Acordei com o apito do navio anunciando que Nova Inglaterra já era visível. Saltei da cama e corri para a varanda do meu quarto. Podia avistar ao longe uma parte de pedras cheia de leões marinhos tomando sol, as gaivotas... era lindo. Estava frio, mas o sol brilhava. Que dia perfeito!Voltei para o quarto e abri o armário para escolher uma roupa. Decidi por calças jeans azul escuro, um suéter vermelho com um decote em V e mocassins de pelica azul marinho, confortáveis para caminhar. Peguei a bolsa, os óculos escuros e fui tomar café. Não vi o Capitão naquela primeira hora, só depois quando estava entre os outros passageiros, esperando o navio atracar e que o senti atrás de mim. Meu coração disparou quando ele me segurou pelos ombros e encostando seu corpo másculo no meu e murmurou em meu ouvido. - Não vá esquecer seu compromisso comigo às 11h30 aqui no porto. Leve roupa de banho - disse com voz rouca e assenti sem conseguir falar. Quando consegui me virar para vê-lo, ele não estava mais lá. Voltei para minha cabine, às pressas e enfiei o biquíni branco dentro da bolsa. Ainda era cedo. Olhei para o relógio para confirmar o horário: 08h30. Isto significa que teria 3 horas antes do nosso encontro. Tempo mais do que suficiente para coletar todas as informações necessárias para meu livro. Decidira utilizar essa cidade como local para finalizar o meu romance e conhecê-la era essencial para descrevê-la aos leitores.
Sabia pelos meus conhecimentos de história que na cidade ocorreu um dos primeiros assentamentos europeus na América do Norte, peregrinos da Inglaterra primeiro se estabeleceram na Nova Inglaterra em 1620, para formar a colônia de Plymouth. Dez anos depois, os puritanos liquidaram ao norte de Plymouth Colony, em Boston, formando assim Massachusetts Bay Colony, em 1630. No final do século 18, as colônias da Nova Inglaterra estariam entre os primeiros norte-americanos colônias britânicas para demonstrar as ambições de independência da coroa britânica pela Revolução Americana, embora mais tarde iria se opor à guerra de 1812 entre os Estados Unidos e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.
Nova Inglaterra produziram as primeiras peças da literatura americana e filosofia e foi para casa para o início da educação pública e gratuita. No século 19, ele desempenhou um papel importante no movimento para abolir a escravidão nos Estados Unidos. Foi a primeira região dos Estados Unidos para ser transformada pela Revolução Industrial.
Hoje, o New England é um importante centro de educação, de alta tecnologia, seguros, medicina e turismo.Mas esses conhecimentos não eram o que precisava para o que eu tinha em mente, visto que o romance se passava numa época atual.Andei pela cidade, conversei com os habitantes e colhí algumas informações valiosas.Parei para tomar um suco numa lanchonete.A cidade era encantadora e era evidente que o turismo era importante para a sua economia, mas, não dependia exclusivamente disto. Aquela era uma das regiões mais liberais dos Estados Unidos, conhecida por suas universidades, cidades históricas e pontos turísticos e beleza natural.Olhei no relógio e tomei um susto: erra 11h10! Tinha que voltar rápido antes que me atrasasse para o encontro com o Capitão, o que não estava absolutamente nos meus planos.
Quando cheguei ao porto, Edward já me aguardava com uma imensa cesta de piquenique ao lado. Ele estava lindo de calças jeans e blusa Pólo creme.Calçava mocassins de couro marrom.Os cabelos despenteados pelo vento e óculos Ray Ban. Achou pouco? Ele abriu o seu mais lindo sorriso torto, quando me viu chegar.
Senti meu coração disparar e quase caí, tropeçando nos meus pés.Sentí o meu rosto ficar vermelho.Como é que uma criatura estabanada feito eu, passaria uma tarde com um deus perfeito como aquele sem que acabasse em desastre, era um mistério para mim.
