
Autora da Fic: Gabi Cullen
Censura: +15
Informações: Essa fic é uma adaptação do livro "Mamãe sem querer", da autora Kate Walker
Sinopse: Um bebê a caminho... Um casamento forçado! A oportunidade de ter uma noite com Edward Cullen era mais do que qualquer mulher podia desejar. E Isabella não era exceção. Apaixonada por Edward desde a adolescência, não pôde mandá-lo embora quando ele bateu à sua porta. Mas não considerara as possíveis conseqüências.
Capítulos: 09 (Categoria Short-Fic)
Capítulo 4
Oi Meus amores... Tudo bem com vocês? Espero
que sim *-*, É nesse capitulo a Bellinha vai descobrir que vai ser mamãe, e o
Edward um lindo papai... Então bora ler... Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬
Cinco semanas depois, Isabella soube que sua única noite
com Edward seria impossível de esquecer, tanto por razões práticas quanto
emocionais. Por mais que quisesse, não poderia continuar ignorando o mal-estar
estranho que se apossara dela nos últimos dias. Seu estado não passou
despercebido ao olho de águia da amiga Alice.
- Você está pálida — comentou ela, certa manhã, quando
encontraram-se na hora do recreio. Na verdade, você parece esgotada.
- Não estou me sentindo muito bem mesmo — admitiu
Isabella, concentrando-se em despejar água quente nas xícaras para preparar
café. — Acho que é o trabalho exaustivo com as peças teatrais de Natal, a
organização da festinha...
- As reuniões com os pais... eu sei — concordou Alice. —
Mas parece que mais alguma coisa a sobre carrega. Tem certeza de que não pegou
essa gripe que anda por aí?
Isabella sorveu o café e imediatamente desejou não ter
contraído a tal "gripe". Pôs o café de lado, pois ultimamente só
cheiro já a deixava enjoada.
- Vou passar o fim de semana inteiro na cama — decidiu,
confiante, a fim de convencer a amiga. — Se descansar bastante, talvez fique
boa logo.
Não que tivesse se convencido, forçou-se a admitir. Jogar
a culpa no excesso de trabalho ou em uma possível gripe não era mais possível,
dados os eventos das últimas manhãs. Dedicada ao trabalho, atirando-se às
atividades com entusiasmo com o objetivo de distrair-se e não pensar nos
acontecimentos entre ela e Edward, esquecera-se de verificar o calendário,
contar os dias para a regra mensal. Quando lembrou-se, já era tarde demais.
Na verdade, soube que era tarde demais ao acordar, certa
manhã, com um enjôo tão forte que teve que correr para o banheiro. Mesmo
naquele momento, iludiu-se, achando que poderia estar com alguma enfermidade de
vinte e quatro horas. Mas quando as vinte quatro horas viraram quarenta e oito
e, então, setenta e duas, entendeu que estava com um problema grave. Então, no
fim da semana, quando os sintomas, longe de arrefecer, intensificaram-se,
percebeu que não podia mais se enganar.
- Soube de alguma novidade sobre o nosso senhor do
castelo? — perguntou Alice, e o apelido pareceu atingir o coração de Isabella
como uma espada de gelo.
Ao voltar para casa após a cena na escola, não encontrara
vestígios de Edward. Até os lençóis haviam sido retirados da cama e colocados
na máquina de lavar, programada, deliberadamente, para encerrar o ciclo assim
que ela chegasse. A mensagem era clara.
O fato de ele não responder ao seu bilhete, nem mesmo um
"obrigado pela cama" rascunhado no mesmo papel, só enfatizava a
distância que queria colocar entre ambos. Na verdade, o bilhete que ela deixara
havia sumido, e apesar de procurar cuidadosamente pela casa, na esperança de
que ele houvesse usado outra forma de comunicação, não encontrou nada. Não
acreditava, tampouco, que ele houvesse ido à escola atrás dela. Ele agira como
se nada tivesse acontecido.
- Nada em absoluto — conseguiu responder a Alice.
