domingo, 2 de janeiro de 2011

O Amanhecer de Edward Cullen- capitulo 3

Distrações

Nossa lua de mel foi realmente o ápice de minha não-vida. Sentir o corpo quente

e nú de minha Bella realmente foi algo ... que as palavras conhecidas não podem

explicar.

O problema foi o dia seguinte.

Depois que Bella adormeceu, ou melhor desmaiou de exaustão, a cobri com um

lençol de seda e pude então acalmar meu corpo também, tentar me acostumar com ela

deitada, nua sobre mim e conter meu movimentos. A vontade que eu tinha era de que

essa noite nunca acabasse. Eu me recostei na cabeceira da cama em meio a “toneladas”

de plumas que voaram dos travesseiros e alizava seu corpo levemente enquanto cantava

para ela ter um sono tranquilo. Em uma dessas carícias eu afastei as plumas de seu

braço e percebi uma leve deformação de sua pele abaixo de meus dedos. Era madrugada

e ainda estava escuro, mas pude ver que a tonalidade de sua pele estava mais escura.

Toquei de leve na mancha e Bella se mexeu, incomodada. “Eu a machuquei ...”. Uma

dor profunda me consumiu. Eu simplesmente não conseguia olhar. Me odiei nesse

momento mais do que em qualquer outro, mais até do que no dia em que eu a deixei

depois de seu aniversário de 18 anos. “Eu sou um monstro! ... Como pude concordar

com isso?”. Fiquei esperando até Bella acordar acompanhando as batidas de seu coração

e as marolas que estouravam na praia. Eu estava muito triste, na verdade irado comigo

mesmo. O dia foi amanhecendo e o sol foi se aproximando de nossos corpos ainda nús

na grande cama branca. Agora quase todo o quarto estava branco, coberto de plumas.

Bella foi acordando de seu sono lentamente lá pelas 10:30 da manhã. “Ela

dormiu muito ... deve estar exausta, ou seu corpo precisou de mais tempo para se

refazer”, pensei. Ela me abraçou forte e subiu mais no meu peito quando se deu conta de

que já estava despertando e se aconchegou mais. Eu estava tão chateado que só

conseguia acariciar sua coluna de leve, tive medo de piorar mais a situação. Seu

estômago roncou de fome e ela riu. Lembrei que sua última refeição foi no avião, o que

não deve era lá essas coisas.

– O que é engraçado? – Perguntei mas ela não respondeu. Corou. “Por que ela está

corando? O que tem demais em estar com fome para ela corar assim? Seu estômago

roncou de novo e ela riu mais uma vez. – Você não pode escapar de ser humana por

muito tempo. – Disse ainda sério. Não conseguia achar graça de nada nesse momento.

Bella ficou em silêncio por um tempo, pensando. Seu coração começou a

palpitar num ritmo diferente. Ela levantou seu rosto para me ver, mas não pude olhar

para ela, eu olhava para baixo, envergonhado pelo que eu fiz com ela.

– Edward ... o que foi? O que há de errado?

– Você ainda pergunta? – “Eu sou um monstro ... me desculpe ... eu te amo, e sou um

monstro por te amar e fazer isso com você ... eu te amo”, gritava dentro de mim. Ela

não dizia nada. O que ela estava pensando?

– O que você está pensando? – Finalmente pude olhar para ela e vi um vinco em sua

testa. Tentei desfazê-lo com meus dedos.

– Você está chateado. Eu não entendo. Eu fiz ...? – Ela não estava entendendo, seus

olhos brilharam. “Você está se culpando?”.

– O quanto você está machucada, Bella? A verdade ... não tente amenizar. – Implorei

para ela.

– Machucada? – Ela se assustou com a minha pergunta.

Eu não entendi sua reação. Ela não sentia as lesões? Ela esticava o corpo todo

como se testando mas não gemia de dor. Bem. Isso não era exatamente um sinal de que

estava tudo bem. Bella já tinha dado diversas provas de que sofria sempre em silêncio,

principalmente se isso me afetasse, e ela tinha certesa de que eu estava preocupado com

isso desde o momento em que fechamos o acordo.

– Por que você não pula para essa conclusão? Eu nunca estive melhor do que estou

agora.

Não aguentei ficar olhando enquanto as plumas iam caindo de seu corpo

enquanto ela se esticava e falava.

– Pare com isso. – Disse, fechando meus olhos.

– Parar o que?

– Pare de agir como se eu não fosse um monstro por ter concordado com isso.

– Edward! – Ela suspirou e vi que ela estava mesmo chateada, mas isso não servia de

nada para mim, não conseguia me perdoar. “Eu sou um monstro, idiota!” – nunca mais

diga isso!

– Olhe para você, Bella. Aí então me diga que eu não sou um monstro. – Pedi sem

poder olhar seu corpo cheio hematomas.

Ela fez o que pedi e percebi a surpresa em seu olhos e nas suas reações. Ela

pegava as plumas e olhava sem entender de onde tinha vindo.

– Por que eu estou coberta de penas?

– Eu mordi um travesseiro. Ou dois. Não é disso que eu estou falando. – Não queria

lembrar agora do motivo que me levou a morder os travesseiros. Não era o momento.

– Você… mordeu um travesseiro? Por quê?

– Olhe, Bella! – Disse irritado comigo mesmo. “Iditota ... como você pôde!?!”. Da

forma mais delicada possível, peguei sua mão e estiquei seu braço, para que ela

pudesse ver do que eu estava falando. – Olhe para isso.

Bella agora estava realmente vendo as manchas que se seguiam. Ela tirou o

lençol que cobria parte de seu corpo, expondo sua perfeição nua, observando todas as

manchas, mas no seu rosto eu via surpresa. Ela tocava de leve como se não acreditasse

do que estava vendo. Eu estava simplesmente horrorizado pelo monstro que eu sou, pelo

fiz à “minha vida”. As manchas tinham o formato de meus dedos. Fui tocando sua pele

e me lembrando de cada momento em que eu as fiz ... isso me doeu mais do que a

lembrança do que eu sentia quando as fiz, dos momentos em que nossos corpos estavam

conectados e sentíamos o prazer de estar juntos, como se a proximidade não fosse

suficiente.

– Oh. – Ela disse.

– Eu sinto muito, Bella. – Disse enquanto observava as manchas em seu corpo. – Eu

sou melhor que isso. Eu não devia ... Eu sinto mais do que posso dizer. – O que eu

podia fazer agora? Só podia pedir perdão e me desculpar. Me sentia o pior de todos os

homens.

