chocando-se uma contra a outra e se acotovelando em sua urgência de ouvir o que Tyler tinha a dizer. À direita, um lacaio se materializou repentinamente e começou a limpar um espelho com enorme entusiasmo, esfregando-o com cera de abelha e óleo de limão.
– Aconteceu! – Tyler anunciou para Amun com um sussurro, passando a informação em código, usando uma palavra tão vaga que, certamente, ninguém compreenderia, mesmo que ouvisse.
– Tem certeza?
– Claro que tenho!
Um sorriso iluminou as feições normalmente austeras de Amun, mas ele logo recuperou a compostura e a formalidade.
– Muito obrigado, senhor Tyler. Suponho que eu deva ordenar aos cavalariços que voltem a guardar a carruagem no estábulo.
Com isso, Amun virou-se e se encaminhou para fora, onde a carruagem luxuosa, contendo o brasão de Wakefield na porta, aguardava. Parando no topo dos degraus da entrada, o mordomo informou aos cocheiros:
– O lorde não vai precisar dos seus serviços esta noite. Podem guardar a carruagem e os cavalos.
– Não vai... – Sam começou, surpreso. – Ora, mas recebi ordens de estar aqui quando ele saísse.
– O lorde mudou seus planos – Amun declarou com voz fria e autoritária.
Sam suspirou, exasperado.
– Deve haver algum engano – insistiu. – Ele pretende ir a Londres...
– Idiota! Ele pretendia ir a Londres, mas já se retirou para os seus aposentos!
– Às sete e meia da noite... – Assim que Amun lhe deu as costas e entrou na mansão, Sam sorriu e lançou um olhar malicioso para o companheiro. – Acho que lorde Cullen decidiu que as loiras estão fora de moda!
Então, sacudiu as rédeas, incitando os cavalos na direção do estábulo, ansioso para dar a notícia aos cavalariços.
Amun foi até a sala de jantar, onde O'Malley assobiava alegremente, enquanto retirava da mesa os pratos e talheres que havia colocado para o jantar solitário de lady Cullen.
– Houve uma mudança, O'Malley – Amun anunciou.
– Com certeza, senhor Amun – o lacaio insolente concordou.
– Pode tirar a mesa.
– Já fiz isso.
– Porém, esteja preparado para o caso de lorde e lady Cullen decidirem jantar mais tarde.
– Lá em cima – O'Malley completou com um sorriso ousado.
Amun empertigou-se e saiu.
– Irlandês insolente! – resmungou.
– Inglês pomposo! – O'Malley retrucou as suas costas.
– Bom dia, milady – Emily cumprimentou com um largo sorriso.
Isabella rolou na cama de Edward com ar sonhador.
– Bom dia. Que horas são?
– Dez horas. Quer que eu lhe traga um robe? – a criada perguntou, lançando um olhar risonho para a confusão reveladora das roupas espalhadas pelo chão.
Isabella corou, mas se sentia lânguida demais, além de deliciosamente exausta, para ficar pouco mais que ligeiramente embaraçada por ter sido surpreendida na cama de Edward, totalmente nua. Haviam feito amor mais duas vezes, antes de adormecerem nos braços um do outro e, ainda, mais uma vez pela manhã.
– Não se incomode Emily. Acho que vou dormir mais um pouco.
Assim que a criada saiu, Isabella virou-se de bruços e enterrou o rosto no travesseiro, com um sorriso nos lábios. Os membros da ton acreditavam que Edward era frio, cínico e cruel, pensou, divertida. Como ficariam surpresos se conhecessem o amante terno e apaixonado que ele era na cama. Talvez, isso nem fosse segredo, pensou, um pouco perturbada. Vira com os próprios olhos a cobiça nos olhares de tantas mulheres casadas que, como jamais poderiam desejá-lo para marido, só poderiam estar interessadas em tê-lo como amante.
