Chegara o dia do casamento!
Eu havia combinado com o Edward que iríamos nos vestir no LOTS. Emmet cedera a Suíte do Capitão para que ele se arrumasse lá, pois não poderia me ver antes da cerimônia, segundo a tradição. Todos os nossos amigos mais próximos e parentes já estavam instalados em suas cabines e podia ouvir a movimentação e os gritos dos homens preparando o cenário onde aconteceria a cerimônia. Cadeiras seriam colocadas em fileiras uma atrás da outras e uma passadeira vermelha faria o caminho até o altar improvisado. Edward escolhera rosas brancas e orquídeas para ornamentar todo o caminho até o altar, o altar e o restaurante onde se daria a recepção após a cerimônia.
Tomei um banho de banheira com sais para relaxar. Casar com Edward era o que eu mais queria e isso parecia tão certo como respirar, mas, não sei bem porque, sentia-me ansiosa. Acho que esse é um direito adquirido de toda noiva, pensei e ri de mim mesma. Não tivera tempo para pensar que tudo estava acontecendo muito rápido. Passara o final de semana fazendo a minha mudança e Edward a dele para o nosso novo apartamento. Agora, deitada dentro daquela banheira não podia evitar esse pensamento, mas, empurrei-o para longe porque sabia que eu amava Edward com todas as minhas forças e que ele correspondia a esse sentimento com igual intensidade. Levantei e saí da banheira. Estava me enrolando na toalha quando ouvi uma batida na porta.
- Quem é? – perguntei ainda enrolada na toalha.
- Sou eu amor, posso falar um minuto com você? – a voz do Edward soou por trás da porta. Abri a porta e puxei-o para dentro.
- O que foi? Você não veio me dizer que mudou de idéia, não é? – disse brincando. Ele me abraçou beijando a ponta do meu nariz.
- Exatamente o contrário. Vim dizer que serei o homem mais feliz do mundo assim que você disser o sim. – disse-me entregando uma caixa quadrada de veludo – E que gostaria que usasse isso hoje. Pertenceu a minha mãe. – concluiu.
Abri a caixa e encontrei um lindo conjunto de colar e brincos de safiras e brilhantes.
- É magnífico Edward! E, é uma coisa azul. Dizem que dá sorte usar uma coisa azul e emprestada no dia do casamento. Usarei com muito prazer. – disse sorrindo e ficando na ponta dos pés para beijá-lo. Ele estreitou o abraço.
- Ouvi dizer, também, que fazer amor com a noiva antes do casamento afastava as energias negativas - disse enquanto puxava minha toalha. Eu ri.
- Engraçado... Eu nunca ouvi isso! – disse fingindo surpresa
- Pelo sim e pelo não, melhor não arriscar – disse ele beijando o meu pescoço e deixando a minha pele arrepiada.
- Tem razão – concordei a respiração já ofegante
Ele me pegou no colo e levou para a cama. Fiquei de joelhos para ajudá-lo a tirar a sua roupa, sem nunca abandonar os seus lábios.
Ele me deitou com delicadeza e acariciou o meu corpo lentamente.
- Você é linda! – disse com voz rouca de desejo
Puxei-o para mim enlaçando o seu pescoço e beijando com paixão. Nesse momento toda a ansiedade de minutos atrás me pareceu absurda. Nada podia estar mais certo do que a nossa união. Aquele amor era muito mais do que comunhão de corpos, era também uma comunhão de almas que a muito se pertenciam e se encontraram. Beijei todo o corpo dele sussurrando o quanto o amava. Edward trocou de posição comigo ficando por cima, sua mão desceu entre as minhas pernas e começou a massagear minha intimidade enquanto a sua boca sugava meus seios um a um. Eu arqueava meu corpo numa busca ansiosa pelo dele, o desejo turvando qualquer pensamento que não fosse o de senti-lo dentro de mim.
- Vem! – chamei e ele veio. Gememos juntos quando nossos corpos se uniram e me apertei mais contra ele querendo senti-lo inteiro. Edward acelerou os movimentos forçando com vigor dentro de mim... Eu delirava de tanto tesão. Nossa respiração entrecortada denunciava o nosso prazer e eu sentindo todo meu corpo retesar, joguei a cabeça para trás enquanto um gemido longo escapava de minha garganta e o meu corpo estremecia num orgasmo delicioso.
- Bella! – Edward chamou vindo logo em seguida e senti o seu corpo estremecer enquanto ele me abraçava apertado.
Ficamos abraçados fazendo carinho um no outro até que percebemos que já estava quase na hora. Edward levantou-se e me beijou com tanto amor que me senti tocada pela emoção.
- Estarei esperando por você. – disse me olhando nos olhos. Eu sorri
- Não vou me atrasar – prometi.
Depois que ele saiu, corri para tomar uma ducha e comecei a me vestir.
