sábado, 3 de setembro de 2011

FANFIC - MIDNIGHT SUN, a continuação, escrita por PAULINHA

A Nova fanfic aqui na Irmandade Robsten é a continuação do tão desejado livro da série Crépusculo inacabado, Midnight Sun a versão Edward de toda a saga. Como já é sabido Stephanie Meyer parou de escreve-lo depois de alguns dos capitulos terem sido ilegalmente divulgados na internet. Mas para os fãs não se sentirem desonestos Meyer liberou os capítulos em seu website oficial e declara que o projeto está em espera indefinidamente você pode ler os capitulos de Stephanie Meyer AQUI. A fic a segui começa de onde Steph parou capitulo 13, escrita por Paulinha.
                                                 13. Desvendando os Mistérios Humanos
15. Aconteça o que acontecer

Depois de nosso primero e delicioso beijo, peguei Bella em meus braços, a coloquei sentada dentro da picape e segui dirigindo para sua casa. Claro que “a velharia” não chegava nem à metade da velocidade que eu andava em meu carro, mas era assim que ela andava, e hoje nada me apressava. Pelo contrário, não queria que esse dia terminasse.
Queria ficar assim ... ao lado dela ... sempre olhando seus olhos de chocolate derretido que
me observavam a cada momento. Era bom ter reflexos perfeitos, ouvir a mente de alguém
se aproximando e a estrada memorizada, por que assim eu não precisava prestar atenção no
caminho e sim nela.
Às vezes o sol conseguia romber as barreiras das nuvens e eu via faíscas de luz que
saíam de mim e brilhavam em sua pele linda e pálida. Seus cabelos voavam com o vento de
hoje, mais quente, que entrava pela janela. Eu segurava sua mão a todo momento, como
sempre desejei, desde a primeira vez em que dei carona para ela, só soltei sua mão quando
liguei o rádio velho dela e sintonizei em uma estação de músicas dos anos 50. Era uma
visão tranquila, essa nossa, nesse momento. Éramos apenas dois namorados curtindo uma
viagem de carro pelas estradas vazia de Forks, muito normal, muito humano, a não ser pela
minha destreza na direção. Eu cantarolava as canções para ela.
– Você gosta das músicas dos anos cinquenta? – Ela falou pela primeira vez depois que
pegamos a estrada.
– As músicas nos anos cinquenta eram boas. Muito melhor do que as dos anos sessenta e
setenta, ugh! – Aquela febre dos Beatles me cansavam. – As dos anos oitenta eram
suportáveis.
– Você vai me contar quantos anos você tem? – Bem que ela estava muito quieta, era isso
que ela queria me perguntar.
– Isso importa muito? – Será que ela se assustaria quando descobrisse que estava
apaixonada por um jovem oitentão?
– Não, mas eu ainda imagino... Não há nada como um mistério não resolvido pra te manter
acordada de noite.
– Eu me pergunto se isso vai te aborrecer. – Olhei para ela e depois fugi de seu olhar.
– Me teste. – Ela me encorajou.
Olhei novamente para ela e juntei meus pensamentos, colocando de forma a não ser
muito específico nem muito vago. Ela não precisava de detalhes demais nem eu queria
falar. Para que detalhes se ela não iria ser transformada? Eu não ia permitir isso, pelo
menos era isso que eu pensava no momento. Bella queimando no fogo da transformação
sem eu poder fazer nada era algo inaceitável. Mas pensar nela comigo na eternidade era
algo a se sonhar ... eu podia sonhar acordado. Pelo menos nos meu sonhos acordados podia
ver ela ao meu lado. Mas a realidade era diferente. Bella podia e teria uma vida, plena e
feliz ... e eu esperava estar com ela por todo esse tempo. Bella ainda esperava minha
resposta. Eu inspirei fundo e contei a história de minha família para ela.
– Eu nasci em Chicago, em 1901. – Parei para ver sua reação. Ela parecia tranquila e
continuei. – Carlisle me encontrou em um hospital, em 1918, eu tinha dezessete anos e
estava morrendo com a gripe Espanhola. – Ela prendeu o fôlego quando ouviu que eu
estava à beia da morte. Resolvi simplificar mais, isso pareceu a entristecer. – Eu não me
lembro muito bem ... já foi há muito tempo e as memórias humanas desaparecem. Eu me
lembro de como eu me sentí, quando Carlisle me salvou. Não é uma coisa fácil, algo que
você esquece.
– Seus pais?
– Eles já tinham morrido com a doença. Eu estava sozinho. Foi por isso que ele me
escolheu. Como todo aquele caos da epidemia, ninguém se deu conta de que eu tinha
desaparecido.
– Como foi que ele... te salvou? – A curiosidade a consumia.
– Foi difícil. Nem todos de nós tem controle suficiente pra completar a transição. Mas
Carlisle sempre foi o mais humano, sempre o que teve mais compaixão entre nós...Eu não
acho que você encontraria outra pessoa igual a ele em toda a história. – Parei medindo suas
reações novamente – Pra mim foi meramente muito, muito doloroso. – Bella ficou quieta,
acho que absorvendo todas as informações, organizando seus pensamentos – Ele agiu por
causa da solidão. Geralmente essa é a razão por trás da escolha. Eu fui o primeiro da
família de Carlisle, apesar dele ter achado Esme logo depois. Ela caiu de um abismo. Eles
levaram ela direto para o necrotério do hospital apesar de, de alguma forma, o coração dela
ainda estar batendo.
– Você precisa estar morrendo, então, pra se tornar um... – Ela não parecia à vontade para
dizer a palavra “vampiro”.
