Conforme prometido, aqui vai Bella pra vocês.
Prestem atenção especial as partes em Itálico. Nesse capítulo temos uma enorme passagem de tempo e Bella tem muitas recordações. Todas estaram separadas por esse sinal ---//--- e serão em Itálico.
Boa leitura.
Dark
Queen
13
Fênix
***
So far away / Tão longe
This
time, This place / Esse
tempo, esse lugar
Misused,
Mistakes / Desperdícios,
erros
Too
long, Too late / Tanto
tempo, Tão tarde
Who was
I to make you wait / Quem era
eu para te fazer esperar?
Just one chance / Apenas mais uma chance
Just one breath / Apenas mais um suspiro
Just in case there's just one left / Caso
reste apenas um
Cause you know, / Porque você sabe,
you know, you know / Você sabe, você sabe
Been far away for far too long / Estive
tão longe por muito tempo
So far away / Tão longe
Been far away for far too long / Estive
tão longe por muito tempo
But you know, you know, you know / Mas
voce sabe,voce sabe,voce sabe...
I wanted
/ Eu quis
I wanted
you to stay / Eu quis
que voce ficasse
Cause I
needed / Porque
eu precisava
I need
to hear you say / Porque
eu preciso ouvir voce dizer:
That I
love you / Eu te
amo
I have
loved you all along / Eu
sempre te amei
And I
forgive you / E eu
perdôo você
For being away for far too long / Por
ficar tao longe por tanto tempo
So keep breathing / Então continue respirando
Cause
I'm not leaving you anymore / Por que
eu nao estou te deixando mais
Believe it Hold on to me and, never let me go / Acredite
em mim, me abrace e nunca me deixe ir
Keep
breathing / Continue
respirando
Cause
I'm not leaving you anymore / Por que
eu não estou te deixando mais
Believe it Hold on to me and, never let me go / Acredite
em mim, segure-se em mim e nunca me solte
Keep breathing Hold on to me and, never let me go / Continue
respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Keep breathing Hold on to me and, never let me go / Continue
respirando, segure-se em mim e nunca me solte
Nickelback
***
Bella
POV
Tum... Tum... Tum...
“Huuuu.
Questo è molto buono, continuano, Hooooo. Molto bene, ancora.” Tum... Tum...
Tum...
“Ti
piace questo? E 'buono?” Tum... Tum... Tum...
“Sì.
.. Sì. .. Sì. .. ti amo” Tum... Tum... Tum...
“La
mia bella. il mio amore. Ti amo così tanto. Sei bellissima.
“Inferno, mas que droga” Eu disse me levantando e batendo na parede
do meu quarto com toda a minha força.
“Si
potrebbe smettere. Ho bisogno di dormire qui.” Essi sono impossibili. Per altrettanto rumore. Merda.
Eram quatro da manhã, eu estava tentando
dormir desde as duas e meia, Vários grêmios estudantis estavam oferecendo
festas em decorrência da formatura eminente. Por mais que eu tenha tomado um
banho ou um café, eu ainda estava sob o efeito das muitas margaritas* que bebi. Francesca me paga. Coloquei o roupão e fui
iniciar a cafeteira.
“Você quer comida não é Eddie. Você me
odeia, mas quando se trata de comida eu sirvo. Gato estúpido.” Me levantei
resmungado enquanto enchia a vasilha de comida dele.
Ele apareceu na nossa varanda ainda
pequenininho a uns dois anos, pelo branquinho e enormes olhos dourados. Na
mesma época em que eu estava surtando por causa de Edward. Daí a originalidade
de Fran entrou em ação. Ela insistiu em ficar com o bicho e ainda por cima o
chamava de Eddie só pra me irritar. No final das contas, o gato é dela, ele me
odeia e sempre rosna pra mim. Fazer oquê?
Coloquei minha cabeça entre as mãos. Estava
esgotada. Se achei a faculdade pesada por causa das matérias extras que eu
adicionava semestralmente, a Pós-Graduação tinha chutado a minha bunda. A um
ano eu não acreditei ser possível conseguir isso feito. O reitor do meu curso
me incentivou muito e apresentou excelentes recomendações que me abriram as
portas, não sei como os 20.000 dólares necessários para o pagamento do curso
surgiram, mas o Sr. Mason me garantiu que várias fundações se candidataram para
bancar minha formação. Eu seria uma jornalista pronta em menos de um mês, a
mais qualifica e melhor da turma segundo o reitor e minhas notas altas. Me formaria
com a minha turma original, só que pós graduada, visto que terminei minha
faculdade de Inglês em menos de três anos. Tanto esforço valeu a pena.