Comecei pela maquiagem. Fiz uma suave usando tons creme e rosa.
Um toque na porta avisou-me da chegada de Renée que vinha para me ajudar a me vestir. Ela estava muito bonita num longo verde esmeralda.
- Você está muito bonita mãe. – disse feliz por ela e o Charlie estarem presentes.
- Obrigada, querida. Estou tão emocionada! Vamos, deixe-me ajuda-la para que não se atrase – disse ela pegando os meus sapatos Scarpin perolados quase do mesmo tom do vestido e as meias 7/8 brancas, com silicone na parte de cima o que dispensava o uso da cinta-liga.
Meu vestido era muito elegante. Era um longo tomara que caia de tafetá na cor Off-White, o modelo era justo até a cintura, depois caía solto numa saia de Organza e tafetá rodada. Uma fita estreita do mesmo tecido contornava o corpo logo abaixo da cintura finalizando como uma flor na lateral.
O buquê era feito de mini-rosas nas cores brancas e champanhe. Prendi os cabelos num coque baixo e coloquei as jóias que Edward trouxera.
Ouvimos outra batida na porta.
- Deve ser o seu pai. – disse Renée. Charlie entrou muito elegante num terno cinza escuro.
- Oh! Você está linda, Bella. – disse me abraçando
- Cuidado para não amassar o vestido – Renée alertou
- Obrigada, pai. – respondi sorrindo.
- Você parece feliz – disse após limpar a garganta para disfarçar a emoção.
- E estou. Muito feliz! – assegurei aos dois.
- Seu noivo pediu que ficássemos atentos à música, que seria o sinal para entrar com você. - Ele avisou.
- Bom, então eu vou indo na frente. Você está realmente linda, minha filha. – disse Renée.
- Obrigada mãe. – agradeci
Já começava a ficar ansiosa de novo, mas, desta vez para encontrar com o Edward. Charlie me pegou pelo braço e saímos para aguardar a música.
O som dos violinos começou a tocar Ave Maria, de Schubert alguns minutos depois.
- Esta pronta? – ele me perguntou e eu assenti. Eu estava pronta... Mais do que nunca.
Charlie guiou-me na direção onde estava montado o altar. Quando o cenário entrou no meu campo de visão, imediatamente procurei por Edward. Quando eu o avistei, meu coração falhou uma batida. Ele estava impecavelmente lindo em seu uniforme extremamente branco com botões dourados. Seu rosto denunciava a grande emoção que sentia quando me viu chegar. Nossos olhos se encontraram e ele me deu o seu mais lindo sorriso. Sorri de volta sentindo que nada neste mundo poderia ser mais perfeito do que este momento.
Pareceu-me que durou uma eternidade chegar até ele. Charlie, num gesto simbólico, colocou a minha mão na de Edward, que me recebeu com um singelo beijo na testa.
Emmet fez uma cerimônia rápida e trocamos nossos votos com a voz embargada pela emoção, enquanto fazíamos a troca de alianças.
Quando Emmet disse as palavras “Pode beijar a noiva”, os convidados explodiram em salva de palmas e Edward me beijou enquanto eu jogava os braços em volta do seu pescoço ficando nas pontas dos pés para retribuir seu beijo apaixonadamente. Passamos entre os convidados e fomos para o restaurante onde haveria uma recepção. Assim que entramos a Orquestra começou a tocar uma melodia bonita. Edward e eu ficamos na entrada para receber nossos convidados e ele se curvou sussurrando no meu ouvido:
- Você é a noiva mais linda que os meus olhos já viram e tenho certeza que todos que estão aqui pensam o mesmo.
- Exagerado! Mas, asseguro-lhe que não há noiva mais feliz. – disse apertando sua mão. Os convidados começaram a chegar e passou-se quase uma hora antes que conseguíssemos falar uma com o outro novamente. O almoço foi servido, em seguida fomos cortar o bolo dos noivos, uma sessão de fotos e dançar a valsa dos noivos. Depois, todos os convidados também levantaram para dançar. Edward tinha feito uma programação de cruzeiro e festas por todo o final de semana para os convidados, mas, os planos para nós eram outros. Edward me pegou pela mão e escapamos sem que ninguém percebesse para a minha suíte onde trocamos de roupas entre beijos. Com as malas prontas, fomos para a lancha que aguardava para nos levar de volta a New York. Passaríamos a noite num hotel e na manhã seguinte embarcaríamos para Paris, onde ficaríamos por 10 dias.
O hotel era maravilhoso e quando chegamos ao apartamento havia uma garrafa de champagne num balde de gelo e uma cesta de flores de cortesia, desejando felicidade ao casal.
- Enfim, sós! Disse Edward fazendo um carinho nos meus cabelos.