– Não, isso é só com Carlisle. Ele nunca faria isso com alguém que tem outra escolha.
Contudo, ele diz que é mais fácil ... Se o sangue estiver mais fraco. – “Acho que falei
demais”, pensei.
– E Emmett e Rosalie? – Ela queria conhecer nossa história, assim como eu queria
conhecer a sua há alguns dias. Isso era justo. Agora que estávamos realmente juntos, era
justo que ela conhecesse mais sobre nós, mas só o suficiente.
– Carlisle trouxe Rosalie para a nossa família logo depois. Só muito tempo depois eu
percebí que ele esperava que ela fosse pra mim o que Esme era pra ele ... ele era cuidadoso
com os seus pensamentos quando estava perto de mim. Mas ela nunca foi nada além de
uma irmã. Foi apenas dois anos depois que ela encontrou Emmett. Ela estava caçando ...
estávamos em Appalachia nessa época, e ela encontrou um urso a ponto de acabar com ele.
Ela carregou ele até Carlisle, andando por mais de cem quilometros, como medo de não
conseguir fazer sozinha. Só agora eu começo a imaginar como aquela jornada foi difícil pra
ela. – Trouxe sua mão para perto de meu rosto, toquei meu nariz e inspirei o perfume que
me atraía, imaginando como foi para Rosalie resistir ao perfume do sangue tão perto.
– Mas ela conseguiu.
– Sim ... Ela viu alguma coisa no rosto dele que fez ela ser forte o suficiente. E eles estão
juntos desde então. Mas quanto mais jovens fingimos ser, por mais tempo podemos ficar
em um só lugar. Forks parecia ser perfeito, então todos nós entramos na escola. Eu acho
que teremos que ir ao casamento deles daqui á alguns anos, de novo. – E ter que aturar o
casalsinho na lua de mel interminável deles. Cada vez que Rosalie e Emmet se casavam
parecia como se fosse o primeiro dia. Eles se amavam plenamente .. e intensamente..
Emmet era louco por ela, e ela adorava a adoração plena que Emmet sempre tinha por ela.
Sua beleza o deixava maravilhad, e ele se sentia completo, às vezes eu tinha que ficar longe
dos pombinhos apaixonados, não aguentava. Eu ri dos meus pensamentos.
– Alice e Jasper? – Ela ainda não tinha matado toda sua curiosidade.
– Alice e Jasper são duas criaturas muito raras. Eles dois adquiriram a consciência, por
assim dizer, sem nenhum tipo de ajuda. ... Jasper perteceu á outra... família, um tipo de
família muito diferente. Ele ficou muito deprimido, e então resolveu vagar sozinho. Alice
encontrou ele. Assim como eu, ela tem certos dons fora do comum para a nossa espécie.
– Mesmo? ... Mas você disse que era o único que podia ler mentes.
– Isso é verdade. Ela sabe outras coisas. Ela vê coisas, coisas que podem acontecer, coisas
que estão por vir. Mas é muito subjetivo. O futuro não está cravado em uma pedra. As
coisas podem mudar. – Como eu faria que mudasse. Não queria que a visão de Bella como
vampira se concretizasse, principalmente por que não sabia em que circunstâncias
ocorreria. Não podia imaginar Bella morrendo para que eu tivesse que transformá-la para
salvá-la.
– Que tipo de coisas ela vê?
– Ela olhou pra Jasper e soube que ele estava procurando por ela antes que ele mesmo
soubesse. Ela viu Carlisle e nossa família e os dois vieram juntos nos encontrar. Ela é
sempre mais sensível com os não-humanos. Ela sempre vê, por exemplo, quando outro
grupo da nossa espécie está se aproximando. E que tipo de problemas eles podem
representar.
– Existem muitos... da sua espécie?
– Não, não muitos. Mas a maioria não se firma em um só lugar. Só aqueles como nós, que
desistiram de caçar pessoas ... podem viver perto de humanos por qualquer período de
tempo. Nós só encontramos uma outra família como a nossa, num pequeno vilarejo no
Alaska. Nós vivemos juntos por algum tempo, mas éramos tantos que começou a dar nas
vistas. Aqueles que são...diferentes de nós costumam formar bandos.
– E os outros?
– Nômades, em grande parte. Nós todos já vivemos assim às vezes. Acaba ficando tedioso,
como todo o resto. Mas de vez em quando nós esbarramos uns nos outros, porque a maioria
de nós prefere o Norte.
– Porque isso?
Cheguei finalmente a sua casa, e ao que me parecia Charlie ainda não tinha
chegado. Isso bom, porque eu teria mais tempo com ela. Continuei nossa conversa, sendo o
mais sincero posível com ela. Devia isso a ela.
– Seus olhos estavam abertos essa tarde? Você acha que eu poderia andar numa rua á luz do
sol sem causar alguns acidentes de trânsito? Há uma razão pela qual escolhemos a
Península do Olímpico, um dos lugares com menos sol no mundo inteiro. Você não
acreditaria no quanto pode se cansar da noite, depois de oitenta anos.
– Então é daí que vêm as lendas?
– Provavelmente.
– E Alice vem de outra família, como Jasper?
– Não, isso é um mistério. Alice não se lembra de absolutamente nada da sua vida humana.
E ela não sabe quem a transformou. Ela acordou sozinha. Quem quer que seja que
transformou ela, fugiu, nenhum de nós entende como, ou porque ele fez isso. Se ela não
tivesse essa outra sensibilidade, se não tivesse encontrado Jasper e Carlisle e visto que
poderia se tornar uma de nós, ela podia ter se transformado numa selvagem.