- Nem ninguém soube. Desde que a notícia vazou, ele parece
ter desaparecido da face da Terra.
- Bem, não é surpresa, é?
Durante semanas, o vilarejo ficara em polvorosa com a
história do rompimento do noivado de Edward.
- Oh, vamos, Bella! Você não acha que ele está cuidando do
coração partido, acha? — Alice riu ante a expressão duvidosa da amiga. — Gente
como os Cullen não se casam pelos mesmos motivos que nós. Amor e outras
considerações menores não são levadas em conta. Eles se casam por motivos
dinásticos, pura e simplesmente, pela combinação de sangue azul, ou mais
precisamente, de fortunas verdinhas.
- Mas Edward...
Edward a procurara na calada da noite, parecendo arrasado.
Com certeza, mostrara-se totalmente diferente do homem que ela conhecia.
- Acha que ele a amava? Oh, bem, claro que você o conhece
melhor do que qualquer um de nós, então, nesse assunto, tenho que reconhecer o
seu conhecimento superior.
Isabella deu uma resposta evasiva que Alice podia
interpretar como "como queira". A verdade era que não conhecia
Edward, tampouco. Conhecera-o havia mais de doze anos, mas somente à distância.
Não sabia como ele era de fato. E, com certeza, não o reconhecera na noite em
que ele batera à sua porta, quando fizera amor com ela e, provavelmente, a
engravidara.
E não estaria se enganando ao acreditar que ele sentia
qualquer das emoções que lhe atribuía? Não seria mais provável que, ofendido
com a dispensa de Tanya, ele tivesse procurado uma forma de salvar seu orgulho
masculino? Qualquer mulher serviria, mas ela estava à mão, e ele sabia
exatamente como convencê-la.
- Acho melhor ir para casa. — Alice olhava-a preocupada. —
Você não está bem. Vá direto para a cama e não volte até estar se sentindo
melhor. Não queremos que contamine a nós todos.
"Não volte até estar se sentindo melhor".
Isabella lembrava-se do conselho repetidamente e, a cada repetição, a ironia
crescia, principalmente na manhã seguinte quando, ao levantar-se, foi obrigada
a correr para o banheiro mais uma vez. Se fizesse como Alice instruíra, então,
ficaria afastada pelos próximos oito meses, até algum dia no final de julho, se
seus cálculos estivessem corretos.
Não havia mais dúvida sobre o que estava
"errado" consigo. Sorriu sombriamente à idéia de que a amiga não
precisaria se preocupar. Esse problema em particular não era um que resolveria
tão facilmente quanto Alice imaginava.
- Então, é por isso que tem me evitado.
A voz áspera e rouca rompeu o silêncio da casa vazia tão
abruptamente que Isabella voltou-se chocada. Imediatamente, arrependeu-se pois
o movimento brusco aumentou seu desconforto, forçando-a a inclinar-se de novo
sobre o vaso sanitário para aliviar-se.
- Não acha que eu tinha o direito de saber?
Diante de sua vista embaçada, o intruso parecia uma forma
escura e ameaçadora junto à porta do banheiro, surgida do nada, como um monstro
nas histórias de fantoches, faltando apenas a fumaça e o som da bombinha para
completar o efeito.
- E então? — cobrou Edward, audacioso. — Tem algo a dizer
ou vai apenas fingir que não está acontecendo?
Ele avançou um passo e o movimento perigoso impeliu
Isabella a se defender:
- Eu não estava evitando
você! — protestou. — Não é muito fácil entrar em contato com alguém
que não pode ser taxado de disponível. Você
não andou por Ellerby...
- Existem aparelhos chamados telefones.
- Ah, existem? — Ela não tentou esconder a amargura na
voz. — Não seria o caso de um consumidor insatisfeito querendo o dinheiro de
volta.
- E o que quer dizer com isso?
- Pessoas que têm telhado de vidro não devem...