- Demorou uma eternidade – disse concordando e fui tirando seu casaco, desabotoando a camisa. - Fique quietinho – disse-lhe quando tentou tirar o meu vestido. Ele parou e me deixou conduzir. Ajudou-me com a fivela do cinto e eu abri a sua calça deixando cai ao chão. Ele tinha um corpo lindo e a visão dele só com uma cuequinha Boxer me alucinava. Dei as costas para que ele me ajudasse com o zíper do vestido e após abri-lo ele o fez escorregar pelos meus ombros e cair ao chão. Edward me segurou pelos quadris e puxou contra o seu corpo me fazendo sentir sua virilidade pulsante enquanto beijava o meu pescoço. Virei-me e enlacei-o pelo pescoço beijando cheia de vontade. Com um gemido rouco ele me pegou no colo e me levou para a cama. Tirou meu sutiã e a minha calcinha enquanto beijava o meu corpo. Começou pela orelha e foi descendo pelo pescoço, ombro, meus seios, minha barriga. Neste ponto eu já me contorcia gemendo e chamando por ele. Edward separou as minhas pernas e beijou a parte interna das minhas coxas me fazendo arquejar. Agarrei os seus cabelos quando sua boca se prendeu na minha parte mais íntima, sugando, lambendo. Meu corpo tremia e eu tentava puxa-lo para cima para que me possuísse. Ele continuou ignorando meus apelos e de repente perdi completamente o controle gozando sem pudor em sua boca. Acho que ainda estava gozando quando ele me penetrou com vontade estocando forte e rápido. Era tão bom e eu ainda estava tão excitada que, tomada pela surpresa e pela primeira vez em minha vida, tive um orgasmo múltiplo. Gritei e ele gozou em seguida dentro de mim.
Dormimos como sempre abraçados e exaustos.
Quando acordei, Edward dormia um sono profundo. Saí da cama suavemente para não desperta-lo. Estávamos casados a exatamente dois meses e nossa lua de mel fora fantástica. Passeamos muito, nos amamos mais ainda e os dias passaram como um sonho bom. Depois que voltamos a NY comecei a sentir um sono excessivo. Todas as tardes e dormia profundamente e comecei a achar que poderia estar estafada por causa de toda a correria dos últimos acontecimentos da minha vida. Resolvi procurar um médico, sem que Edward soubesse. Ele era muito protetor em relação a mim e não queria preocupá-lo sem necessidade. Após alguns exames, o médico descobriu que a causa do meu sono excessivo não era estafa.
Hoje queria acordar Edward de uma maneira especial. Preparei uma mesa linda de café da manhã e coloquei o presente que tinha comprado para ele diante do seu prato e um envelope junto.
Fui ao quarto e deitei ao seu lado dando vários beijinhos em suas costas nuas.
Ele me prendeu entre seus braços e me beijou.
- Levante-se e venha tomar café comigo. Preparei um desjejum especial. – dei um beijinho rápido escapando da cama.
Fui para a sala espera-lo, ansiosa. Quando ele chegou à sala arregalou os olhos ao ver a mesa preparada.
- Feliz aniversário de casamento. – eu disse sorrindo.
- Feliz aniversario de casamento – disse me entregando-me uma caixinha.
- Ah... Edward! Eu te disse que presentes de aniversário de meses estavam proibidos. – reclamei.
- Eu sei que disse, mas, não resisti. Abra. – pediu. Abri a caixinha e soltei o ar quando vi uma linda aliança de diamantes e ouro amarelo que ele colocou no mesmo dedo que estava a aliança de ouro.
- Que aliança linda, Edward! Obrigada. - Disse beijando-o. Agora abra o seu -disse indicando o pacotinho que estava na frente da sua xícara.
Ele abriu o pacote e olhou sem graça para a caixa de charutos cubanos. Ele não fumava.
- Charutos cubanos! Obrigado, amor. – disse educadamente inclinando-se para me beijar.
- Espere! – disse colocando a mão no seu peito. – Não agradeça antes de ver o cartão – disse apontando para o envelope. Ele sorriu e abrindo o envelope leu o que estava escrito. Fiquei observando sua reação e vi suas mãos tremerem. Edward levantou a cabeça e me olhou nos olhos o rosto sério pela emoção.
- Você... Está grávida? – perguntou com a voz rouca. Eu assenti.
- Grávida?! Você está esperando um filho meu? – repetiu com se não acreditasse
- Ou filha – disse sorrindo. Ele me abraçou enchendo meu rosto de beijos.
- Ah! Bella... Obrigado, amor. Eu nunca pensei que pudesse ser mais realizado do que era, mas, você me provou que é possível, mais uma vez. Esse é o melhor presente que um homem pode ganhar da mulher que ama. – disse sorrindo e eu fiquei feliz. Eu sabia que muitos desafios surgiriam em nossas vidas, mas, nenhum obstáculo seria grande o suficiente para abalar o nosso amor que se fortalecia a cada dia, como aquela pequena semente que crescia dentro de mim.
FIM.






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