Ela parou refletindo sobre tudo isso, olhando às vezes para sua casa, para as nuvens,
para a floresta e sempre ... sempre para mim. De repente o seu estômago roncou e eu
percebi que não tinha me lembrado desse detalhe. Ela, como humana, precisava se
alimentar com mais frequência do que eu. “Como pude me esquecer disso! Devia ter feito
algo para ela comer. Um piquinique seria bem humano. Que idiota! Como pude
esquecer?”, eu pensava.
– Me desculpe, eu estou atrapalhando o seu jantar.
– Eu estou bem, de verdade.
– Eu nunca passei tanto tempo perto de uma pessoa que come comida. Eu esquecí.
– Eu quero ficar com você. – Ela não queria ir, do mesmo jeito que eu não queria deixá-la.
Me concentrei e tentei ouvir na maior distância possível, tentando captar a “voz” de
Charlie e de qualquer um com intenção de vir aqui ... Nada. Mesmo que Charlie pensasse
em voltar para casa, isso me daria mais alguns minutos com ela, e ela poderia comer algo.
Me sentia culpado por privá-la de um alimento.
– Eu posso entrar?
– Você quer? – Ela pareceu gostar da idéia.
– Sim, se estiver tudo bem. – Saí e fui ao encontro dela, abrindo-lhe a porta e dando-lhe
minha mão como apoio.
– Muito humano.
– Eu estou definitivamente resurgindo.
Caminhamos até sua porta lado a lado, enquanto Bella olhava sempre para mim, e
abri a porta naturalmente, como se estivesse na minha casa, a convidando para entrar.
– A porta estava aberta? – Ops!
– Não, eu usei a chave que tem embaixo do tapete ... Eu estava curioso sobre você. – Tive
que confessar.
– Voce me espionou? – Isso não pareceu lhe chatear.
– O que mais há pra fazer de noite?
Já que mais barreiras foram postas ao chão, caminhei em sua casa como se a
conhecesse bem. Fui até a cozinha, guiando o caminho para ela, como se aquela fosse a
minha casa, e não a dela. Sentei-me numa cadeira, observando seu olhar. Ela estava
pensando ... mas o que? Ela pegou algo na geladeira, uma das comidas humanas, e colocou
no micro-ondas observando enquanto o prato girava e ela pensava. Isso já era demais para
mim ... a curiosidade ... não saber.
– Com que frequência?
– Hmmm? – Fingi estar distraído.
– Com que frequência você vem aqui? – Ela perguntou ainda de costas, olhando o prato no
micro-ondas.
– Eu venho aqui quase todas as noites. – Disse querendo ver sua expressão, seu rosto
absorvendo essa informção nova.
– Porque? – De repente ela se virou me fitanto.
– Você é muito interessante quando dorme ... Você fala.
– Não! – Isso a desconcertou. Seu rosto corou como nunca. Ela se desequilibrou ... estava
realmente envergonhada.
– Você está com raiva de mim? – “Não ... eu te amo! Não fique com raiva de mim ... por
favor meu amor. Você é linda quando dorme, não tem por que se envergonhar” Eu dizia
em minha mente.
– Isso depende!
– Do que?
– Do que você ouviu!
Fui para seu lado rapidamente. Segurei suas mãos juntas ao meu peito e encontrei
seu olhar, ainda tímido e envergonhado. Ela ainda estava vermelha pela revelação.
– Não fique brava! ... Você sente falta da sua mãe ... Você se preocupa com ela. E então
tem a chuva, o barulho não te deixa dormir. Você costumava falar muito de casa, mas agora
não é tão frequente. Uma vez você disse “é muito verde”. – Na verdade isso já fazia muito
tempo. Sorri para ela, deixando a tranquilidade chegar.
– Algo mais?
– Você disse meu nome.
– Muito? – Ela abaixou sua cabeça e corou mais, falando baixinho.
– O que exatamente você quer dizer com “muito”? – Todas as noites, pelo menos umas 3
vezes era muito? Não para mim.
– Oh, não!
– Não fique constrangida. Se eu pudesse sonhar, eu sonharia com você. E eu não me
envergonho disso. – Disse em seu ouvido depois de tê-la em meus braços.
Eu queria beijá-la mais uma vez. Seu corpo estava quente e sua face pousada em
meu peito. Mas antes que eu pudesse falar ouvimos o barulho do carro de Charlie
chegando. Eu estava tão absorto por ela que minha mente estava fechada para o mundo, eu
só via ela, e mais nada. Eu prestava atenção em cada movimento de seu corpo e seu rosto.
– Seu pai deve saber que eu estou aqui?
– Eu não tenho certeza... – Ela ainda não estava segura disso com certesa. A relação pai e
filha entre eles ainda era recente, eu pude perceber em minha vigílias.
– Outra vez então.
Saí como um raio da cozinha pulando pela janela antes que ela pudesse piscar e fui
para uma árvores ao lado da cozinha.
– Edward! – Ela me chamou antes que seu pai entrasse e eu ri do lado de fora.
Fiquei alí ouvindo tudo que se passava. Cada pensamento de Charlie, as expressões
de Bella pelos olhos de seu pai. Ela estava diferente do normal. Mais nervosa. Pensativa.
Fiquei observando até a hora em que ela decidiu subir. Fui para o telhado da casa e desci
para seu quarto, entrando novamente pela janela. Fiquei alí acompanhando o diálogo no
andar de baixo deitado na sua cama. Às vezes eu cheirava seu travesseiro sentindo ao longe
seu perfume. Realmente eu me comportava como aqueles adolescentes apaixonados dos
filmee e romances.
"Não, pai, eu só quero dormir um pouco".
"Nenhum dos garotos da cidade faz o seu tipo, né?"