Eu não conseguia mais olhar. Era a pior coisa que poderia acontecer ... eu a

machucar dessa forma. Não devia ter concordado com esse pedido dela ... devia ter

esperado pela transformação. Escondi meu rosto com meus braços. Minha garganta se

fechou, meus olhos secaram. Eu queria poder chorar para poder por para fora a angústia

que doía em meu peito nesse momento. “Seu idiota! Como pôde fazer isso com ela ...

justo com ela!”. Bella tentava puxar meus braços mas eu não permiti. Era um absurdo

que ela estivesse se culpando ou pior, não me acusando.

– Edward. – Ela me chamou mais de uma vez, mas não conseguia me mover. – Eu não

sinto, Edward. Eu… Eu nem consigo lhe dizer. Eu estou tão feliz. Não fique com raiva.

Eu estou realmente ót…

– Não diga a palavra “ótima”. – A repreendi, impedindo que ela continuasse. – Se você

preza minha sanidade, não diga que você está ótima.

– Mas eu estou. – Ela disse baixinho.

– Bella ... Não. – Eu estava sofrendo demais.

– Não, um não para você Edward. – Eu olhei para ela. Ela estava me repreendendo ou

me acusando?– Não estrague isso ... Eu. Estou. Feliz.

– Eu já estraguei – Quase não consegui falar. Minha garganta ardia, mas não era sede.

– Pare com isso! – Ela me interrompeu quando eu rangia os dentes de ódio por mim

mesmo.

– Ugh! ... Por que você não pode simplesmente ler minha mente? É tão inconveniente

ser uma muda mental! – “O que ela disse?” Enlouqueceu? Ela sempre gostou do fato

de eu não poder ler sua mente. Por que isso agora?

– Essa é nova. Você adorava o fato de eu não pode ler sua mente.

– Não hoje.

– Por que?

Bella estava ajoelhada na cama de frente para mim enquanto falava. Estava bem

irritada quanto bateu sua mão no meu peito e começou a despejar palavras sobre mim.

– Porque toda essa angústia seria desnecessária se você soubesse o que estou sentindo

nesse momento! Ou há cinco minutos atrás, tanto faz. Eu estava perfeitamente feliz. Em

total e completo estado de felicidade. Agora... bem, estou um tanto chateada, na

verdade. – Via em seus olhos o mixto de emoções que a consumia.

– Você deveria estar com raiva de mim.

– Bem, eu estou, isso faz você se sentir melhor?

– Não, acho que nada pode me fazer sentir melhor agora. – Realmente nada poderia me

convencer de que isso tudo foi correto, de que eu não era um monstro, mas eu via que a

estava fazendo sofrer mais com meu comportamento.

– Esse ... – Ela parava para pensar, colocar os pensamentos em ordem e piscava

balançando um pouco a cabe. – ... esse é o motivo pelo qual estou zangada. Você está

tirando meu ânimo, Edward .... Nós sabíamos que isso seria arriscado. Eu achei que

estava claro. E então ... bem, foi muito mais fácil do que eu achei que seria. Não foi

absolutamente nada demais – Ela disse passando a mão nos braços – Eu acho que para

uma primeira vez, sem saber o que esperar, nós fomos muito bem. Com um pouco mais

de prática...

– Estava claro? Você estava esperando por isso Bella? Você estava imaginando que eu a

machucaria? Você estava pensando que isso seria pior? Você considera a experiência

um sucesso porque você pode sair andando depois dela? Sem ossos quebrados...

significa vitória? – Não consegui me controlar e disparei as palavras em direção dela.

As palavras dela abriram um buraco no meu peito e o cutucou profundamente.

“Ela esperava por isso, por eu a machucar? Ela é louca, mais louca do que eu ...

inconseqüênte”. Eu ficava mais nervoso a cada palavra que eu pronunciava, ficava

ofegante. Queria sair dalí agora. Não suportava tudo aquilo. Mesmo depois de tudo o

que eu disse, Bella ficou calada, me olhando nos olhos e eu fui me acalmando olhando-a

nos olhos e vendo minha Bella linda, alí parada, me observando. Seus olhos eram

melosos e carinhosos. Não era justo com ela meu comportamento. Ela era apenas

humana ... era nossa primeira relação, era tudo novo para nós dois. Até que ela começou

a falar novamente.

– Eu não sabia o que esperar, mas eu definitivamente não esperava o quão... quão...

perfeito e maravilhoso como foi. – Ela começou a falar mais baixinho e olhou para

baixo mexendo os dedos uns nos outros. – Eu quero dizer, eu não sei como foi para

você, mas para mim foi

assim.

– É isso que te preocupa? – O modo como ela se comportou agora me desarmou.

Toquei seu rosto e trouxe seu olhos de encontro aos meus, mas ela fugia. – Que eu não

tenha gostado?

– Eu sei que não é a mesma coisa, você não é humano. Eu só estava tentando explicar

que, para um humano, bem… eu simplesmente não posso realizar que haja algo melhor

que isso na vida.

Eu sou mesmo um idiota por me comportar assim. “Eu a amo tanto...”, pensei.

Fui absorvendo cada palavra dita por ela. Ela me amava tanto, mesmo sabendo que eu

poderia a machucar. Meu comportamento era mesmo absurdo. Ela desfrutou de toda a

noite passada tanto quanto eu. Ela me amou profundamente.

– Parece que eu tenho mais pelo que me desculpar – Disse enquanto ela olhava

novamente para mim. – Não imaginei que você poderia interpretar a forma como me

sinto pelo que fiz a você de outro modo que não significasse que a última noite foi…–

Disse suspirando com a lembrança. – ... bem, a melhor noite de toda a minha

existência. Mas eu não quero pensar nisso dessa forma, não enquanto você… – Não

consegui continuar quando sua expressão se suavizou e ela faz um beiçinho.

– Verdade? A melhor de todas? – Ela ainda tinha dúvidas mesmo depois de como ela

me viu enlouquecer por ela na noite passada. Precisei me explicar. Me sentei de frente

para ela e começei.

– Eu falei com Carlisle depois de você e eu fazermos nossa barganha, esperando que ele

pudesse me ajudar. Obviamente ele me advertiu que isso poderia ser muito perigoso

para você. – O que se mostrou real – Ele tinha fé em mim, mesmo eu não merecendo tal

crédito. – Ela tentou me impedir de falar mas eu a calei, colocando dois dedos sobre

seus lábios quentes e um pouco inchados. – Eu também perguntei a ele o que eu deveria

esperar. Ele não sabia como seria para mim… por eu ser um vampiro. – ri da idéia de

que um humano pudesse aguentar a intensidade do amor que fiz com Bella – Carlisle

me disse que isso é algo tão poderoso, como mais nada. Ele me disse que o amor físico

é algo que eu não deveria tratar superficialmente. Com o nosso temperamento quase

imutável, emoções fortes podem nos alterar de modo permanente. Mas ele me disse que

eu não deveria me preocupar com essa parte, pois você já me alterou completamente. –

Sorri mais uma vez para ela e acariciei sua face.. – Eu conversei com meus irmãos

também. Eles me disseram que seria um imenso prazer, suplantado apenas por beber

sangue humano. Mas eu provei seu sangue, e não pode haver sangue mais poderoso que

aquele… Eu não acho que eles estivessem errados, realmente. Apenas foi diferente para

nós dois. Algo a mais. – Disse me lembrando de cada segundo de cada toque de cada

êxtase, mas isso não justificava o fato de eu tê-la machucado..