- Isabella... — Se o tom de voz dele era preocupante,
agora tornara-se perigoso. — Pare de citar provérbios e me diga exatamente
sobre o que está falando.
- Você com certeza não quer que eu conte tudo, quer? —
Isabella canalizava a raiva para ele, mas, então, tomada por outra ânsia de
vômito, foi forçada a abandonar o argumento e, mais uma vez, apoiar-se
miseravelmente sobre o vaso sanitário.
- Oh, raios!
Vagamente, ficou ciente de Edward entrando no banheiro
para acionar a válvula de descarga. Segundos depois, quando a ânsia de vomito
diminuiu, ele umedeceu uma flanela com água morna e passou-a por seu rosto com
gentileza, afastando os cabelos avermelhados e úmidos de sua testa com a outra
mão.
A sensação era tão boa que Isabella permitiu-se esquecer
por um momento quem ele era e a responsabilidade dele naquele mal-estar. Fechou
os olhos, apoiou-se contra ele e deleitou-se com o prazer de ser cuidada por
alguém. Mas então a realidade tomou conta. Abriu os olhos e o encarou.
- Vá embora! — gritou, os olhos castanhos travados nos
olhos verdes dele.
- Não — contrariou Edward, impassível. — Você precisa de
mim. Você precisa de alguém, insistiu, vendo a rejeição no olhar. — E eu tenho
parte nisso tudo. Está melhor agora?
- Se quer saber se vou vomitar mais, acho que não. Não
havia como afirmar estar "melhor". Na verdade, duvidava de que viesse
a se sentir bem novamente.
- Então, vamos para a cama.
- Não! — Ela protestou sem pensar, totalmente despreparada
para a fúria negra que viu em seu olhar.
- Quem você acha que sou? — desafiou Edward, ferozmente. —
Algum tipo de monstro que abusou de sua confiança para deixá-la nesse estado?
- Eu... não...
- Você não pode ficar aqui. — Edward ignorou sua tentativa
de resposta. — Caso não tenha notado, está frio e você não está vestindo quase
nada...
O olhar audacioso fez com que ela notasse a camisola que
mal chegava a suas coxas. Isso significava que, quando ele chegou, ela estava
inclinada sobre o vaso sanitário e...
Isabella enrubesceu e viu a cama como um refúgio. Pelo
menos, lá poderia levar as cobertas até o queixo e cobrir o que de repente lhe
pareciam hectares de pele exposta.
- Vamos — incentivava Edward, enquanto ela cambaleava na
direção da porta do quarto. — Pronto... — Ajeitou-a com capricho sob as
cobertas. — Quer beber alguma coisa? Café?
- Quer me ver enjoada de novo? — disparou Isabella,
estremecendo. — Isso tudo está acontecendo por que eu senti o cheiro de café.
Posso encarar um pouco de chá fraco e uma torrada deve ajudar.
- Certo, volto num minuto. Então, vamos conversar.
- Vamos conversar — repetiu Isabella, aconchegando-se
entre as mantas, ouvindo a movimentação no andar de baixo.
Não podia imaginar que eventos apocalípticos já haviam
precedido aquelas palavras autoritárias e não estava certa de querer ouvir o
que Edward tinha a dizer.
- Aliás, como conseguiu entrar?
Isabella sabia que estava apenas adiando o inevitável, que
não havia como evitar o confronto, mas esperava que, partindo para o ataque, ao
menos ganhasse alguns minutos de trégua. Usaria o tempo para recuperar um pouco
da compostura.
- Fui entrando — respondeu Edward, pousando a bandeja com
chá e torradas sobre o criado-mudo. — Você deixou a porta destrancada... algo
bem estúpido para se fazer.
- Eu estava muito cansada ontem à noite! — defendeu-se
Isabella, zangada com o tom crítico. — Pensei que tinha verificado...
- Bem, obviamente, você não verificou.
Edward serviu-se de chá, acomodou-se na poltrona, recostou-se
e cruzou as pernas, olhando-a fixamente por sobre a borda da xícara.