"Não, nenhum dos garotos chamou minha atenção ainda". – Pelos olhos de Charlie, vi um
sorriso tímido no canto de sua boca.
"Eu pensei talvez que Mike Newton...você disse que ele era amigável"
"Ele é só um amigo, pai!" – O sorriso desapareceu agora.
"Bem, de qualquer forma, você é boa demais pra eles. Espere pra entrar na faculdade antes
de procurar".
"Parece uma boa idéia pra mim”.
"Boa noite, querida" – Charlie disse a ela ao pé da escada. Ele achava sua reação muito
estranha. “O que essa menina vai aprontar?”
"Te vejo de manhã, pai".
A luz de seu quarto estava apagada e eu sentado na sua cama quando ela entrou.
Não me viu alí ... foi direto para a janela e a abriu. Eu não entrava por aquela janela, usava
a outra.
– Edward? – Ela me chamou com o rosto parcialmente para fora da janela.
– Sim? – Disse sorrindo e ela tomou um grande susto. Seu coração pulou forte em seu
peito. Ela se virou e voou suas mãos para o rosto olhando para mim. Acho que essa foi a
reação mais forte dela que já presenciei.
– Oh – O susto foi tanto que ela se desequilibrou e caiu no chão do quarto.
– Me desculpe. – Disse, mas foi engraçado.
– Só me dê um segundo pra acalmar meu coração. – Ela estava alí, parada com as mãos no
peito, se acalmando. Realmente lhe dei um baita susto!
Levantei lentamente e a peguei em meus braços. Fiquei preocupado com o ritmo de
seu coração. Humanos sofriam do coração e tinham infartos súbtos com frequência, e não
queria isso para ela. “Preciso aprender a lidar com ela. Não posso ser sempre tão
expontâneo.”
– Porque você não senta comigo? Como está o coração?
– Me diga você, com certeza você consegue ouvir melhor do que eu.
Ela já conhecia algo mais sobre mim. Ficamos alí quietos até que seu coração se
acalmasse e sua respiração diminuísse a frenquência.
– Posso ter um minuto pra ser humana?
– Certamente.
– Fique. – Ela ordenou.
– Sim, madame. – “Tudo que você quizer meu amor”.
Ela saiu pegando uma bolsinha sobre a mesa. Fiquei alí aguardando enquanto
pegava um de seus livros jogado ao lado da cama e via o título, ela gostava dos clássicos.
Bella bateu uma porta, ouvi a torneira no banheiro se abrindo e depois fechando. Ouvi
outro barulho de água novamente ... “O que ela está fazendo?” , perguntei a mim mesmo,
até que percebi que o barulho era do chuveiro. “Ela está tomando banho? Não ... ela ... nua
... aqui tão perto ... do outro lado da parede? Não... Contenha-se Edward Cullen!” Fechei
meus olhos. Eu imaginava a água quente percorrendo seu corpo nú há poucos metros de
mim. Quando abri meus olhos eu estava perto da parede, ao lado da janela, ouvindo mais de
perto. Forcei meu corpo a voltar para sua cama. Essas reações eram novas para mim ...
esses pensamentos eram novos em minha mente. Não costumava pensar nas mulheres dessa
forma, humanas ou imortais. Claro que a beleza sempre atraía os olhos, mas a minha mente
não era tão fértil. Agora, por Bella, minha mente vagava longe. Ela demorou no banho,
sussurrava algo como “Adoro cheiro de morango ...”. Eu observava com atenção cada som
e ouvi quando ela enxugava e penteava seus longos cabelos. Voltei para sua cama e esperei
por ela, mas ela não voltou direto para cá. Desceu as escadas. “Onde ela vai?”
"Boa noite, pai". – “Ah. Ela foi se despedir de seu pai. ... Está tão agitada!”, pensei.
"Boa noite, Bella". – Charlie tomou um susto quando viu Bella de pijama e cabelos
molhados, ele estava entretido com um jogo na TV da sala, sem nem imaginar que tinha
uma terceira pessoa na casa. Se ele soubesse seria bem complicado. Como explicar?
Agora, através da mente de Charlie pude ver como ela estava. “É ... acho que me enganei.
Ela vai dormir mesmo, mas por que tão cedo? ...”, Charlie pensou então .
Fiquei alí, deitado em sua cama esperando. Quando ela entrou apreciei seu rosto
lindo, torneado por longos fios de cabelo lisos e molhados. Seu perfume estava misturado
com outro cheiro ... inspirei e entendi agora o que ela quiz dizer com “Adoro cheiro de
morango ...”.
– Legal. – Mas ela não gostou. Por que? Ela estava linda. Mas claro que eu gostaria de
algo mais fino e macio, tipo seda. Será que ela se ofenderia se eu desse algo assim para
ela? ... Acho que seria demais.
– Não, fica bem em você.
– Obrigada. – Bella veio para meu lado na cama mas parecia insegura. Não me olhava nos
olhos. Ficava o tempo todo olhando para o chão e pensando. Tive que puxar assunto.
– Pra quê foi tudo isso?
– Charlie acha que eu vou fugir no meio da noite. – Bella me disse tranquilamente.
– Oh ... Porque? – Perguntei confuso.
– Aparentemente, eu estou excitada demais.
– Na verdade, você parece muito cálida. – Levantei seu rosto para mim e encostei-me nele.
– Mmmmmm... – Inspirei seu aroma mais de perto, sentindo seu cabelo molhado tocando
meu rosto. Eu precisava disso ... precisava dela, e nunca precisei de algo como isso.
– Parece ser... muito mais fácil pra você, agora, ficar perto de mim. – Ela me disse
sussurando.
– É isso que parece pra você?
