Edward e eu dormimos poucas horas. Fazer amor com ele era como respirar...Nunca cansava. Acho que testamos todas as posições do Kama Sutra. Edward era um amante experiente e preocupado com o meu prazer, enfim, de todas as maneiras eu gozei gemendo descaradamente alto!
Quando levantamos, pela manhã, fomos nos preparar para a viagem. O carro que me levaria não seria mesmo que levaria Edward, mas, eu não queria me separar antes dele.
Tomamos café juntos, Edward às vezes fazia um carinho no meu rosto e me fitava em silêncio como se quisesse gravar minha imagem na memória e, de vez em quando ele me brindava com aquele sorriso torto que eu tanto amava.
- Vai sentir a minha falta?- perguntei fazendo carinha de carente e ele riu
- Você não faz idéia do quanto. - respondeu puxando meu rabo de cavalo.
- Três dias passarão logo! - disse mais para mim do que para ele.
- Será uma eternidade para mim, fique você sabendo.- ele respondeu.
- Já te disse que te amo, hoje? - perguntei dando um sorriso meigo.
- Já, mas, sempre é bom ouvir. - disse se inclinando para me beijar.
Ele me acompanhou até o carro que me levaria e falou em árabe com o motorista dando instruções, depois virou-se para mim.
- Salim vai te levar em segurança até lá e em três dias a partir de hojê irá buscá-la. - disse indicando o motorista que segurava a porta do carro olhando discretamente para baixo. Eu assenti e ele me puxou contra o seu corpo me dando um longo beijo e depois se afastou rapidamente me deixando ofegante.
A viagem foi longa e meu ex-professor me aguardava, após uma ligação minha. As escavações estavam bem adiantadas e muita coisa já havia sido catalogada. Assim que cheguei ele me apresententou a outra arqueóloga com quem trabalharia e dividiria a tenda.
Alice era baixinha, cabelos pretos curtos e repicados, olhos grandes e castanhos , sorriso fácil e muito falante, gostei dela imediatamente. O primeiro dia tomei conhecimento do que eles já tinham encontrado e do que se tratava a descoberta.
O Professor Jasper Hale, estava empolgado porque acreditava ter feito um grande achado que confirmaria os textos Bíblicos. Eles encontraram indícios de que hebreus radicados no Egito conheciam a escrita semita já no século 13 antes de Cristo. Moisés, que havia recebido uma educação muito abrangente na corte de Faraó, teria sido seu sábio de maior destaque. E isso teria dado a ele as condições para escrever o relato bíblico sobre a saída do Egito.
Algumas inscrições encontradas em uma mina, próximo as Pirâmides, bem como a descrição detalhada da construção da cidade de Ramsés, edificada por volta de 1220 a.C. no delta do Nilo, comprovariam que os hebreus realmente viveram no Egito no século 13 antes de Cristo. A cidade de Ramsés só existiu por dois séculos e depois caiu no esquecimento, portanto, o relato só poderia vir de uma testemunha ocular.
Também as dez pragas mencionadas na Bíblia, que forçaram Faraó a libertar o povo de Israel da escravidão, não poderiam ser, conforme os pesquisadores, uma invenção de algum escritor que viveu em Jerusalém cinco séculos depois...foram encontrados os restos de um grande acampamento, as ruínas de um altar e de doze colunas de pedra.
Essa concordância com a descrição no livro de Êxodo (Êx 24.4) provaria, segundo o professor, que o povo de Israel realmente esteve por um certo tempo no deserto. Fiquei impressionada com a grandiosidade da descoberta e feliz em ter a oportunidade de fazer parte disso tudo, mesmo que por alguns dias e, entrei de cabeça no trabalho, ajudando Alice a limpar os achados e a catalogar.
No final do dia, apesar de realizada eu estava exausta, as costas doendo e precisando de um banho desesperadamente. Pensei naquela imensa banheira na casa de Edward e suspirei, mas, me contentei em tomar o famoso banho de gato. No deserto eu aprendí que água era para ser usada e consumida com parcimônia.
- Amanhã poderemos participar das escavações, Bella. - disse Alice entusiasmada. Ela me explicara que o Professor Hale fazia questão que todos trabalhassem num esquema de rodízio entre a escavação e a catalogação dos achados e fiquei feliz porque a excitação e a adrenalina de todo arqueólogo era encontrar algo nas escavações.
No começo da noite, foi acesa uma grande fogueira no centro do acampamento e um cozinheiro encarregado das refeições serviu uma sopa de legumes com carne. Fazia frio no deserto e a sopa caiu bem.
Depois disso, Alice e eu nos recolhemos porque as escavações começariam cedo no dia seguinte. Estava deitada numa cama que parecia uma maca baixa, o coxão duro e pensando que só poderia me sentir mais feliz se o Edward estivesse nesse momento me envolvendo no seu abraço acolhedor para eu dormir. Com esse pensamento e embalada pela saudade daquele corpo, adormeci.
Quando acordei, metade do acampamento já estava em plena atividade, inclusive Alice já havia se levantado e estava completamente vestida.
- Bom dia, Bella adormecida! - cumprimentou saltitante. - Hora de levantar e tomar café para irmos à campo. - Disse com um sorriso.