– Foi algo a mais. Foi tudo.

– Isso não muda o fato de que foi errado. Mesmo que fosse possível você se sentir como

disse.

– O que você quer dizer com isso? Você acha que eu inventei tudo? Por que?

– Para aliviar minha culpa. Eu não posso ignorar a evidência, Bella. Ou seu histórico de

tentar me confortar quando cometo erros. – Baixei meu rosto com vergonha e raiva de

mim, mais uma vez.

Bella se irritou um pouco com as minhas últimas palavras. Não aceitava a

verdade dos fatos. Ela colocou as mãos no me rosto e o trouxe para perto do seu. Eu

cedi a sua vontade, olhando em seus olhos nesse momento.

– Você tem que me ouvir, Edward Cullen. Eu não estou fingindo nada para você, está

bem? Eu não sabia que existia uma razão para fazer você se sentir melhor até você

começar a ser tão miserável. Eu nunca me senti tão feliz em toda minha vida. Eu não

estava com aquela felicidade quando você decidiu que você estaria lá esperando por

mim na primeira manhã que eu acordei… Nem quando eu escutei sua voz no estúdio de

balé. – Tentei virar o rosto ao me lembrar, mas ela não deixou. Eu me sentia fraco

nessa hora, não conseguia competir com suas forças, era como se meu chão fosse

tirado, minhas forças esvaindo-se em seu olhos – Ou quando você disse ‘Eu aceito’ e eu

descobri que, de alguma forma, eu vou te ter para sempre. Essas são as memórias mais

felizes que tenho, e isso é melhor que todas elas. Então apenas lide com isso. – Ela

parecia irritada. Sua testa franziu enquanto falava tudo isso para mim. Toquei em sua

testa desfazendo sua irritação.

– Eu estou te deixando infeliz. Eu não quero fazer isso.

– Então não fique infeliz você. Isso é a única coisa que está errada aqui.

– Tem razão, o passado é passado, e eu não posso fazer nada para mudar isso. Não há

sentido para que eu fique de mau humor com você. Eu vou fazer todo o possível para

fazer você feliz agora. – Ela estava certa e eu a estava deixando infeliz e não podia

deixar isso acontecer. Nunca mais a machucaria dessa forma. Foi o que prometi a mim

mesmo.

– Qualquer coisa que me deixe feliz? – Antes que ela me fizesse quebrar minha

promessa, seu estômago roncou mais uma vez.

– Você está com fome . – Desci da cama para me vestir e preparar seu café da manhã.

– Então, porque exatamente você resolveu arruinar os travesseiros de Esme? – Ela disse

sacudindo os cabelos cheios de plumas.

Na verdade nós estávamos cheios de plumas, o quarto todo estava.

– Não sei se eu decidi fazer algo na noite passada. Nós temos sorte que foi os

travesseiros e não você. – Sacudi minha cabeça tirando o ecesso de plumas e

aproveitando o movimento para tirar a imagem da minha cabeça. Mas precisava

manter minha imagem de tranquilidade para ela, então sorri.

Eu não podia ficar lembrando a todo momento da noite passada, senão eu

mesmo quebraria a minha promessa. Tinha que resistir até voltarmos, tinha que resistir a

ela. Teria que esperar até que Bella estivesse transformada para tê-la de novo. Precisava

de um plano e começei a pensar nele imediatamente. Bella era humana, logo, como ela

demonstrou noite passada (Lá tava eu caindo em tentação, pensando na noite passada de

novo), ficava cansada. Foi o foco de minha intensão ... leva-la à exaustão física, mas

divertindo-a, curtindo a viagem, deixando apenas um detalhe ... o mais gostoso,

excitando, incrível “Pare Edward!” ... de lado.

Bella deslizou para fora da cama enquanto me observava tirar as plumas.

Enquanto ela se mexia, eu via suas feições mudando. Ela estava tentando disfarçar a

dor, mas o pior veio depois. Quando Bella ficou de pé, as plumas cairam e vi seu corpo

nú cheio de hematomas. Tive que me virar para não enlouquecer. Minhas mãos se

fecharam e a minha vontade era de me bater tão forte, até causar em mim mesmo

hematomas piores do que os dela. “Monstro!”, eu pensava de mim mesmo.

– Minha aparência é tão odiosa assim? – Ela me perguntou quando eu ainda não

conseguia me virar.De repente ouvi Bella gemer e isso me assustou.

– Bella? – Me virei e voei para seu lado. “Ela está sentindo dor. Grrr. Idiota”, eu não

cansava de me culpar.

– Eu nunca vou conseguir tirar isso tudo dos meus cabelos! – Ela apontava e tentava

tirar as plumas de seu cabelo emaranhado enquanto se olhava no espelho do banheiro.

– Você tinha que estar preocupada com o seu cabelo. – Disse relaxando da tensão. Ela

era impossível, inacreditável. Se preocupou com o cabelo enquanto seu corpo todo

estava cheio de manchas. “Será que isso tudo não é para me distrair?”, pensei

enquanto a ajudava.

– Como você consegue não rir disso? Eu estou ridícula. Isso não vai funcionar. Está

tudo colado aí. Eu vou tentar lavar. – Ela se virou e passou seus braços na minha

cintura. Seu corpo quente e nú me enlouqueciam, mas eu tinha uma promessa para

cumprir. “Preciso sair daqui!”, pensei. – Você vai querer me ajudar?

– É melhor eu ir procurar comida pra você. – Soltei suas mãos de minhas costas e corri

para a cozinha respirando e “esfriando” mais meu corpo. Bella sempre mexeu com

minhas reações, mas depois de ontem a coisa ficou mais complicada.

Pensei em algo para ela comer e me lembrei de um café da manhã que vi em um

dos programas de culinária que assisti, numa das tardes em que fiquei em casa

esperando Bella sair do trabalho. Eu estava me preparando para isso. Bella cozinhava

todos os dias para seu pai, já estava na hora de alguém fazer isso por ela. Era também

uma forma de eu tirar certas coisas da minha cabeça. Quando fui à geladeira vi que esta

estava abastecida de tudo que eu precisaria. “Alice.”, pensei, é claro que eu tinha dado

certas ordens, mas Alice tinha sido mais certeira. Claro que Alice sabia que precisaria

disso tudo. Começei a cozinhar quando Bella chegou na cozinha. Ela estava linda, claro,

e com os cabelos livres de penas. Ouvi seu estômago roncar de novo e foi bom estar

com tudo pronto quando ela chegou.