- Então, não acha que devemos conversar sobre o motivo de
estar tão cansada? Embora, pela sua aparência, cansada seja eufemismo. Você
está com um aspecto deplorável...
- Bem, obrigada pelo elogio.
Isabella concentrou-se no pedaço de torrada que quebrara,
mordiscando-o enquanto esforçava-se para suprimir a onda de vergonha feminina
elevando sua temperatura. Não precisava olhar no espelho para saber que estava
horrível. Após semanas com aquele enjôo, sabia que estava pálida e esgotada, o
cabelo desalinhado e sem vida. A camisola velha, desbotada com as repetidas
lavagens, não devia estar contribuindo.
- Suponho que Tanya sempre pareça perfeita! Tarde demais,
Isabella percebeu o erro e desejou recuperar as palavras.
Edward franziu o cenho, preocupado com seu estado
vulnerável.
- Não vejo Tanya há quatro meses — declarou, num tom que a
deixou arrepiada apesar das cobertas.
O olhar frio dele a fez desejar estar melhor para lidar
com a situação.
Ali sentado, Edward não deveria parecer tão imponente, nem
tão assustador, mas, estranhamente, o efeito era exatamente o contrário. Com
aqueles olhos verdes translúcidos no mesmo nível que os dela, não havia como
escapar da inquisição.
Ele vestia suéter creme e calça azul-escura e apoiava os
cabelos bronzes junto ao espaldar da poltrona, relaxado. Deveria parecer
gentil, próximo, mas Isabella não podia evitar vê-lo como um inquisidor
espanhol ou um agente da Gestapo.
- Mas você tem um motivo para parecer... e se sentir...
tão mal. Está grávida, não está?
- Após o espetáculo sórdido que presenciou, seria tolice
tentar negar — resmungou Isabella, não gostando nem um pouco do tom irônico
dele. Mas sua auto-estima já estava no nível mínimo, não era possível baixar
mais.
- Então, ia me contar algum dia?
Após o silêncio total dele nas últimas semanas, a última
coisa que Isabella esperava era a entonação cínica e aquilo colocou-a no ataque
a fim de esconder a dor.
- Leva algum tempo para a mulher sentir os efeitos! E, se
estava preocupado com as possíveis repercussões embaraçosas daquela noite, por
que não entrou em contato comigo?
- Eu tentei — rebateu Edward. — Liguei nem sei quantas
vezes, mas ninguém atendia.
- Você poderia ter passado... — grunhiu Isabella, não
querendo que ele visse o quanto enfraquecera sua linha de defesa.
Todas aquelas noites em que estivera na escola até tarde,
em reuniões, preparando fantasias, ensaiando a peça, Edward estivera tentando
entrar em contato? A noite, quando finalmente chegava em casa, quase sempre
estava tão cansada que desligava o telefone, arrastando-se até a cama,
esquecendo-se de religar o aparelho na manhã seguinte.
- Era um pouco difícil passar por Ellerby estando em Los
Angeles. Estive lá no mês passado — explicou Edward, vendo-a franzir o cenho,
confusa. — Precisei partir no dia seguinte à... — Não terminou a frase,
obviamente incapaz de descrever adequadamente o que acontecera naquela noite.
- Depois que fizemos sexo — completou Isabella, fria, e
sorveu um gole de chá.
Arrependeu-se imediatamente, com um nó na garganta, sob o
olhar severo de Edward. Por que ele questionava seu uso de palavras? Afinal,
não defendia que tinham feito amor.
- Havia uma mensagem na secretária eletrônica quando
voltei para a mansão... alguns problemas contratuais que precisavam ser
acertados, e tive que voar para os Estados Unidos imediatamente.
- Você podia ter me dito quando me procurou na escola.
Ora, ele estivera preocupado em avisar o parceiro de squash que não poderia comparecer, mas
não a ela.
- Você me deu uma chance? Além disso, deixou claro que não
queria me ver mais, portanto, não havia motivo.
