Edward e eu, passamos a manhã seguinte ao nosso casamento no quarto. Ele tinha deixado ordens para nos servirem o café da manhã lá mesmo e nos amamos sem pressa.Certamente os nossos convidados iriam entender a nossa ausência.
Quando descemos era quase hora do almoço. Não precisamos nos preocupar com isso porque o Buffet tinha sido contratado para os dois dias de festas e eles cuidaram em servir o café da manhã para os convidados, assim como serviriam o almoço em minutos, o coquetel à tarde e o jantar típico à noite.
Os convidados dividiam-se entre a sala de estar e o jardim. Procurei por Alice e Jasper entre eles. No dia anterior não tive oportunidade de conversar muito com ela, pois precisei circular entre os convidados o tempo todo, mas, hoje pretendia colocar as novidades em dia. Localizei-a perto de uma fonte conversando animadamente com o Jasper que a olhava com adoração. Engraçado observar que o comportamento protetor do Jasper em relação a Alice parecia muito com o de Edward em relação a mim e, tinha certeza que eu orbitava em volta do Edward como um satélite, da mesma maneira que Alice fazia com Jasper. Sorrí com este pensamento.
- Alice! - chamei acenando para eles. Ela veio saltitando em minha direção, seguida pelo Jasper.
- Bellinha...O seu casamento foi digno de uma rainha! - disse me abraçando os olhos brilhando de excitação.
- Obrigada, Alice. - respondi sorrindo e abraçando-a e depois ao Jasper.Tinha verdadeira afeição pelos dois.
- Para onde vocês viajarão na lua de mel ? - quis saber curiosa
- Na realidade, pretendemos ir aos EUA porque preciso resolver a documentação para a minha transferência na faculdade. Vou concluir os meus estudos aqui. De lá vamos para Paris, na França.- disse feliz.
- Oh! Nada como a cidade do amor para uma lua de mel! - aplaudiu Alice excitada. Pedi licença aos homens e puxei Alice de canto.
- E você e o Jasper, como estão?
- Muito bem. Jasper é tudo que eu pensava. Carinhoso, protetor e muito apaixonado. - disse suspirando com cara feliz.
- Alice, que bom! Estou feliz por vocês. - disse sincera.
- Devemos tudo a vocês! Se não fosse aquele empurrão ele nunca teria tomado uma atitude.- disse
- Não creio. Acho que só antecipamos as coisas. Era óbvio que ele já estava apaixonado...só precisou do incentivo certo para desinibir. - disse e ambas caímos na gargalhada.
O dia passou muito rapido enquanto Edward e eu dividiamos a atenção com os nossos amigos e parentes. No final da tarde todos subimos para descansar um pouco, antes do jantar.
Edward foi até o quarto de banho e preparou a banheira com banho espuma. Estava jogada na cama observando que ele caminhava como um felino. com passos leves e silencio. Ele voltou ao nosso quarto tirando a camisa e deixando a mostra seu peito bem definido com pelinhos dourados que faziam um caminho descendo por dentro das calças Jeans. Sua visão encheu os meus olhos e ele sorriu torto,vislumbrando em meu rosto o desejo.
Ele terminou de se despir e eu parei de respirar. Nunca deixaria de me surpreender com a beleza viril de Edward. Ele veio em minha direção, puxou-me em direção ao seu corpo e baixando a cabeça falou baixinho em meu ouvido:
- Por que ainda está tão vestida,amor?- sua voz era rouca e senti arrepios percorrendo a minha coluna.
- Estava esperando você para me ajudar. - respondi ofegante
Edward afastou o meu cabelo para o lado, beijando o meu pescoço, as suas mãos desceram pelas minhas costas enquanto puxava o ziper do meu vestido fazendo-o cair aos meus pés. Em seguida, ele beijou os meus lábios com uma leve caricia e me pegou no colo levando para a banheira, já cheia de água e espuma.
Como se tivesse todo o tempo do mundo e contrariando a visivel urgência do seu corpo ele começou a me banhar, enquanto beijava suavemente cada parte do meu corpo. Eu estava tentando me conter para não me agarrar a ele com força e fazê-lo estar dentro de mim, mas,entendi o que ele queria e me deixei ficar em seus braços sendo despertada profundamente, não só os sentidos do corpo, mas, os da alma. Retribuí da mesma forma os carinhos em seu corpo perfeito. Era tão bom senti-lo estremecer com os toques leves dos meus lábios e das minhas mãos quanto era de receber os seus carinhos. Estavamos fazendo amor, verdadeiramente.
