domingo, 2 de janeiro de 2011

Love of the Seas- capitulo 17

Acordei, mas, permaneci deitada sem ânimo para levantar.

Como você pode se sentir a pessoa mais feliz do mundo e algumas horas depois a mais miserável?

Não entendi porque Edward me deixara acreditar na mentira sobre a sua situação financeira. Deve ter se divertido com a minha ingenuidade.

Lágrimas quentes caíram no meu rosto. Talvez porque aquele Edward que me enganara não era o homem que fizera amor comigo tantas vezes de maneira tão intensa, que jurou me amar, que me pediu em casamento. Foi tudo fingimento?Tudo só uma diversão?Girei para o lado e abracei o travesseiro ainda com o cheirinho dele. Recomecei a soluçar. Minha cabeça explodia.

Tomei um comprimido para dor de cabeça e voltei a deitar. Poucos minutos depois o remédio fez efeito e adormeci outra vez.

Quando acordei o dia estava alto. Levantei e fui para a cozinha, procurar alguma coisa para comer. Não sentia fome, mas, sabia que precisava colocar alimento dentro do meu estômago. Abri a geladeira e fiquei parada diante dela sem apetite para nada. Peguei um iogurte natural, coloquei açúcar e tomei.

Resolvi tomar um banho. Quando cheguei ao banheiro a imagem que vi refletida no espelho me assustou. Estava com o nariz vermelho, os olhos inchados, os cabelos desgrenhados, rosto pálido.

Fui para o chuveiro e tomei um banho demorado deixando a água cair sobre minha cabeça se misturando com as lágrimas que não secavam. O meu apartamento estava cheio de lembranças do Edward. O quarto, o banheiro, a cozinha e a sala... Para onde eu olhasse flashes de momentos felizes com ele passava diante dos meus olhos. “Que ódio, Bella! Pare com isso agora mesmo!” pensei comigo mesma. Esse homem mentiu pra mim, me enganou! Meu Deus!...Ajude-me a esquecê-lo!

Resolvi sair um pouco do apartamento, então coloquei um jeans e um suéter, tênis e meus óculos escuros e saí para caminhar.

Quando dei por mim estava diante de uma catedral. Entrei ali buscando um pouco de paz para o meu espírito conturbado. Perdi a noção do tempo. Fiquei lá sentada só olhando para a imagem do santo a minha frente, depois, ajoelhei-me e comecei a orar. Pedi para Deus curar a minha dor, para me dar forças para esquecê-lo e para que eu não sentisse tanta falta dos seus braços como sentia agora... Dai comecei a chorar de novo. Deixei que minha alma se aliviasse de toda dor e depois voltei para casa.

Sentei perto da janela e fiquei olhando para o nada. O telefone tocou várias vezes e depois o celular, mas, não me movi. Quando escureceu fui para a cama deitando encolhida e adormeci.

A campanhia do interfone tocava insistentemente. Levantei me sentindo meio fraca por falta da alimentação.

- Quem é? – perguntei com a voz rouca

- Bella. Sou eu, Ângela. Posso subir? – perguntou preocupada.

- Entre – disse liberando a porta e deixando a porta do apartamento aberta. Voltei para a cama. Quando Ângela me viu ficou assustada.

- Bella?! Está doente? O que aconteceu? – perguntou sinceramente preocupada.

Ah, Ângela... - solucei.

- Conte-me, amiga. O que está acontecendo com você?

Contei tudo para Ângela. Da mentira do Edward, como tinha descoberto e do fim do noivado.

- Bella, querida. Eu sinto muito. Vocês pareciam tão apaixonados... Você não acha que foi muito dura com ele, Bella? Sei lá... Talvez devesse ter dado uma chance para ele explicar. – olhei para ela sem acreditar no que estava ouvindo

- Ângela como pode dizer isso? Depois de tudo que te contei? – perguntei chocada.

- Talvez porque, estando de fora, consiga ver com mais clareza do que você. Disse ela tranqüila. - Se um homem me olhasse com o amor que Edward olha para você... Não o deixaria escapar assim tão fácil. – concluiu.

- Obrigada, Ângela. Agora eu me sinto muito melhor! – disse sarcástica em seguida lamentei – Desculpe-me. Sei que fala para o meu bem. Eu vou superar. – prometi mais a mim mesma do que para ela.

- E é melhor que faça isso logo. Tivemos que cancelar a entrevista coletiva e o velho Mike, que está de volta desde que soube do seu compromisso, está meio nervoso com isso.

- Deus! Esqueci completamente. Mas, mesmo que tivesse lembrado Ângela... Hoje eu não conseguiria participar de uma coletiva. – disse.