Estava apreensiva com a conclusão do curso
e ainda não tinha nenhum estágio em vista. Eu não poderia ter tempo para
pensar, ficar ociosa não era do meu feitio. Foi me oferecida a posição de
redatora no Honolulu Advertiser*, mas
não era minha intenção permanecer no Havaí. Mesmo vivendo aqui a quatro anos eu
não me sentia em casa. Eu não tinha casa, aliás. Não pertencia a nenhum lugar.
Não pertencia a Flórida com Renee, não pertencia a Forks com Charlie.
Pensar neles era tanto um alívio quanto
saudade. Tanta coisa mudou nesse tempo.
Charlie viria para a formatura com Sue
Clearwater, agora Sue Swan. Meu pai hoje era tão diferente, tão feliz. Eles
vinham me visitar pelo menos duas vezes por ano. Segundo Sue, Honolulu era o
lugar perfeito para Lua de mel. Hurg. Não é agradável pensar nos pais assim.
Após o casamento deles há dois anos,
Charlie diminuiu muito o ritmo de trabalho e por incrível que pareça gostava de
viajar. Nunca mais voltei a Forks apesar da insistência deles, como eu poderia?
Agora meu quarto pertence a Seth. Sem meus vampiros, não fazia mais sentido
estar lá.
Meu peito ainda dói quando me lembro dos meses
seguintes ao meu aniversário de vinte anos. Meu desespero ao constatar que jamais
os veria novamente.
---//---
“Pai?”
“Bell´s,
que surpresa, achei que você só ligaria na sexta.”
“Eu
sei pai. é que preciso de um favor.”
“Certo.
Algo errado? Sua voz está estranha?”
Eu
tinha pressa. A epifania que me atingiu na noite do meu aniversário estava
ainda fazendo efeito, não tinha tempo para conversinha.
“Não
pai, tudo bem, estou resfriada.” Soou falso até pra mim.
“Hum
ok. O que você precisa?”
“Preciso
de Alice pai. Eu preciso falar com ela. Você pode pedir pra ela me ligar? É
urgente.”
Um
longo silêncio se seguiu.
“Hurr,
Bella.” Meu pai pigarreou. Eu estava ficando cada vez mais frenética. Alguma
coisa estava errada.
“Bem,
não será possível. Bella. Os Cullen saíram da cidade na semana passada. Uns
dias depois do seu aniversário.” Ele aguardou cauteloso pela minha reação.
“Como
assim saíram da cidade, não pode pai. Como assim. Eles deixaram um endereço? um
contato? qualquer coisa. Você os viu, falou com eles?” Eu estava apavorada.
“Falei
com o Dr. Cullen quando ele saía do hospital na segunda passada. Eles estavam
indo para a Europa. Não sei pra qual cidade.” Charlie parecia confuso com minha
reação.
“Porque
você não me contou, porque você os deixou ir.” Eu comecei a chorar novamente. A
uma semana eu não parava de chorar. Todas as lágrimas que eu tinha guardado
para mim neste último ano estavam sendo derramadas agora.
“Achei
que você tinha deixado esse assunto pra trás Bell’s, em um ano você nunca tocou
no nome deles e sempre que eu tentei te perguntar a respeito você se esquivou.
Como eu ai saber?”
“Você
tinha que ter me falado, porque não me ligou.” Falei entre soluços.
Francesca
saiu de seu quarto com a expressão preocupada. “De novo Isabella?” Tomando o
telefone de minha mão, ela tranqüilizou Charlie que estava alarmado com minha resposta
tão exagerada.
Eu
não conseguia nem pensar. Eles foram embora, eu nunca mais veria Alice,
Carlisle. Por que eu me afastei? Porque não os procurei antes?Edward, meu
Edward. Oh. Meu Deus!
Quanto
mais eu discorria, mais eu chorava. Francesca encerrou a ligação e veio para o
meu lado.
“Bella,
olhe pra mim. O que aconteceu? Eu estou assustada, você nunca foi assim?
“Eles
foram embora Fran, eu nunca mais vou vê-los. Eles vão desaparecer. Eu não posso
ficar sem eles. Alice. Edward. Eu estou tão arrependida. Eu não deveria ter
saído de Forks. Eu deveria ter aceitado as condições dele. Eu fiz tudo errado.”
Ela
me abraçou e ficou do meu lado pelo resto da noite enquanto eu chorava.
Nas
semanas seguintes a minha festa na praia, eu parei de funcionar completamente.