Perguntei a ela, enquanto percorria sua mandíbula com a ponta de meu nariz,
inspirando seu perfume, invadindo meu corpo como uma labareda de prazer e felicidade.
Com uma mão eu tocava de leve seu pescoço, com a outra afastei uma mexa de cabelo
úmido e Bella tombou um pouco a cabeça enquanto seus olhos estavam fechados. Me
permiti um movimento há muito desejado. Beijei seu pescoço, bem abaixo da orelha,
sentindo sua jugular. Em meus lábios sentia o pulsar de seu sangue no mesmo ritmo de seu
coração que batia forte, sua pele alí era fina e macia, seu gosto era delicioso.
– Muito, muito mais fácil. – Ela disse ainda com o olhos fechados.
– Hmm. – Eu estava tão absorto que nem respondi.
Gozava desse momento plenamente e nem me importava com a queimação em
minha garganta. Isso estava agora em segundo plano. Minhas mãos percorriam sua
clavícula e sentia os cabelos molhados enroscando em meus braços. Eu queria abraçá-la
mais ... tê-la mais perto.
– Então eu estava imaginando... – Ela começou a falar mas não conseguiu dar
continuidade. Senti ela suspirar com meu toque e um suave gemido em seu peito. Ela
estava gostando disso tanto quanto eu.
– Sim? – Sussurrei em seu ouvido.
– Porque? ... É assim?
– Não se importe. – Sorri ainda com minha boca em sua garganta novamente.
Era muito bom poder tocá-la finalmente. Depois de tanto tempo de espera. Mas de
repente Bella se moveu rapidamente, me assustando. “Não! Fique!” Gruni em meu
pensamento. Ficamos nos olhando até que eu me controlava. Seu afastamento repentino me
pegou de surpresa.
– Eu fiz alguma coisa errada? – Perguntei. Não entendi sua reação.
– Não ... pelo contrário. Você está me deixando louca. – Que bom. Então eu não era o
único desfrutando do prazer do toque.
– Mesmo? – Sorri feliz.
– Você gostaria de uma salva de palmas?
– Eu só estou agradavelmente surpreso ... Nos últimos cem anos mais ou menos – Disse
sorrindo para ela. – Eu nunca imaginei uma coisa assim. Eu nunca imaginei que
encontraria uma pessoa que quisesse ficar comigo...sem contar meus irmãos e irmãs. Então
eu descobrir , apesar de ser novo nisso, que eu sou bom...em estar com você...
– Você é bom em tudo. – Levantei meus ombros concordando com ela e sorrindo da piada.
–Mas como é que pode ser tão fácil agora? ... Essa tarde... – Ela ia continuar mas eu cortei.
– Não é tão fácil. Mas essa tarde eu ainda não estava...decidido. Me desculpe por aquilo, foi
imperdoável eu ter me comportado daquela forma.
– Imperdoável não.
– Obrigado. Entenda. Eu não tinha certeza de que era forte o suficiente... – Disse enquanto,
sem poder conter meus impulsos, peguei sua mão e a trouxe para meu rosto. Era tão bom
ser eu mesmo com ela. – E enquanto houvessem possibilidades de eu ser ... superado –
Inspirei seu perfume sentindo ele penetrando em meu corpo. Eu fechava meus olhos e
sentia ... – Eu estava... suscetível. Até que eu me convencesse de que era forte o suficiente,
não haviam possibilidades de que eu pudesse... que eu fizesse... – O prazer de estar com
ela, sentindo seu perfume sem ter medo de que a sede me dominasse era algo surreal, algo
maravilhoso. “Eu posso me acostumar com isso ... eu posso ... eu quero ... eu preciso”,
pensava comigo mesmo.
– Então existe uma possibilidade agora?
– Veremos o que acontece. – Disse sorrindo olhando para ela.
–Uau, isso é fácil.
– Fácil pra você. – Ela não fazia idéia como era difícil para mim controlar meus instintos.–
Eu estou tentando ... Se for... demais, eu tenho quase certeza que sou capaz de ir embora. –
Essa era uma realidade que teria que aceitar se fosse perigoso demais para mim ou para
ela, principalmente para ela. – Vai ser mais difícil amanhã. Eu fiquei com o seu cheiro na
minha cabeça o dia inteiro, e acabei perdendo a sensibilidade. Se eu me afastar de você por
qualquer período de tempo, eu vou ter que começar tudo de novo. Não exatamente do
início, eu acho.
– Então, não vá embora. – Ela me disse instantâneamente com a voz meio trêmula.
– Isso seria bom pra mim. Traga as suas algemas- eu sou seu prisioneiro. – Disse sorrindo e
segurando em seus pulso como algemas.
– Você parece mais... otimista do que o normal. Eu nunca te vi assim antes.
– Não é assim que deve ser? A glória do primeiro amor, e isso tudo. Não é incrível, a
diferença entre ler sobre uma coisa, ver em fotos, e experimentá-la?
– Muito diferente. Mais substancial do que eu pensava.
Nós conversávamos abertamente enquanto eu acariciava sua face, seus cabelos
ainda úmidos. Ás vezes ela tombava a cabeça na minha mão e fechava os olhos. Era tão
bom ver como ela se sentia bem comigo.
– Por exemplo, o sentimento do ciúme. Eu já li sobre isso milhares de vezes, já vi atores
interpretando em milhares peças e filmes diferentes. Eu achei que compreendia esse
sentimento muito bem. Mas ele me chocou...Você se lembra daquele dia que Mike te
convidou para o baile? – Ela assentiu com a cabeça.
– O dia que você começou a falar comigo de novo.