- Eu sei querida. Mas, mudando um pouco de assunto, você comeu alguma coisa? Está tão pálida. – ela perguntou avaliando meu estado. Quando neguei com a cabeça ela levantou-se.

- Bem, deixe comigo que em minutos farei alguma coisa para você comer. Por que não levanta e vai lavar esse rosto e escovar os cabelos? – sugeriu

- Fui para o banheiro e fiz minha higiene pessoal... Ouvi Ângela falando ao telefone com alguém... ”Não, ela está muito mal. Não se alimentou ontem o dia todo e quando cheguei aqui estava largada em cima da cama com os olhos inchados de tanto chorar. Não se preocupe. Cuidarei dela! Combinado.” – deve estar falando com o Mike. Ele deve estar preocupado por eu entrar em crise no inicio da campanha promocional do livro. Eu vou reagir. Não deixarei que Edward Cullen cause um estrago na minha vida, maior do que já causou.

Cheguei à cozinha, Ângela havia feito uma salada com peito de frango grelhado e um suco de morango com leite. Engoli seco... Morangos lembravam Edward. Balancei a cabeça me forcei a tomar o suco... Ou começava a parar com essas coisas ou iria morrer de inanição.

- O meu próximo compromisso é para terça-feira? – perguntei. Lembrando da entrevista no programa de televisão.

- Na realidade o Mike remarcou para as 14h00 de amanhã a coletiva e, uma outra livraria está solicitando uma tarde de autógrafos, marcada para às 15h00.

- Ah, não Ângela! - lamentei

- Querida essa livraria comprou muitos livros e essa exigência faz parte do acordo.

- Está bem, mas, pode avisar que o tempo de autógrafo não vai passar de uma hora. Às 16h00 encerro tudo e venho embora – disse sem paciência para mais que isso.

Terminei de comer e senti-me melhor. - Obrigada, Ângela. Sinto-me revigorada – disse.

- Você ficará bem sozinha? – Ângela perguntou preocupada.

- Sim. Não se preocupe Ângela. – tranqüilizei-a

- Se quiser, posso ficar hoje com você. Avisarei em casa. – ela ofereceu.

- Não. De verdade. Estou bem. Pode ir para sua casa. – agradeci.

Mas, quando ela saiu, fiquei sentindo a forte presença de Edward no meu apartamento. Podia vê-lo sentado na mesa rindo e comendo, no hall perto da porta ele fazendo amor comigo e no quarto e no banheiro. Coloquei a cabeça entre as mãos. Vou vender este apartamento! E vou embora de Manhattan... De NY!

Fui para o quarto. Hoje eu iria tomar um calmante para dormir! Eu não costumava fazer isso, mas Precisava estar bem amanhã e não conseguiria dormir tão cedo depois de passar o dia dormindo.

Pouco tempo depois os meus olhos começaram a se fechar... Tive um sonho lindo. Sonhei que Edward entrava no meu quarto e acariciava os meus cabelos e me dizia que me amava. Então, eu comecei a chorar dormindo... E pude sentir o calor dos seus braços me embalando então a escuridão me tomou.

Quando o dia amanheceu eu levantei e liguei o automático. Tomei café, depois fui ao banheiro tomar uma ducha, escolhi a roupa que usaria na coletiva e na tarde de autógrafos. Optei pó um vestido tomara que caia de chiffon, degrade em cima era um tom rosa pálido e terminava na cor cereja. Sapatos creme completavam a produção.

Ângela ligou-me para saber como eu estava e confirmar a programação..

Uma hora antes do horário que combinei para me pegar eu estava pronta.

Fiz uma maquiagem caprichada para esconder o abatimento do meu rosto.

Prendi o cabelo com uma fivela num rabo de cavalo baixo... Estava bonita.

A entrevista transcorreu bem, ignorei algumas perguntas pessoais e respondi com segurança todas as outras que queriam saber do livro.

Saímos da coletiva e fomos para a Livraria. Fiquei sentada numa mesa autografando os livros que as pessoas compravam. Olhei discretamente para o relógio era 15H50.Em exatamente 10 minutos estaria tudo acabado.

De cabeça baixa, recebi o próximo livro para autografar.

- A quem devo dedicar? – perguntei abrindo a primeira folha do livro.

- Ao Idiota que te ama mais do que a própria vida. - disse uma voz que mexeu com as estruturas do meu ser.

- Edward! - Ergui a cabeça surpresa. Ele estava diante de mim, o rosto cansado, a expressão triste.

- Por favor, Bella. Por favor, escute-me.

Olhei atrás dele e vi que era o último da fila. Levantei me afastei para um setor que estava vazio. Edward me seguiu.

- Eu tenho pouco tempo, por favor, seja breve – disse tentando parecer fria, mas, o tremor em minha voz, delatou a minha emoção.