- Olá. Desculpe o atraso. Disse arfante pela corrida.
- Você não está atrasada.Vamos? – disse indicando um carro esporte que estava próximo dele.Assenti e ele colocou a cesta no porta-malas do carro, abrindo em seguida a porta para que eu entrasse.Deu meia volta rapidamente e sentou-se atrás do volante dando a partida.Ele trazia um sorriso no rosto, janela aberta e o vento bagunçando ainda mais os seus cabelos.Parecia que sentia prazer pela velocidade..
- Que praia é essa que nós vamos? Como a descobriu?- perguntei falando um pouco mais alto por causa do barulho do motor do carro e do vento. Ele sorriu.
- Vinha aqui quando era criança. Essa praia é conhecida pela minha família a anos.
Ele estacionou próximo de umas pedras e desligou o carro. Venha Bella, Vamos montar nosso abrigo do sol. Pulou para fora do carro e abriu o porta-malas tirando a enorme cesta de vime de dentro dele.
- Deixe-me ajuda-lo a carregar. Parece pesada. – ofereci, mas eu sacudi a cabeça sorrindo e levou-a com aparente facilidade para detrás das pedras, só me restou segui-lo. Havia um espaço entre as formações da rocha criando a ilusão de uma caverna sem teto. Edward abriu a cesta e tirou uma lona fina de dentro dela. Colocou em cima da pedra improvisando um abrigo e, depois, nos quadro cantos da lona colocou pedras pesadas para que o vento não desmanchasse o seu trabalho.
Forrou o chão com uma toalha xadrez vermelha e sentei numa ponta.
- Vinho? – ofereceu sacando uma garrafa de Bordeaux da cesta e duas taças.
- Aceito. – sorri ao receber a taça.
- Quem montou essa cesta? – perguntei enquanto ele tirava da cesta queijos, frutas, um pedaço de torta salgada e outro de torta doce, pratos, talheres... Tudo envolto em plástico filme.
- A cozinha, a pedido meu. – disse sorrindo.
- Colocaram comida para um batalhão – disse surpresa.
- Não está com fome? – ele perguntou
- Ainda não. Mas, fique a vontade se quiser comer – liberei-o. Ele sacudiu a cabeça. - Também não quero agora. – ele admitiu.
A praia era bem recuada do mar. A areia branquíssima e o mar tinha um tom de azul acinzentado. Era meio melancólico, mas, bonito demais.
- É lindo aqui. – comentei. Ele sorriu.
- Sabia que iria gostar. – disse ele. - O que acha de darmos um mergulho?
- Uma ótima idéia... O sol está forte e já estou sentindo-me desconfortável de calça jeans e suéter neste calor. Mas, como faremos para nos trocar? – quis saber.
- Eu vou para detrás das pedras e você me chama quando estiver pronta. – propôs ele.
- Está bem. – disse levantando-me e colocando as mãos no botão do meu jeans e parei esperando ele sair. Ele deu um risinho e se afastou para trás das pedras, conforme prometeu. Saquei o jeans e as calcinhas o suéter e os sapatos e vesti o meu biquíni branco. Guardei as minhas roupas dobradas dentro da minha bolsa.
- Edward. Pode vir. – chamei-o. Ele entrou no meu campo de visão usando uma bermuda azul marinho destas de surfista e eu dei graças a Deus por ele não estar com aquelas sungas que mais mostram do que esconde. Seria muito difícil desviar meus olhos daquela parte do corpo dele e eu não queria passar por esse constrangimento. Mas, mesmo de bermuda ele estava de tirar o fôlego. Ele não era musculoso, mas tinha um corpo bem definido e engoli em seco desviando o rosto.
Ele ficou parado até que eu olhasse para ele. Seu rosto estava sério.
- Você está bonita. Não... Você é muito bonita. – corrigiu.
- Obrigada. Você também está. – disse corando.
- Vamos apostar uma corrida até a água? – ele me desafiou.