– Eu me surpreendo com a pontada de ressentimento, quase de fúria, que eu sentí... naquele
momento eu não reconheci. Eu estava mais nervoso que o normal e eu não conseguia saber
o que você estava pensando, porque você havia recusado o convite. Era simplesmente pra
preservar a amizade? Era alguma outra coisa? Eu sabia que de qualquer jeito eu não tinha o
direito de me importar. Eu tentei não me importar. E então a fila começou a se formar. – Eu
ri da lembrança, mas ela não gostou muito. – Eu esperei, rasoavelmente ansioso pra ver o
que você diria pra eles, pra ver as suas expressões. Eu não conseguia negar o alivio que
estava sentindo, vendo a fúria no seu rosto. Mas eu não podia ter certeza. Aquela foi a
primeira noite que vim aqui. Eu lutei a noite inteira, enquanto via você dormindo, com a
brecha entre o que eu sabia que era certo, moral, ético, e o que eu queria. – Eu me declarei
novamente para ela. – Eu sabia que se eu te ignorasse como devia, ou se fosse embora por
alguns anos, até que você fosse embora, você algum dia diria sim á Mike, ou alguém como
ele. Isso me deixou com raiva. E então ... Você falou meu nome enquanto dormia. – Disse
baixinho, tocando seus lábios. – Você falou tão claramente, que no início eu pensei que
você tivesse acordado. Mas você virou para o lado e murmurou meu nome mais uma vez, e
suspirou. O sentimento que passou no meu corpo nessa hora me deixou enervado, vacilante.
E eu sabia que não podia mais te ignorar. – Fiquei observando suas reações com essa
verdade vindo à tona – Mas ciúme... é um sentimento estranho. Muito mais poderoso do
que eu tinha imaginado. E irracional! Agora mesmo, quando Charlie te perguntou sobre
Mike Newton... – Eu me obriguei a esquecer para não estragar o momento.
– Eu devia saber que você estaria escutando.
– É claro.
– No entanto, aquilo te deixou com ciúmes?
– Eu sou novo nisso tudo; eu estou ressucitando o humano que existe em mim, e tudo é
mais forte porque é tão novo.
– Mas honestamente. – Ela se afastou um pouco olhando para mim. – Você ficou com
ciúmes disso, depois que eu tive que ouvir que Rosalie ... Rosalie a encarnação pura da
beleza ... foi feita pra ficar com você. Com Emmett ou sem Emmett, como é que posso
competir com aquilo?
– Não há competição. – Sorri para ciúme que ela sentiu. Ela estava linda. Trouxe seus
braços para minhas costas, sentindo seu corpo tocar no meu e a abracei, mergulhando
meu rosto em seu cabelos.
– Eu sei que não há competiçao. Esse é o problema. – Ela disse baixinho. Senti seu hálito
quente me tocar. Era tão bom estar com ela.. “Eu te amo sua boba!”, queria dizer.
– É claro que Rosalie é linda do jeito dela, mas mesmo se ela não fosse minha irmã, mesmo
se ela não estivesse com Emmett, eu não sentiria por ela nem um décimo, nem um
centésimo da atração que eu sinto por você. – Disse suspirando muito feliz. – Por quase
noventa anos eu estive andando entre a minha espécie, e a sua... todo o tempo pensando que
estava bem sozinho, sem saber o que eu estava procurando. E sem encontrar nada, porque
você ainda não estava viva.
– Não parece muito justo. – Ela virou seu rosto e senti sua testa tocando meu peito. – Eu
não tive que esperar. Porque eu posso me safar tão facilmente?
– Você está certa. – Disse rindo. – Eu definitivamente devia tornar as coisas mais difíceis
pra você. – Mas uma verdade caiu sobre mim. Olhei bem para ela, alisei sua face... seus
cabelos em todo seu comprimento. – Você só tem que arriscar a sua vida a cada segundo
que passa comigo, isso com certeza não é muito. Você só tem que virar as costas para a sua
natureza, a sua humanidade... quanto isso vale?
– Muito pouco ... eu não me sinto privada de nada.
– Ainda não. – Por enquanto ... enquanto seus hormônios adolescentes são mais
dominantes. E quando ela estiver mais madura e começar a ver suas amigas se casando e
constituindo uma família? Isso não era justo! Ela tentou olhar nos meu olhos mas eu a
impedi, não queria que ela visse em meus olhos o sofrimento que me corroía.
“Será que ela já está dormindo?” – Charlie pensou lá em baixo e começou a subir as
escadas.
– O que ... – Ela ia fazer uma pergunta mas não era possível. Eu precisava sair para não
lhe causar problemas. Soltei as mãos que me abraçavam e me levantei.
– Deite-se. – Disse baixinho e saí por sua janela.
Fiquei lá observando pela mente de Charlie até que ele saiu. Bella era péssima atriz.
Tinha sorte que Charlie estava só checando e nem reparou direito. Voltei assim que ele saiu
e me deitei ao seu lado, passei meu braço por baixo da coberta e a abraçei.
– Você é uma pessima atriz ... eu diria que essa carreira está fora de cogitação pra você. –
Disse baixinho em seu ouvido.
– Droga ... – Ela estava agitada.
Era muito bom poder me deitar com ela. Sentir seu corpo alí comigo, bem perto.
Seu coração estava disparado, não sei se pelo medo de seu pai nos pegar aqui, ou pela
minha presença em seu quarto quando me dei conta que já era tarde, passava da meia noite.
Normalmente a essa hora, Bella já dormia profundamente. Começei a cantarolar sua cantiga
de ninar, acariciando seu rosto que agora estava deitado sobre o travesseiro, mas ela não
parecia relaxar.