- Bella, eu sei que você tem motivos para ficar chateada comigo - disse.

- Diga-me alguma coisa que eu não saiba Edward Cullen. - pronunciei seu nome como se fosse uma ofensa. Ele suspirou.

- Eu mereço - isso disse.

- Ainda não me surpreendeu – disse sarcástica

- Bella. Eu não quis mentir para você. – disse me encarando - A dedução foi sua e eu achei que seria melhor esclarecer no dia que fosse te levar na casa de Carlisle para apresentá-la a ele. Não podia imaginar que antes do jantar a imprensa descobriria sobre nós. Eu sei que te magoei e peço perdão. Nunca tive a intenção. Eu te amo e tenho vivido um verdadeiro inferno desde você terminou tudo comigo. Por favor, me dê a chance de provar que te amo que confio em você e que quero passar o resto da minha vida ao seu lado.

- Como posso acreditar que não está brincando com os meus sentimentos mais uma vez, Edward? Você me magoou muito! – disse a dor transparecendo m minha voz.

- Primeiro acreditando que eu NUNCA brinquei com os seus sentimentos, Bella. Eu te amo! – disse em alto e bom som. - Enquanto eu viver é a você que eu amarei, mesmo que não queira saber mais de mim. - Ele se aproximou

- Como soube que eu estaria aqui? – quis saber

- Ângela me contou – disse – Não fique brava. Ela só me deu a chance de esclarecer com você.

- Desde quando você é amigo da Ângela? – perguntei bruscamente

- Desde o dia que liguei na sua casa, no seu celular e você não atendeu. Eu fiquei preocupado e fui atrás dela pedindo para que ela visse ver se estava bem. Lembrei do telefonema que ouvi a Ângela falando. Era com Edward e não com o Mike que ela falara aquele dia!

- Naquele dia , quando liguei para ela para saber como você estava, quando ela me contou fiquei louco e convenci Ângela a deixar a porta só encostada depois que saísse para eu poder entrar e falar com você. – confessou.

- Ah! Então, você esteve mesmo lá! Eu pensei que estava sonhando. – disse boquiaberta.

- Quando eu entrei e vi o seu estado, dopada de comprimido, sofrendo tanto quanto eu percebi que não poderia mais esperar para você se acalmar. Eu tinha que tentar, pela minha sanidade, esclarecer isso com você. – disse se aproximando. Edward me segurou nos braços. - Por favor, diga que pode me perdoar. – disse sério. Os sentimentos confusos dentro de mim. Por um lado eu queria corresponder ao seu abraço, mas estava muito ferida. Libertei-me dos seus braços a expressão de dor no rosto dele quase me fez levantar a mão para afagar aquela face que eu amava, mas, me contive.

- Não sei se poderei confiar em você de novo. Uma relação não existe sem confiança. – disse a ele. A minha voz, assim como todo o resto de mim parecia sem vida.

- Bella, só me dê a chance de passar o resto da minha vida tentando faze-la acreditar no meu amor. Eu estou te implorando sem vergonha por isso. – Quando ele disse isso, comecei a chorar. Edward me abraçou e fazendo carinho nos meus cabelos.

- Eu te amo Bella. Você é a minha vida. Eu falei sério quando te disse que o meu coração de nada me serviria sem você. Lembra-se? – perguntou beijando os meus cabelos.

- Sim. – respondi com a voz sufocada pelo choro. - Foi quando eu te disse que a minha alma era sua. – completei. Edward gemeu e beijou-me com desespero, saudade e com tanto amor que simplesmente não pude mais resistir. Abracei-o com força correspondendo ao seu beijo intensamente.

Meu coração batia novamente em dias. Eu não podia viver sem Edward isso era fato e ele parecia que também não podia viver sem mim.

- Bella, diga que me perdoa – ele suplicou. Olhei em seus olhos

- “Eu não posso viver sem a minha vida. Não posso viver sem o meu amor.” – disse citando uma parte do livro “O morro dos ventos uivantes.”

- Então pode, por favor, pegar isso de volta?– perguntou emocionado estendendo o meu anel de noivado. Estendi a mão tremula para ele colocar o anel de novo no meu dedo. Edward mais do que depressa colocou o anel de volta e depois beijou a minha mão.

- Agora será que podemos ir embora daqui? – ele perguntou sorrindo torto.

- Podemos. – respondi também sorrindo. Edward me pegou pela mão e fomos andando rápido e depois começamos a correr, os dois rindo felizes como duas crianças.

- Aonde vamos? – perguntei sem fôlego quando chegamos ao carro dele.

- Surpresa! – disse ligando o carro e partindo. Quando percebi estávamos no Porto de NY e podia avistar o LOTS, imenso, majestoso, parado lá.