Edward me ajeitou no seu colo dentro da banheira e sua boca quente buscou os meus seios, me fazendo arfar de excitação. Sentei colocando uma perna em cada lado do seu corpo e, Edward se posicionando, penetrou lentamente o meu corpo. Eu era toda arrepios e gemidos...comecei a mover-me com ele me guiando e refreando quando queria acelerar o ritmo. Continuamos assim o desejo ardente crescendo gradualmente até que eu, com um soluço chamei por ele que se entregou com a mesma urgência que me tomava.
Nossos movimentos não eram mais suaves, a paixão pediu espaço e nos arrebatou juntos e de maneira absoluta.
O sentimento foi tão intenso que chorei em seus braços de pura felicidade. Edward ficou acariciando os meus cabelos e embalando o meu corpo. Não me perguntou nada, como se entendesse o que eu estava sentindo. Talvez, o meu sentimento fosse mesmo um reflexo do dele. Havia essa comunhão entre nossos corpos e nossas mentes.
- Eu te amo - me disse ele baixinho enquanto beijava meus cabelos.
- Eu te amo mais - disse como sempre respondia.
Estava feliz e tinhamos uma vida inteira pela frente. Viver naquele país árido, com os desafios diários e as guerras internas, não me assutava. Eu sabia que já amava aquele lugar, porque minha vida não teria nenhuma emoção ou sentindo se não fosse ali dentro dos braços daquele homem...Do meu amor... Da minha outra metade.
Um mês se passou desde o nosso casamento, despertei me sentindo muito mal, outra vez. Estava preocupada de ter pego uma virose. Havia escondido de Edward no começo achando que tinha comido alguma coisa que me caiu mal no estomago. Mas, já estava assim a uma semana e em vez de melhorar, cada dia sentia o meu corpo sem disposição, fraqueza, além do mal estar diário. Tava na hora de consultar um médico. Levantei com um enjôo violento e corri cambaleando para o banheiro no momento exato que Edward entrava no quarto.
- Bella! - ele veio rápido para o meu lado, ignorando minhas tentativas de empurra-lo para longe de mim.
- Saia daqui - gemi entre um jato e outro de vômito.
- Pode esquecer Bella, não vou a lugar nenhum. - disse prendendo os meus cabelos enquanto me curvava em outro espasmo de ânsia. Quando finalmente me ergui, fitei o seu rosto pálido.
- Você está bem? - perguntou assustado.
- Ando meio ruim do estomago. Agora que vomitei, vou ficar melhor - garanti
- Como assim? A quanto tempo isso vem acontecendo, Bella?
- Uma semana, mais ou menos. - respondi indo para pia escovar os dentes.
- Uma semana! Bela, porque não me contou isso antes?- perguntou tenso
- Acho que é uma virose. Não precisa tanto. - disse e ele saiu do banheiro em seguida
Estava terminando de me vestir quando ele voltou acompanhado pela Nura que segurava uma bandeja.
- O que pensa que está fazendo? - perguntou
- Estou me trocando, é óbvio. Edward, foi só um mal estar. Já passou - disse tentando acalmá-lo
- Bella, o Dr. Aziz já está a caminho e, até que ele chegue aqui e faça um diagnóstico você vai ficar deitadinha nesta cama onde tomara o café que a Nura tão amavelmente preparou. - disse firme.
- Isso não é necessário, já me sinto bem. - protestei em vão. Ele me levou até a cama e me fez recostar nos travesseiros enquanto acomodava a bandeja no meu colo.
- Seja boazinha e tome o seu café. - disse sorrindo mas, percebi uma ruga de preocupação entre as suas sobrancelhas. Suspirei sabendo que não adiantaria discutir como ele naquele momento e comecei a tomar o meu café. Estava mesmo faminta!
Quando Dr.Aziz chegou, tirou a minha pressão e fez várias perguntas, tipo, a quanto tempo me sentia assim, o que eu tinha comido desde o dia anterior que comecei a passar mal até o momento, se eu tivera contato com alguém com esses sintomas. Depois de avaliar tudo que respondi ficou um tempo em silêncio pensativo.
- Sra. Mansen, quando vieram as suas útlimas regras? - perguntou com uma expressão impenetrável. Eu o olhei assustada.
- Acho que uns dez dias antes do meu casamento. - respondi me dando conta que as minhas regras não vieram este mês. Um sorriso começou a se formar no meu rosto. Claro! Eu nunca tomei anticoncepcional e Edward não usava preservativo quando faziamos amor. Eu estava grávida! Por isso os enjôos matinais, o sono excessivo...Esperava um filho de Edward!