– Aqui. – Disse colocando um prato com omelete de queijo cheddar para ela. Eu sorria

para ela. Tinha que deixar o mau humor de lado. Ela comeu rápido. Estava mesmo com

fome e mais linda do que nunca. – Eu não estou te alimentando com freqüência

suficiente.

– Eu estava dormindo. Isso está muito bom, por sinal. Impressionante pra uma pessoa

que não come. – Ela disse sorrindo enquanto devorava tudo. Eu sorri em resposta.

– Canal de receitas.

– De onde vieram os ovos?

– Eu pedi à equipe de limpeza que estocasse a cozinha. Isso é inédito nessa casa. Eu vou

ter que pedir a eles para cuidarem das penas… – Me forcei a esquecer e mudar de

assunto.

– Obrigada – Ela se aproximou acima da mesa e me beijou intensamente. Senti a

excitação me tomando e me forcei a parar. Ela não gostou.

– Você não vai me tocar de novo enquanto estivermos aqui, não é? – Ela estava de certa

forma correta, mas não poderia, nem conseguiria conter alguns toques. Toquei sua face

da forma que ela sempre gostava. Mas ela não respondeu à altura. Bella normalmente

deitava seu rosto em minha mão quando eu traçava sua mandíbula e tocava sua face.

Dessa vez não...

– Você sabe que não é isso o que eu quis dizer.

– Eu sei. Você está certa. – Tive que dizer a verdade, mesmo doendo dentro de mim.

Não seria possível. Surpirei e falei – Eu não farei amor com você novamente até que

você seja transformada. Eu nunca vou te machucar novamente.

Bella ficou triste com a minha posição, mas era irreversível. Ela suspirou e

terminou logo com a comida, me olhando as vezes, mas em sua maioria com a cabeça

baixa. Ela estava pensando. Dessa vez não caí na armadilha dela, não perguntei o que

ela estava pensando, provavelmente eu acertaria se tentasse desvendar e eu não queria

isso. Coloquei então logo meu plano em ação.

– O que você acha de fazermos uma trilha? A Ilha é cheia de coisas exóticas. Aposto

que você vai gostar. – Disse aparentando uma animação exagerada.

– Ok. Vamos sim. – Ela respondeu meio sem entusiasmo, mas eu fingi não notar.

Fui verificar se os empregados tinham preparado a ilha conforme eu tinha

ordenado. Num armário tinha todos os equipamentos humanos para escaladas,

mergulhos, alpinismo e tudo mais que eu tinha ordenado. “Perfeito”, pensei.

No primeiro dia pensei em levá-la para um mergulho também, achei que seria

melhor que exercícios ao ar livre que requeririam mais esforço, e como Bella tinha

aqueles malditos hematomas, imaginei que seu corpo estaria dolorido, mas ela não

concordou, preferiu uma caminhada pela praia e a floresta. Cada dia eu a atraía para

uma diversão diferente. Snorkeling, nadar com golfinhos ou tartarugas; ver papagaios

do outro lado da ilha, o que tomaria grande parte do dia e suas energias. Mas todo dia

Bella vinha com o mesmo assunto, tentando me persuadir a voltar atrás na minha

decisão de “sexo só depois da transformação”.

A cada dia a coisa foi ficando mais complicada. Depois do banho ela vestia

lingeries lindas e a cada dia elas iam diminuindo conforme os hematomas iam

desaparecendo, mas ela ficava tão cansada do dia fora que desistia nas suas investidas.

Eu fingia nem reparar, enquanto dentro de mim a vontade era de arrancar suas roupas e

tomá-la em meu braços. Nós tivemos que mudar de quarto logo na segunda noite. Eu

me deitava com ela sobre meu peito nú vestida assim tão sexi e isso era muito

complicado. Ela roçava sua perna na minha ... tentava alisar meu corpo, mas acabava

dormindo depois de 5 minutos de sua canção de ninar. Na verdade ela desmaiava de tão

cansada. Bella não teve pesadelos desde que chegamos.

Aproximadamente uma semana depois de chegarmos à ilha, Bella parecia estar

mais bem disposta. Nadamos com golfinhos, bem ela nadou, ficamos juntos vendo o por

do sol e quando voltamos para casa ela quiz jantar primeiro. Seu apetite aumentava a

cada dia. Eu me forçava, todo dia, a tomar banho mais rápido que ela, para não ficar

muito exposto à tentação de seu corpo, e nesse dia não foi diferente, a diferença foi que

Bella demorou mais no banho. Eu estava deitado esperando por ela, quando a porta do

banheiro se abriu e ela surgiu dentro de uma mini lingerie preta com babadinhos nas

bordas. Ela estava simplesmente incrívelmente linda e desejável.

– O que você acha? – Ela disse dando uma voltinha. “Pelo amor de tudo o que é mais

sagrado! O que é isso?”.

– Você está linda. Você sempre está. – Disse tentado parecer normal, mas meu corpo

queimava de desejo por ela. Estendi meus braços convidando-a para estar ao meu lado.

– Obrigada. – Ela disse simplesmente, vindo deitar em meu peito.

Bella parecia cansada. A cada dia vínhamos para cama mais cedo e ela dormia

muito. Minha estratégia estava funcionando. Não era justo com ela, mas também não

era justo colocá-la em risco.

– Eu vou te fazer uma proposta. – Sabia que ela tentaria hoje de novo. Aquele pequeno

e sexi espetáculo não foi à toa.

– Eu não vou fazer nenhum acordo com você.

– Você nem ouviu o que eu estou oferecendo. – Ela suspirou.

– Não importa.

– Droga. Eu realmente queria... Ah tudo bem. – Ela bocejou e não completou o

pensamento me deixando curioso, claro.

– Tá bom. O que é que você quer? – Disse desistindo.

– Bem, eu estava pensando... Eu sei que essa coisa toda de Dartmouth era supostamente

apenas um disfarce, mas honestamente, um semestre de faculdade não iria me matar .

Eu aposto que Charlie ficaria todo excitado com as histórias de Dartmouth. Claro, pode

ser embaraçoso se eu não conseguir acompanhar todos os gênios. Ainda assim...

dezoito, dezenove. Não é realmente uma grande diferença. Não é como se eu fosse ficar

com pés de galinha no próximo ano. – Não esperava por isso ... não agora.

– Você esperaria ... Você ficaria humana. – Eu já não estava sofrendo demais? Bem que

Emmet tinha dito que depois que eu experimentasse não ia querer outra coisa. – Por

que você está fazendo isso comigo? Já não é suficientemente difícil sem tudo isso? –

Peguei a ponta da lingerie. – Isso não importa. Eu não vou fazer nenhum acordo com

você.