Ao pensar nisso, lembrou-se das tantas vezes em que ouvira o nome de Edward ligado ao de mulheres casadas e bonitas, cujos maridos eram velhos e feios. E não havia a menor dúvida de que ele tivera muitas mulheres, antes dela. Afinal, Edward soubera exatamente como beijá-la e onde tocá-la, a fim de deixá-la louca de prazer.
Isabella tratou de afastar os pensamentos indignos da cabeça. Não importava quantas mulheres haviam desfrutado das delícias de fazer amor com Edward, pois dali por diante, ele era seu e somente seu. Seus olhos já voltavam a se fechar, quando ela finalmente notou a caixinha de veludo negro sobre a mesa de cabeceira. Sem maior interesse, estendeu o braço e abriu-a. Um magnífico colar de esmeraldas repousava em seu interior, acompanhado por um bilhete de Edward: "Obrigado pela noite inesquecível".
Isabella franziu o cenho. Desejava que ele não houvesse protestado ao ouvi-la dizer que o amava. Queria que ele tivesse dito que a amava também. E, mais que tudo, queria que ele parasse de dar jóias toda vez que ela o agradava. Aquele presente em particular parecia um pagamento por serviços prestados...
Isabella despertou com um sobressalto. Já era quase meio-dia e Edward dissera que sua reunião estaria terminada àquela hora. Ansiosa para vê-lo e desfrutar da intimidade daquele sorriso contagiante, escolheu um vestido lilás, de mangas compridas e bufantes, e aguardou com grande impaciência, enquanto Emily penteava seus cabelos, entremeando os cabelos sedosos com fitas da cor do vestido.
Assim que se viu pronta, Isabella saiu apressada pelo corredor e, então, tratou de manter a compostura ao descer a escada. Amun sorriu, o que era um tanto incomum, quando Isabella o indagou do paradeiro de Edward. E, ao passar por O'Malley, a caminho do escritório, poderia jurar tê-lo visto piscar para ela. Ainda refletia sobre isso, quando bateu na porta do estúdio de Edward e entrou.
– Bom dia – cumprimentou-o com um sorriso. – Achei que gostaria de almoçar comigo, hoje.
Edward mal olhou para ela.
– Lamento muito, Isabella. Estou ocupado.
Sentindo-se como uma criança indesejada que acabara de ser posta em seu devido lugar, ela perguntou, hesitante.
– Edward, por que trabalha tanto?
– Gosto de trabalhar – ele repetiu a mesma resposta de sempre.
Era evidente que ele gostava mais do trabalho do que da companhia dela, Isabella concluiu, sabendo que o marido não precisava do dinheiro.
– Desculpe-me por tê-lo incomodado. Isso não voltará a acontecer.
Quando Isabella saiu, Edward chegou a abrir a boca para chamá-la e dizer-lhe que havia mudado de idéia. Porém, conteve o impulso. Queria almoçar com a esposa, mas sabia que não seria sensato passar muito tempo na companhia dela. Estava disposto a permitir que Isabella fosse uma parte agradável de sua vida, mas não deixaria que se tornasse o centro dela. Tal poder ele jamais daria a uma mulher.
Isabella riu quando o pequeno Billy sacou a espada de madeira, nos fundos do orfanato, e ordenou a outro garoto órfão que "pulasse da prancha". Com o tapa-olho negro, o garotinho parecia mesmo um adorável pirata.
– Acha que o tapa-olho vai resolver o problema? – o vigário perguntou, parando ao lado de Isabella.
– Não tenho certeza. Meu pai ficou tão surpreso quanto todos nós, quando deu certo com o garoto lá na América. Papai aventou a hipótese de que a deficiência não estivesse no olho em si, mas nos músculos que controlam o seus movimentos. Se for assim, cobrindo-se o olho bom, os músculos do olho deficiente serão forçados a trabalhar e, como conseqüência, ficarão fortalecidos.