– Será que eu devo cantar pra você dormir?
– Certo. Como se eu conseguisse dormir com você aqui! – Ela disse sorrindo.
– Você faz isso o tempo inteiro. – Disse em seu ouvido.
– Mas eu não sabia que você estava aqui.
– Então, se você não quer dormir... – Deixei a dúvida pairando no ar. Eu sabia muito bem
o que eu queria, mas eu não precisava dormir. Por mim ficaria conversando, beijando e
acariciando ela a noite toda.
– Se eu não quero dormir...?
– O que você quer fazer então? – Ela me desafiou e eu sorri mais uma vez.
– Eu não tenho certeza.
– Me avise quando você se decidir. – Falei mais uma vez baixinho em seu ouvido.
Voltei a cantarolar, acariciando sua face. Afastei novamente seu cabelo e percorri
seu pescoço com meu nariz, sentindo seu perfume. Meu lábios tocando tão de leve que ela
provavelmente nem sentia. Meus dedos tocavam sua clavícula. Ela mexia o pescoço
sentindo meu toque, um gemido baixo ecoou em seu peito. Em alguns momento vi seus
lábios se afastando e vindo na minha direção. Bella também estava gostando tanto quanto
eu. Nós falávamos quase sussurando uma para o outro.
– Eu pensei que você estivesse sem sensibilidade.
– Só porque eu estou resistindo ao vinho, não significa que eu não posso apreciar o buquê.
– E suspirei. – Você tem um cheiro muito floral, como lavanda... ou freesia ... É de dar
água na boca. – Disse enquanto meu nariz percorria seu pescoço.
– É ... é praticamente um feriado quando não tem alguém me dizendo o quanto eu sou
apetitosa. – Eu ri da piadinha dela. Como se alguém a achasse tão apetitosa quanto eu. Ela
se arrepiou quando meu hálito tocou sua pele. – Eu decidí o que quero fazer. Eu quero
ouvir mais sobre você. – Acho que ela queria mesmo era distrair. A excitação do momento
também atingia ela.
– Me pergunte qualquer coisa. – Disse provocando ainda com meus lábios em seu pescoço.
– Porque você faz isso? Eu ainda não entendo como você pode resistir tanto a quem
você...é. Por favor, não entenda mal, é claro que me alegra que você faça isso. Eu só não
entendo porque você se incomoda.– Essa era uma pergunta séria. “Ok! Vamos conversar.”
– Essa é uma boa pergunta, e você não é primeira a fazê-la. Os outros ... a maioria da nossa
espécie está contente do jeito que as coisas são pra eles ... eles também se perguntam como
nós vivemos. Mas, veja,só porque nós estamos...mortos de certa forma... isso não significa
que nós não possamos escolher ser melhores ... tentar cruzar as barreiras do destino que nós
não escolhemos. Podemos tentar reter o pouco de humanidade que ainda existe dentro de
nós. – Bella não dizia nada, estava quieta. Fiquei esperando até ela falar algo, mas o
silêncio prevaleceu. –Você dormiu?
– Não.
– Você só estava curiosa pra saber isso? – Disse fazendo mais um carinho em sua face.
– Não exatamente.
– O que mais você quer saber? – “Você pode me perguntar o que quizer”. Pensei.
– Porque você consegue ler mentes.. e só você? E Alice ver futuro? Como isso acontece?
– Nós realmente não sabemos. Carlisle tem uma teoria... ele acredita que todos nó temos
alguma coisa em nossa vida humana que era muito forte, e que quando trazemos essa coisa
para a nossa outra vida, ela é intensificada, como nossas mentes e os nossos sentidos. Ele
acha que eu já devia ser sensível aos pensamentos das pessoas ao meu redor. E Alice tinha
previsões, onde quer que ela estivesse. – Respondi ainda abraçado a ela.
– O que ele trouxe para a próxima vida? E os outros? – Ela continuava com as perguntas,
curiosa, mas falando baixinho.
– Carlisle trouxe sua compaixão. Esme trouxe a sua capacidade de amar apaixonadamente.
Emmett trouxe sua força, Rosalie a sua...tenacidade. Ou será que eu devo chamar de cabeça
dura? – Ri lembrando das reações de Rosalie. – Jasper é muito interessante. Ele era muito
carismático em sua primeira vida, capaz de influênciar as pessoas ao seu redor a ver as
coisas da sua maneira. Agora ele é capaz de influenciar as emoções das pessoas que estão
ao seu redor, acalmar uma sala cheia de pessoas raivosas, por exemplo, ou excitar uma
multidão letárgica. É um dom muito súbito.
– Então como isso tudo começou? Quer dizer, Carlisle mudou você, e então ele deve ter
sido mudado por alguém, e assim por diante... – Ela realmente estava curiosa. Parei com
as carícias e expliquei tudo da forma que eu imaginava. .
– Bem, de onde você veio? Evolução? Criação? Será que nós não podemos ter nos
desenvolvido da mesma forma que as outras espécies, predador e presa? Ou, se você não
acredita que esse mundo inteiro surgiu do nada, como eu mesmo acho difícil de acreditar,
será que não dá pra você acreditar que a mesma força maior que criou o peixe anjo e o
tubarão, eu o golfinho e a baleia assassina, tenha também criado também nossas duas
espécies?
– Me deixe entender isso direito ... eu sou o golfinho, não é?
– É .. – Respondi sorrindo enquanto beijava deus cabelos com cheiro de morango.
– Você está pronta pra dormir? Ou você tem mais perguntas? – Já estava tarde, mas Bella
estava tão excitada pela enxurrada de informações que não parecia ter sono.
– Um milhão ou dois.