Após o que eu chamo de compreensão da essência da minha alma, eu queria
desesperadamente guardar na memória tudo que houve entre Edward e eu, cada
momento, cada respiração. Eu não tinha nada. Minha mente humana e frágil estava
se apagando. Eu não me lembrava completamente do rosto perfeito, a forma das
mãos brancas, a voz de veludo que falava ao meu ouvido todas as noites que
passamos no meu quarto.
Tentei
tanto relegá-lo ao fundo de minha mente durante o último ano que estava
conseguindo. Mas meu coração não se deixou enganar. Ele era pra mim como o ar
pra se respirar. Minha vida. E sem ele eu não conseguiria nunca. Quebrada além
do reparo.
Devo essa
realização a Richard, depois da noite do meu aniversário eu estava tão
inconsolável que ele me aconselhou a colocar pra fora, me deixar sentir. Foi
então que comecei a escrever. Enchi paginas e páginas de diários incontáveis
com nossa história, detalhes que nunca iria esquecer. Meus sentimentos e
emoções. Sem querer ele me mostrou o quanto eu estava negando a mim mesma a
minha essência, eu nasci para pertencer a Edward, ainda que ele não me
pertencesse.
Busquei
freneticamente por qualquer lembrança física que me levasse a ele e a minha
família de escolha sem sucesso. Uns dias depois que Charlie me contou sobre a
partida dos Cullen, eu pedi que ele me enviasse a caixa com minhas recordações
que estava sentada no fundo do meu armário em Forks. Segundo ele, não havia
caixa, nem fotos. Nada. Primeiro desconfiei que ele tivesse jogado fora, mas aí
a resposta me atingiu como um raio. Eles tinham levado tudo com eles.
Novamente.
Nenhuma
evidência que eles existiram tinha sido deixada para trás. Tentei falar em todos
os números dos quais me lembrava. Até para Rosálie eu liguei sem sucesso. A voz
metálica da operadora sempre retornava: Esse número de telefone não existe.
Ao se
passarem três meses do ocorrido, eu já não era mais nada além de uma sombra.
Era como se meu coração tivesse sido arrancado do meu peito. Se as pessoas
achavam que eu era retraída nesse um ano que vivi no Havaí, após descobri que
eu não tinha mais nenhuma esperança, eu parei até de sair do meu quarto. Só
comia quando era obrigada, só dormia quando a exaustão me tomava para acordar
algumas horas depois gritando por meus pesadelos de abandono. Eu queria morrer.
Só não perdi o semestre da faculdade por estar muito adiantada.
Charlie
veio por alguns dias e queria me levar de volta para Forks. Eu não aceitei. Era
maior de idade. Ele não poderia me tirar daqui sem meu consentimento. Se eu
voltasse pra lá eu nem sei do que seria capaz.
No
final do ano, para os feriados, Francesca que também nunca ia pra casa nas
férias, resolveu fazer uma faxina fenomenal na casa. Ela queria me arrastar com
ela para isso e eu me recusei. Estava deitava na minha cama enrolada debaixo do
edredom negro, acalentando minhas lembranças. Enquanto limpava meu quarto, ela
falava sem parar, sorrindo e contando histórias de quando ela vivia na Itália
com todos os seus irmãos. Eu não estava prestando atenção.
Então
ela saiu do meu closed me questionando.
“O
que é isso Isabella?”
Descobri
minha cabeça lentamente de forma desgostosa e olhei para o que ela queria dizer.
Em
suas mãos uma enorme mala. A mala que Alice havia me dado quando parti de
Forks. Eu nunca a tinha aberto. Em minha pressa e desespero em não me lembrar
dos Cullen no inicio de minha jornada no Havaí eu a tinha enfiado no fundo do
armário e nem me lembrava mais.
Saltei
da cama freneticamente causando o espanto de Fran, há tanto tempo eu estava
letárgica que ela teve medo que eu caísse.
Tomei
a mala de suas mãos e a coloquei na cama com todo cuidado que eu poderia
reunir. Ficamos olhando para a enorme Louis Vuitton com cara de bobas.
Expliquei o que era e de onde veio, ela então entendeu meu frenesi.
“Não
vai abrir?” Ela perguntou animada. Eu a olhei com olhos arregalados.
“Estou
com medo do que vou encontrar. Já faz quase dois anos Fran. Eu nem sei o que
tem aí. Provavelmente a maior coleção de roupas de verão existente.”
Fran
sacudiu a cabeça energicamente. “Então vamos abrir ora?!” Eu a parei.
“Espere.”
Respirei fundo fechando os olhos.
“Ah
Isabella, pare com isso. É só uma mala.” E com isso ela puxou o fecho com um
floreio.
Olhamos
para dentro e realmente parecia que a coleção primavera/verão estava toda lá.