– Minha esposa e eu gostaríamos que nos desse a honra de sua companhia no jantar, depois da apresentação de marionetes que as crianças vão fazer. Também gostaria de dizer, milady, que as crianças deste orfanato são muito afortunadas por contarem com uma madrinha devotada e generosa como à senhora. Atrevo-me a dizer que não há na Inglaterra outro orfanato cujas crianças possuam melhores roupas e alimentação do que as nossas têm agora, graças a sua generosidade.
Isabella sorriu e abriu a boca para recusar gentilmente o convite, mas, então, mudou de idéia e decidiu aceitá-lo. Mandou uma das crianças mais velhas a Wakefield, com um recado para Edward, avisando-o de que ela ficaria para jantar na casa do vigário. Então, encostou-se em uma árvore e ficou a observar as crianças, que ainda brincavam de pirata, perguntando-se como Edward reagiria a sua ausência naquela noite.
A verdade era que não teria meios de saber se ele se importava. A vida se tornara estranha e confusa. Além das jóias que Edward lhe dera antes, Isabella agora possuía um par de brincos e um bracelete de esmeraldas para combinar com o colar, outro par de brincos de brilhantes, um broche de rubis e um conjunto de grampos com brilhantes para enfeitar os cabelos; um presente para cada uma das cinco noites consecutivas em que haviam feito amor, desde aquela em que Isabella confessara estar tentando seduzi-lo.
Todas as noites, faziam amor com paixão. Pela manhã, Edward deixava uma jóia cara na mesa de cabeceira e, então, afastava-a da mente por completo, até se juntar a ela novamente, para jantarem juntos e irem para cama. Como resultado da maneira estranha com que vinha sendo tratada, Isabella estava desenvolvendo um profundo ressentimento contra Edward, além de grande aversão por jóias.
Talvez fosse mais fácil aceitar a atitude de Edward, se ele realmente passasse o tempo todo trabalhando, mas não era o que acontecia. Sobrava-lhe tempo para cavalgar com Emmett Collingwood, para visitar o juiz e fazer todo tipo de coisas. Isabella só tinha direito a sua companhia na hora do jantar e, depois, na cama. A constatação de que seria a sua vida a deixou triste no início, mas logo a deixou furiosa. Agora, sua fúria lhe permitia estar longe de casa, de propósito, justamente na hora do jantar.
Era óbvio que Edward queria um casamento igual àqueles da ton. Isabella deveria ter a sua vida e Edward, a dele. Casais sofisticados não faziam coisas juntos, o que era considerado vulgar e comum. Também não declaravam seu amor um pelo outro, embora, nesse particular, Edward agisse de maneira muito estranha. Deixara claro que Isabella não deveria amá-lo e, ao mesmo tempo, fazia amor com ela todas as noites, durante horas, mergulhando-a no mais profundo e total prazer, até que ela perdia o controle e se declarava apaixonada por ele. Quanto mais ela se esforçava para conter as palavras "Eu o amo", maior era o ardor de Edward, até que suas mãos, seus lábios, seu corpo febril extraíam dela a confissão. Somente então Edward a deixava finalmente desfrutar do êxtase glorioso que ele era capaz de lhe proporcionar, ou de lhe negar.
Era como se Edward quisesse, precisasse ouvir aquelas palavras de amor. Ainda assim, nem mesmo nos momentos de clímax, ele lhe dizia o mesmo. Isabella sentia o corpo e o coração escravizados por Edward. Ele a acorrentava com deliberação, inteligência, usando para isso aquele jogo de prazer. Por outro lado, continuava emocionalmente desligado dela.
Depois de viver assim por uma semana, Isabella estava determinada a forçá-lo, de alguma maneira, a sentir o mesmo que ela e admitir seus sentimentos. Ela o queria, ou melhor, não podia acreditar que Edward não a amava. Afinal, sentia a ternura de suas mãos e a paixão de seus lábios. Além do mais, se ele não queria o seu amor, por que insistia em forçá-la a dizer que o amava?