- O que eu ganho se vencer? – perguntei
- Você pode escolher. – ele dando um sorriso torto.
- Hum... Posso dizer o que quero depois? – quis saber
- Desde que não me peça para me matar, tudo bem – disse ele rindo.
- E se você ganhar o que vai querer? – perguntei
- Bom algo que só você pode me dar. – respondeu
- Um livro autografado? – arrisquei ele jogou a cabeça para trás e caiu na gargalhada.
- Pronta? Ganha quem colocar os pés primeiro na água. Quando chegar ao três. – disse ele se posicionando.
- Um... Dois... - ele contando lentamente
- Três! – disse eu correndo na frente dele.
Corri feito uma louca com ele sempre atrás, mas, quando fui chegando perto da água, ele me pegou pela cintura me elevando no ar e pisando na água primeiro.
- Isso não vale! Você trapaceou. – protestei rindo e tentando escapar do colo dele.
- Ah! E quem começou com isso hein, sua pequena trapaceira? – ele me girou nos braços me colocando de frente pra ele. – estávamos rindo, mas, quando ele me girou, escorreguei para baixo e nossos corpos roçaram de maneira íntima causando uma descarga elétrica em nossos corpos... Daí em diante foi o caos. Num reflexo eu empurrei o peito dele ao mesmo tempo em que tentava ir para trás, ele por sua vez me soltou enquanto dava um passo para trás também. Eu perdi o equilíbrio caindo de costas, as minhas pernas se enroscaram nele derrubando-o. Ele levantou e me ajudou...
- Bella, você está bem? – olhei para o seu rosto assustada e vi que ele segurava o riso com muito esforço. Queria ficar brava, mas de repente estávamos ambos rindo à gargalhadas.
- Sabe não consigo me lembrar de um tempo que não tenha sido uma criatura descoordenada. - disse depois.
- Faz parte do seu charme – ele falou sério.
- Ah! Vamos mergulhar! – disse isso e mergulhei.
Ficamos uma meia hora brincando na água como duas crianças, mergulhando, nadando de costas. Edward nada muito bem. Parecia um peixe mergulhando num lugar e aparecendo em outro me deixando louca a sua procura. Na última vez que demorou mais tempo e estava começando a ficar preocupada quando ele levantou sorrindo com uma estrela do mar em uma das mãos.Só de raiva, joguei água na cara dele.
- Você não devia ter feito isso!...- ele falou em tom ameaçador. Mergulhou de novo ignorando meus pedidos de perdão e reapareceu atrás de mim prendendo-me entre os seus braços firmes.
- Não Edward. Desculpe-me. – implorei rindo.
- Nada disso. Agora é guerra. – ele segurava minha cintura firmemente com um braço, enquanto com o outro afastou os meus cabelos do pescoço e depositou ali um beijo longo. Parei de me debater no mesmo instante, meu corpo já ardendo em contato com o dele. Que se dane, pensei. Eu não sou de ferro!
Virei-me de frente para ele, seus olhos estavam com um tom de verde escuro. Ele aguardava o meu sinal. Lentamente subi as mãos por seus braços que prendiam minha cintura e, toquei seu rosto com uma das mãos, enquanto a outra o segurava pelo ombro. Tracei cada pedaço daquele rosto divino com a ponta dos dedos passando da boca para o nariz, os olhos, as sobrancelhas, os cabelos... Enrosquei os meus dedos naqueles cabelos e fixei meu olhar na sua boca. Esse foi o sinal.... E ele entendeu. E beijou-me exatamente como queria ser beijada... Como se nada no mundo fosse mais importante do que aquele beijo. Do que aquele momento. Senti como se a minha alma abandonasse o meu corpo. Flutuava num mar de sensações e emoções. As mãos de dedos longos exploravam minhas curvas enquanto o próprio balanço do mar jogava meu corpo de encontro ao dele e, enlacei-o pela cintura com as pernas. Ele gemeu e isso me deixou ainda mais excitada. De repente a parte de cima do meu biquíni caiu e Edward acariciou meus seios, os dedos longos brincando com os mamilos que já estavam durinhos. Então ele tomou um na sua boca e eu quase desmaiei de pura excitação. Eu queria aquele homem como nunca quisera outro.