- Vou receitar um remedio para o enjôo, sugiro que a Senhora procure um especialista para acompanhar seu estado. - disse piscando maroto para mim.
- O que ela tem Dr. Aziz? O senhor não pode tratá-la? - Perguntou Edward aflito
- O que está acontecendo com a sua mulher, está fora da minha especialização, Sheik. - disse achando graça diante da aflição de Edward.
- Acalme-se, amor. Não é nada grave. Só vou ter um bebê. - disse tranquilamente
- Então temos que...O que você disse? - perguntou atônito
- Sua muher está grávida Edward.- disse o Dr.Aziz - Parabéns, você vai ser papai! - bateu nas costas dele e saiu deixando-nos a sós
Edward ficou como que grudado no chão e fiquei preocupada com a reação dele. Será que ele não queria filhos? Comecei a me levantar para ir até ele e, neste instante Edward pareceu acordar do seu transe e veio em minha direção, ajoelhando-se no chão ao lado da cama. Ele recostou a cabeça na minha barriga e começou a falar em árabe enquanto a acariciava e beijava. Lágrima escorriam pelo seu rosto, acariciei os seus cabelos emocionada.
Edward levantou a cabeça e me encarou, olhando nos meus olhos.
- Quando você me pediu para que eu te ensinasse como me fazer feliz, eu te disse que isso seria impossível. Que não poderia ser mais feliz do que já era mas, agora percebo que posso. Me sinto tragado pela felicidade de você ter um filho meu. Que será a continuidade da minha família...O meu herdeiro.
- Edward, pode ser uma menina. - disse avaliando sua reação.
- Não importa. Seja ele ou ela, será bem-vindo e recebido como o fruto do nosso amor. Eu amarei do mesmo jeito. - respondeu com um sorriso sincero e eu o amei muito por isso.
- Marcaremos uma médica ginecologista e obstreta para você amanhã. Quero acompanhar cada momento dessa gravidez. - ele garantiu.
- Vamos ligar para os meus pais! - pedi levantando.
- Você se sente bem? - perguntou com seu excesso de zêlo.
- Sim, papai. - respondi e ele sorriu. Descemos para ligar para nossa família e amigos contando a novidade.
Meus pais ficaram muito felizes e Renée prometeu vir para estar comigo antes do parto. Ligamos também para Alice e Jasper. De comum acordo com Edward, os convidamos para serem os padrinhos do nosso bebê. Alice ficou fora de sí de tanta felicidade.
- Bella! Eu te amo. Obrigada...Obrigada!. Uma sobrinha afilhada...Nem acredito! - eu ria com ela e tinha certeza que estava pulando.
Jasper também nos deu os parabéns e agradeceu o convite, feliz. Combinamos que eles vriam no próximo final de semana para comemorarmos. Depois que desligamos, Edward avisou a familia dele que festejou desejando bençãos para nossa casa e filhos.
- Venha, vamos escolher o quarto do nosso bebê. - propôs Edward.
Subimos e acabamos decidindo por um quarto que ficava a esquerda do nosso, todo pintado de um verde suave.
- Quero os móveis brancos. Não vejo a hora de arrumar o quartinho do nosso bebê. - disse me abraçando a Edward.
- Podemos escolher os móvei depois da consulta com a sua médica, amanhã. - ele prometeu sorrindo
- Não é muito cedo? - perguntei com um brilho no olhar.
- Não. Vamos curtir cada dia desta espera até podermos embalar nos braços nosso bebê. - disse feliz.
Achei tão lindo a atitude dele diante daquela situação que fiquei na ponta dos pés e enchi o rosto dele de beijinhos fazendo-o rir.
- Agora é a minha vez de agradecê-lo. Obrigada por me fazer tão feliz! Me sinto completa com o seu amor e por saber que carrego dentro de mim uma prova viva dele. Eu te amo! - disse olhando-o com adoração.
- Eu te amo mais - respondeu ele emocionado e me beijou apaixonadamente.
Sabíamos que uma nova fase começava em nossas vidas, ainda mais feliz, se é que isso era possível. Se dependesse de mim, eu iria encher aquele palacete de crianças com a cara de Edward que correriam rindo por seus corredores trazendo mais alegria para nossas vidas...Para o que agora definitivamente seria o nosso lar!
FIM.