– Eu quero ir à faculdade.

– Não, você não quer. E não há nada que valha o risco de arriscar sua vida de novo. Que

valha o risco de machucar você.

– Mas eu quero mesmo ir. Bem, na verdade eu quero mais a outra coisa do que ir à

faculdade... eu quero ser humana por mais tempo. – Ela realmente queria me torturar.

– Você está me deixando louco, Bella. – Disse com meus olhos fechados. – Nós já não

tivemos essa discussão um milhão de vezes, você sempre implorando para ser uma

vampira o quanto antes?

– Sim, mas... bem, eu tenho uma razão para ser humana que eu não tinha antes.

– O que é? – Como se eu não soubesse.

– Adivinhe. – Ela sorriu e me beijou. Fiz um esforço enorme para me controlar

enquanto a beijava. Seu hálito me envolvia e seu corpo estava mais quente que nunca.

Quando senti que meu corpo estava reagindo, parei o beijo e a aninhei em meu peito.

Forcei a minha mente a mudar de pensamento.

– Você é tão humana, Bella. Controlada pelos seus hormônios – Eu ri..

– Esse é o ponto, Edward. Eu gosto dessa parte de ser humana. Eu não quero abrir mão

disso ainda. Eu não quero ter que esperar os anos se passarem sendo uma recém-nascida

enlouquecida por sangue antes que eu possa sentir isto de novo. – Ela disse mas logo

bocejou de sono. Tive que rir. Como ela podia pensar em sexo cansada como andava?

– Você está cansada. Durma, amor. – Comecei a cantar para ela..

– Eu me pergunto por quê estou tão cansada ...Não pode ser por causa do seu esquema

ou algo assim. – Eu ri novamente mas não disse nada. Recomeçei a cantar.

– Tendo estado tão cansada, é de se imaginar que eu estivesse dormindo melhor. – Parei

de cantar imediatamente depois da revelação dela.

– Você tem dormido como os mortos, Bella. Você não disse uma palavra nos seus

sonhos desde que chegamos aqui. Se não fosse o ronco, eu me preocuparia que você

estivesse entrando em coma. – Tentei brincar com ela, mas ela não reagiu à altura.

– Eu não estive me remexendo? Isso é estranho. Normalmente eu fico me mexendo por

toda a cama quando estou tendo pesadelos. E gritando.

– Você tem tido pesadelos?

– Vívidos. Eles me deixam tão cansada. – Ela bocejou. – Eu não acredito que eu não

estive falando sobre eles toda a noite.

– Sobre o que eles são? – Fiquei curioso.

– Coisas diferentes... mas sempre os mesmos, você sabe, por causa das cores.

– Cores?

– É tudo tão brilhante e real. Geralmente, quando estou sonhando, eu sei que eu estou

sonhando. Com esses, eu não sei que estou dormindo. Isso os deixa ainda mais

assustadores. – “O que pode ser tão medonho para assustar Bella?”, pensei.

– O que está assustando você? – Disse preocupado.

– Quase tudo...

– Quase tudo?

– Os Volturi . – Ela disse baixinho depois de alguns segundos.

– Eles não vão mais nos perturbar. Você vai ser imortal em breve, e eles não terão mais

razão para isto. – Ela ficou pensativa – O que eu posso fazer para ajudar?

– São apenas sonhos, Edward.

– Você quer que eu cante para você? Eu canto a noite toda se isso for manter os

pesadelos longe.

– Eles não são todos ruins. Alguns são bons. Tão... coloridos. Debaixo d’água, com os

peixes e os corais. Eles todos parecem como se realmente estivessem acontecendo ... eu

não sei que estou sonhando. Talvez essa ilha seja o problema. É tão claro aqui.

– Você quer ir pra casa? – “Talvez essa pressão toda não esteja fazendo bem a ela”.

Pensei.

– Não. Não, ainda não. Nós podemos ficar um pouco mais?

– Nós podemos ficar o quanto você quiser, Bella.

– Quando o semestre começa? Eu não estava prestando atenção antes. – Voltei a cantar

antes que ela recomeçasse com tudo e ela adormeçeu em meus braços.

Já passava das meia noite quando ela despertou de repente. Quase pulou da cama

assustada, ela tremia muito e isso me assustou.

– Bella? – Chamei por ela falando baixo para não assustá-la mais passando meus

braços em sua cintura. – Você está bem querida?

– Oh. – Ela disse e começou a chorar sem parar.

Eu não entendi sua reação. Em um minuto ela dormia profundamente e

tranquilamente, de um minuto para o outro ela chorava copiosamente em meus braços.

– Bella! – Disse falando mais alto – O que foi?

Eu enxugava suas lágrimas mas não conseguia conter as que se seguiam. Minha

Bella estava sofrendo e isso me fez sofrer também. Ela tremia em meus braços e eu me

sentia impotente. Seu corpo estava mais quente. Me sentia culpado. “Será que a minha

recusa, a minha culpa a deixou tão triste assim? Idiota! Por que sou assim?”.

– Era só um sonho. – Ela disse e as lágrimas se intensificaram.

– Tudo bem, amor, você está bem. Eu estou aqui. – Eu a apertei mais contra meu corpo

a acalmando. – Você teve outro pesadelo? Não foi real, não era real. – Eu dizia

esperando que a acalmasse mas não surtia efeito nenhum.

– Não era um pesadelo ... Era um sonho bom. – Ela dizia e esfregava as mãos nos

olhos.

– Então por quê você esta chorando? – Eu não entendia.

– Porque eu acordei. – Ela me abraçou forte no pescoço e voltou a soluçar. E eu sorri

sem entender. Bella nunca tinha reações lógicas.

– Está tudo bem, Bella. Respire fundo.

– Era tão real – Ela voltou a chorar.. – Eu queria que fosse real.

– Me conte sobre isso. Talvez isso te ajude. – Pedi, curioso e tentando de alguma forma

entender.

– Nós estávamos numa praia... – Ela foi se levantando e eu a soltei de meus braços.

Mas não continuava, só me olhava.

– E?

– Oh Edward... – Ela não continuava.

– Me conte, Bella. – Eu já estava ficando nervoso.

Bella de repente se jogou em mim, passando os braços em meu pescoço e me

beijando desesperadamente. Ela nunca foi assim. Ela agarrava meus cabelos e apertava

seu corpo contra o meu. Foi muito difícil resistir, mas a preocupação por seu

comportamento me atormentava. “O que está acontecendo ... Meu Deus, eu a quero

também, mas não está certo. Vou machucá-la”. Eu pensava sem parar. Juntei

determinação, segurei seus ombros e afastei seu corpo do meu. Foi difícil fazer isso mas

era preciso.