Item a item, biquínis minúsculos e coloridos, saídas de praia, vestidos
variados, camisetas e shorts todos no meu número. Ou pelo menos eram antes de eu
perder tanto peso.
No
fundo da mala, outra bolsa achatada e também da mesma marca. Retirei a mesma
com cuidado e abri. Dentro, um Notebook ultrafino e elegante de última geração
e um Blackberry* ainda na embalagem. Um bilhete com a caligrafia linda e perfeita
de Alice estava colado ao computador.
Para os estudos. Você será surpreendente!
Abracei
os objetos que outrora eu teria rejeitado como se estivesse abraçando Alice.
Minha amiga, minha irmã. Chorei, chorei e chorei. Mas com um misto de felicidade
e tristeza por não tê-la comigo.
“Isabella?”
Parei
o meu lamento e olhei para Fran fungando. Em suas mãos a minha preciosa caixa
de lembranças.
“Minha
caixa!” Gritei quase derrubando o fino computador. Fran sorria alegremente.
Sentamos-nos na cama de frente uma pra outra. Abri a antiga caixa solenemente.
Dentro, toda a minha vida com Edward contada em fotos e pequenos objetos. A
camiseta enorme do time de basquete dos Espartanos. Amarela e horrível, escrita
em letras negras nas costas E. Cullen. Aspirei profundamente e bem longe seu
cheiro ainda persistia. Retirei meu pijama amarrotado e vesti a camisa que
dançou no meu corpo magro. Eu tinha um pedaço dele comigo.
Passei
horas mostrando fotos e contando cada história por trás dos objetos existentes
na caixa. Coloquei o CD com as canções de Edward. As lágrimas caiam
silenciosamente por meu rosto enquanto eu relembrava seus longos dedos nas
teclas do piano.
Francesca
olhava para tudo em um silencio reverente, fazendo perguntas ocasionais, mas
principalmente me deixando falar. Nós rimos e choramos juntas por toda a noite.
Na manhã seguinte eu era uma nova pessoa. Tínhamos pegado no sono sem perceber.
Quando acordei, olhei maravilhada para meu tesouro. Alice tinha pensado em
tudo. Que tola eu fui de imaginar que ela tiraria minhas preciosas lembranças.
Claro que não. Pulei da cama feliz e com uma fome que me faria comer um leão da
montanha. Sorri da minha piadinha pessoal.
Peguei
meus aparelhos eletrônicos e seus respectivos carregadores e fui para a cozinha
iniciar o café. Enquanto esperava a cafeteira, coloquei os conectores na tomada
ligando o Blackberry com o manual de instrução na mão. Estava absorta na
leitura quando o apito alto quase me derrubou do banco. Olhei para o telefone
ao meu lado com espanto e medo. Minhas mãos tremiam ao pegar o aparelho preto
brilhante. Iniciei a tela e o ícone de mensagem piscava sem parar. Abri.
Porque
demorou tanto Bella?
A.Cullen
---//---
“Preciso de um café. Uhh que noite!”
Francesca saiu de seu quarto silenciosamente e caminhou em direção à bancada se
espreguiçando. Pegou uma xícara no armário. “Que ressaca. Você dormiu?”
“Naa. Ainda estou meio bêbada.” Sacudi a
cabeça. Ela riu se engasgando com o café quente.
“Tenho certeza que está. Festas de despedidas
são assim, ainda teremos mais umas três até a formatura você vai ver.” Sorri
diante de seu comentário.
“Desculpe pelos barulhos de ontem, acho que
nos empolgamos?” Seus olhos eram risonhos. Sentou-se ao meu lado e bebeu seu
café lentamente.
“Vocês sempre se empolgam. Não se preocupe,
só fiquei irritada na hora.” Falei meio constrangida. Francesca é muito
passional em tudo que faz. Mas piorou a um ano quando numa ensolarada tarde de
sábado Carlo apareceu.
Ele era tão bonito e dramático quanto ela.
Postou-se a nossa porta por dois dias até que ela decidiu ouvi-lo. Acho que a
discussão foi tão acalorada que não sobrou muito do quarto para contar a
história. Fui dar uma volta na praia para dá-los privacidade e quando voltei
estavam nos braços um do outro se beijando enquanto ele pedia perdão.
Sua família o tinha obrigado a ir a Londres
o enganando com falsas noticias sobre Francesca. Disseram a ele que ela tinha
feito um aborto. Ele desolado nunca mais voltou a pequena cidade deles até a
uma semana atrás. Encontrou-se com a irmã de Fran por acaso em uma ida ao
mercado. Ela contou tudo que aconteceu desfazendo o mal entendido, o fazendo
romper com seus pais e ir atrás da mulher que ele amou a vida toda.
