domingo, 2 de janeiro de 2011

5. Desejo Ardente


Finalmente chegamos na cidade alguns da caravana ficaram pelo caminho, cada um indo para sua respectiva residência, mas, uma boa parte dela seguiu conosco. Quando chegamos a "casa" de Edward eu percebi o quão modesto ele havia sido.    
Tratava-se de um pequeno palácio com grandes portas de madeira e janelas com grades de ferro batido formando arabescos. Percebi que as pessoas  que seguiram conosco eram empregados que viviam e trabalhavam no palácio. Um pátio central tinha uma imensa fonte retangular, rodeada por diversas portas em arcos que davam para os ambientes internos do palácio.  
O piso e as paredes em pedra creme totalmente entalhadas formando arabescos. Dentro do palácio o piso era de cerâmica trabalhada com pequenas estampas nas cores branca, azule e amarelo. As portas de madeira maciça e desenhadas eram na cor de madeira natural, recebendo apenas uma proteção de verniz. No chão e nas paredes tapetes e tapeçarias que eram verdadeiras obras de arte e grandes os lustres de cristais pendiam dos tetos. Havia janelas para todos os lados o que tornava o palácio claro e fresco.  
Fui levada para um quarto imenso que tinha no centro uma enorme cama de dossel com um imenso véu de fino tecido transparente. à esquerda ficava o quarto de banho. Mobiliado com um recamier tapetes persas pelo chão plantas e lamparinas grandes e a banheira parecia uma piscina pequena.
Depois da cama indo para o lado direito, havia uma mesa com duas cadeiras para pequenas refeições e mais adiante uma porta de vidro que dava para um patio privativo do quarto com uma pequena fonte e algumas plantas. Era maravilhoso! Ouvi uma batida em minha porta e fui atender. Edward estava lá.
- Pensei que talvez você queira telefonar para alguém avisando que está bem. - disse sério
- É muita gentileza sua - agradeci. Ele fez sinal com a cabeça para que o seguisse.
- Está bem acomodada? - perguntou perguntou enquanto me guiava por imensos corredores
- Muito bem acomodada. Sua residência é linda. Adorei o pátio privativo do quarto. Um luxo que não se desfruta em nenhum hotel por melhor que seja. - eu admiti e ele sorriu. Entramos numa sala que parecia ser um escritório/biblioteca. Uma das paredes era tomada por uma estante cheia de livros. De um lado um imenso sofá com uma mesa de centro na frente dele e do outro, próximo da porta que dava para uma varanda, havia uma imensa mesa de mogno entalhada e uma confotável cadeira giratória com assento de couro. Em cima da mesa havia um com computador de última geração e um telefone sem fio, além uma agenda capa de couro, uma caneta Mont Blanc que provavelmente pertenciam ao Edward.  
- Fique à vontade, vou pedir que sirvam um chá para nós dois. - Edward saiu discretamente. Olhei no relógio, passava das 22h00 e provavelmente Jake estivesse acordado. Disquei o número do hotel e pedi para falar no quarto dele.
- Alô! - Jacob atendeu com a voz tensa. Senti alegria e um pouco de remorso ao ouvir a sua voz
- Jake! Sou eu. - pude ouvi-lo arfar do outro lado.
- Bella! Onde você está? Você está bem? Quase fiquei louco sem noticias suas. - sua voz era um misto de alívio e raiva.
- Calma, Jake. Eu estou bem. Eu explicarei tudo quando chegar. Estou hospedada na casa do Sheik Edward Mansen. Amanhã ele cederá um carro com motorista para me levar de volta ao hotel em segurança. Liguei apenas para te tranquilizar.
- Graças a Deus, Bella. Já estava pensando em acionar as autoridades daqui. - ele falou aliviado. Fique tranquilo amanhã estaremos juntos. Um beijo. - me despedi e desliguei.  
Alguns minutos depois Edward voltou seguido de uma delicada moça de cabelos longos e pretos presos numa trança e grandes e amendoados olhos.
- Deixe a bandeja na mesa, Najah. Obrigado, eu mesmo servirei, pode se recolher.- ela olhou com visivel adoração para Edward e fazendo uma referência saiu em passos graciosos. Ele me convidou a sentar no sofá enquanto me servia de Chá.
- Puro ou com creme? - perguntou
- Com creme e açúcar, obrigada.- disse aceitando a xícara. Ele serviu um puro para ele e me ofereceu o prato com delicados biscoitos  que recusei.
