Edward estava só com uma toalha enrolada nos quadris e eu começava a ter pensamentos pervertidos só de olhá-lo.
- Terminei o livro. - comentei com ele. - Hoje enviei para o meu Editor os últimos capítulos.
- Que ótima noticia. Parabéns! Temos que comemorar. - disse ele me dando um abraço e beijando o alto da minha cabeça.
- O que acha que fizemos até agora? -Disse maliciosa.
- Oh! Então aquilo tudo foi porque estava comemorando e não porque você me acha irresistível? Magoou meus sentimentos agora. - ele entrando na brincadeira.
- E se você continuar nesta toalha mais cinco minutos, desconfio que esta comemoração continuará madrugada afora - disse beijando o seu queixo.Ele riu.
- Você é insaciável. - balançou a cabeça rindo. - Hoje tem o Baile a Fantasia... Você providenciou uma? - Quis saber.
- Sim. E tenho uma surpresa para você. - disse fazendo mistério.
- Bella, você sempre me surpreende - disse-me meio sorrindo, meio falando sério. - Se vista. Eu vou me trocar e daqui a pouco venho para te buscar. - Ele me deu um longo beijo e saiu.
Vesti a minha fantasia prendi os cabelos num coque apertado e coloquei o chapéu de marinheiro. Duas pulseiras de acrílico, vermelha e azul marinho e um scarpin de salto alto vermelho, completaram o traje. Fiz uma maquiagem onde valorizei a boca com um batom vermelho e, finalizei colocando o perfume que Edward elogiara, em determinada ocasião.
Quando Edward voltou, eu estava pronta. Edward estava vestido com o seu uniforme de Capitão. Ele me olhou dos pés a cabeça, os olhos escurecendo num evidente sinal de aprovação do que via, e um sorriso começando a aparecer em seu rosto.
- Você está linda, marinheira. - disse-me. Mas você vai ter que seguir somente ao meu comando. - disse tentando parecer sério.
- Sim, meu Capitão. Desde que você tenha ordens bem específicas para esta noite - acrescentei maliciosamente e Edward soltou uma gargalhada.
Saímos em direção ao restaurante. Pelo caminho íamos encontrando pessoas fantasiadas, algumas com máscaras outras sem, mas, todos sem exceção aderiram a fantasia. Esme tinha razão ao me garantir que não estaria indecente perto das muitas que havia alugado. E agradeci por isso, porque, até aquele momento me sentia exposta demais. A orquestra começou a tocar e as pessoas dançavam, bebiam, conversavam alto. Edward circulava conversando com os passageiros e me segurando pela mão. Em dado momento, senti-me um pouco sufocada e soltei a mão de Edward. Ele olhou para mim surpreso e viu alguma coisa no meu rosto que o fez franzir a testa.
- Você está bem? – perguntou preocupado
- Sim. Vou tomar um pouco de ar e já volto. – tranquilizei-o
- Vou com você! – ele se prontificou
- Não é necessário. Fique com os seus convidados. Eu já volto. - disse e ele assentiu.
Saí em direção ao guarda - mancebo do barco para fugir do barulho e do calor. O ar fresco da noite aliviou o mal estar. A noite estava escura hoje, havia poucas estrelas no céu. Fiquei um pouco recostada, olhando o mar e as luzes de Cape Liberty. Suspirei e me virei para voltar ao restaurante. Um vulto de preto surgiu a minha frente e contive um grito assustado.
- Oh! O senhor me assustou – disse sorrindo para o passageiro fantasiado de O Fantasma da Ópera.
- Tenho mesmo muita sorte. Vejam só quem resolveu facilitar o meu trabalho! – disse o homem rindo rudemente. Gelei ao reconhecer a voz do passageiro com quem havia discutido.
- O que faz aqui?Não está levando isso longe demais? – perguntei tentando ganhar tempo e rezando para que Edward resolvesse me procurar.
- Longe demais? Mas, eu ainda nem comecei! Quando eu terminar de te ensinar a não brincar de provocar um homem como eu, nem o seu capitão vai querer mais saber de você, sua vadia. – ameaçou vindo em minha direção.
- Não me toque! É melhor você ir embora porque eu vou começar a gritar – ameacei também. Ele caiu na gargalhada.
- Pode gritar à vontade. Você acha que alguém vai ouvi-la lá dentro? Com um sorriso maléfico ele me agarrou pelo braço.
Eu comecei a lutar com ele para me soltar e ele esbofeteou com força o meu rosto.
- Quietinha!Nós vamos para a sua cabine. Se você for boazinha, talvez não te machuque muito. Só vou pegar o que estava me oferecendo naquele dia. – disse me arrastando para longe do restaurante.
-Pare, por favor. - comecei a implorar. - Não faça isso. Você quer estragar a sua vida? – tentando traze-lo para a realidade.
- Chega vadia! Já perdi muito tempo com blá, blá, blá...