Francesca relutou em reatar o namoro, mas
no final não teve jeito.
Olhei para o diário a minha frente. A muito
tempo eu não escrevia. Foi bom. Acho que as doses de margarita* ajudaram também. Eu nunca fui muito de beber, mas festa
é festa.
Carlo saiu do quarto uma hora depois com o
cabelo desgrenhado e bermuda caída nos quadris.
“Buongiorno Bella,” Deu uns tapinhas no meu
ombro indo em direção a Fran que se derretia na cadeira como gelatina no sol.
“Buongiorno amore mio.” A beijou
longamente.
“Buon pomeriggio, Carlo.” Eu apontei o
relógio na parede próximo aos armários. Recolhi meu diário e canetas. O
convívio com dois italianos em casa me deu de presente um novo idioma, na troca
eu e Fran saimos ganhando. Meu italiano era fluente e o inglês dela impecável.
“Hora de ir. Tenho horário marcado na
reitoria. O Sr. Mason quer me ver.
“Uau, já são duas da tarde. Nunca me
levantei a essa hora.” Ele sacudiu as sobrancelhas brincando.
Fui ao meu quarto me preparar para a
reunião, estava intrigada com o motivo pelo qual o reitor queria me ver. Ele
sempre foi um homem ocupado. Sua secretária não adiantou nada.
Sai do banho e estava de frente pro espelho
quando o sinal sonoro me avisou que eu tinha uma chamada. Conectei a tela e
continuei secando os cabelos.
“Oi linda. Como foi a festa ontem?” Sorri
enormemente para a tela do Notebook.
“Muito bem, me diverti eu acho. bebi
demais, no entanto. Está sozinho?” Olhei todos os ângulos tentando ver ao fundo
na tela.
“Não MiniMac, eu estou aqui também. O
enorme rosto de Emmett entrou na frente da câmera me fazendo saltar para trás.
“Uoa Emmett! Não me assuste assim.” Comecei
a rir. Enquanto ele fazia beicinho.
“Encheu a cara em B, muitos garotos
interessantes?” Meu sorriso desapareceu.
Desde que reencontrei os Cullen, alguém sempre
fazia um comentário ou piadinha a respeito de eu encontrar outra pessoa. Eu já
havia deixado claro que isso não iria acontecer, mas eles insistiam.
Principalmente Emmett.
---//---
Toquei
a tela do Black Barry olhando atordoada para a mensagem sem coragem para tirar
a prova da origem da mesma. Alice me achou. Ela me achou. Eu estava emocionada.
Então
o aparelho vibrou com uma melodia suave.
Apertei
o botão e coloquei na orelha receosamente.
“Bella?”
A linda voz de Alice encheu meus ouvidos. Solucei alto me sentando no chão
encostada a bancada.
“Bella...
não chore. Eu estou aqui e não vou a lugar nenhum. Todos estamos.”Algusn
minutos depois consegui me comunicar.
“Desculpe
Alice.” Espremi entre soluços. “Eu deveria ter te ligado, eu deveria ter aberto
essa maldita mala mais cedo. Desculpe.”
“Chiiii...
chiiii. Pare com isso. Passou. Agora passou.” Ela era tão delicada e carinhosa,
me senti amada e protegida apenas com sua voz. Como se um peso tivesse sido
tirado das minhas costas.
“Como
você está? Fiquei tão preocupada. A meses não tenho nenhuma visão sua. Você não
tem feito nenhuma grande decisão. Nada.” Ela ficou em silêncio. “Até quatro meses
atrás.” Terminou falando baixinho. “Você decidiu voltar não é?” Ela estava
insegura. Por quê?
“Sim
Alice, aconteceram algumas coisas no meu aniversário que me fizeram abrir os
olhos, eu estava tão arrependida e quando procurei vocês, todos tinha ido
embora.” Contei entre lágrimas todo o martírio que passei pensando que nunca os
veria novamente.
“Você
é tão teimosa Bella, se tivesse aberto a mala assim que chegou ao Havaí como
deveria, teríamos evitado muita confusão.” Ela me repreendeu.
Conversamos
por horas sobre tudo e nada. Falamos da família, a nova cidade onde os Cullen
estavam vivendo, Principalmente sobre mim. Ela não parecia querer dar muita
informação. Uma pergunta estava rondando a minha cabeça. Eu tinha medo de falar
e receber a resposta. Alice estava escondendo algo.
A
certa altura da conversa eu tomei coragem.