Mas ele tentara telefonar-lhe, lembrou-se Isabella. Saber
disso amenizou o sentimento de dor que nutria. Entretanto, o leve desconforto
que sentia foi completamente apagado pela observação seguinte de Edward.
- E mandei-lhe flores.
- Flores! — Isabella elevou o tom, o bastante
para rachar cristal. — Oh, sim, você me mandou flores!
Recebera-as naquele dia, cinco minutos após chegar em casa.
Um arranjo grande e glorioso, que devia ter custado uma fortuna. Junto, um
cartão dizendo simplesmente: "Obrigado pelo café." O café Lendo aquilo, ficara tentada a
jogar tudo na lata de lixo.
- Você acha que um punhado de flores... por maior que
seja... é suficiente para compensar a perda da...
Isabella percebeu o que ia dizer e interrompeu-se
abruptamente, mas Edward ouvira e lançou-se à frase incompleta como um gato
atacando a presa.
- A perda da? Por que não me disse que era virgem?
- Você faz parecer como se fosse o crime do século. Há uma
ou duas de nós por aí, sabia? Ou melhor, havia. Sei que é antiquado, mas nem
todos têm as suas oportunidades.
Ela estava despejando toda a amargura, a dor e o
desconsolo com que vivera por quase seis semanas. Poderia perdoar Edward por
quase tudo, exceto por algo que a atormentava desde aquela noite, corroendo-a
como ácido.
Aparentemente, Renée Swan estava certa. Durante todos
aqueles anos, brigara com a mãe, defendendo a honra de Edward, insistindo que
ela estava errada. Agora, porém, tinha que encarar a possibilidade de ele ter
estado mesmo interessado em uma coisa só. A cada dia que ele se mantinha
afastado, a suspeita crescia, a ponto de ela não saber mais se o amava ou
odiava.
- Você envia flores a todas as suas conquistas?
- Não penso nelas como conquistas! E as flores foram para
agradecer a bebida... por você estar aqui... por me ouvir. Pretendia algo muito
mais valioso para...
- Pelo presente que foi o meu corpo!
O tom foi de sarcasmo, para ocultar a angústia que ela
sentia no coração. Agora, ele queria pagar pela noite que tinham passado
juntos. Se a intenção era fazê-la sentir-se barata e suja, ele não poderia ter
encontrado melhor forma.
- Oh, por favor, não se preocupe com isso. Afinal, como
disse, ser virgem na minha idade é bastante inacreditável, não é?
Se ela falasse abertamente no assunto, talvez ele não
visse o que ela tentava esconder.
- Quero dizer... tinha que acontecer algum dia, não é? — A
tentativa de risada dela não causou reação no semblante impassível. — Não ia
querer ir para o túmulo como uma solteirona.
Ela assustou-se com a mudança de expressão. Ele não se
pronunciara desde que ela partira para o ataque, mas o olhar que bem poderia
ter sido esculpido em granito era muito mais perturbador do que se ele tivesse
se levantado e gritado com ela.
- Tinha que acontecer um dia, Edward — repetiu, insegura.
- E é para isso que servem os amigos... — O cinismo dele
era insuportável, tanto que ela sentiu vontade de se abraçar para não se
despedaçar na frente dele. — E agora que aconteceu?
- Não podemos simplesmente esquecer?
Isabella não tinha muita esperança de que ele concordasse
e não ficou surpresa quando ele balançou a cabeça, impiedoso.
Edward insistiu no assunto:
- Agora que aconteceu, e você ficou grávida, não há como
esquecer. A questão óbvia é... o que vou fazer a respeito?
- Você não tem que fazer nada!
Ela temera, desde o começo, que Edward se sentisse
obrigado a fazer alguma coisa.
- Tenho o dever...
Dever! Isabella ficou desesperada de dor.
- Como sabe que é seu?
Seguiu-se um silêncio aterrador, havia ameaça no ar e ela
estremeceu involuntariamente. Mas Edward varreu suas palavras tolas com a
tolerância de quem lida com um mosquito.