- Edward – gemi esfregando meus quadris sobre o seu sexo tenso de desejo. Ele me segurou pelos quadris e caminhou para o nosso abrigo deitando-me em cima da toalha. Ficou uns segundos me olhando e tocando meu corpo antes de tirar, lentamente, a parte de baixo do meu biquíni. Ele me beijou outra vez no pescoço, orelhas, olhos e boca. Mordicou, lambeu, sugou... Eu gemia pedindo por mais. Agarrei a bermuda dele com as duas mãos e puxei para baixo, ele terminou de tirar com as pernas.
- Vem. – sussurrei estendendo os braços para ele. Ele me abraçou me cobrindo com seu corpo. Arfei quando finalmente o senti dentro de mim. Edward movia-se cuidadoso a principio, me enlouquecendo com seu ritmo lento, então não agüentando mais eu mesmo tentei impor um ritmo mais rápido movendo os meus quadris, ele prendeu as minhas mãos para o alto da minha cabeça para me imobilizar e então, aumentou o seu ritmo, estocando com mais força. Não agüentei muito tempo e gritei alto enquanto meu corpo explodia num gozo alucinante. Pude ouvir ao longe o gemido rouco dele atingindo também o seu prazer. Ele beijava meus cabelos, meu rosto... Acho que, depois disso desmaiei... Porque, quando voltei a mim ele estava ajoelhado ao meu lado batendo de leve no meu rosto e chamando aflito.
- Bella! – abri os olhos e ele me abraçou. - Graças a Deus! Você está bem? Eu te machuquei?
- Não sei... Vamos tentar de novos? – disse brincando e ele deu uma risada nervosa. - Se vista e vamos comer alguma coisa acho que demorei muito a te dar comida.
- Estou absolutamente de acordo – disse.
- Meu Deus, o que fiz? Criei um monstro? – divertido com meu entusiasmo.
- Agora é tarde para arrependimentos. – eu rindo, mas, resolvi aliviar para não assustá-lo. Na realidade esse homem me fazia agir de maneira totalmente contrária a minha natureza recatada. Ele foi até o carro pegar suas roupas e aproveitei para me vestir também. Edward voltou vestido. Sentou abrindo as pernas e me encaixando entre elas enquanto me servia outra taça de vinho. Tomando o pente de minhas mãos ele penteou os meus cabelos delicadamente. Depositou um beijo no meu ombro e disse baixinho... - Você é linda.
Sorri satisfeita. Ele disse a coisa certa no momento certo. Assim era Edward Cullen. Recostei no seu peito e inclinei a cabeça para trás, ele prontamente beijou os meus lábios. Nossa sincronia era perfeita. Ele suspirou, e senti o seu volume crescendo nas minhas costas.
- Vamos comer antes que te deixe com fome por mais tempo.
Partiu a torta salgada entregando um pedaço no prato para mim. Quando comecei a comer foi que percebi quanto estava faminta. A torta estava fria, mas, deliciosa. Comi tudo e recusei quando ele ofereceu um pedaço da torta doce, preferindo comer uns morangos graúdos e doces de sobremesa. Estava meio distraída comendo os morangos quando percebi que ele parara de comer para me observar.
- O que foi? – perguntei surpresa.
- Isso foi a coisa mais sexy do mundo... – sinalizou com a cabeça em minha direção - Ver você comendo morangos. – disse sério.
Senti meu rosto arder. Ele passou a mão pela minha bochecha. - E isso, é a segunda coisa mais sexy do mundo. – Me puxou para os braços dele e me beijou com ternura. Fiquei sem ar.
- Vamos embora daqui porque eu te quero de novo, e gostaria de estar com você no conforto de uma cama.






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