“Alice,
onde está Edward? Eu posso falar com ele?” Sua voz de soprano endureceu.
“Ele
foi embora Bella, não sei onde ele está.” Seu tom era final.
Meu
coração estava partido. “Como assim ele foi embora e você não sabe onde ele
está? Você sempre sabe tudo Allie.”
Ela
riu sem nenhum humor. “Não Bella, não sei. Ele não quer mais fazer parte da família,
então não está mais entre nós. Simples assim.”
Tentei
argumentar com ela sobre os motivos de ele ter partido e ela desconversou.
O
tempo foi passando e por fim eu me conectei novamente com todos eles. Ninguém
tocava no nome de Edward e quando eu os perguntava mudavam de assunto. A única
que me deu alguma informação de valor foi Esme.
“Ele
se foi porque estava confuso Bella. Quando estiver pronto vai voltar. Eu espero”
Em sua voz havia saudade.
Cada
dia que passava, apesar de ter meus vampiros de volta, eu sentia uma parte de
mim se quebrando. Eu estava em ruínas. Queria desesperadamente me explicar para
Edward. Falar com ele, ouvir sua voz.
Um
mês depois de reencontrar os Cullen. Resolvi tentar uma nova tática.
“Allie?”
Já estávamos ao telefone a algum tempo.
“Sim...”
Ela com toda certeza já sabia dos meus planos, mas não custava tentar.
“Você
me ama?” Jogo sujo, eu sei, acredite.
“Cuspa
Bella, O que você quer?” Ela bufou.
“Por
favor... não me negue isso... Por favor...” Eu estava suplicante.
A
pequena soltou um suspiro exagerado. “Eu não consigo ver onde ele está Bella.
Não quero e, portanto não consigo. Por favor, sei que é importante para você
dar um final a tudo isso. Sei o quanto você está sofrendo e quer vê-lo, Pode
ter certeza, eu sei. Mas no momento não vale a pena. Não me cobre isso. Não me
faça ir até lá.” Ela terminou em tom de derrota.
Havia
tanta mágoa na voz de Alice. Eu não sabia o que pensar e nem a quem recorrer. A
única coisa certa no momento é que eu não veria Edward tão cedo.
---//---
Virei a tela do Notebook para a parede e
comecei a me trocar.
“Ei?!” Gritou Emmett, “Porque não podemos
vê-la sem roupa?” Um slap ruidoso foi
ouvido através do auto-falante. Provavelmente Jasper o castigando pelo
comentário inapropriado. Com toda certeza não era Rosalie, ela nunca falou
comigo nesses dois anos e meio. E quando estávamos falando via satélite como
agora ela fazia questão de deixar a sala.
“Sejam bonzinhos rapazes.” Falei
apaziguando o momento.
Escolhi cuidadosamente a roupa que iria
vestir apara a reunião. Estava longe de mim agora a menina que vivia em jeans e
camisetas. Minha tragetória no jornal estudantil me obrigou a acolher novos
hábitos.
Não que eu não aproveitasse as poucas
oportunidades para estar a vontade, mas minha posição como redatora chefe
exigia outros padrões. Alice claro, amou a mudança.
Retirei uma calça social bege do closed
juntamente com uma blusinha gelo sem mangas, o calor em Honolulu esses dias
estava de matar. Sentei-me na cama calçando os scapins marrons e desvirando o
Notbook fui ao espelho me maquiar.
Ouvi o assobio e me virei sorrindo para a
tela.
“Você está encantadora, vai impressionar o
Sr. Mason.”
“Obrigada Jaz, você é sempre muito gentil
comigo.”
Iniciei minha maquiagem pensando em como eu
e Jasper estavamos perto agora. Alice era minha irmã e minha melhor amiga, mas
Jasper... Ele era muito mais, meu
confidente, amigo e terapeuta nas horas vagas. Por ele eu comecei a viver um
pouco, me abrir, falar dos meus conflitos e ter esperança de dias melhores.
Nossa relação começou uns seis meses depois
que Alice tinha me encontrado. Quando tive que fazer uma grande matéria falando
sobre a guerra civil americana para o jornal. Estava cansada e irritada por
causa da enorme carga de trabalho. Não estava disposta a fazer pesquisas intermináveis
para chegar ao cerne do assunto. Alice que já estava acostumada a me auxilar
nos trabalhos escolares e com o jornal, não estava disponível nesse dia, iria sair
para caçar com Esme e Rosalie quando liguei.
Fiquei apreensiva quando ela chamou o
marido e pediu que nós conversássemos sobre meu trabalho, afinal eu e ele não
tinhamos nenhuma intimidade. Alice saiu e me deixou com um Jasper muito formal
na linha. No começo foi estranho, com o passar das horas estávamos falando de
coisas que não tinham nada a ver com a matéria. Foi fácil e natural estara com
ele.