– Nós temos amanhã, e o dia depois, e o dia depois... – “Temos toda a eternidade, meu
amor”.
– Você tem certeza que não vai desaparecer de manhã? Afinal de contas, você é uma
criatura mística.
– Eu não vou te deixar. – Prometi. “Não enquanto você me quizer.”
– Só mais uma, então, por hoje...
–O que é? – Ela não respondeu, mas eu senti o aroma de seu sangue mais próximo. Sua
face estava mais quente. “Ela está corando? Por que? O que ela quer saber?”
– Não, esqueça. Eu mudei de idéia.
– Bella, você pode me perguntar qualquer coisa.
– Eu fico pensando que vai ser menos frustrante, não ouvir os seus pensamentos. Mas então
fica pior e pior. – Disse sofrendo pela angústia de não saber.
– Eu me alegro que você não possa ouvir meus pensamentos. Já é ruim o suficiente que
você ouve o que eu falo no sono.
– Por favor? – Disse baixinho em seu ouvido enquanto acariciava levemente seus cabelos.
Mas ela negava balançando a cabeça.
– Se você não me contar, eu vou simplesmente pensar que é muito pior do que realmente é.
Por favor? – Repeti implorando usando uma voz mais baixa. Precisava saber o que a fez
corar. Eu era exageradamente curioso, principalmente em relação a ela.
– Bem... – Ela começou devagar.
– Sim?
– Você disse que Rosalie e Emmett vão se casar logo... esse... casamento... é como é para
os humanos?
Comunidade Adoro as FICs da Paulinha
– É lá que estamos chegando? – Eu sorri. “Ah!... Entendi agora.” – Sim, eu acredito que é
a mesma coisa. Eu te disse, a maioria desses desejos humanos estão lá, só que estão
escondidos por desejos muito mais fortes. – Mas não tinha como ter certesa. Eu nunca
tinha estado com uma mulher antes, na verdade, era a minha primeira vez em uma cama ...
acompanhado.
– Oh. – Foi a única reação dela, mas percebi que sua mente vagava. Ela pensava sobre o
assunto.
– Qual é o propósito por trás da sua curiosidade?
– Bem , eu me pergunto... sobre você e eu... algum dia...
– Eu não acho que... que... seria possível pra nós. – Meu corpo se enrijeceu com a idéia
dela tão perto.
Lembrei de que quase me deixei levar enquanto ela tomava banho e quando me dei
conta, já estava em pé, perto da janela. Bella me facinava e me tirava do prumo com muita
facilidade. Não sei se me controlaria com seu corpo nu tocando o meu ... sua pele macia na
minha. “Páre!”, pensei comigo mesmo. Seria muito perigoso. Bella não suportaria a
intensidade. Ela é muito frágil. Não sei se conseguiria controlar meus impulsos e desejo.
– Porque seria demais pra você, se estivéssemos tão...perto?
– Isso certamente seria um problema. Mas não era nisso que eu estava pensando. É só que
você é tão delicada, tão frágil .... Eu tenho que comandar todas as minhas ações quando
estou perto de você pra não te machucar. Eu poderia te matar tão facilmente, Bella,
simplesmente por um acidente. – Disse baixinho em seu ouvido. A dor me consumia só de
imaginar a machucando. – Se eu estivesse muito ... ansioso... se por um segundo eu não
estivesse prestando atenção o suficiente, eu poderia avançar, querendo tocar seu rosto, e
amassar o seu crânio por engano. Você não se dá conta do quanto é quebrável. Eu não
posso me dar ao luxo de perder o controle quando estou perto de você.
Bella não respondia, só pensava.
– Você está com medo? – Depois de alguns momentos ela respondeu.
– Não, eu estou bem.
– Contudo, eu estou curioso. Você já...? – Não queria nem pensar em outro a tocando, mas
precisava saber.
– É claro que não. Eu te disse que nunca sentí isso por ninguém antes, nem de perto. – Ela
foi taxativa, e uma onda de alívio passou por mim.
– Eu sei. É só que eu sei os pensamentos das outras pessoas. E amor e o desejo nem sempre
andam acompanhados.
– Pra mim andam. Agora, de qualquer forma, que isso existe pra mim. – Isso significa que
ela me deseja também. “Queria que houvesse uma forma deu ser humano como você, para
agora poder te amar plenamente.”
– Isso é bom. Pelo menos, temos uma coisa em comum.
– Seus instintos humanos...Bem, você se sente atraído por mim, nesse sentido, de alguma
forma? – Ela ainda estava curiosa. Será que se certificando?
– Eu posso não ser humano, mas eu sou homem. – Disse sorrindo e sacudindo seus
cabelos. Ela me deixou sem graça agora.
– Eu respondí todas as suas perguntas, agora você devia ir dormir. – Disse quando dela
bocejou.
– Eu não tenho certeza se consigo.
– Você quer que eu vá embora?
– Não! – Ela disse alto e seu corpo se enrijeceu.
Sorri da reação dela e começei a cantarolar novamente em seu ouvido, bem
baixinho, acariciando sua face, seu cabelo. Me controlei para não beijar seu pescoço nem
enconstar meu nariz, por que o toque frio com certesa não ajudaria. Eu não sairia dalí até
que ela estivesse com o sono mais pesado.
Já se passavam da uma da madrugada quando Bella finalmente adormeceu
profundamente. Ela se mexia na cama e eu dava espaço. Ela se virou e me abraçou,
deitando sua face em meu peito, passando sua perna sobre a minha. Ela suspirava
dormindo.
“Eu te amo”. – Ela novamente disse que me amava, mas de uma vez, e isso me fez o mais
feliz dos homens.

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