– Não, Bella. – “O que está acontecendo com ela”, pensei.

A minha reação só piorou as coisas. Bella não reagiu, seus braços caíram

flácidos e ela começou a chorar novamente. Eu simplesmente não entendia. Ela estava

fazendo isso por medo, desejo, necessidade? Eu não sabia o que fazer nesse momento.

Trouxe seu olhos para o encontro dos meus, para entender.

– Me descu-u-ulpe. – Ela dizia em meio à soluços e lágrimas. Isso estava acabando

comigo.

Trouxe Bella para o berço de meus braços, apertando seu corpo no meu.

Estávamos ajoelhados na cama um de frente para o outro. Ela passou suas mãos quentes

por mim, pousando nas minhas costas. Estava cada vez mais difícil. Ela suplicava por

mim. Suas mãos arranhavam leve em minhas costas me querendo mais. “Eu não

aguento mais ... eu te quero tanto...” . Enterrei meu rosto em seus cabelos que se

enroscavam em meus braços.

– Eu não posso, Bella, não posso! – Eu dizia para ela mas para mim também. Tentando

me convencer a parar, que era errado mas seu corpo quente no meu estava só piorando

as coisas, mas eu não queria me afastar, simplesmente não conseguia.

– Por favor – Ela implorava mais. Sua boca tocava meu peito beijando enquanto falava

fazendo meu corpo arder em chamas. Eu não conseguia resistir, minhas mãos já

alisavam suas costas e seguravam seus cabelos – Por favor, Edward? – Foi o que me

bastou. Foi meu limite ouvir ela dizendo meu nome daquele jeito.

Sem parar para pensar girei seu corpo sobre a cama e afastei seus cabelos

encontrando sua boca. Era simplesmente uma necessidade de Bella que me conduzia.

Um gemido surgiu em meu peito e a fez explodir numa onda de carícias. Meus instintos

me comandavam, seu corpo me envolvia. Ela me puxava cada vez mais para perto.

– Ah! Edward ... eu te quero tanto. – Ela gritava enquanto alizava meu corpo e puxava

meus cabelos querendo mais de mim perto. – Preciso tanto de você ... Necessito tanto de

você.

– Bella ... desculpe. Eu precisava tentar ... precisava evitar. Eu não queria ... eu não

queria deixar de te amar assim ... – Eu falava enquanto abraçava seu corpo no meu.

O desejo ia me tomando cada vez mais. Eu queria sentí-la. Começei a beijar seu

pescoço liso e macio. Segurando seu queixo e envolvendo minha mão em seu cabelos.

De alguma forma eu agora conseguia ter noção dos meus impulsos, da minha força

sobre ela. Minha mão seguia o contorno de seu corpo até sua cintura. Parei e olhei em

seu olhos. Eles eram fogo, eram chamas.

– Eu te amo tanto ... – Eu dizia e meus olhos pareciam se fechar um pouco, como para

concentrar apenas a visão ela no mundo. – Te quero tanto meu amor ... Eu te amo,

minha vida, minha alma. – Eu dizia segurando seu rosto em minha mãos ... alizando

seu lábios. Eu não tinha mais pressa.

Voltei a beijar sua boca, sentindo seu hálito me inundar, sua saliva lavava minha

boca, sua língua traçava meus lábios e ela sentia meu gosto. O fogo cresceu em mim e

deixei me levar. Eu trazia seu corpo ao meu encontro. Queria sentir sua pele. Não sei

precisar o momento exato, mas de repente ela estava nua. Eu havia simplesmente

dilacerado sua lingerie preta completamente. Minha boca percorria seu corpo sentindo e

sentindo seu sabor. Bella gemia a cada toque. Isso me enlouquecia mais. Beijava,

lambia e sugava cada centímetro de seu corpo. Entre suas pernas eu me deliciava. Bebia

de sua essência como um louco. Simplesmente me deliciando com sua presença. Ela me

puxava pelos cabelos gritando por mim, empurrando mais minha boca para dentro dela.

– Ah ... Edward ...

Eu afastei suas pernas e afundei-me em seu corpo. A sensação de estar dentro

dela era maravilhosa. Ela era como fogo e eu como gelo. Me derretia dentro dela. Bella

passou suas pernas em volta de mim enquanto eu abraçava seu corpo e enterrava meu

rosto em seus cabelos. Ela me apertava e gemia em meu ouvido me enlouquecendo

ainda mais. Segurei na cabeceira da cama para poder me conter e não avançar demais

sobre ela até que esta se quebrou em lascas com o meu aperto de aço. Não pode haver

coisa melhor que essa. Como fui capaz de recusar isso a nós dois? “Idiota. Desfrute

dela, ela é sua e você é dela. Seja feliz, idiota!”. Eu pensava, ou pelo menos achava

isso. Sentia seu gosto em minha boca e minha cabeça voava longe enquanto eu seguia

no movimento do prazer. Bella gemia e às vezes gritava de prazer e eu seguia no ritmo

de seus gemidos que cada vez mais iam acelerando, chegando ao êxtase junto com ela.

A sensação era algo incrível. Eu urrava de prazer e não conseguia parar. Minha

mandíbula se fechava como travas e eu não conseguia enxergar nada.

Voei com ela para o banheiro e deixei que as águas quentes caíssem sobre

nossos corpos ainda conectados alizando seu corpo. Seus cabelos molhados grudavam

em meu corpo. Ela subia e descia em mim, gemendo e beijando meu pescoço. Eu

acariciava seu corpo nú grudado ao meu. Éramos como dois desesperados ... um pelo

corpo do outro,

Bella olhava para mim com a boca tremula, seus olhos fixos e segurava meus

cabelos. Ela dizia “Eu te amo...” e me beijava. Eu não sentia nem rastro de veneno em

minha boca, só sentia o sabor dela. Seu cheiro se misturou ao meu. Seu corpo me

pertencia e eu não era mais dono do meu. Tentei voltar direto para a cama, mas a amava

sobre a cômoda, pressionava seu corpo contra a parede ... Na cama me deitei com ela

sobre mim, sentindo seu peso e deixando ela seguir em seu ritmo. Nos amamos até o

dia amanhecer ... gozamos do prazer em ter um ao outro mais uma vez. Bella já exausta

e ofegante dormiu nua sobre meu peito. O sol nos alcançou mas ela não despertou. Hoje

ela sorria enquanto dormia, mas não falava. Deixei que ela descançasse bastante.

Avaliei seu corpo da posição em que eu estava, mas não havia danos.

Bella acordou por volta das 11:00hs., mas ficou quieta por alguns minutos. Eu

relaxava e curtia o momento. Ela se elevou, apoiando no cotovelo para me olhar. “Ela

está se sentindo culpada, aposto!”.