Umas semanas depois disso nós já nos falávamos
diariamente até que ele surgiu com a idéia da conexão por WebCan Via satélite.
Fiquei com medo sem nenhum motivo aparente.
Relutei um pouco antes de aceitar
configurar o computador para essa função, mas no final foi até fácil.
Na nossa primeira conexão, toda a familia
estava lá, todos lindos e impecáveis como eu me lembrava. Alice me repreendeu
por estar tão magra e pálida reclamou das minhas olheiras pendindo que eu me
cuidasse mais. Eu estava tão feliz de vê-los que nem me importei. Até Rosalie
estava ao fundo nesse dia e dava olhares furtivos para a tela de tempos em
tempos.
Desde então, eu convivo com eles, nossa
conexão é integral mesmo não estando nem no mesmo país. Eles nunca me contaram
onde estão vivendo ou deram qualquer informação profunda sobre suas vidas, mas
sabiam tudo de mim. Todos os meus horários, meus professores, minhas aulas e
tudo mais.
Uma noite particularmente difícil onde a
depressão tinha tomado conta de mim, Jasper me chamou na tela que ficava ligada
vinte e quatro por sete*. Eu não estava
no clima para conversar, mas ele insistiu até que me virei e ele viu meus olhos
inchados de chorar.
Acalmando-me ele falou sobre o amor
profundo e tudo que o mesmo implica, conversamos pelo resto da noite. Ele
estava disposto a falar sobre Edward sem reservas. Era o único.
Nossa conexão se intensificou a partir daí.
Passei a expor meu coração para Jasper em todos os sentidos. Ele achava um
alívio não ter que sentir cada emoção proveniente de nossa troca. Sempre achou
muito confuso trabalhar as emoções tendo que sentí-las ele mesmo. Comigo era
diferente, atravês da tela ele partilhava a noção da emoção e não a mesma em sí.
O mesmo acontecia com meu sangue, sem ter que cheirá-lo a cada momento pudemos
desenvolver uma amizade genuina. Era bom pra ele ter com quem falar além da
familia.
Nossa troca era recíproca, enquanto eu me abria sobre Edward e meu amor perdido, ele falava sobre seus sentimentos de
inadequação em meio a vampiros controlados e cientes de sua sede.
Apenas Jasper tinha a coragem enxergar
minha condição sem me pressionar. Eu jamais iria deixar de amar Edward Antony
Masen Cullen. A distância não importa, não importa o que ele é ou se algum dia
eu vou vê-lo novamente. Eu pertenço a ele. Mesmo que ele não me queria.
E pela primeira vez em anos, eu estava em
paz.
Terminei minha maquiagem e coloquei alguns
acessórios. Emmett ficou dando palpite escolhendo o que eu deveria ou nao usar,
era hilário.
Peguei minha bolsa e antes de me despedir,
Alice apareceu ao lado do marido com um enorme sorriso a mostra.
“Está linda Bella. Boa sorte.”
“Até que enfim, algum palpite sobre o que o
Sr. Mason quer?” Eu estava curiosa e queria chegar preparada.
“Desculpe, mas não. Não consegui ver
nenhuma decisão a seu respeito feita por ele.”
“Ok, vejo vocês mais tarde então.” Beijei a
tela como sempre fazia e deixei o quarto.
Amarei meu cabelo em um rabo firme na nuca
e coloquei meu capacete. Em vinte minutos estava no hall de entrada da reitoria.
Susan a secretária do reitor me fez entrar em uma grande e bem decorada sala de
reuniões. Aguardei por mais alguns minutos até que o Sr. Mason mais um homem
que eu bão conhecia entraram na sala.
“Isabella, obrigada por vir. Esse o Senhor John
Miller,” As apresentações formais foram feitas e nos sentamos.
O Sr. Mason proseguiu.
“John é um amigo pessoal, trabalhou conosco
por muitos anos aqui, até que se mudou e fundou um pequeno jornal na região de British
Columbia no Canadá. Ele nos procurou recentemente em busca de novos talentos para
uma posição em seu jornal. Logo seu nome me veio e mente. Sei que seria uma
mudança drástica mas, já que você não pretende continuar vivendo no Havaí, Pensei
que não teria nada a perder em apresentar os dois. Vou deixá-los sozinhos para
conversarem”.
Minha boca estava aberta. Estavam me
oferecendo um emprego no Canadá?
O Sr Miller era um homem calvo e de aparência
inteligente e perspicaz, ele me analizava friamente me avaliando.