Tendo ouvido tudo o que o capitão Farrell lhe contara, não era difícil compreender por que Edward se recusava a confiar nela e lhe entregar seu coração. Porém, embora compreendesse, estava determinada a mudar aquela situação. O capitão afirmava, convicto, que Edward amaria uma única vez... para sempre. Isabella queria desesperadamente ser amada por ele. Talvez, se não estivesse sempre tão disponível para ele, Edward sentisse sua falta. E, quem sabe, até admitisse tal sentimento. Ao menos, era o que ela esperava quando escrevera o bilhete para informá-lo de que não jantaria em casa.
Isabella não conseguiu se concentrar nas marionetes, nem na conversa do vigário e sua esposa, durante o jantar. Não via a hora de chegar em casa e ver com os próprios olhos como Edward reagira a sua ausência. Apesar de seus protestos, o vigário acompanhou-a até Wakefield, recitando no caminho todos os perigos que poderiam atingir uma mulher que se aventurasse sozinha pela estrada, à noite.
Com a mente repleta de fantasias sobre Edward se ajoelhando a seus pés e professando o seu amor por ela, pois sentira demais a sua falta no jantar, Isabella subiu correndo os degraus para a porta da frente da mansão.
Amun a informou que lorde Cullen, ao saber da intenção da esposa de jantar fora, decidira visitar alguns vizinhos e ainda não retornara.
Profundamente frustrada, Isabella subiu para o seu quarto, tomou um longo banho e lavou os cabelos. Edward ainda não havia chegado quando ela terminou e, assim, Isabella se deitou em sua cama e, sem o menor interesse, pôs-se a folhear um jornal. Se Edward pretendia ensinar-lhe uma lição, não poderia ter encontrado maneira melhor, embora ela duvidasse que ele se desse a tamanho trabalho.
Já passava das onze quando Isabella, finalmente, o ouviu entrar no quarto. No mesmo instante, posicionou o jornal diante do rosto, como se fosse a leitura mais interessante do mundo. Poucos minutos depois, ele entrou no quarto dela. A camisa aberta até a cintura exibia parte do peito coberto de pêlos negros. Isabella sentiu a boca secar diante da exposição de tanta virilidade.
– Não jantou em casa, esta noite – Edward comentou com ar casual.
– Não – ela tentou soar casual também.
– Por quê?
– Gosto da companhia de outras pessoas, assim como você gosta do seu trabalho – ela respondeu com olhar inocente. – Achei que você não se importaria.
– E não me importei – Edward declarou, para decepção de Isabella, e, depois de dar um casto beijo na testa, voltou ao seu próprio quarto.
Olhando para o travesseiro vazio a seu lado, ela se recusou a acreditar que Edward realmente não se importava onde e com quem ela jantava. Também não queria acreditar que ele realmente pretendia dormir sozinho naquela noite. Assim, esperou acordada, mas Edward não se juntou a ela.
Sentia-se péssima, quando acordou na manhã seguinte, e ficou ainda pior quando Edward entrou em seu quarto, barbeado e exalando vitalidade. No tom casual que tanto a irritava, ele sugeriu:
– Se está sentindo falta de companhia, Isabella, por que não passa alguns dias em Londres?
Apesar do desespero que a invadiu, Isabella exibiu um sorriso radiante. Embora não soubesse se Edward estava apenas lhe atirando uma isca, ou se queria mesmo se livrar dela, decidiu seguir-lhe a recomendação.
– Boa idéia, Edward. Farei isso. Obrigada pela sugestão.

[N/A Fanfic]
Mas, essa minha anjinha é danada!
Adorei a cena do presente da Bella para o Edward. Foi linda!
Até que enfim! Esses dois estão agindo como marido e mulher!
Coitada da nossa Anjinha, meninas, esse homem é louco!
Mais o Lorde Malvado sempre tem que estragar tudo que está perfeito, e tudo isso por culpa do orgulho! Ele não quer aceitar que ama a nossa Anjinha mais que a própria vida!

Gente nos encontramos na segunda com um novo capitulo... 

Bjs e um otimo fim de semana...

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