– O quão encrencada eu estou? – Ela disse baixinho.

– Muito – Disse sorrindo para ela. Não dava pra manter a pose. Eu estava tão feliz que

não cabia dentro de mim. Ela suspirou aliviada.

– Eu sinto muito ... Eu quero dizer... Bem, eu não sei exatamente o que foi aquilo na

noite passada.

– Você nunca me disse sobre o que era o seu sonho.

– Eu acho que não, mas eu suponho que tenha te mostrado sobre o que era. – Ela riu.

– Oh – Disse fingindo espanto e depois pisquei para ela, dando um sorriso –

Interessante.

– Era um sonho muito bom ... Estou perdoada?

– Estou pensando sobre isso.

Nós não nos sentíamos culpados de forma alguma. Estávamos os dois felizes.

Bella se sentou ... mas não por muito tempo.

– Uou... tontura. – Segurei seu corpo, o deitando suavemente na cama.

– Você dormiu por um bom tempo. Doze horas.

– Doze? ... que estranho. – Ela começou a se examinar.

– O inventário está completo? – Ela assentiu.

– Os travesseiros parecem ter sobrevivido.

– Infelizmente, eu não posso dizer o mesmo da sua, ah... camisola. – Indiquei para o

monte de tiras pretas ao pé da cama.

– Isso é uma pena ... Eu gostava daquela.

– Eu também. – Aliás, adorava, principalmente por que Bella estava dentro dela. Tinha

que me lembrar de comprar outra igual. A visão de Bella usando ficou na minha mente.

– Houve mais alguma eventualidade?

– Eu terei que comprar uma nova cabeceira para Esme . – Disse indicando.

– Hmm ...Você pensaria que eu teria escutado isso.

– Você é extraordinariamente não observadora quando a sua atenção está envolvida em

outra coisa. – Falei rindo um pouco da carinha tímida que ela fazia.

– Eu estava um pouco envolvida. – Ela corou.

– Eu realmente vou sentir falta disso. – Disse tocando seu rosto. Ela me olhava no

fundo dos olhos. – Como você está se sentindo?

– O quê?

– Você parece tão culpada, como se tivesse cometido um crime.

– Eu me sinto culpada. – Ela disse baixinho.

– Então você seduziu o seu marido louco para ser seduzido. Isso não é uma ofensa

capital.– Ela corou mais.

– A palavra seduziu implica em uma certa quantidade de premeditação.

– Talvez seja a palavra errada. – Adimiti meu erro.

– Você não está bravo? – “Bravo? Eu? Estou em total e plena felicidade”.

– Não estou bravo.

– Por que não? – Ela não entendia como eu mudei de opinião tão rápido. Na verdade

levei mais de 1 semana para mudar de idéia.

– Bem... Eu não te machuquei, em primeiro lugar. Foi mais fácil dessa vez, me

controlar, canalizar o excesso – Disse olhando para a cabeceira – Talvez porque eu

tivesse uma idéia melhor do que esperar. – Ela sorriu feliz para mim.

– Eu disse para você que prática era tudo. – Ela tinha razão. E seu estômago roncou de

novo.

– Hora do café da manhã para a humana?

– Por favor. – Ela disse animada. Pulou para fora da cama, mas ficou novamente tonta,

quase caiu sobre um móvel.

– Você está bem? – Ela estava meio estranha mesmo. Normalmente ela não acordava

assim. Precisava alimentá-la com mais frequência.

– Se eu não tiver um senso de equilíbrio melhor na minha próxima vida, eu vou exigir

devolução!

Nos vestimos por que hoje receberíamos a visita dos empregados, e fomos para a

cozinha. Bella resolveu cozinhar hoje e eu deixei. Ela parecia faminta.

– Desde quando você come ovo frito?

– Desde agora.

– Você sabe quantos ovos você comeu durante essa última semana? – Perguntei

enquanto mostrava a lata do lixo lotada de caixas de ovos vazias.

– Estranho ... Esse lugar está mexendo com meu apetite. – Ela falava enquanto comia. –

Mas eu gosto daqui. Apesar disso, nós teremos que partir logo, não é, para chegar em

Dartmouth a tempo? Bom, eu acho que nós precisamos arranjar um lugar para viver e

tal, também. – Sentei ao seu lado para conversarmos tranquilamente.

– Você pode desistir desse faz de conta de faculdade agora ... você conseguiu o que

queria. E nós não concordamos com nenhum negócio, então não há nada que nos

obrigue...

– Não era um faz de conta, Edward. Eu não passo meu tempo livre planejando

esquemas como algumas pessoas. “O que nós podemos fazer parar tirar Bella de casa

hoje?” – Ela não gostou do que eu falei, mas eu ri da sua imitação barata. – Eu

realmente quero um pouco mais de tempo como humana. – Ela alisou meu abdomem e

meu peito nú, com olhar sexi – Eu ainda não tive o suficiente.

– Por isso? – Então tudo girava em torno do sexo, então. Eu trouxe sua mão para minha

barriga e cintura, se ela continuasse eu a levaria agora mesmo de volta para o quarto.

Minha fome de Bella era simplesmente insaciável. – Sexo era a chave para tudo isso

desde o início? Porque eu não pensei nisso? – Disse baixinho em seu ouvido. – Eu

poderia ter economizado muitas discussões.

– É, provavelmente. – Ela riu.

– Você é tão humana. – Disse com bom humor.

– Eu sei .

– Nós iremos para Dartmouth? Mesmo? – Eu estava tão feliz que não conseguia tirar o

sorriso de meu rosto. Era tão bom ver que eu a fazia feliz e completa.

– Eu provavelmente irei reprovar no primeiro semestre.

– Eu serei seu tutor ... Você irá amar a faculdade.

– Você acha que nós conseguiremos achar um apartamento assim, tão tarde? – Ela

precisava se acostumar com a nova vida realmente.

– Bem, nós meio que já temos uma casa lá. Você sabe, só por precaução. – “Culpado!”

– Você comprou uma casa? – Ela se espantou com isso.

– Imóveis são um bom investimento. – Disse naturalmente.

– Então nós estamos prontos. – “Nossa, essa ela aceitou fácil. ... O que é meu é seu,

meu amor!”

– Eu terei que ver se nós vamos conseguir manter seu carro de antes, por um pouco mais

de tempo...

– Sim, Deus me livre de eu não estar protegida contra tanques. – Eu ri lembrando de

meus irmãos gargalhando enquanto resolvíamos essa questão. – Quanto tempo nós

podemos ficar?

– Nós estamos bem quanto ao tempo. Algumas semanas a mais, se você quiser. E então

nós podemos visitar Charlie antes de ir para New Hampshire. Nós podemos passar o

natal com Renée... – Eu sabia como fazê-la mais feliz.