“Suas recomendações são fantasticas
Senhorita Swan, Lì algumas matérias que você escreveu e acompanhei sua
liderança junto ao jornal estudantil. Também já fui redator chefe do Kalamalama
e sei que
não é fácil.” Ele sorriu pela primeira vez.
Ficamos na sala por uma hora ou mais e ele me deu
um tempo para pensar. A oportunidade era pra lá de interessante, eu poderia
trabalhar de casa e o salário era bom. Minha presença no jornal seria apenas
quando necessário. Para um recem formado era uma oportunidade única. Queria
falar com meus amigos sobre isso antes de dar uma resposta final.
No fundo eu queria mais que a opinião de Jasper e
Alice, eu esperava um convite para ir vê-los pessoalmente. Esse convite nunca
veio e eles nunca cogitaram a idéia de vir até mim. Agora com a formatura a
menos de um mês eu tinha esperanças que isso iria mudar. Eu convidaria os
Cullen para a cerimônia de colação de grau assim que a chance surgisse. Meu tempo
estava se esgotando.
Fui pra casa feliz e corri para o quarto esperando
ver algum deles de plantão na tela como sempre acontece há dois anos.
O monitor estava preto. Remexi no mouse. Liguei e
desliguei a máquina e nada. Alguma coisa estava errada. Liguei várias vezes para o celular de Alice e nada também. Só caixa postal. Esperei impaciente ao
lado do computador até pegar no sono, acordei com meus pesadelos habituais.
O dia estava nascendo no horizonte e pela primeira
vez em anos eu não fui correr. Dias se passaram sem notícais. Minha vida estava
virando um inferno novamente. Meus vampiros tinham me deixado.
Nota da Autora:
Bom, agora é que a bola entra em jogo não é mesmo? No sábado teremos fortes emoções. Sei que todos esperam o nosso Edward dar as caras e consertar a bagunça que deixou pra trás, tenham só mais um pouquinho de paciência. Isso está mais perto do que vocês imaginam.
Até sábado.
Marquem os quadradinhos e me façam feliz com a opinião de vocês.
- Fênix: A fênix
é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão
e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.
- Honolulu Advertiser: The Honolulu
Advertiser é um jornal diário publicado em Honolulu, Havaí.
- Margarita: A Margarita é um coquetel feito com tequila, sal, suco de limão e
licor de laranja (Cointreau).
- BlackBerry: O BlackBerry
é um aparelho de celular da empresa canadense Research in Motion (RIM) que
possui funções de editor de textos, acesso à Internet, e-mail e tecnologia
IPv6. O aparelho utiliza o serviço de e-mail da RIM. É o aparelho que deu
origem à categoria dos smartphones.
- Vinte e quatro por sete: Vinte
quatro horas por dia e sete dias por semana.
- British Columbia: A British Columbia é a terceira maior
província do Canadá, tanto em área quanto em população, é a única das treze
subdivisões canadenses que é banhada pelo Oceano Pacífico. A província é
comumente chamada de B.C., que é a abreviação oficial de British Columbia. Mais
do que 60% da população da Colúmbia Britânica vive no sudoeste da província,
nas regiões metropolitanas de Vancouver e de Victoria. Vancouver é a maior cidade
da Colúmbia Britânica, e a sua região metropolitana é a terceira mais populosa
do Canadá. Já Victoria, localizada na Ilha Vancouver, é a capital da província.
A Colúmbia Britânica é conhecida por suas belezas naturais. Nenhuma outra
província canadense possui mais parques e reservas naturais do que a Colúmbia
Britânica. Suas praias, montanhas e parques atraem milhões de turistas
anualmente.
Citações
em italiano:
- Huuuu. Questo è molto buono, continuano, Hooooo. Molto bene, ancora / Huuuu.
Isso é muito bom, continue, Hooooo. Muito bem, isso.
- Ti piace questo? E 'buono? Sì. .. Sì. ..
Sì. .. ti amo. / Está gostam? Está
bom? Sim .. Sim .. Sim .. Eu te amo
- La mia bella. il mio amore. Ti amo così
tanto. Sei bellissima. / Minha
linda. meu amor. Eu te amo muito. você é linda
- Si potrebbe smettere. Ho bisogno di dormire
qui. / Vocês
poderiam parar. Eu preciso dormir aqui.
- Essi sono impossibili. Per altrettanto
rumore. Merda. / Eles são
impossíveis. Para quê tanto barulho. Merda.
- Buongiorno / Bom dia
- Buon
pomeriggio / Boa Tarde
Como Bella se vestiu para a entrevista.
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