Tomamos o chá em silêncio. quando terminei ensaiei um agradecimento.
- Eu não sei realmente como agradecer tudo o que fez por mim. - disse levando-me. Edward levantou-se também.
- Eu sei como. - ele aproximou-se de mim e segurou o meu queixo.
- Não! -sussurrei e ele riu.
- Sim, Bella. - ele murmurou enquanto seus lábios faziam um caminho da minha orelha a base do pescoço.- Eu sei que você me deseja tanto quanto eu desejo você. - ele falava com voz rouca e macia enquando seus lábios e as suas mãos passeavam pelo meu corpo que estava todo arrepiado. Sentia-me indefesa como uma pequena presa diante do olhar hipnotizante da serpente.
Edward me olhou dando-me a chance de negar. Então, vendo que eu não neguei, ele baixou a cabeça e tomou minha boca com vigor.  O meu coração falhou uma batida e uma descarga elétrica que percorreu todo o meu corpo, me deixando arrepiada. Agarrei os seus cabelos enroscando os meus dedos com força e pressionei o meu corpo contra o dele. 
Edward desceu as mãos pelas minhas costas e as colocou nas minhas nádegas apertando e me trazendo ao encontro do seu corpo. Foi um beijo cheio de desejo. Senti seu sexo duro pressionando a minha barriga e gemi antecipando o prazer. Ele me pegou no colo e me levou  ao sofá onde me deitou e entre beijos, tirou a minha blusa. Estava com a minha lingerie de renda branca por debaixo da roupa. Edward soltou o ar quando me viu semi nua nos seus braços.
- Você é linda - sua voz estava grave, carregada de desejo. Eu sabia que estava perdida. Começar uma coisa assim com um homem como aquele não tinha mais volta. E eu, não queria que tivesse volta. Ajudei-o com o cinto enquanto ele se livrava da camisa. Acariciei o seu peito, destribuindo beijos e sentindo o gosto da sua pela na minha lingua. Edward gemia baixinho. Ele levou as mãos às minhas costas e abriu o fecho do sutiã, fazendo-o deslizar pelos meus braços.Desceu a cabeça e sugou os meus seios manipulando os bicos, num com a boca no outro a mão.
Gemi, arqueando as costas enquanto pressionava a cabeça dele contra o meu seio que sugava. Edward se livrou do resto das roupas.  Fiquei um pouco assustada com o que ví.
 - Edward...Por favor, seja gentil - murmurei - E...eu sou virgem. - Edward congelou no mesmo minuto. Levantou a cabeça e me olhou atordoado.
- O que? - disse levantando num salto.
- O que foi? - perguntei confusa
- Diabos, Bella. Por que não me disse isso antes? - ele levantou e começou a se vestir.
- Vista-se - disse autoritário. Eu comecei a me vestir em silêncio constrangida com a reação dele. Depois o encarei, o rosto levemente ruborizado.
- Que diferença faz se eu quero você? - perguntei tentando agir de maneira adulta.
- Faz toda a diferença. Pode achar que não, mas, tenho princípios. Você tem um noivo Bella que preservou sua pureza e não foi para que um outro a tirasse no sofá de uma sala. 
Lágrimas vieram aos meus olhos. Nada do que ele pudesse dizer naquele momento poderia me fazer sentir mais humilhada do que aquilo .
 - Eu te odeio! - gritei dando um tapa na cara dele e sai correndo de volta para o meu quarto.   Nunca me senti tão baixa. Eu sabia que ele tinha razão. O que me fez sentir pior foi que ele pensou nisso, não eu. Estava noiva de Jacob a quase  um ano, fora o tempo que tivemos de namoro e nunca me senti preparada para fazer amor com ele e com Edward... solucei até adormecer.    
PDV Edward.  
Essa garota apareceu no meu caminho para tirar a minha paz! Eu sabia, desde o momento que a encontrei quase morta no deserto e fitei aqueles olhos cor de chocolate que ela seria a minha ruína. Maldição! Tinha que ter um noivo e ainda por cima ser virgem.    
Passei as mãos nos cabelos repetidas vezes tentando me acalmar. Foi muito dificil rejeitá-la. Foi a coisa mais dificil que tive que fazer em toda a minha maldita vida! Ela ficou muito magoada com o que eu falei, pude ver em seu olhar, mas, eu tive que ser duro, por ela.  