Levantei de um salto e me vesti apressadamente. O café servido puro era forte como todo árabe gostava, e eu também. Para comer, frutas secas, pão árabe e a deliciosa coalhada seca. Orientada pela Alice comi bem porque, depois que estivesse envolvida na escavação, não teria hora para parar.
Satisfeita, fui buscar as minhas ferramentas e segui junto com a Alice para o local que ficaríamos, um pouco ao norte do acampamento. Passamos o dia todo, mas, além de pequenos pedaços de cerâmica, não encontramos nada de muito valor histórico.
Como na noite anterior, as pessoas se reuniram em volta da fogueira para jantar e trocar idéias sobre as descobertas e suas espectativas. Contei a Alice tudo que me acontecera e ela dava gritinhos de surpresa durante a minha narração.
Quando falei da minha história com o Edward ela suspirou e lançou um olhar apaixonado para o professor Jasper.
- Alice! Você está apaixonada pelo Prof. Hale!- exclamei surpresa
- Sim. Mas, ele nem me nota Bella. - disse com um sorriso triste.- Trabalhamos juntos a quase 1 ano e ele me olha de forma especial, mas, nunca procurou maior aproximação neste tempo todo.
- Alice, o Prof. Hale sempre foi muito reservado e tímido. Já tentou dar alguma abertura?- qui saber
- Não tenho coragem Bella. Também sou um tanto tímida e aqui sempre estamos tão envolvidos no trabalho.- disse suspirando - Eu vou ajudar vocês. - disse de repente.
- O que está pensando em fazer? - perguntou ela animada - Edward comentou quem tem interesse em patrocinar algumas pesquisas...Estava pensando em convidar vocês para jantar no palacete de Edward e conversarmos sobre uma possível parceria. Claro que madaremos um carro para vir buscá-los e depois trazê-los. O que acha? - eu estava feliz com meu Edward e queria que ela ficasse bem com o Prof. Jasper Hale.
- Perfeito, Bella - Alice batia palminhas feliz. - Vocês ficarão algumas horas as sós no carro e faça alguma coisa acontecer Alice. - disse eu matreira.
- Sim. Sim, Bella. Eu realmente só preciso ter uma oportunidade de conversar um pouco mais com ele. Tenho certeza que o seu plano dará certo.- Alice levantou-se e me abraçou.
- Obrigada, amiga! - Não por isso! - devolvi o abraço. Quando levantamos para ir deitar, ví quando o Prof. Jasper acompanhou com o olhar a Alice.Talvez eles só precisassem mesmo de um tempinho a sós, pensei sorrindo. Na manhã seguinte estava terminando de tomar café quando um carro se aproximou.
Reconheci a mercedes do Edward, mas, o motorista era outro.
- Senhorita Swan. Sou Mohamad. - ele se apresentou. - O sheik pediu que viesse buscá-la.
- Mas, ele já voltou? Tinha me dito que voltaria somente amanhã. - estranhei
- Ele acabou resolvendo tudo e voltando antes do que previra. - explicou.
- Está bem. Por favor, me acompanhe para pegar as minhas coisas e colocar no carro, enquanto me despeço dos meus amigos.- pedi e ele o fez.
- Prof Hale, obrigada pela a preciosa oportunidade que me deu.- agradeci sincera.- Gostaria muito de recebê-los, você e a Alice na casa do Edward. Ele tem interesse em patrocinar escavações, professor. Acho que podemos pensar numa parceria. O que acha? - perguntei e ví o rosto do Prof. Jasper se iluminar.
- Eu que agradeço, Bella. Aceitamos, com prazer.- disse sorrindo.
- Que bom. Então espero vocês na próxima semana. Que tal Sábado? Mandaremos o carro vir buscá-los cedo para passarem o dia conosco e no domingo motorista os trará de volta.
- Bella... Não sei se poderei me afastar tanto tempo assim.- disse com preocupação.
- Será só um dia, Professor. Você tem bons profissionais trabalhando aqui que podem cuidar de tudo sem que as escavações sejam prejudicadas pela nossa ausência.- disse Alice. Ele a olhou por um tempo pensativo e virando-se para mim, assentiu.
- Está bem. Combinado. - disse apertando a minha mão.
- Então, até sábado - disse contente. Abracei a Alice e entrei no carro. Na viagem fui pensando em Edward. Estava com saudade. Tomaria um banho gostoso poria uma roupa feminina e perfumada e me jogaria nos seus braços para cobrí-lo de beijos e matar a saudade que cada poro no meu corpo sentia dele.
Suspirei feliz ansiando estar naqueles braços que tanto amava. Não sei bem em que momento comecei a prestar atenção na paisagem e um sentimento de alerta despertou em meu cérebro. Talvez porque já devíamos ter chegado ao destino e não via ainda a cidade...talvez por causa da forma como o motorista me olhava pelo retovisor.
- O que aconteceu com o Salim? - perguntei ao motorista
- Ele estava indisposto, senhorita. - respondeu com um sorriso cínico. Chegamos numas ruínas e ele estacionou.
- Onde estamos? Por que parou aqui? - perguntei entrando em pânico. Ele não respondeu e abrindo a porta do carro me puxou grosseiramente para fora.
- Última parada, senhorita. - disse me segurando pelos ombros enquanto uma mão que veio por trás colocou um lenço tampando a minha boca o o meu nariz. Foi tudo que tive consciência antes de apagar.