- Após a sua colocação anterior, eu seria idiota em
imaginar outra coisa. E, sendo esse o caso, só vejo uma solução possível.
Teremos que nos casar...
- Esta não é uma possibilidade!
Isabella achava impossível que a expressão dele ficasse
mais sombria, mas o olhar frio pareceu virar um raio paralisante bem à sua
frente.
- Você não estava pensando em...
- Não... Oh, não. — Nem para desafiá-lo, Isabella ja mais
pensou em aborto. — Mas não posso me casar com você. — Não assim, com ele
sentindo-se forçado a isso.
- Por que não?
- Bem, por que deveria?
- Você não precisa parecer entusiasmada com a idéia!
O tom monótono de Edward não poderia nem remotamente ser
classificado como entusiástico, e a proposta de casamento estava a anos-luz
daquela que ela sonhara. Mas, claro, os sonhos eram apenas isso... fantasias
tolas que nunca se tornariam realidade.
Sentindo-se desamparada, reconheceu a ironia da situação.
Durante todos aqueles anos, sonhara com o dia em que Edward a pediria em
casamento, e agora ele estava fazendo exatamente isso, mas as circunstâncias
deixavam claro que ele não queria se casar, de modo que o sonho virara
pesadelo.
- Você não quer se casar comigo! — acusou, raivosa.
Edward encolheu os ombros, tomando o protesto como
irrelevante.
- Por que não? Estava planejando me casar, de qualquer
forma... tenho trinta e três anos e me parece uma boa idade para me
estabelecer. Como já disse, sempre quis ter filhos. E não há mais ninguém
competindo pelo posto.
A indiferença casual magoava mais do que se ele a tivesse
rejeitado violentamente, deixando-a à própria sorte.
- Você faz parecer uma espécie de emprego: precisa-se de
uma esposa, com idade entre vinte e vinte e cinco anos, capaz de engravidar,
horário de trabalho...
Ela deteve-se ao ver a expressão ameaçadora dele.
- Se você vê a coisa assim — conformou-se Edward. — Antes
de prosseguirmos, acho melhor deixarmos um assunto claro... você não está
apaixonada por mim?
- Apaixonada...
Se algo garantiria que ela nunca iria lhe dizer o que
sentia era a pergunta fria, a total falta de emoção na voz, a expressão
distante e enigmática de Edward. Apaixonada! Naquele momento, bem poderia
tentar entregar o coração a uma estátua de mármore, pois talvez não fosse tão
fria e pouco receptiva.
- Apaixonada por você? — repetiu e ficou agradecida por
ter conseguido dizer pelo menos isso, embora
a declaração soasse rígida e frágil, como que caísse e se esfacelasse sobre o
carpete. — O que o faz pensar tal coisa?
Se ele encolhesse os ombros daquele jeito novamente, ela
iria gritar.
- Pensei que assim tudo ficaria mais fácil.
Mais fácil para quem? Para Edward, naturalmente, pois, se
ela fosse tola o suficiente, sob o ponto de vista dele, para estar apaixonada,
então, ela seria muito mais maleável e seria mais fácil convencê-la a fazer o
que ele queria.
- Você me disse uma vez que me amava.
Por um segundo, Isabella fechou os olhos para aplacar o
desânimo. Por que ele tinha que se lembrar de um momento de fraqueza seu,
quando ela não estava em condições de lidar com a questão?
- Quando eu tinha dezoito anos? — Forçou-se a abrir os
olhos, sorrindo sarcástica. Até conseguiu dar uma risada. — Oh, sim, eu tinha
um fraco por você nessa época.
- Só nessa época?
- Essas paixonites só acontecem nessa época, Edward. Nós
todos crescemos e esquecemos essas tolices.
Embora, claro, ela não tivesse esquecido nada. Ao invés
disso, seus sentimentos adolescentes tornaram-se mais profundos, viraram amor
de mulher.
- Então, lamento decepcioná-lo, mas a minha resposta ao
seu pedido, se é que se pode dizer assim, é um irredutível não!