- Edward. Socorro! – gritei e levei outra bofetada. Comecei a lutar desesperada e chutei o meu agressor e mordi o seu braço. Ele gritou soltando o meu braço e eu tentei correr, mas ele foi mais rápido e gritei quando ele me segurou pelos cabelos.
- Se tentar outra vez isso te jogo do barco, com o pescoço quebrado. Para sua cabine. AGORA! – gritou enquanto eu chorava. Podia sentir o gosto de sangue em minha boca.
- Vai colaborar? – perguntou perto da minha orelha. Eu assenti. A dor nos meus cabelos sendo puxados, era grande. Fui em direção a minha cabine imaginando se teria oportunidade de fugir.
- Edward! – chorei. Ele riu zombando de mim.
- Seu Edward não poderá te salvar desta vez!
Peguei o meu cartão-chave para abrir a porta, mas, minhas mãos tremiam e eu o deixei cair. Ele ainda agarrado aos meus cabelos sacudiu a minha cabeça, fazendo-me gritar pela dor.
- Sem gracinhas. Apanhe o cartão. - Disse empurrando minha cabeça para baixo, enquanto sua outra mão apertava a minha nádega. Levantei e soquei a cara dele.
- Não me toque seu cretino! – gritei. Ele me jogou contra a parede e senti a vista escurecer. Não podia desmaiar. Não podia... Dizia a mim mesma enquanto tentava me manter lúcida. De repente o peso dele foi arrancado de cima de mim.
- Você ouviu. Tire suas patas dela! – Edward, rugiu furioso.
Ele deu dois socos que desmontou o meu agressor e jogou-o para o Emmet e mais dois marinheiros que estavam com ele e correu para me ajudar.
- Bella! - pude sentir a angustia na sua voz - Bella, meu amor! Fale comigo
Abri os olhos com dificuldade, sentindo um olho inchado.
– Edward. – sussurrei e comecei a soluçar. Ele me abraçou forte.
- Desculpe Bella. Desculpe! – ele desesperado.
- Emmet! – gritou. - Entregue este infeliz para a policia e chame um médico para vê-la. – Vá logo!
- Venha, meu amor. Vou colocá-la na cama e cuidar de você até que o médico chegue – disse pegando-me no colo e me levando para dentro da minha suíte.
Edward me deitou na cama, tirou os meus sapatos e me cobriu com um cobertor. Ficou fazendo carinho nos meus cabelos para eu me acalmar e grunhiu quando um tufo dos meus cabelos veio em suas mão.
- Nunca vou me perdoar por não ter protegido você dele. – ele angustiado olhando o estrago em meu rosto. Ele se levantou, tirou o casaco e dobrando as mangas da camisa foi ao banheiro lavar as mãos. Pegou água mineral e despejou em uma toalha e foi limpando o meu rosto das manchas de sangue e, pressionando de leve a toalha com água gelada nos ferimentos, aliviando a dor, momentaneamente. Comecei a chorar de novo. – Estou machucando você, amor? Quer que pare? – A voz dele era pura angustia. Eu balancei a cabeça negativamente.
- E... Eu... S... Senti... Tan.. Tanto medo! Ed... Edward! – falei soluçando. Ele me abraçou.
- Eu sei amor. Eu sei! Perdoe-me por ter deixado você sozinha, por não tê-la protegido disso. Poderá me perdoar, Bella?- Ele angustiado.
- Você não tem culpa. Ele é louco, Edward... Louco! – Estremeci lembrando das ameaças que ele me fez. Edward segurou a minha mão, me reconfortando. Ouvimos uma batida na porta e ele foi atender.
- Doutor, obrigado por vir prontamente. Bella foi agredida e acho que também está em choque. – antecipou Edward ao médico.
- Vamos dar uma olhada. – o médico passando pelo Edward. - Olá, Bella. Sou o Dr.Jasper – disse ele olhando o meu rosto atentamente. Abriu a maleta e fez um curativo com anti-séptico onde estava com a pele machucada.
- Ela está pior emocional do que fisicamente. -. Aplicou uma injeção. - Isso vai aliviar a dor e ajuda-la a dormir. Se ela acordar sentindo dor, dê um desses analgésicos, pode ser um comprimido a cada 6 horas.
- Obrigado, Dr.Jasper. – Edward acompanhando-o até a porta.
- Sugiro que não a deixe sozinha por esta noite. Ela está muito fragilizada. - aconselhou ele.
- Não pretendo deixa-la. – garantiu Edward. - Boa noite, Doutor.
- Boa noite, Edward. – disse o médico saindo.
Edward voltou onde eu estava.
- Bella, vou tirar essa sua roupa e colocar uma camisola. - disse ele me ajudando
Depois acendeu a luz do abajur e deitou no meu lado.
- Agora durma minha Bella. Vou estar aqui velando o seu sono. – disse carinhosamente enquanto segurava a minha mão. Apertei aquela mão, sentindo-me segura. Este foi meu último pensamento antes que a escuridão me envolvesse.






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