– Algumas semanas. – Então sua expressão mudou, suas pupilas se dilataram um pouco

e sua face corou levemente agora. – Então eu estava pensando... você sabe o que eu

estava dizendo antes sobre praticar?

– Você pode segurar esse pensamento? – Ouvi o barco chegando. Eram os empregados.

– Me deixe explicar essa bagunça no quarto branco para Gustavo, e então nós podemos

sair. Há um lugar lá na floresta do sul...

– Eu não quero sair. Eu não vou fazer trilhas por toda a ilha hoje. Eu quero ficar e ver

um filme. – “Sei bem que tipo de filme você quer assistir” Ri até em pensamento.

– Tudo bem, o que você desejar. Por que você não vai escolhendo um enquanto eu vou

abrir a porta?

– Eu não ouvi baterem na porta.

Tombei minha cabeça ouvindo os passos até Gustavo bater na porta. Sorri para

ela e fui atender a porta. Gustavo estava aguardando com sua esposa, Kaure. Expliquei a

eles tudo o que fazer em relação a cozinha e para Gustavo, falei sobre o quarto branco,

cheio de plumas. Inventei uma desculpa qualquer, e é claro que ele não acreditou. Sua

mente estava bem convicta do que poderia ter acontecido. Ele ria em sua mente, mas

suas feições eram muito sérias. Mostrei minha esposa linda na sala e fomos logo em

direção ao quarto. A esposa de Gustavo ficou alarmada ao ver Bella, e percebi que Bella

notou. Dei mais algumas ordens e voltei para sala quando abracei Bella.

– O que ela tem? – Bella perguntou ... claro sobre a esposa de Gustavo..

– Kaure é da tribo dos índios Ticuna. Ela foi criada para ser mais supersticiosa, ou você

pode chamar de mais consciente, que os outros que vivem no mundo moderno. Ela

suspeita do que eu sou, ou perto disso. Eles têm suas próprias lendas por aqui. O

libishomen ... um demônio bebedor de sangue que ataca exclusivamente lindas

mulheres. Disse tranquilamente enquanto olhava a minha linda esposa..

– Ela parecia aterrorizada.

– Ela está, mas mais que isso, ela está preocupada com você.

– Comigo?

– Ela tem medo da razão pela qual eu a trouxe aqui, totalmente sozinha. – Ri da idéia

absurda e fui procurar um filme para nós. – Oh bem, porque você não escolhe algo para

nós vermos? Essa é uma coisa bastante aceitável para humanos fazerem.

– Sim, eu tenho certeza que um filme irá convencê-la de que você é humano. – Ela riu e

se jogou em meu pescoço, me beijando. Eu arquei meu corpo, moldando-o ao dela e a

abraçei firme, erguendo seu corpo para junto do meu. – Filme, nada de filme – Ela

disse baixinho em meu ouvido, passando as mãos pelos meus cabelos e eu beijava sua

garganta quente, macia e lisa ... namorando gostoso, até que fomos infelizmente

surpreendidos pela esposa de Gustavo, passando e congelando parada no corredor.

Seu cabelo estava cheio de plumas mas sua mente imaginava o pior sobre nós. Bella

ficou incomodada com a situação.

– Desculpe. – Disse Kaure em português.

– Não tem problema. – Respondi a dispensando. Bella não deve ter entendido nada.

– Ela estava pensando o que eu acho que ela estava pensando, não é?

– Sim. – Disse rindo da frase dela e de sua expressão.

– Aqui. Coloque isso para que nós possamos fingir estar assistindo. – Bella me passou

um DVD qualquer da prateleira.

– Bem “lua-de-mel”.

Sentamos juntinhos no sofá assistindo o filme enquanto os empregados

limpavam a casa. Não demorou muito até Bella falar.

– Nós vamos voltar para o quarto branco, agora?

– Eu não sei... eu já deformei a cabeceira da cama no outro quarto, além de possíveis

reparos ... talvez se nós limitássemos a destruição em uma área da casa, Esme nos

convide para voltar algum dia. – Disse sorrindo e imaginando as nossas próximas

noites e ela sorriu em resposta.

– Então irá ter mais destruição? – Sua mente vagava também e sorri para ela.

– Eu acho que talvez seja mais seguro se for premeditado, em vez de esperar que você

me ataque novamente.

– Seria apenas uma questão de tempo. – Ela dizia e seu coração já ia acelerando junto

com seus pensamento.

– Há algum problema com seu coração?

– Não, saudável como um cavalo. – Ela parou e pensou por menos de 1 minuto – Você

quer inspecionar a zona de destruição agora?

– Talvez seja mais educado esperar até que estejamos sozinhos. Você pode não notar

quando eu estou acabando a mobília, mas isso provavelmente os assustaria. – Ela na

verdade estava tão ansiosa e excitada quanto eu. “Acho que não veremos mais a

paisagem da ilha até irmos embora”.

– Certo. Droga.

Ela parecia não querer esperar e acho que desejava que os empregados fosse

logo embora, como eu. Fiquei acompanhando a faxina nas mentes de Gustavo e Kaure

até que eles estivessem terminado. Bella estava quase dormindo no sofá comigo

enquanto o filme acabava na mesma hora em que a faxina se encerrou.

– Já terminamos Sr. Eduardo. – Disse Gustavo num perfeito português.

– Ligarei quando precisar de vocês novamente, acho que daqui há uma semana.

Toquei no rosto de Bella que agora estava mais alerta e tentava desvendar nosso

diálgo.

– Eles terminaram.

– Então isso significaria que estamos sozinhos agora? – Ela parecia feliz com isso, até

mais, sentia-se aliviada.

– Que tal almoçar primeiro?

Lembrei de alimentá-la com mais frequência. No rosto de Bella passava a

dúvida, mas era melhor ela comer agora do que desmaiar mais tarde. Dei a mão a ela e a

levei para a cozinha. Dessa vez eu cozinhei. Fiz ovos novamente a seu pedido, uma

refeição que daria para duas pessoas.

– Isso está ficando fora de controle. – Ela disse quando terminou de comer a porção

dobrada de comida.

– Você quer nadar com os golfinhos esta tarde ... queimar algumas calorias? – Disse

torcendo para que ela dissesse que não. Seu cheiro e seu corpo me chamavam.

– Talvez depois. Eu tenho outra idéia para queimar calorias.

– E o que seria? – Disse já imaginando, mas queria que ela dissesse.

– Bem, há muitas partes da cabeceira sobrando...

Nem deixei ela terminar a frase. Em menos de meio segundo contornei a mesa, a

tomei em meus braços e a beijava indo para o quarto azul torcendo para acabar de vez

com aquela cabeceira.