Porque eu estava no limite do meu controle. Se ela tocasse em mim novamente, eu mandaria a minha moral para o inferno junto com o noivo dela e a teria levado para o meu quarto e feito amor com ela a noite toda. Mas, sei que na manhã seguinte ela estaria arrependida e eu teria destruido a sua vida.  
 Fui para o meu quarto e tomei uma ducha morna...só de lembrar do seu corpo nú em meus braços, fiquei duro de novo. Resolvi me tocar na esperança de me aliviar um pouco. Não foi dificil, só precisei fechar os olhos e lembrar dela gemendo por mim, tão macia, tão quente e nua...alguns minutos depois sentir um orgasmo violento e o nome dela escapou dos meus lábios num gemido.  
 Me apoiei nos azulejos do banheiro ofegante,a cabeça embaixo do jato da ducha.Não podia perder esta mulher. Eu iria lutar por ela.  Depois dessa decisão tomada fui para a cama e adormeci, exausto.    
PDV Bella  
Eu acordei já passava das 11h00...tinha dormido muito, exausta pela viajem e pelo redemoinho de emoções da noite anterior. Acabei acordando mais tarde do que pretendia. A lembrança do que tinha acontecido na noite anterior me atingiu apertando a minha garganta como uma mão de ferro. Ainda bem que eu iria embora hoje, assim não teria que passar pelo constrangimento de encarar Edward muito tempo além do que o necessário.
Coloquei a minha roupa e usei a maquiagem que tinha no meu quarto de banho para me sentir mais segura. Escovei os cabelos até ficarem brilhantes e desci, de queixo erguido, apesar que ele tremeu um pouco quando avistei Edward lindo, os cabelos bagunçados e úmidos de um banho recente. Ele levantou a cabeça sentindo a minha presença e, ficou me encarando sério. Senti o meu rosto ruborizar pela intensidade do seu olhar.
- Gostaria de saber a que horas o seu motorista poderá me levar - disse tentando manter a voz firme. Edward se aproximou e dei um passo para trás. - Temo que não será possível, Bella -  disse ele estancando no lugar quando percebeu a minha reação a sua proximidade.
 - O...O que? - meu queixo caiu. - Você me prometeu! - acusei raivosa.
- Calma, Bella. - disse - Prometi antes de saber o que estava acontecendo. Estourou uma guerra entre clãs de religiões opostas e circular pelo caminho tornou-se suícidio. Nem o motorista quer levar você.
- Então eu irei sozinha. - disse teimosamente.- Me empreste o carro.
- Não. É muito perigoso. Não posso permitir.
- Me dê a droga de um carro Edward - disse sentindo o meu auto controle ir para o espaço.
- Chega, Bella! Se você quer se matar, pelo amor de Maomé se mate nas mãos daquele infeliz do seu noivo, não nas minhas. Você vai ligar para ele e explicar o que está acontecendo e só vai sair desta casa, depois desta guerra entre os clãs acabar...nem que dure 100 anos! - ele falou num tom alto e duro.
 - Devia ter me deixado morrer no deserto! Eu preferia isso a ficar presa com você neste inferno de lugar! - parti para cima dele esmurrando o seu peito, as lágrimas caindo pelos meu rosto. 
- Pare, Bella! - Edward segurou os meus pulsos para me parar e eu comecei a chutá-lo. Edward me pegou pelos ombros e esmagou minha boca num beijo.  Não havia carinho ali; aquele beijo era pura punição. Senti ódio e comecei a lutar para ele me soltar. A minha resistência parecia atiçar ainda mais a sua raiva e ele enfiou a lingua dentro da minha boca sugando; rodeando a minha; foi nesse momento que algo mudou dentro de mim...Um calor percorreu todo o meu corpo e instintivamente começei a corresponder ao beijo.
Minha mão que antes o empurrava para longe; agora se fechava sobre os seus cabelos; puxando para mais perto. Ele colocou uma mão na parte de tras do meu pescoço; num caricia suave enquanto a outra desceu pelas minhas costas pressionando o meu corpo contra o dele. Gemi baixinho; as pernas tremendo e; então ele me soltou. Nos encaramos a respiração ofegante; os corpos excitados. Eu ergui o queixo em desafio.
Ví os seus olhos escurecerem e as suas mãos fecharem em punho então ele deu a volta e saiu da sala. Caminhei zonza até o sofá e caí sobre as almofadas, sentindo em meu corpo tremulo todo o poder que aquele homem tinha sobre mim.