Encheu-se de coragem para não ouvir o fraco protesto que
sentiu no coração. Edward não a amava, nem queria se casar com ela. Só fizera
aquela proposta por senso de dever. Ela não era a mulher que ele queria. Tanya
fora sua primeira escolha e ela nunca passaria da segunda colocação.
- Por que não? Eu quero o meu filho, Isabella. Quero
conhecê-lo, amá-lo, vê-lo crescer...
- Você quer... você quer! — Isabella passou para o ataque. — Diga-me,
Edward, o que há nisso para mim?
- Um marido que vai sustentá-la... você não vai precisar
trabalhar... um lar...
Nada de amor, de emoção, mas o que esperava, afinal?
- Eu tenho um lar! E se eu quiser continuar aqui?
Tardiamente, Isabella percebeu o erro. Edward olhou ao
redor, avaliando o ambiente. Reparou no tapete gasto, remendado, nos móveis
velhos, nas cortinas desbotadas e na cama...
- Você quer que o meu filho nasça aqui?
Filho dele. Isso era só o que
importava.
- Oh, claro, o herdeiro dos Cullen não pode nascer num
sobradinho! Sua mãe vai ter um chilique!
- Não coloque palavras na minha boca! — rosnou Edward. — E
não coloque minha mãe nisso!
- Por que não? — Pelo menos a menção dela provocara alguma
reação nele. Qualquer coisa era melhor do que a indiferença desdenhosa. — Não
acha que ela tem algo a dizer sobre isso? Já pensou em como ela se sentirá
quando você me levar para a sua casa como sua esposa? A filha da cozinheira... de pai desconhecido...
- Você vai ser a mãe do meu filho... o neto dela.
- Uma égua reprodutora! Posso ser isso aqui também. Não
seria a primeira mãe solteira a criar o filho sozinha. Não preciso de você...
tenho tudo o que quero.
- Mas eu tenho algo que você não tem. — Edward tentava
impor a voz da razão. — Tenho dinheiro, mais do que posso gastar... e, às
vezes, o dinheiro pode ser muito útil.
Isabella sentiu um frio na espinha, e a pele ficou
arrepiada de apreensão.
- Eu ganho bem...
Edward lançou um olhar perigoso e ela encolheu-se
instintivamente para se proteger do que se seguiria.
- Bem o bastante para enfrentar uma batalha judicial?
- Você não se atreveria!
Isabella sentiu-se enregelar, um arrepio de medo
percorreu-lhe a espinha. Era como se a fábula da princesa e do sapo tivesse
virado de pernas para o ar, tudo estava acontecendo às avessas. Beijar o
príncipe transformara-o em um monstro horrendo e perigoso.
Ele ainda tinha a mesma aparência era o homem lindo de
morrer para quem ela perdera o coração anos antes. Mas era como se por trás da
fachada familiar surgisse alguém que não conhecia, que não entendia... que lhe
provocava um medo mortal.
Continua...
N-A :Não me matem o.O! Por favor! kkk 1) Atrasei o capitulo de ontem 2) Parei a historia aqui ..Mas foi preciso fazer adaptações.. Agora eu pergunto a voces:
Será que o Edward teria coragem de fazer isso
com a Bella? Tirar o Bebê dela?
Eu acho que é só para deixa-la com medo, e
fazer-la se casar com ele...
Eu tenho quase certeza que esse homem está e
sempre esteve apaixonado por ela... Concordam comigo?
Então meus amores... Bom Fim de Semana para
vocês... Fiquem com Deus... Até segunda-feira ! Robsteijoossss e pfv deem suas opinioes sobre o capitulo.. Eu sempre leio o que voces escrevem xx
Gabi Cullen






Super super ansiosa
ResponderExcluir....... afffff eu quero mais \o/ ok..amore estou aquui aguardando ... estou amando ..ja tava sentindo falta!beijos ...bom final de semana pra voce tambem :-*