- Venha. Vamos subir – disse me dando a mão. Meu coração batia acelerado. Subimos e encontramos o Emmet... Vestido de Capitão!

- Bem-vindos a bordo do Love of the Seas. – falou todo orgulhoso.

- Emmet! Você é Capitão! – disse sorrindo. - Parabéns!

- Obrigado. - respondeu orgulhoso. Depois olhando para Edward. Podemos zarpar senhor? Estamos todos prontos. – disse sorrindo.

- Zarpar? Edward o que está fazendo? Não posso me afastar ainda de NY tenho compromissos com a Editora. – disse assustada.

- Calma amor. Será um dia em alto mar, voltaremos em tempo para o seu compromisso!- disse levando-me para onde era a minha cabine.

- Você reservou o LOTS só pra gente? - perguntei surpresa

- Sim. Até amanhã à noite. Eu queria ficar fora pelo menos uma semana, mas, você tem a gravação do programa de televisão, na terça-feira. Ângela me passou sua agenda – disse sorrindo torto. Balancei a cabeça incrédula.

- Diga-me, essa história do Emmet capitão do LOTS é por esse dia? Quis saber.

- Emmet agora é o Capitão do LOTS definitivamente. Aceitei a proposta de Carlisle de assumir a administração das empresas, aqui em NY.

A má noticia é que tive que ceder a minha cabine para o Emmet e a boa é que a sua será nossa para sempre. Ninguém mais poderá vender esta cabine. Ninguém mais dormirá nesta cama exceto nós. - disse. Eu estava emocionada. Entrar de novo naquela cabine, relembrar tudo o que vivemos ali foi bom para fortalecer o sentimento que estava agindo corretamente em seguir o meu coração e dar mais uma chance para aquele amor.

- Oh, Edward! – disse comovida. Virei-me em sua direção e ele me olhava com tanto amor que não resisti e me joguei nos braços dele. Nosso beijo começou com alegria, mas então o sentimento mudou e o desejo veio forte reivindicando o seu espaço. Começamos, os dois, a respirar com dificuldade. Edward beijava o meu rosto, meu pescoço, minha orelha, enquanto suas mãos exploravam meu corpo cheio de saudade. Eu estava tirando a sua camisa enquanto tentava me equilibrar na ponta dos pés para beijá-lo. Ele pegou-me no colo e levou para a cama onde terminamos de arrancar nossas roupas. A excitação dele era visível e palpável. Edward capturou meu seio com a boca e depois de sugá-lo por um tempo passou para o outro enquanto seus dedos procuravam pela minha intimidade, massageando. Que saudade, meu Deus! Eu gemia arqueando o corpo a procura do dele.

- Bella. Não posso esperar mais – disse ele rouco, me pedindo permissão.

- Vem, amor. – disse estendendo os braços para ele. Também não podia mais esperar. Precisava dele dentro de mim. Edward me penetrou com um gemido que se confundiu com o meu próprio. Nossos corpos moveram-se juntos. Inicialmente devagar, sentindo, testando e depois com mais vigor, exigindo, possessivo.

- Eu te amo, Bella – disse gemendo enquanto estocava com força dentro de mim.

- Como eu amo você – disse repetindo sua reposta para mim, certa vez. Agarrei-me nos seus ombros. Edward conhecendo os sinais do meu corpo acelerou os movimentos e então o meu orgasmo veio... Glorioso, poderoso

E eu gritei por ele que já estremecia nos meus braços gemendo alto.

Ficamos nos braços um do outro, trêmulos pela intensidade do que tínhamos vivido... Beijando um o rosto do outro com pequenas bitoquinhas.

- Prometa que nunca mais vai me deixar! – pediu me apertando em seus braços.

- Eu prometo. Sei o que passei Edward. Não quero passar por aquilo nunca mais. – disse estremecendo.

- Acabou, amor... Acabou. – ele disse embalando o meu corpo. - Também estive no inferno.

- E você, nunca mais se atreva a esconder nada de mim. – disse num tom bravo.

- Sim senhora. Eu prometo! Só quero que você confie em mim de novo e me deixe te amar pelo resto de minha vida. – ele falou cheio de ternura.

Isso seria muito fácil para mim. Sorri feliz e mostrei a ele como podia começar cumprindo sua promessa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar saiba que:
1. Você pode se Cadastrar com sua rede social para comentar é muito simples. Clique AQUI para saber mais.
2. Comentários, imagens e links ofensivos a Robert, Kristen ou ao trabalho realizado por esse fandom serão deletados e banidos.
2. Evitem usos de palavrões e confusões pois esses comentários serão deletados e colocados na lista de SPAM.
3.Links de sugestão de máterias por favor enviem para irmandaderobsten@hotmail.com ou no nosso chat.